
É incrível como a mentalidade tacanha de certas pessoas causa prejuízos, muitas vezes, irreparáveis a toda uma nação. Como na postagem anterior: “QUEM COM PORCOS SE MISTURA, FARELO COME”. Um país tem a qualidade de vida diretamente ligada à qualidade de seus políticos.
Em sua sanha nacionalista e burra, a Bolívia, ameaça nacionalizar até as latrinas em seu território. Tudo muito justo. Nós fizemos o mesmo no passado. Porém, a diferença básica é o desrespeito à legislação, do país e internacional, no que tange as indenizações devidas. Com a arrogância dos nécios, Evo Morales, avança com tropas sobre o patrimônio alheio como um meliante insaciável.
Não se discute o direito inalienável, diga-se de passagem, de seu país ao domínio de seus recursos naturais. Discute-se a forma como essa “retomada” é procedida. Na década de 1930, encontramos um paralelo nas ações andinas e na inação brasileira. Quando Hitler começou a equipar, armar e treinar tropas, anexar territórios e intervir na Espanha. A diplomacia da época “deixou rolar” achando que a sanha e a sede de poder do baixinho de bigodinho estranho acabaria. Quando acordaram para a realidade, já era. E deu no que deu.
Aqui nos trópicos cocaleiros, temos um comportamento semelhante. Tomando posse truculentamente e sem indenizar ninguém de tudo o que foi construído em seu país, o presidente boliviano apenas tenta distrair seu povo de sua situação desesperadora. Fome, analfabetismo, desemprego e desesperança, são fantasmas cotidianos na Bolívia. Muito mais do que aqui.
Se na primeira investida do gordinho andino, nosso barbudinho tupiniquim tivesse respondido duramente; nada disso estaria acontecendo. Agora, sentindo que a “vaca vai pro brejo”, o discurso é endurecido.
Aí, caro leitor, você pode perguntar: “Iríamos à guerra?”
Claro que não. Faríamos como toda grande nação faz. Imagine se o México baixa um decreto proibindo que seus cidadãos exportem ou façam tortillas e nachos para os americanos. Bush e os diplomatas cowboys chamariam os “ilegais” para uma audiência e diriam: “Façam tortillas e nachos à vontade que lhes daremos a cidadania”.
Alguma dúvida de que choveriam nachos e tortillas nos EUA?
Aqui seria mais simples ainda. Como a Bolívia depende, quase que exclusivamente de nós para consumir suas “flatulências telúricas”, eu mandaria um assistente do office-boy do ascensorista do Itamaraty, falar com o embaixador boliviano. O recado? Simples: “A partir de hoje, compraremos gás da Argélia. Dutos venezuelanos em nosso território? Só quando o Íbis for campeão mundial em Tóquio e o Romário fizer o gol 3.000”.
Garanto que, o gordinho andino, não iria contentar-se em mascar coca e cheirar gás pra sobreviver.
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