Visão Panorâmica

GENERAIS, ÍNDIOS E A BURRICE.

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De olho no Brasil


O fim do governo militar em nosso país, fez com que comemorássemos a volta do Brasil a normalidade política e a democracia. Contudo; visões próprias da ótica militar não podem ser ignoradas ou atribuídas a um desejo de retorno ao status de ditadura e, muito menos, relegadas ao simples “bate boca”.

A “bronca” do General Augusto Heleno, Comandante Militar da Amazônia, de que a demarcação de gigantescas reservas indígenas nas zonas fronteiriças brasileiras é um risco para a nossa soberania na região é verdadeira.

Tratando-se de uma área de difícil acesso e reconhecidamente dotada de recursos minerais e naturais quase inesgotáveis; a selva amazônica é fonte de cobiça mundial. Inúmeras “ONGs” e “voluntários internacionais” enxameiam no território amazônico tentando “ajudar” os povos ribeirinhos e os índios da região.

Essa “ajuda” dada pelas “ONGs” e “voluntários”, já rendeu ao Brasil a perda dos direitos de comercializar o cupuaçu (recentemente recuperado); o guaraná; o açaí; etc… Espertalhões japoneses e europeus patentearam os nomes de nossas frutas tropicais e, para realizarmos as exportações, somos obrigados a pagar-lhes “royalties”. Da mesma forma, esses espertalhões agem junto aos índios com subornos em drogas, bebidas alcoólicas ou mesmo efetuando pagamentos irrisórios pelos recursos extraídos.

Entregar a uma centena de índios uma área mais vasta do que alguns países é uma temeridade e uma burrice. Na realidade, índios mesmo, nós temos muito poucos. Apenas as tribos que estão interiorizadas na Amazônia e, em alguns pontos do centro-oeste, ainda podem ser chamadas de tribos indígenas. O restante são apenas pobres iletrados e, muitas vezes, mal intencionados que usam da denominação de “índios” apenas para escaparem de seus crimes e para contrabandear nossos recursos naturais. Se você, leitor, observar bem as “manifestações de índios”; muitos deles sequer possuem mais as características étnicas indígenas. Alguns têm carros, TV por satélite e todos os confortos modernos. Índios? Não; malandros e espertalhões.

Os recentes acontecimentos na Reserva Raposa Terra do Sol, ressaltam esse ponto de vista. Vários “índios” já foram presos pela Polícia Federal contrabandeando drogas, diamantes e ouro. A infiltração de estrangeiros nas reservas e na Amazônia já trouxe e continuará trazendo prejuízos ao nosso país. Uma postura equivocada e paternalista em relação a algumas aglomerações indígenas, pode por em risco todo o excelente trabalho que é realizado pelos militares na Amazônia. Fomentando conflitos, violência e favorecendo os interesses escusos de meia dúzia de “tribos” que abandonaram seus costumes e decidiram burlar as leis. São índios apenas quando seus interesses assim o querem.

O General incorreu em grave erro disciplinar. Pois ao externar sua opinião de forma tão drástica, ele quebrou a hierarquia militar. Algo precioso e cultivado com todo o zelo pelas Forças Armadas. Sua atitude, no entanto, é do herói que se sacrifica para alertar seu povo dos perigos que se aproximam. Sendo um homem de visão e de larga experiência na zona de fronteira e na selva, ele conhece muito bem os problemas e as dificuldades que a demarcação de reservas extensas poderão acarretar para nosso país.

Nosso governo deve deixar de se influenciar por organismos internacionais e por países Latino-Americanos de menos expressão que fomentam esse tipo de atitude paternalista e que, no final, prejudica a todos os brasileiros; inclusive os próprios índios. Mas só os verdadeiros.

E você leitor; o que pensa disso?

Veja a posição do General.


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23 Responses to “GENERAIS, ÍNDIOS E A BURRICE.”

  1. HAAA!!!!!!!!!
    Amigo sempre quando venho aqui encontro uma boa matéria.
    A de hoje não é diferente, a problemática dos índios brezileiro é uma tragédia.
    Eles não são tratados como cidadãos .
    Há um paternalismo ridículo onde o índio, comete todos os crimes possíveis e não responde criminalmente pelos mesmos
    Sou a favor que o índio seja tratado como um cidadão comum.
    E esta tal preservação da cultura já acabou faz tempo.
    Se o estrangeiro leva o ouro ,pedras preciosas, o mogno, animais,as mudas de plantas nativas do Brazil,
    É porque em muita das ocasiões isto é traficado pelos índios com a ajuda do pessoal que deveria proteger as fronteiras .
    O estrangeiro não é culpado, ele não pega o produto, só o compra.
    Infelizmente tudo esta a venda no Brazil até crianças …….

    Um grande []s

    L.Sakssida

  2. Dmitry says:

    Eu fiquei realmente impressionado quando soube desta medida do governo. Manter garimpos e espertalhões longe da floresta Amazônica é uma coisa, mas deixar as fronteiras desprotegidas é um problema grave.

    A falta de ação do nosso governo vai fazer muito mal para as gerações futuras, mas não posso dizer que esperava algo diferente.

    Um abração e parabéns pela ótima matéria.

  3. Rodrigo says:

    O general Heleno é um homem muito sensato, deveriam dar ouvidos a ele.

  4. Dourado says:

    Se for pra deixar com índios q expulsem os gringos de lá.

  5. Antero Coelho says:

    Realmente não entendo qual o problema…acho um absurdo o tamanho dessas reservas…mas o fato delas serem reservas não significa que são dos indios…elas são da união…e tudo que esta la…principalmente no subsolo, continuam da união…podendo o exercito ou a policia federal intervir quando for necessario…Alias acho que em cada reserva devia existir uma unidade do exercito…para proteger os indios e a terra…nossa terra

  6. Já externei a minha opinião no Blog do Josias, na Folha. O General não quebrou a hierarquia militar, ele foi espontâneo como deveria ser uma passoa de bem. Conclamo o general e os demais membros das Forças Armadas a ficaree alertas, pois atrás dessa demarcação vem a entrega do Brasil aos ladrões. O general não passa de um ilustre brasileiro que apenas quer o bem do Brasil. Avante, general!

  7. roberto says:

    O que está em jogo são interesses economicos, desde o descobrimento que somos governados por individuos inéptos, e que fazem o jogo dos nossos colonizadores, desde que os interesses de alguns sejam atendidos tudo vale nessa terra de ninguém, ou alguém ainda acha que temos algum futuro que não o de colonos do mundo?!

  8. Se o Brasil é do nosso tamanho é, porque ainda tem brasileiros patriotas como O Genaral Heleno e, os demais militares. ele não está só nessa luta.” O Brasil é grande graças a Portugal.Senão vejam a América espanhola com o seu território todo retalhado…

  9. Mau says:

    Blog parcial não publica opinião contrária. Antidemocrático.

  10. Mau says:

    Vamos ver dessa vez sai:

    Bom é o seguinte essa reserva não pertence à dezenas de índios como vossa senhoria escreve, mas sim quase 20000. A Raposa do Sol foi invadida por fazendeiros de arroz, grilheiros, contrabandistas, madeireiros e todo tipo de bandido e inclusive terrorista da Venezuela. A situação se arrasta desde o governo de FHC, não foi criada por Lula.
    O Exército Brasileiro pode invadir em caso de necessidade qualquer área que bem desejar se assim for autorizada, nada pode impedir, índio, senador ou deputado.

    Aliás vemos na História do Brasil que várias vezes os índios ajudaram nas lutas por nossa terra, assim foi quando da expulsão dos franceses do Rio de Janeiro, também defenderam São Paulo contra os Tamoios, e ajudaram a criar o Estado do Acre entre outros. Mas como tudo na vida tem índio bacana, até patriota e tem índio bandido, traficante.

    Pois bem, na minha opinião vossa opinião é superficial e simplista.

  11. Olá “Mau”!

    É fácil falar quando se pode usar o anonimato para acusar levianamente. Este blog não é parcial. A maior prova disso, é que em vários posts há opiniões contrárias. O que aconteceu é que seu comentário, como estes que você colocou aqui, foi identificado como spam e exigiram aprovação. Sequer li o que você escreveu. Quando vem para mim a identificação de spam através do “Spam Karma”, se não detectar um e-mail válido, eu nem leio, deleto logo.

    Quando vi, em novo alerta, seu e-mail falso novamente, despertei a curiosidade de ler o comentário. Quem conhece este blog, sabe que mesmo que “metam o pau” não apago os comentários que não tenham ofensas ou coisas “não condizentes” com os artigos publicados.

    Se você tivesse a coragem de colocar um e-mail válido e não se escondesse (não sei por qual motivo) atrás desse mau@mau.com (que aliás pertence a uma empresa de recrutamento americana (só se você trabalha lá). Seu comentário não seria deletado.

    Respondo a TODOS os comentários que recebo, seja criticando ou elogiando. É muito fácil chegar aqui e dizer besteiras e fazer acusações. Mas manter a posição é que é difícil. Democracia e credibilidade; é ter um compromisso com o leitor. E não ficar falando besteiras e fazer pré-julgamentos sem saber o que acontece.

    A maior prova de que falo a verdade, é que em um artigo recente sobre a Igreja Renascer, um pastor me acusou de preconceituoso em relação aos evangélicos. Mas ele FOI HONRADO o suficiente para deixar seu e-mail REAL e manter suas críticas. Eu o respondi educadamente e tentei fazê-lo ver que ele estava equivocado com suas colocações. E também publiquei minha resposta nos comentários.

    Suas colocações sobre os 18 ou 20000 índios, em nada mudam minha opinião. Que ainda fossem 300.000 a área reservada ainda seria demasiada. E se você leu e entendeu bem o artigo (o que eu duvido), me referi às centenas de ÍNDIOS. Pois os que têm aparecido na TV e nas ações da FUNAI não são mais índios há muito tempo. Considero ÍNDIOS apenas os povos que não se civilizaram os demais são apenas populações pobres que se aproveitam de um passado glorioso.

    Por isso mesmo, seus comentários estão aí e ficarão. Agora, não se esconda. Deixe seu e-mail real e, assim, poderemos nos comunicar democraticamente. E não apenas como você quer; “fazer uma onda de injustiçado”.

    Ocorreu um problema, displicência minha, e não uma “abominação” contra a sua pseudoliberdade de se esconder.

    Um abraço.

    A. Maximus

  12. Rabe says:

    Indios tivemos, e com visão politica, guerreiros destemidos. Araribóia é exemplo. Tupinanbás, aimorés. Defediam suas fronteiras eram altivos, determinados, orgulhosos. O que tem o brasil hoje? Digo que: arremedos de indios; apadrinhados, submissos, desprovidos de altivez e orgulho. são nações decaidas. Atenção governantes entregar terras aos indios, não os preserva do desastre cultural, da fome e da miséria que vejo nas beiras das estradas. Os povos primitivos do Brasil não devem ser tratados, como pobres coitados, que querem viver sua vidinha de mandioca e caça. O tempo são outros estamos no século 21, e há muitos interesses envolvendo os indios e a Amazonia. Governantes assistam TV paga e verão os documentários falaciosos sobre a pugência da Amazônia e a necessidade que o mundo tem de preserva-la. As fronteiras do Brasil deve ser defendida, preservada e mantida e o indio que no território brasileiro, tem sua historia assim deve copreender.

  13. Cunha poty says:

    Meu querido amigo A. Maximux para começo de conversa vc escreve muito bem,só achei infeliz seu comentário quando diz que só conidera indios, aqueles qua ainda não se civilizaram, que pena que ainda tem gente como vc que pensa assim, em primeiro lugar a definição nem indio é, pois este foram os ocidentais que colocaram este nome no meu povo, os povos originários do Brasil não se distingue por civilizados ou não civilizados, mas sim por toda sua luta de sobrevivncia, e se alguns grupos hoje aprenderam a conviver é por extrema necessidade de continuar vivo, por outro lado seria impossivel sobreviver, como aconteceu com muitos povos que foram dizimados, e ainda existem povos isolados, ameaçados, até quando vão resistir, aprendemos a conviver, podemos ser o que vcs são sem deixar o que somos, povos origináios do Brasil!!!!!!!

  14. Olá Caro Cunha Poty!

    Talvez eu não tenha me expressado muito bem. O fato de chamar, como você diz, de índios os “povos originários do Brasil”. Deve-se simplesmente ao fato de que essa é a forma aceita em nossa língua.

    Essa denominação de “povos oriundos do Brasil” é tão errada como os termos “afro-brasileiro”; “nipo-brasileiro”; “luso-brasileiro” e outros. Nada mais são, do que importações ridículas formuladas pelo racismo de estrangeiros.

    Nem os “povos originados do Brasil” o são e nem nós os brancos. Pois nenhum povo se originou aqui. Os índios apenas chegaram antes. O homem nasceu na África e de lá se espalhou. Somos TODOS africanos por origem. Daí o ridículo do conceito de raça. Seja branco, negro, vermelho ou amarelo.

    A questão e o mote do artigo é justamente esta: SOMOS TODOS BRASILEIROS. E por isso mesmo, devemos cuidar e usufruir de todos os recursos de nosso país; bem como nos responsabilizarmos por todas as mazelas dele.

    Sua interpretação e a afirmação de que acho “índios” apenas os que vivem isolados, está equivocada. Considero “índios” apenas os que não se aculturaram. Ou seja, os que não abandonaram sua cultura.

    Tanto entre “índios” quanto entre “brancos”, há os canalhas e os que querem apenas tirar proveito de situações que se apresentem. Mesmo que elas causem o mal a outros. E é para esses “índios” que indico minha revolta. Pois o que está sendo pretendido na Amazônia é, na verdade, obter-se lucro com chantagens e a venda de nossas riquezas aos estrangeiros.

    Não devemos mais tolerar que “índios” que sabem muito bem o que querem e o que fazem, sejam tratados como crianças inocentes por nosso governo. Não podemos ser paternalistas. devemos ser realistas. O mal e a ganância, infelizmente, estão enraizados em ambos os lados. E a esses gananciosos e arrogantes, não posso considerar mesmo “índios”. São apenas oportunistas e aproveitadores.

    Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vindo.

    Um abraço

    Arthurius Maximus

  15. Leonardo E. Rosa says:

    Todos comentam, falam, opinam, mas… e as fontes. Dá onde estão tirando suas informações, pelo amor de Deus!!! “arremedo de índios”,”herói nacional”, “povos”… expressões e conceitos que precisam estar determinados. Povo, uma unidade de indivíduos organizados em um territórios com língua, costumes e objetivos em comum (MORRISH). Só para se ter uma idéia o nosso brilhante jurista Dalmo de Abreu Dallari defendeu inúmeras vezes as demarcações de terras indígenas, inclusive na zona metropolitana de São Paulo (índios Guarani – aldeia Morro da Saudade, década de 80). Quanto a invasão imperialista… que estranho, agora que se deram conta. Nossa, me perdoem mas eu vejo a muitos anos produtos e serviços estrangeiros por todos os lados. Nossas fronteiras devem ser protejidas por um exército eficiente e aparelhado e pronto, o que tem os índios com isso? Por último, nossa Carta Constitucional traz como princípio fundamental, que regerá o Brasil em suas relações internacioanis, dentre outros, a autodeterminação dos povos, precisa mais?!

  16. Leonardo E. Rosa says:

    (corrigindo alguns crassos erros de gramática)
    Todos comentam, falam, opinam, mas… e as fontes. De onde estão tirando suas informações, pelo amor de Deus!!! “Arremedo de índios”,”herói nacional”, “povos”… expressões e conceitos que precisam estar determinados. Povo, uma unidade de indivíduos organizados em um território, com língua, costumes e objetivos em comum (MORRISH). Só para se ter uma idéia, o nosso brilhante jurista Dalmo de Abreu Dallari defendeu inúmeras vezes as demarcações de terras indígenas, inclusive na zona metropolitana de São Paulo (índios Guarani – aldeia Morro da Saudade, década de 80). Quanto a invasão imperialista… que estranho, agora que se deram conta. Nossa, me perdoem mas eu vejo a muitos anos produtos e serviços estrangeiros por todos os lados. Nossas fronteiras devem ser protegidas por um exército eficiente e aparelhado e pronto, o que tem os índios com isso? Por último, nossa Carta Constitucional traz como princípio fundamental, que regerá o Brasil em suas relações internacionais, dentre outros, a autodeterminação dos povos, precisa mais?!

  17. Olá Leonardo!

    Entendo seu ponto de vista.

    Contudo você e todos que defendem essa proposta absurda, pensam em termos de Brasil. Contudo, é importante ressaltar que a proposta da ONU na chamada “Declaração dos Povos Indígenas” e que prevê a demarcação dessas reservas gigantescas; dá a essas áreas o status de “nação”. Serão independentes política, social e economicamente.

    Podendo, inclusive, acionar tropas internacionais (ONU) para sua própria proteção. Logo, a constituição brasileira de nada valerá nesses casos.

    O que se espanta, é o por que de se formatar essas reservas somente em áreas de grande interesse econômico? Por que só onde existem gigantescas reservas minerais como as de urânio, diamante, ferro e dezenas de outros elementos?

    O que têm os índios com isso? Muito simples, caro leitor. Em recente entrevista, o “cacique” que diz liderar uma dessas ONG’s mantidas por verbas oriundas das embaixadas da Noruega e da Dinamarca; diz claramente que: “Queremos a autonomia e vender nossos recursos ao Estado se não o brasileiro a quem pagar”. Há inclusive uma entrevista neste site: http://www.alerta.inf.br/Geral/1306.html

    Isso é muito simples. Insuflados por espertalhões internacionais que acenam com dinheiro para que comprem carrões, celulares e outras bugigangas tecnológicas; além de álcool e drogas a vontade, os índios acham que terão o gerenciamento de suas terras e de seus recursos. O que na verdade jamais acontecerá; pois assim que tal medida for aprovada, as nações que os financiaram até agora, cobrarão seu quinhão de participação na “independência” deles.

    O caso é tão patente e grave que já é debatido e discutido abertamente nas grandes universidades americanas e européias. Inclusive com participação de autoridades brasileiras que sequer divulgam tal fato. Recentemente Cristovan Buarque deu um show num desses debates dando uma resposta digna de um grande estadista veja em: http://bethccruz.blogspot.com/2008/05/essa-calou-o-debate-durante-um-debate.html

    O grande problema, é que temos ainda a visão romântica dos índios do tempo dos Vilas Boas. E hoje, o índio é muito diferente daquilo. São pouquíssimas a tribos que ainda mantém viva a sua cultura. A grande maioria nada mais é do que um grande aglomerado de espertalhões e aproveitadores que comete crimes dos mais diversos e se esconde atrás da “iniputabilidade” legal que, na realidade, não existe. Mas que as autoridades brasileiras transformaram em uma ilusão jurídica em face da pressão internacional.

    Por que será que os índios do Xingu nunca se metem nessas Ong’s? Por que será que os índios que ainda cultivam as suas tradições jamais se coadunam com estrangeiros? Por que será que os índios que vigiam as nossas fronteiras e combatem os saqueadores internacionais estão contra os rumos que as coisas tomaram?

    Essas são as reais perguntas que devem ser feitas.

    Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vindo.

    Um abraço

    A. Maximus

    Os artigos polêmicos da Carta da ONU são:

    Artigo 3

    Os povos indígenas têm direito à livre determinação. Em virtude desse direito, determinam livremente a sua condição política e perseguem livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural.

    Artigo 4

    Os povos indígenas no exercício do seu direito a livre determinação, têm direito à autonomia ou ao auto-governo nas questões relacionadas com seus assuntos internos e locais, assim como os meios para financiar suas funções autônomas.

    Artigo 5

    Os povos indígenas têm direito a conservar e reforçar suas próprias instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais e culturais, mantendo por sua vez, seus direitos em participar plenamente, se o desejam, na vida política, econômica, social e cultural do Estado.

    Artigo 6

    Toda a pessoa indígena tem direito a uma nacionalidade.

    Veja mais sobre o assunto:

    http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2008/abril/08/coluna.asp?coluna=helio

    http://politicambiental.blogspot.com/2008/04/declarao-dos-povos-indgenas-em-pauta-no.html

    http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac51444,0.htm

    http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/09/13/materia.2007-09-13.1212147628/view

    http://bethccruz.blogspot.com/2008/04/onu-pretende-desmenbrar-amaznia-em-216.html

  18. Leonardo E. Rosa says:

    Olá, retorno a este fórum de discussão pela constatação da possibilidade de um diálogo racional e útil (ainda que por vezes adstrito ao plano teórico), coisa difícil de encontrar na Internet (não pela falta, mas pelo excesso de informações).

    Bem, sobre o artigo do Cristóvão, compartilho da mesma admiração e subscrevo àquelas linhas, porém adiciono algumas informações a respeito do mesmo. Na verdade já faz oito anos que nosso eminente senador publicou o artigo “A internacionalização do Mundo”, em o Globo, portanto ele foi veiculado pela imprensa. A partir daí o texto ganhou a internet e o mundo, sendo traduzido para vários idiomas.
    Confiram maiores informações no endereço abaixo:
    http://www.cristovam.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=546&Itemid=2

    Quanto a presença de ONGs inidôneas na Amazônia, mais se justifica a preservação das reservas com a proteção do exército e não verdade que nas reservas da bacia do Xingu não existem ONGs, elas também estão e, como em tudo na vida, existe gente séria e espertalhões (acessem http://www.climaedesmatamento.org.br/blog/ver/108).
    A carta da ONU, deve ser entendida e defendida no plano internacional, como você mesmo salienta, esta é uma questão global, posto que seus enunciados sempre são interpretados como garantidores de direitos mínimos e não extensivamente.

    Não podemos justificar erros por meio de outros erros, e se hoje existem índios que perderam seus laços tradicionais, em grande parte se deve a política portuguesa, imperial e republica do Brasil, que sempre entendeu o índio enquanto sujeito transitório, quase uma subespécie, fadado a “incorporação à comunhão nacional”.

    A legislação constitucional brasileira, sempre conferiu ao índio o mero papel de coadjuvante, embora fosse ele o principal interessado, repercutindo indiretamente a teoria evolucionista das espécies que resultou na idéia etnojurídica da incapacidade relativa dos índios.

    É de se compreender que o legislador do Código Civil tivesse em mente na ocasião, como destinatários da norma, as comunidades (hegemônicas) integradas ao Estado de Direito, por isso previu uma legislação específica para conformar a condição especial (de incapacidade relativa) a que estavam submetidos os índios dentro do contexto das políticas de integração. Assim é que a Lei n.º 6.001/73, conhecida como o Estatuto do Índio, veio corroborar essa previsão legal de tutela especifica para os índios, regulando a capacidade civil destes em seu artigo 8º, segundo o qual “São nulos os atos praticados entre o índio não integrado e qualquer pessoa estranha à comunidade indígena quando não tenha havido assistência do órgão tutelar competente”.

    No entanto, vale ressaltar que essa regra não é absoluta, pois que o art. 9º da mesma concede ao índio a possibilidade de solicitar ao juízo competente a sua liberação do regime tutelar especial, imitindo-se assim, no exercício pleno de sua capacidade civil, bastando para isso, preencher alguns requisitos (idade mínima de 21 anos, conhecimento da língua portuguesa, habilitação para o exercício de atividade útil na comunhão nacional e razoável compreensão dos usos e costumes da comunhão nacional).

    Neste sentido, em que pese a nulidade referida anteriormente, o artigo 232, da Constituição da República, confere aos índios, as suas comunidades e organizações, o direito de ingressar em juízo na defesa de seus direitos, devendo o Ministério Público intervir em todos os atos do processo.

    Haveria muito mais o que ser falar, mas vamos avançando calmamente.

    Abradeço a acolhida e deixo claro que o debate restringe-se ao campo das idéias, não há nada de pessoal nisso.

    Abraço.

  19. Olá Leonardo!

    É justamente a isso que este blog se dedica. Um debate em alto nível e com pessoas inteligentes que tem algo a dizer.

    Agradeço a indicação do site do Cristovam Buarque.

    Quando me referi ao Xingú, não quis dizer que lá não há ONGs. Talvez tenha me expressado mal. Meu intuito foi dizer que “essas” ONGs interesseiras não se “criaram” por lá. Pois o único interesse possível seria o bem estar e a evolução dos povos que lá vivem. Na área do Xingú não há vastíssimas jazidas de minerais valiosíssimos.

    E esse é um fator que poucos observam. A diferença fundamental entre elas é justamente o fato de que governos e embaixadas estrangeiras não as financiam. Logo, apesar dos índios locais serem submetido ao mesmo “regime exploratório” que as outras ONGs espertalhonas alardeiam tanto, no Xingú estão felizes e vivendo em suas tradições. Por que será então que é tão ruim a vida indígena a alguns quilômetros de distância? Certamente as jazidas minerais têm sua parcela de culpa nessa “crueldade” contra esses povos.

    Concordo que não podemos justificar erros com mais erros. Contudo partilho da opinião do general de que a formação de reservas vastas e em área de fronteira é um grave a soberania nacional. O principal meio para garantir a segurança das áreas de fronteira, é povoá-las.

    E em sua citação da lei; fica claro que como eu disse o índio aculturado não é iniputável. O que ocorre hoje é um erro de interpretação e uma opção pelo paternalismo por parte de nossas autoridades. Elas ainda tem a equivocada visão de que todos os índios são “inocentes crianças” que não podem discernir entre o certo e o errado.

    E para terminar, quem agradece sou eu (rs). Pela excelente oportunidade de conversar com alguém tão lúcido e permeável a um bom debate.

    Um abraço e seja sempre bem-vindo.

    A. Maximus

  20. Elton Serafim says:

    Direitos Iguais a todos cidadãos, portanto índio tem que ser tratado como cidadão comum. E mais, sem baléla, índio tem que trabalhar, plantar na terra, e estudar, progredir, e explorar e vender sua própria cultura e história, este é meu desejo a toda comunidade índigena. Quanto as reservas, tem que ser tratadas da seguinte forma, novo decreto, daqui em diante, em 1-2 anos não ter atividade agrícola, reforma agrária, distribui para os sem terra. Quantos aos conflitos, polícia e exército no front, pronto. Viva o Brasil !

  21. Willlian says:

    Eu fiquei de boca aberta quando sube dessa coisa que o governo quer fazer nossa cidade de predio então não deixe pufavor brigaduu…….

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