
Que nossa justiça é uma das piores do mundo, ninguém duvida. Ineficiência, morosidade, excesso de recursos, juízes mal preparados e que se acham acima do bem e do mal. Benesses e mordomias fartas; palácios nababescos e sem razão de ser. Além, é claro, de muita grana jorrando em acordos escusos e vendas de sentenças para quem quiser pagar. Esta aí a Polícia Federal que não me deixa mentir.
E exemplos não faltam:
O caso Bateau Mouche: Desde 1989 (quase vinte anos) as famílias das vítimas lutam nos tribunais em busca de indenizações. Três dos sócios fugiram para o exterior após serem beneficiados com os famosos “Habeas Corpus” que tanto nossos juízes gostam de conceder para os ricos escaparem das mazelas que cometem e da cadeia. Nas palavras do advogado das vítimas: “- Ninguém recebeu nada ainda. O caso teve mais de 30 recursos e seguiu até o Supremo Tribunal Federal. Três sócios do Bateau Mouche foram condenados à prisão, mas fugiram para a Europa – enfatiza. – Espero que finalmente vítimas e parentes sejam indenizados”.
Num outro exemplo de falta de visão, um desembargador diminuiu os valores das indenizações as vítimas do desastre da Gol, para 200 salários mínimos; cerca de 76.000 reais. Para basear sua decisão, alegou que “era o valor máximo das indenizações que estava acostumado a conceder”. Ora, um total absurdo. Sequer levou em consideração às circunstâncias dramáticas a que os parentes foram submetidos tendo que acampar na selva e ver, diante de si, os corpos mutilados de seus entes queridos. Além das proporções da tragédia; sequer colocou-se no lugar dos que perderam mães, país e meios de sustento. Aplicou apenas um subjetivo e ridículo argumento.
No TJ do Rio, seu presidente, mantém a esposa empregada e recebendo um bom salário, mesmo com decisão do Conselho Nacional de Justiça que ordenava sua demissão. Uma vez que a senhora não era concursada. Com a apresentação de uma liminar (julgada por um colega de tribunal) a ilustre dama manteve seu caraminguá. Agora, numa decisão histórica e unânime, o Conselho revogou a decisão e a obrigou a devolver todos os salários recebidos desde a data da decisão anterior.
O emblemático caso do Juiz Lalau que se apropriou de milhões e vive curtindo sua fortuna ilícita e uma polpuda aposentadoria em sua “prisão domiciliar”.
Nosso poder judiciário deve passar por uma reforma muito maior do que a de procedimentos: Uma reforma na moral e nos pensamentos dos juízes. Retirar-se deles a errônea idéia de que são seres divinos e detentores de poderes sobre-humanos. Passíveis de serem adorados e idolatrados e de receberem facilidades e sacrifícios em sua honra. Só a conscientização de que devem trabalhar como todo cidadão e de que estão submetidos aos controles e as normas legais como qualquer um, mudará a face mais cruel e danosa desse poder: Sua indiferença.
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Creio que não seja apenas o judiciário que necessite de uma reforma e urgente, o povo brasileiro em si precisa de uma reforma moral, para ver se aprende de uma vez por todas e começa a agir, ao invés de ficar apenas lamentando sobre esse tipo de coisa.
a [in]justiça é patética ¬¬
Olá!
Sempre bom passar por aqui, textos informativos e para o debate atual…
Penso que temos que fazer uma reforma urgente nos 03 poderes, é tanta corrupção e impunidade que não da para isentar os demais…
Abraços
Everaldo Ygor
http://outrasandancas.blogspot.com/
Eu acho teríamos que fechar o nosso judiciário pra balanço. Um dos maiores problemas desse país é a impunidade, que se sustenta pelas leis criadas há décadas por renomados juristas que também eram donos de grandes bancas de advocacia, de tal modo que elaboraram leis que permitissem a eles mesmos, seus sócios, filhos, netos deitarem e rolarem. Você esqueceu do mais recente, o caso do Ronaldo Cunha Lima, que tirou um sarro da cara do supremo ao renunciar do cargo de deputado para não ser julgado, obrigando que seu processo voltasse a tramitar desde o início no foro comum da Paraiba. Um dos juízes do supremo, o negro cujo nome não me recordo, tomou isso como um insulto e teria feito o Cunha Lima ser julgado no Supremo, mas seus colegas de toga não concordaram com ele e agora Cunha Lima, que deu um tiro na cara de um homem, jamais será julgado pelo seu crime.
acho q o judiciario eh apenas refelxo da sociedade, em q honestidade eh apenas um empecilho, e o q conta mesmo eh o jeitinho.
vc ja leu sobre sobre o homem cordial?eh mais ou menos por ai q td no brasil funciona
Muito bom o texto. Concordo plentamente. Sabe, me formei em Direito, mas nunca trabalhei com tribunais. Por qu?? Porque n?o tenho paci?ncia para a burocracia. Dou apoio jur?dico no pr?-contencioso, tentando sempre evitar o rescurso ao tribunal.
E o recurso judicial hoje em dia s? para quem tem tempo e dinheiro para esperar anos pelo resultado…
Reforma j
Muito bom o texto. Concordo plentamente. Sabe, me formei em Direito, mas nunca trabalhei com tribunais. Por qu?? Porque n?o tenho paci?ncia para a burocracia. Dou apoio jur?dico no pr?-contencioso, tentando sempre evitar o rescurso ao tribunal.
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Muito bom o texto. Concordo plentamente. Sabe, me formei em Direito, mas nunca trabalhei com tribunais. Por qu?? Porque n?o tenho paci?ncia para a burocracia. Dou apoio jur?dico no pr?-contencioso, tentando sempre evitar o rescurso ao tribunal.
E o recurso judicial hoje em dia s? para quem tem tempo e dinheiro para esperar anos pelo resultado…
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Muito bom o texto. Concordo plentamente. Sabe, me formei em Direito, mas nunca trabalhei com tribunais. Por qu?? Porque n?o tenho paci?ncia para a burocracia. Dou apoio jur?dico no pr?-contencioso, tentando sempre evitar o rescurso ao tribunal.
E o recurso judicial hoje em dia s? para quem tem tempo e dinheiro para esperar anos pelo resultado…
Essa das indenizações da Gol foi algo mais do que absurdo, quero ver se fosse algum parente desse “ser humano” que estivesse entre as vítimas o que ele teria feito.
Quando ouvi essa notícia que a esposa do presidente do TJ aqui do Rio, teria de devolver todo o dinheiro que ganhou entre a tal liminar que a mantinha no cargo, além do espanto senti um certo alívio, nunca imaginei que algo assim seria feito por aqui. Será que estamos tomando jeito?
Penso na seguinte composição:
O povo brasileiro é um povo em geral molóide e submisso, que reclama só quando quer e não passa da reclamação.
O povo vota no político que faz as leis que molda o legislativo que dá poderes a advogados e juízes de fazerem o que fazem e quem perde com isso é o povo, que ainda assim reinicia o “Ciclo da chuva de merda” a cada dois anos sem que nada mude, aliás, muda, para pior.
Isso, é claro, até algum núcleo se revoltar e assumir os poderes, nos moldes chavistas ou militares. Como os militares atuais são velhos enfiados em suas casas comendo as empregadas e a geração atual é um bando de desesperados famintos e sem cultura, acredito que o próximo golpe vira ou dos chavistas.
Mesmo porque, como na revolução francesa, determinadas coisas acontecem quando um poder quer suplantar o outro acomodado.
Logo, é só esperar para dar reverência a algum Beira-Mar do futuro. =/
Olá adorei seu texto!!
parabens!
No último dia 12 de maio do corrente, tive uma prova clara da incapacidade judicial mais especificamente o juizado Especial Cível da cidade de Limoeiro no estado de PE, que não foi capaz de reconhecer fatos claros de perdas e danos sofridos por mim. Concordo plenamente com você quando coloca que alguns Juizes se acham acima do bem e do mal.
Acho que valores morais foram jogados no lixo, pois, no meu caso fui caluniado e insinuado de falcificação de documentos e a MMª disse simplesmente que “nem todo aborrecimento pode ser considerado dano moral, pois todos nós temos transtornos, no dia-dia” Hora tenha santa paciência pra ouvir isso e ficar calado!
Parabéns pelo Blog!