
Sabemos que, dependendo do ângulo que se observa, as palavras do título deste artigo podem ter o mesmo significado. Se tratando então da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, elas nunca foram tão iguais. Salvo raras e honrosas exceções, o Rio de Janeiro anda muito mal amparado em matéria de políticos.
É claro que sempre houve políticos corruptos e sempre haverá. Contudo, nos últimos anos, nossa Assembléia Legislativa teve de tudo: escravagistas, assassinos, escroques e ladrões dos mais variados tipos.
É inacreditável como o povo do estado do Rio de Janeiro deixa-se influenciar pela política de cabresto e por desculpas das mais esfarrapadas origens. Políticos contumazmente envolvidos em escândalos e falcatruas são eleitos e reeleitos “ad eternum” sem que qualquer providência seja tomada por nossos eleitores.
O nível de desinformação e de imaturidade política é tal, que mesmo quando são desmascarados publicamente; como no recente caso dos auxílios creche para funcionários fantasmas, os políticos responsáveis são ovacionados em seus currais eleitorais por uma claque que, se não foi contratada para isso, é formada por um bando de débeis mentais.
São os mesmos que, horas depois, perderão um ente querido e se lamentarão nas portas de hospitais mal aparelhados e mal equipados. Os mesmos que alguns anos depois, perceberão que seus filhos foram transformados em zumbis descerebrados, pelas escolas de péssimo nível e por professores que não estão nem aí para eles; pois atuam da mesma maneira como são tratados: “Fingem que lhes pagam um salário; e eles fingem que ensinam”.
Será possível que nosso povo é tão burro e despreparado que não consegue entender que o dinheiro público que é desviado e roubado por esses canalhas é o mesmo que deveria equipar os hospitais e pagar os professores? Será que eles acham que os deputados que roubam e desviam essas verbas o fazem de um dinheiro fictício ou de “outro planeta”?
É impossível reclamar desse estado de coisa, quando você vota sem saber em quem; ou sem se preocupar com o que ele fez antes ou depois de eleito. Se você vota na pessoa que lhe deu um benefício; se você vota no “camarada do churrasco”; se você vota no mais bonito; no menos gordo ou vota em “qualquer um” e, trinta segundos depois, sequer se lembra de seu nome. Você é um cúmplice desse estado de coisas.
Se você não vota, vota nulo ou em branco e bate no peito pra dizer com todo o orgulho: “Eu não compactuo com nada disso; eu não votei em ninguém”. Saiba que apenas divulga ao mundo, em altos brados, seu total desconhecimento da vida e dos fatos reais. Pois, ao não votar, votar em branco ou votar nulo, você na verdade contribui para que maus políticos se elejam. Afinal o “Fulano de Tal” que surgiu “do nada” e quer apenas “se dar bem”, terá menos trabalho para conseguir uma vaga. Pois devido ao seu “brilhante” trabalho, o coeficiente eleitoral será menor.
Acorde! A sua participação é a única forma de mudar as coisas. A sua participação é a única forma de evitar que malandros, assassinos, corruptos e escroques se aproveitem do sistema. Se votar em alguém e ele “pisar na bola”; bem-vindo ao mundo real onde as pessoas erram. Corrija o erro nas próximas eleições e retire seu voto. Mas omitir-se; é nada mais do que avalizar e garantir ao safado sua reeleição.
Acha o foro privilegiado, o aumento de verbas para os parlamentares, as absolvições dos corruptos e todas as outras mazelas que eles aprontam um absurdo e um nojo. Ao invés de só reclamar, saiba quem votou a favor disso e nas próximas eleições NÃO VOTE MAIS NELE. Se você assim o fizer, mostrará aos outros que não há mais lugar para esses comportamentos. Mande cartas ou um e-mail aos deputados do seu estado dizendo como quer que eles votem. Elogie se votarem de acordo com o que você quer; critique-os em caso contrário. Mas se, ao invés disso, você se omitir ou reeleger o mesmo safado que sempre age sem ética e contra o que você acha certo. Então, meu caro leitor, vá reclamar com o bispo.
E isso não serve só para o Rio de Janeiro.
Então; o que pensa disso?
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Penso que estamos perdidos.
O sistema prega que você precisa votar em qualquer um de qualquer jeito quando o próprio sistema dá a possibilidade do incapaz e do sem vontade política de simplesmente escolher o candidato mais votado ou um aleatoriamente (ou mesmo o voto partidário).
Pronto, fudeu, e lá se vão quatro anos de nova roubalheira (senador são oito), com os mesmos ladrões. Pelo menos esse ano será marcado pela aparição de ladrões desconhecidos, com o fim do voto individual os partidos não precisam mais coagir um a um em sua fileira, apenas usar um famoso pra agregar votos e preencher o resto com laranjas.
E quem manda se perpetuará nas legendas pois não precisa dar a cara a tapa.
Exemplo? A cúpula do pt.
E o pior é que não adianta falar. O pessoal se revolta no começo, mas depois se esquece.
Infelizmente, você, assim como outras pessoas, estão falando contra o vento.
O mais irônico na ALERJ, além dos bem observados perfis criminosos, são as comissões ou CPI’s.
Por incrível que pareça, pode-se ver que o presidente, por exemplo, da “CPI do Peixe Frito”, é um cara que já foi ou é investigado por ligações com empresas de peixe frito… por assim dizer…
O que eu acho Arthurius, é que sobram problemas, sobram sugestões mas faltam soluções. O que vejo é muita conjectura teórica e pouca prática. Em alguns casos as “sugestões” soam até utópicas.
Seguindo a linha de raciocínio que eu imagino que você usou, o primeiro passo é mudar a nós mesmos, não apenas lembrando em quem votamos, pois fazer só isso e achar que é útil e ter uma visão muito simplista da coisa, mas sim mudando a nós mesmos, e nossa visão de mundo (o que nos leva ao ponto clichê chamado EDUCAÇÃO)
Mais um excelente texto, e já votado no DiHitt =P (aliás, também estou com um texto por lá, no “Blogueiro Repórter”)
Aliás, incluo mais um ponto de vista: é um absurdo o número elevado de parlamantares no Brasil, somando-se vereadores, estaduais, federais e senadores são milhares de pessoas recebendo verbas polpudas, ajudas de todo tipo, além de salários altíssimos (comparando ao resto dos trabalhadores do Brasil). Sem mencionar o elevado número de acessores que não passam na verdade de cupinchas, cabos eleitorais, muitos deles não passam de nomes na folha de pagamentos, meros fantasmas. E aí se vão verdadeiros PACS no ralo, dinheiro que não serve pra nada, ou melhor, só serve para enriquecer políticos, capachos e empresários amigos.
Eu levanto uma bandeira, redução radical no número de parlamentares em todos os níveis, e também do números de comissionados no executivo, aos quais extendo minhas críticas.
Olá Mau!
Devo concordar plenamente. Seria mesmo uma ótima decisão diminuir o número de parlamentares. Nosso legislativo é o mais caro do mundo e, atrevo-me a dizer, um dos mais ineficientes pelo custo/benefício que proporciona a nação.
Um abraço.
Eu voto nullo, e um dia quem sabe todos irão entender que é a única maneira de mostrar que não somos mais cordeiros…
[...] Bom, os deputados da Assembléia Legislativa decidiram mandar soltar Álvaro Lins, apesar da Justiça Federal ter avalizado a legalidade do flagrante pelo qual foi preso. Anotemos os votos dos deputados, lembrando que mais da metade dos políticos da ALERJ são investigados por crimes diversos: [...]