CHINA, TIBETE, OLIMPÍADAS E A BURRICE HUMANA.

Quem poderia acreditar que um país altamente fechado, em relação ao direito de expressão, pudesse sediar um evento tão importante como as Olimpíadas?
Quem poderia acreditar que um movimento tão ativo, repleto de celebridades mundiais, ficaria calado e perderia a oportunidade dourada de mostrar-se para o mundo todo?
Parece que apenas os burocratas chineses acreditaram nessa “estória da carochinha”. Afinal, num evento como esse; a comunidade internacional olha o país que o sedia com atenção redobrada. Qualquer problema ou situação, considerada corriqueira no dia a dia, transforma-se imediatamente em crise.
Nos países orientais, é comum que pequenas falhas e problemas sejam encarados como fontes de vergonha e reprovação nacional. Por isso mesmo, os grandes desastres e outras convulsões sociais eram “varridos para baixo do tapete” e as notícias da ocorrência desses fatos levavam dias ou, até mesmo, meses para chegarem até nós.
Mas hoje, com a popularização dos meios eletrônicos, satélites, acesso a Internet fácil, barato e portátil; isso é quase instantâneo. Por mais que autoridades totalitárias procurem inibir a propagação das informações, elas “navegam com a velocidade da luz”.
Assim, de nada adiantou a burocracia chinesa espalhar ao mundo que os protestos acabaram no Tibete e nem que havia “paz” nas províncias. Até mesmo a farsa armada para que a imprensa internacional viajasse por um “mar azul”; fracassou miseravelmente ante a aparição heróica de um bando de monges budistas “enlouquecidos”.
As olimpíadas nasceram na terra que foi o berço da democracia e da liberdade de expressão. Sua força histórica é carregada de simbolismos que, mesmo no mundo fútil e demagogo de hoje, fazem com que os homens procurem evoluir e encararem o fato de que são simplesmente humanos; e, por isso mesmo, falíveis.
Tais eventos deveriam ter como requisito base para os países candidatos a sediá-los a total liberdade de expressão de idéias, pensamentos e vontades. Assim, evitar-se-iam seu uso político e as tentativas patéticas e fúteis de “tapar-se o sol com a peneira”. Uma nação como a China não pode, sob nenhum aspecto, sediar um evento que tem como idéia principal à liberdade e a confraternização humana. Pois não pode haver uma sem a outra.
Claramente “um prêmio” pela abertura econômica de um mercado gigantesco e faminto ao capital internacional, as Olimpíadas foram usadas como moeda de troca junto ao governo chinês. Mas as pessoas não são burras. A consciência mundial não pode ser manipulada pelo Estado Totalitário, pela burocracia e pelos interesses econômicos internacionais. Mesmo que a opinião pública mundial seja inerte em muitos momentos. A desgraça e a violência sofrida por semelhantes em qualquer parte do planeta (vide os desastres naturais recentes e passados e a situação de genocídio e fome na África), despertam sempre a comoção e a mobilização do “cidadão comum” espalhado pelo globo. Muito mais ainda, quando a figura carismática e sedutora de um personagem como o Dalai Lama é o porta-voz oficial de um movimento libertário.
Infelizmente o governo chinês, como faz qualquer regime totalitário, achou que a força e o “peso” de sua máquina repressora seriam capazes de abafar o clamor e o sofrimento de uma nação.
Mas, pelo jeito, fracassaram miseravelmente.
E você leitor; qual a sua opinião?
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Seu blog está excelente amigo, que tal uma parceria de links entre os nossos blogs?
Vou aguardar a sua resposta.
Um abraço!
Dá uma passada lá e confere, ok?
Abraço e até.
E não se esquecer da forma como o governo totalitário, em nome do capitalismo progressista – se é que isso existe -, oprimiu estudantes há poucos anos.
As olimpíadas são jogos políticos – ninguém duvida disso. EE.UU., a antiga URSS, Cuba, Japão e outros países usaram os jogos como forma de propagar regimes.
A questão é: deve-se continuar assim?
boicote resolve?
Um abraço!
Depois, porque, realmente, tal como disse Dalai Lama, a violência nunca é a melhor solução.
Não estou – sinceramente – em nenhum dos lados, e só espero que este conflito entre o Tibete e a China acabe depressa.
Um grande abraço, arthurius
Anos após a guerra fria a estratégia volta a ser a mesma : um regime fazer escândalo sobre o outro, e nós do Ocidente somos obrigados e escutar toda semana essas histórias da “desumanidade” da China todo santo dia, autoritário ou não, a China é uma potência e merece uma Olimpíada como qualquer outro país, afinal é um evento esportivo mundial que nada tem a ver com restrições políticas ou ideológicas.
As informações correm rápido sim, mas essas quem garante que elas vem da fonte correta. Essas informações que vêm da China saem da Europa. Alguém se preocupou em saber a opinião do povo chinês?
É isso…abraço!
http://masporque2.blogspot.com
http://bananasfrita.blogspot.com
Eu sou a favor da independência de todos os povos… mas nunca conheci nenhum estado que era a favor de fazer isso dentro de seu próprio território…
Se os Jogos Olímpicos representam justamente a democracia e a liberdade, não há nada de errado em ser sediado por um país que abriga grande parcela da população mundial, que tem uma reserva milenar de conhecimentos, respeitando a liberdade que a China tem de escolher seu regime político, por mais autoritário que possa ser. Países que foram sede das Olimpíadas anteriormente também tinham suas divergências e questões polêmicas, mas este é um evento esportivo e quanto mais o usarmos como forma de propagar regimes, mais sua essência irá se perder. Concordo que se deve discutir sobre o que não achamos certo, mas o conflito no Tibet, por exemplo, existe muito antes de virar manchete em todos os jornais do mundo. Questionemos, sim, atitudes desumanas. Mas saibamos diferir entre o que são diferentes maneiras de pensar e reais torturas, pois a mentalidade do povo chinês não é a mesma do ocidental. O povo chinês é mais satisfeito em relação ao governo do que o povo norte-americano, de quem o presidente questiona que a China deveria conceder mais liberdade á sua população como único meio de o país evoluir. E quem impõe suas vontades sem escrúpulos como ele, não tem muita moral de questionar. A China já chegou até o patamar atual sem interferências externas e é isso que pretende evitar.
Ao mesmo tempo que se diz que o Dalai Lama é uma Santidade pacifista, oblitera-se o facto de ter sido sempre apoiado pelas mais sanguinárias forças do mundo, como a própria CIA como é bem sabido.
Ao mesmo tempo que se pinta dos monges uma figura carismática e pacífica, esquece-se como era o regime no Tibete quando era determinado por esses monges, por esse clero, por esses senhores feudais.
Para uns, ter um regime político baseado na crença religiosa e ter uma hierarquia social alicerçada no dogma religioso é sinal de atraso democrático. Para outros, pelos vistos, o regime feudal de exploração generalizada do povo, de propriedade religiosa das terras e de domínio religioso das populações é um sinal de avanço… O que é estranho é que as mesmas pessoas têm a primeira análise quando se trata do seu país ou do Iraque, por exemplo. Mas têm a segunda quando se trata da República Popular da China e do Tibet. E isso denuncia bem a manipulação que é feita em torno das questões do Tibet. Além disso, restará dizer que o Tibet é uma das regiões mais desenvolvidas e mais igualitárias da RPC, que apenas uma pequena percentagem da população é Lamaísta e que existe um Regime de Autonomia Política e Administrativa do Território que foi decidido em conjunto com o próprio Povo da região do Tibet.
Concordo plenamente com você.
Quem nomeou o Dalai Lama como líder? Talvez o povo e a lei tibetana.
O Dalai Lama é indicado ao trono do Tibet como todos os Lamas o são:
“Direito Divino”, como a lei tibetana diz. Mas não é “de pai para filho”. É
feito o teste das “encarnações”. Os Lamas o elegem. Ele já era o soberano do
Tibet quando a China invadiu o país. Sendo ele o mais novo refugiado na
época e empreendendo uma das mais espetaculares fugas da história moderna.
Com a ajuda do… povo.
Se os monges são carniceiros aproveitadores e usurpadores que oprimiam o
povo; porque o próprio povo ajudou na fuga e pranteia seu líder até hoje?
Por que o próprio povo do Tibet quer o Dalai Lama de volta? Para ser
usurpado e explorado?
O fato de ter apoio de nações “sanguinárias” para sua causa; terá mesmo? Se
fosse assim, já não estaria recolocado no poder através de uma “guerra
libertadora”?
Você está confundindo apoio de celebridades e cidadãos com “governos
sanguinários”. Você está confundindo a forma como ele é recebido aonde vá
(com honras de chefe de estado) com apoio. Ele, como o Papa católico, é um
chefe de estado e; independentemente de qual nação o receba,
diplomaticamente tem que ser saudado como tal.
É estranho que você diga que a minoria é que quer a liberdade da China. Será
mesmo?
Ou você não está se rendendo a manipulação comunista?
Sim, porque isso existe dos dois lados. Tanto lá, quanto cá. Como já
disseram: “Na guerra, a primeira vítima é a verdade”.
Não me pego a ideologias. Me pego a fatos e o que você diz; simplesmente não
condiz com os fatos. Se o Dalai Lama fosse um sádico belicista travestido de
pacifista; em mais de meio século de exposição constante na mídia e
observado por todos os lados a cada passo e espionado pelos chineses com uma
lupa; a “verdade” já estaria descoberta há muito tempo.
Quanto ao povo ter “escolhido” a liderança atual. Uma pergunta; você diria
“não” a uma indicação do “Partido” na China?
Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vindo.
Um abraço.
A. Maximus