A vergonha da política brasileira


Segundo Dante, o escritor da Divina Comédia, numa das esferas do inferno os condenados sofrem e seus lamentos são apenas o choro e o ranger de dentes. E lá, suas almas ficarão até que paguem por seus pecados.

Mas como esse negócio de inferno é coisa que ficção, pelos menos aqui no Brasil, os pecadores riem e dão gargalhadas, ao curtirem todo o dinheiro que desviam em suas falcatruas e mamatas que, invariavelmente, acabam impunes.

E não poderia ser diferente na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Em votação realizada nesta terça-feira (01/04), três dos cinco acusados de desvios e fraudes no sistema de benefícios aos funcionários; foram absolvidos, apesar do relator do processo afirmar que as provas das irregularidades eram robustas e irrefutáveis. Mesmo assim, “os medalhões” foram poupados e apenas duas acusadas foram punidas temporariamente. Isso porque, pelo retrospecto da Alerj, é bem possível que as deputadas retomem suas atividades em breve. Em outras ocasiões, brechas e processos mal feitos (talvez propositadamente) permitiram que a justiça decretasse o retorno de corruptos expulsos dos quadros da Câmara Estadual.

A dura realidade, é que não se podia esperar outro comportamento de uma casa onde o presidente responde a vários processos e já foi acusado de manter trabalhadores em regime de escravidão em suas fazendas; salvou-se com a estranha desculpa que sempre é usada pelos escravagistas modernos e que, estranhamente, sempre é aceita pelas autoridades brasileiras: “Eu não sabia”.

Assim, a comédia e o teatro formado na Alerj ontem, serviu apenas para uma “satisfação” capenga a sociedade. Pois, o principal acusado, e que comprovadamente armou o esquema de fraude; inclusive ensinando aos outros deputados como operacionalizar o esquema foi absolvido. A cara-de-pau foi tão grande que um dos acusados se disse “vítima” de uma quadrilha. É estranho que uma “vítima” receba uma fortuna em dinheiro desviado por seus “algozes”. Desse modo, ser uma “vítima”, será prioridade de muitos nesse ano.

E, então, a vida passa… eleição vai, eleição vem; e eles estão sempre aí… mamando e engordando suas contas bancárias. Afinal, eleitores desatentos o vendidos existem aos montes e se dispõe a perpetuar essa corja de larápios e troca sua dignidade por algum favor mínimo ou uma benesse transitória.

Enquanto isso, a população honesta e ordeira, é que vive no inferno de nunca poder contar com um atendimento de qualidade nos serviços públicos e nem com a hombridade de seus políticos. A nós, restam apenas a cara de tacho e o nariz de palhaço. E esperar pelo próximo escândalo e pelas próximas absolvições.

Lembre-se sempre de quem cala, aceita passivamente ou se omite, é cúmplice desses bandidos. Prepare-se, se interesse mais em conhecer os candidatos. Elimine os elementos parasitas e espertalhões. Lugar de ladrão é na prisão!

Pense nisso e faça alguma coisa.



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