
Evo Morales saiu visivelmente enfraquecido com a vitória esmagadora do “SIM” no referendo popular que pediu a autonomia da província de Santa Cruz. Mesmo com as ameaças, tumultos e ataques feitos por seus correligionários e por agentes cubanos e venezuelanos que, manifestaram sua capacidade democrática, atacando e queimando urnas por toda a província.
Ante a perspectiva de novos referendos nas cidades mais importantes da Bolívia e com a, praticamente garantida, vitória do “SIM” também nessas cidades; a situação política de Evo ficaria insustentável. Havendo um grande risco de que seja retirado do poder a força ou por um “golpe constitucional”.
Percebendo isso, Evo tenta a última cartada para tentar manter-se no poder mais um tempo e, talvez, conseguir permanecer até o final de seu mandato. Ele mesmo apresentou um projeto de referendo popular perguntado se a população ratifica seu mandato.
Como todo bom populista, Evo acha que tem cacife para ganhar com a maioria pobre e iletrada da Bolívia e, assim manter-se no poder. Contudo, como exemplos passados em nosso próprio país; esse pode ser um tiro que saia pela culatra e o acerte diretamente no rosto; transformando-se em uma gigantesca mancada.
Getúlio Vargas e depois Jânio Quadros, tentaram a mesma coisa por aqui. Getúlio renunciou achando que voltaria “nos braços do povo”. Contudo, só retornaria ao governo anos depois e daria ele mesmo um golpe; que culminaria em seu suicídio. Jânio, também renunciou e dizia que “forças estranhas” o açoitavam no palácio. Pensava que, com seu gesto, o povo que votara nele maciçamente se revoltaria e ele seria reconduzido em “glória olímpica” para a cadeira presidencial. O que, é claro, nunca aconteceu. E pior, suas ações acabaram provocando o golpe militar de 1964.
Assim como eles, Evo tenta fortalecer-se através de uma vitória esmagadora nas urnas. Só desta forma, ele seria confirmado como o messias andino e seus opositores condenados ao ostracismo. Mas a história nos ensina que “líderes” populistas normalmente dão mais valor a sua força política do que realmente possuem. E se por ventura for derrotado, será o fim de suas aspirações messiânicas. E pior; se recusar deixar o cargo, alegando qualquer fraude ou outra coisa; cairá em desgraça ante a comunidade internacional que já o “adora”. Fatalmente mergulhando a Bolívia num caos de proporções imprevisíveis.
A situação política boliviana é grave. As tentativas de Evo buscando esvaziar o peso da decisão do referendo de Santa Cruz, não surtiram o efeito desejado por seus aliados. A pressão é enorme sobre ele; e continua aumentando. Todos esses ingredientes podem ser reunidos e dar origem a uma sopa violenta e de desfecho incerto que, certamente, respingará em nossos interesses.
E você leitor, o que pensa disso?
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Fico imaginando o que aconteceria se houvesse um referendo nesses moldes aqui…
Enquanto Evo tenta se manter no poder até o final do mandato, o nosso presidente cogita a hipótese de criar um terceiro.
Como disse: “8 anos é muito pouco.”
Acredito que o único diferencial esteja na população em si.
A população Boliviana parece disposta a lutar por algo, independente do motivo, ao contrário da Brasileira, que sempre foi composta por uma maioria esmagadora de cordeiros controlados por lobos.
O problema é que a balança da luta que Evo (i)Morales espera que penda para o seu lado pode realmente não ser a total verdade, ou o que é pior, pode ser um resultado apertado daqueles que ao invés de demonstrar hegemonia no país mostram sua fragilidade democrática, e isso pode acarretar em problemas graves se não existir na Bolívia uma figura carismática que domestique a população, tipo o que Lula faz com a esmagadora população de cordeiros brasileira.
Aí, temo sim por uma situação que pode incluir até uma Guerra Civil… Mas como não sei o que existe na Bolívia além dos desmandos de (i)Morales, não sei que tipo de opinião acrescentar a sua. =p
Sinceramente? Acho que deveríamos vender a Bolívia! Só deu prejuízo, povim na maior confusão, o cara dá um peido lá e o povim corre prá cá, vende essa droga e talvez alguém use aquilo lá pra fazer estacionamento>