
Recentemente, escrevi um artigo (Generais, Índios e a Burrice) sobre as declarações do General Augusto Heleno comandante militar da Amazônia, onde ele demonstrava a temeridade e a burrice de nossas autoridades ao demarcarem a extensa reserva indígena Raposa Terra do Sol. Tal reserva, que será maior que muitos países, fica em uma região de fronteira, se constituirá em um tremendo risco a soberania do Brasil e facilitará a ação nefasta de estrangeiros na Amazônia.
Vários leitores comentaram aqui defendendo a demarcação e achando um absurdo que houvesse opiniões contrárias. Afirmaram ainda que tal demarcação nada traria de problemático a nossa soberania e integralidade territorial; pois nosso exército e nossas autoridades poderiam entrar na reserva sempre que detectassem algo anormal.
A verdade, no entanto, é bem outra. Lendo alguns artigos na Internet é facilmente percebível que tal demarcação é apenas o início da internacionalização da Amazônia; um sonho antigo das potências internacionais. Em especial dos americanos. Como? Um absurdo? Uma sandice?
Não caro leitor, a verdade. E eu explico.
Há um documento nas Nações Unidas (ONU) intitulado “Declaração dos Povos Indígenas”. Essa declaração prevê uma série de medidas para que os povos indígenas sejam protegidos e ressarcidos por seus países tendo em vista a usurpação de suas terras nativas. Até aí, nada contra. Acho justo que o verdadeiro índio seja protegido, assistido e mantido pelo governo. E acho justo que ele seja obrigado a manter-se em suas características culturais para que continue a receber essa ajuda. Contudo, esse documento prevê a demarcação de reservas indígenas autônomas; ou seja, seriam países com autonomia política e administrativa próprias. São as chamadas “Nações Indígenas”. Na prática, isso dá aos habitantes dessas áreas demarcadas, o direito de não permitir a entrada de forças de segurança dos países que as abrigam. Bem como o de recusar a entrada ou a presença de elementos não-índios.
Para a Amazônia, estão previstas sessenta e uma áreas de reserva. Serão sessenta e uma nações indígenas autônomas e independentes que nascerão em plena floresta amazônica. E aí, estará determinado o início da perda de controle do Brasil das imensas riquezas guardadas na selva e cobiçadas, descaradamente, pelas potências internacionais.
Leiam alguns artigos retirados da tal declaração e percebam se minha opinião, e a do general não procedem:

Artigo 3
Os povos indígenas têm direito à livre determinação. Em virtude desse direito, determinam livremente a sua condição política e perseguem livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural.
Artigo 4
Os povos indígenas no exercício do seu direito a livre determinação, têm direito à autonomia ou ao auto-governo nas questões relacionadas com seus assuntos internos e locais, assim como os meios para financiar suas funções autônomas.
Artigo 5
Os povos indígenas têm direito a conservar e reforçar suas próprias instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais e culturais, mantendo por sua vez, seus direitos em participar plenamente, se o desejam, na vida política, econômica, social e cultural do Estado.
Artigo 6
Toda a pessoa indígena tem direito a uma nacionalidade.
O Brasil já é um signatário da declaração. Porém, para a o país seja obrigado a acatar os artigos, é necessário que o parlamento vote e aprove a incorporação dessa declaração à constituição local. Assim, se aprovada por nossos senadores e deputados, a declaração virará norma constitucional e deverá ser cumprida a risca.
Conclusão será o fim do domínio brasileiro na Amazônia e a abertura do solo e dos recursos milionários que a floresta encerra para todas as nações estrangeiras que obtiverem “aprovação” dos índios.
Da forma como assunto está sendo tratado (“na calada”) por nossas autoridades, fica claro o desconhecimento do perigo e dos problemas enormes que a adoção de “nações indígenas” na Amazônia trará ao futuro promissor que nosso país possui. A coisa piora muito, quando os responsáveis pela aprovação e adoção da declaração sequer conhecem seu conteúdo e os riscos envolvidos para nossa soberania.
Essa seria a hora de exigirmos a não aprovação da declaração dos povos indígenas contendo esses quatro artigos “estrategicamente” criados para nos prejudicar. Tendo em vista que o Brasil será o país mais afetado pela medida. Será tudo uma coincidência?
E você leitor o que pensa disso?
Leia a declaração na íntegra (aqui)
Leia esse importante artigo da Tribuna da Imprensa (aqui)
Veja o que mais foi publicado sobre o assunto (aqui); (aqui); (aqui) e (aqui)
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Caro colega,
Essa vai ser uma tarefa árdua!
A maioria do povo brasileiro insiste em não acreditar nas reais intenções que se escondem por trás dessa pseudo boa ação da ONU.
Eu só preciso de mais um documento, para fechar uma nova matéria.
Assim que eu tiver com tudo na mão, envio para você também fazer uma nova postagem.
Precisamos unir forças!
Sua postagem ficou excelente, parabéns!
um grande abraço,
Mesmo com o Brasil tendo controle sobre a Amazonia os estrangeiros jà fazem o que querem dela, agora imagine dividi-la em dezenas de pequenos paìses… q poder eles terao?! E até parece q a ONU tà preocupada com os direitos dos ìndios… E’ um absurdo!
Já não é de hoje que a Amazônia é terra de estrangeiros. O Brasil não investe em ciência, impede avanços (vide a tentativa de evitar pesquisas de células tronco) e entrega de mão beijada os recursos que tem.
Enquanto isso estrangeiros fazem o que querem, entram, pesquisam, levam amostras, etc etc. É realmente interessante o que ocorre com um país tão rico em riquezas naturais que não investe em ciência: o estrangeiro vem, colhe amostras, desenvolve um medicamento com base em alguma de nossas espécies vegetais e depois… nós que paguemos para utilizá-lo.
O que me deixa mais possessa neste caso em específico, é o papel das ONGs que se tornaram verdadeiras máfias. Como se não bastasse o seu papel criminoso em todo este processo, ainda recebem dinheiro do nosso presidente molusco.
Assistindo à TV Senado ontem (sessão de terça-feira, sem quase ninguém, Mão Santa de Presidente da Mesa… enfim…), quando o Senador Mozarildo utilizou seu tempo na tribuna para exibir os gastos do Governo Federal com as ONGs.
Ele leu um por um dos programas estapafúrdios visando “proteção” e “desenvolvimento” das comunidades indígenas. Palavras como “desenvolvimento cultural”, “educação indígena”, DIPLOMACIA INDÍGENA!!!!!!!!
O que realmente irrita é ver índios em reservas lucrando vendendo os recursos naturais e ainda assim recebendo ajuda do Governo Federal! Indios que nunca usaram um cocar, agora usam. Índios que nunca pintaram seus rostos, agora pintam.
Já faz tempo que índio não está mais interessado em apito. Querem é ROLEX mesmo!
Obrigada pelo comentário no Jurisconsulto. No fim acho que estou conseguindo atingir meu objetivo: o número de consultas recorrentes baixou cerca de 50% (a prova é que estou aqui comentando no Visão em um horário que normalmente estava abarrotada de questões hahahahahaha). E agradeço as dicas passadas por email.
Um grande abraço e seja sempre bem-vindo.
Olá conheci o seu blog pelo Blog do Cássio, nosso temas são bastante parecidos, gostaria de sugerir que troquemos link. O que vc acha?
Interessante… Os “gringos” dizimaram os índios nos seus respectivos países (dica boa de leitura é o livro “Enterrem meu coração na curva do rio” que trata do massacre dos índios norte americanos) e agora querem preservar os índios aqui… O que me deixa intrigado é que as reservas indigenas sempre estão localizadas em áreas ricas em recursos naturais (diamante, bauxita, ouro…) e sempre tem uma ONG internacional envolvida “catequizando os nossos silvícolas…. Brasil: Abre o olho… Olha a nossa soberania!…
Temos que dar uma basta nisso e defender nossa soberania nacional, que se faça demarcação de reserva, mais de forma racional e inteligente preservando a nação, moro na região amazônica e os índios que eu conheço andam de Hilux, L200, Pajero entre outros de veículos de alto luxo, e outros são uns cachaceiros, portanto devemos manter a soberânia e preservar a cultura indigena, mais de forma inteligente e racional
É interessante como a ONU (leia-se EUA) gosta de apontar falahas e correções politicas e culturais em outros países.
Criação de reserva indigena autonoma no Brasil, enquanto que no seu proprio território eles acabam com as tradições culturais dos indiginas americanos. Um colega que mora no EUA, proximo a uma reserva indigina, me escreveu contando como o governo vendeu as terras dos índios e os novos donos os colocaram para correr. quando os índios reagiram foram presos.
Mas o Brasil tem que criar reservas para que as ONGs americanas possam entrar e “auxiliar” os índios brasileiros a comandar, organizar sua nova nação.
Concordo com tudo dito no texto. Nações independentes já existem, o governo é que lava as mãos e faz que não vê.
A polícia militar informou possíveis formações de guerrilhas no estado de rondônia, onde um movimento chamado Liga dos Camponeses Pobres (LCP) dominaram boa parte do território e impedem a entrada de qualquer pessoa em suas regiões.
Ou seja, o problema da fiscalização do exército nessas “nações” já foi solucionado, basta criar tais movimentos dos “sem terra”…
E agora rumo às nações indigenas…
O problema estende-se também às sistemáticas campanhas de desarmamento da população civil.
Há centenas de anos que governos permitem que seus cidadãos (com as despesas por conta da própria pessoa), treinem tiro em todas as suas variações, criando por consequência, uma reserva militar informal (ex.: EUA e Suiça).
Combater essa tradição é mais um método de fragilização do Brasil e de seus cidadãos.
Poderemos até ter vontade de combater uma invasão, mas não teremos meios nem equipamento.
Clap clap clap JORGE!!!!
Já imaginou nossos F5 contra os F22 dos EUA?? kkkkkkkkkkk brincadeira total.
Para mostrar como a sistemática é estúpida está ai a iniciativa do nosso presidente molusco, que está querendo tirar a Marinha do Rio de Janeiro. Porque será não é mesmo?
Será que não seria para acabar com a concentração? Mais fácil pulverizar para controlar não é mesmo?
Ah… mas temos que vigiar nossas fronteiras! SIM. Mas porque não aumentar o efetivo militar? Porque não investir em equipamentos? Porque não incluir a defesa de nossa soberania no tão festejado PAC???
Eles não pensam duas vezes em criar mais e mais cargos públicos… auditor disso… presidente daquilo, ministro disso e daquilo mas na hora de aumentar efetivo do quadro militar eles se “borram”.
Será que o lula está prevendo/temendo uma investida quando finalmente admitir que está querendo um 3º mandato?
Tenho lá minhas teorias…
Pessoal, o parágrafo primeiro do artigo 30 derruba toda essa “teoria”… a gente briga quanto a esse assunto, mas não podemos esquecer que a amazonia está sendo derrudada e a maioria da madeira vem aqui pra sampa e pro rio… além do que derrubam e queimam floresta pra pasto… Lembra aquela picanha no churrasco de final de semana??? antes de pensar em teorias e mais teorias, temos de ver a parte prática que é simples… nós estamos detonando a amazonia e temos de tomar uma atitude pra isso.
Olá Bragante!
“… Não se desenvolverão atividades militares nas terras ou territórios dos povos indígenas, a menos que o justifique uma razão de interesse público pertinente, ou que o aceitem ou solicitem livremente os povos indígenas interessados…”
Sua interpretação não é realista.
Se houver a criação da “nação”. O interesse público a ser considerado, é o do povo dessa “nação” e não o nosso. Os habitantes da “nação” podem solicitar tropas militares da ONU, dos EUA, da Inglaterra e de qualquer outro país. E nós teremos que “entubar” o problema.
Na prática, a declaração tornará as terras uma “nação independente”. Você cita esse parágrafo do artigo 30, pois pensa em termos de território brasileiro. Após a promulgação da norma constitucional, aquele pedaço de terra deixará de ser BRASIL, e passará a ser uma “NAÇÃO INDÌGENA”. Totalmente autônoma e independente sob tutela da ONU.
A devastação da Amazônia, nada tem de ligação com esse problema. Ela deve ser combatida sim. Mas por nós e, tão somente, nós. Através de punições mais duras e da atuação mais eficaz das autoridades e do poder público brasileiro.
O que você chama de “teoria”, é na verdade um ato bem orquestrado por nações que ambicionam nossas riquezas a centenas de anos.
Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vindo.
Um abraço.
Olha bragante eu tenho lá minhas dúvidas se a madeira extraída da Amazônia vai para o Rio e para São Paulo viu…
Vamos analisar os fatos? Nossas casas são feitas de alvenaria e nossos móveis há muito são de MDF (que é o mesmo que serragem + cola).
Será que o brasileiro tá usando tudo em carvão?
A humanidade tem necessidades e sobrevivemos até hoje através da exploração dos recursos naturais.
Poderia aqui dizer que para aqueles que defendem a Amazonia pelo suposto “aquecimento global” que torçam para a Amazônia seja completamente transformada em área de plantio. Afinal, a absorção de CO2 é muito maior em “planta jovem” que em uma floresta velha.
A extração de madeira está prevista e regulada em lei. A fiscalização é que é precária e “porca” como toda fiscalização neste país.
O que diferencia uma extração de legal ou ilegal? Selinho(autorização) do Ibama. Eu pessoalmente já conheci um ou dois fiscais que liberavam a extração com uma gorjetinha…
Aumente a fiscalização. Efetive a fiscalização. Ponto.
O valor da Amazônia está muito além de “aquecimentos globais” ou qualquer outra coisa do tipo. Amazônia é território BRASILEIRO (rico em material de pesquisa diga-se de passagem) e o molusco deveria estar defendendo nossa SOBERANIA! O ruim é pensar em nosso território sendo defendido por F5 recauchutados!
Como sempre diz meu marido: o erro dos militares foi não utilizar a política de fidel com os lulas, dirceus, freis beto,etc, a única política que sempre funcionou com traidores da pátria: PAREDÃO!
Como bem disse Arthurius, o Brasil terá que aprovar essa merda no Congresso para que tenha validade. Será que podemos contar com nosso Congresso para defender a soberania do país que já há muito tempo está ameaçada(ou esbulhada mesmo)?
Não estou otimista…
Esse papo de direitos indígenas e aquecimento global já encheu, ainda mais quando baseado em teorias (essas sim teorias) sobre a influência do homem em um fenômeno grande parte natural e direitos de um povo que há muito deixou de cultivar suas tradições. Mas virou mania nacional de um povo que aceita modismos e pensa pouco.
Pensar para que? Aliás, o fenômeno tá saindo com travestis você ficou sabendo? E o caso da Isabella então… tá por dentro? Pois é…a maioria dos brasileiros estão!
Brasileiro: pense mais! Engula menos!
[...] era uma grande mentira. Já usei a tal imagem para ilustrar um artigo aqui no Visão Panorâmica (Conspirações, Índios e a Ganância Internacional) e é público e notório, na própria Internet, que se trata de uma “brincadeira” dos [...]