Visão Panorâmica

PRECONCEITOS, MODAS E A IMBECILIDADE.


cotas raciais vs cotas sociais nas universidades brasileiras


Lendo um excelente artigo no blog Pensamentos Equivocados dos amigos Dragus e Pk, achei muito apropriado o lamento indignado sobre a questão do preconceito racial e de condição sexual e a nova lei de proteção aos Homossexuais.

Uma lei imbecil e cheia de exageros autoritários sem o menor nexo. Permitir “demonstração de afeto” em lugar púbico sem classificar exatamente o que elas são pode permitir, por exemplo, o sexo homossexual ao ar livre e a qualquer hora do dia e da noite em locais públicos. É um exagero? Pode ser; mas a lei dá aos homossexuais o total controle sobre o que podem ou não fazer. E, caso você se ofenda com a prática de um ato libidinoso próximo a você ou sua família e chamar a polícia; quem vai preso é você.

Da mesma forma, se você contar uma piada envolvendo homossexuais pode ser acusado de preconceituoso e criminoso e ser processado por isso.

Ninguém é inocente o suficiente para não saber que há um grande preconceito contra os homossexuais em qualquer parte do mundo. E que há a necessidade de uma rede de proteção para que cada um possa viver da maneira que escolheu ou nasceu para isso, sem que tenha que se esconder ou ser molestado por isso. Contudo, a lei contém exageros claros e que só fomentarão o preconceito ao criar uma classe social de “intocáveis”.

Da mesma forma, faz-se na questão das cotas raciais em universidades. Nada mais equivocado e esdrúxulo do que a adoção dessas cotas. A única coisa que os políticos conseguiram foi acirrar o preconceito contra os negros e criar uma “subclasse” discriminada nas universidades. Algo que era impensável antes da adoção das cotas.

Como os homossexuais; os negros também sofrem preconceito em nosso país. Contudo, não é acirrando essas questões que acabaremos com essa nefasta prática. Só a educação e a convivência saudável entre as diferenças pode resolver a questão. E, para que isso acontecesse, as cotas deveriam levar em conta apenas o quesito renda. Assim, os negros conseguiriam o tão sonhado acesso às universidades, sem que as outras “raças” fossem prejudicadas. Pois o que valeria, e o critério mais justo de todos, é a capacidade social de cada um. Independentemente de sua cor, credo ou opção sexual. Exatamente como reza a constituição brasileira.

“Afro-brasileiro”, “afrodescendente”, “nipo-brasileiro”, “povos nativos do Brasil”. Antes de bater no peito e repetir essas palavras bonitas com orgulho. Saiba que são meros modismos e estrangeirismos importados de países onde o preconceito racial é muito mais agudo do que o nosso. E que ao invés de declararem um orgulho; classificam e segregam ainda mais os indivíduos. SOMOS TODOS BRASILEIROS. E nada é mais errado e mais estupidamente imbecil do que o conceito de raça. Isso já foi provado pela ciência. Pois SOMOS TODOS AFRICANOS. É, isso mesmo; de lá é que nossos ancestrais remotos vieram para cobrir a terra com sua descendência.

Se começarmos a pensar em segregação de grupos e minorias, vamos criar leis que defendam os gordos; os que usam óculos; os que têm vitiligo; os canhotos; os ruivos; os dentuços; os loiros de olhos azuis e os que têm cabelos lisos e os de cabelos crespos. Se continuarmos a pensar assim, acabaremos com uma sociedade mergulhada no preconceito e no sectarismo que tanto vemos e abominamos em outros países. O que falta no Brasil é apenas uma educação de melhor qualidade e não leis elaboradas unicamente com o intuito de fazer um determinado político ou grupos de políticos aparecerem e angariarem seus votos. Acabaremos como os EUA; onde as pessoas pensam milhares de vezes antes de cumprimentar alguém ou abraçar um colega ,temendo serem processados por alguma conduta ilegal.

Somos irmãos; somos iguais e não é porque a sua cor da pele é diferente da minha ou você chama seu Deus por um nome diferente do meu; ou ainda, se você ama alguém do mesmo sexo que você; que determinará o quão bom ou mau você é. Existem negros safados; brancos corruptos e ladrões; amarelos sádicos e espertalhões e índios assassinos e traficantes. Bem como gays aproveitadores e canalhas e heterossexuais safados e odiosos.

O bem e o mal coexistem dentro de nós e é a índole de cada um a responsável por deixar um ou o outro aflorar com maior intensidade; e não a sua cor de pele ou opção sexual.

Pense nisso.

BRINCADEIRAS, FESTAS E O TEMPO PERDIDO.


CPI do Sistema Carcerário vira pizza


Porque se cobram tantos impostos no Brasil? A pergunta, com uma resposta aparentemente simples, reserva alguns detalhes sutis que podem trazer uma luz definitiva sobre a questão. É claro que o grande volume de impostos tem, como único objetivo, cobrir os rombos provocados pela corrupção e pelas mamatas infindáveis que sugam os recursos públicos. No entanto, além da corrupção, o mal gasto e o desperdício de dinheiro é o traço sutil que serve como um combustível cruel a mais nessa fornalha maldita.

Um exemplo gritante desse mal gasto foi visto hoje (25/06), na ridícula CPI do Sistema Carcerário. Mesmo depois de já terem alterado o relatório final que condenava todos os políticos, de todos os estados da federação, pela clara e óbvia falta de investimentos no sistema carcerário brasileiro.

Depois de um trabalho de mais de nove meses que, tenha certeza, não custou barato aos cofres do país. Os deputados não conseguem fechar o relatório porque a bancada do Mato Grosso do Sul (cujo secretário tentou impedir os trabalho da CPI e onde porcos foram encontrados dormindo com os presos nas celas); revoltaram-se devido ao fato de que o secretário local seria o único indiciado nacionalmente. O acordo foi feito porque os outros secretários “contribuíram” para os trabalhos da CPI e devido às pressões de todos os partidos. Foi decidido que os indiciamentos isentariam os secretários e governadores alegando-se que não seria justo punir um político por fatos que ocorrem a décadas. E se limitariam as “figuras jurídicas dos Estados”. A inclusão do secretário do MS deveu-se unicamente pelo motivo de que os membros da CPI concluíram que ele teve dolo ao tentar impedir os trabalhos da comissão parlamentar.

“Zelosos” pelo cumprimento da lei e “preocupados” com as péssimas condições e a falta de investimentos no sistema carcerário em seu estado, os deputados do Mato Grosso do Sul tumultuaram a seção da CPI e impediram a leitura do relatório. Após um longo bate-boca generalizado, foi necessário ampliar-se o prazo da CPI para que se tente votar o relatório numa outra época.

Agora imagine, caro leitor, foram meses de viagens aéreas e terrestres; hospedagens; refeições; gastos administrativos e sem contar os óbvios “extras”; e todo esse trabalho caminha simplesmente para “o nada”. Milhões de reais gastos na “investigação” do óbvio que, todos sabemos, em nada resultará. Simplesmente para que um grupo de descontentes e acobertadores promovam mais uma pizza insípida e de péssima aparência.

Enquanto isso, nós continuamos assaltados e atacados por todos os lados por um governo que é obrigado a ser um animal faminto e voraz para que possa sustentar tantos comensais e “agregados” em seu caótico e ineficiente funcionamento.

Mas, para que essa situação comece a mudar e as coisas e atos voltem a ter conseqüências, depende apenas de você e de seu voto consciente.

Pense nisso.


COISAS ESTRANHAS, TENDÊNCIAS E ESQUISITICES.


O Brasil é um país sério?


Atribuem a Charles De Gaulle ao visitar o Brasil disse: “Este não é um país sério”. Na realidade, isso nunca aconteceu; mas está marcado no folclore popular e político de nosso país. Mas, seja lá quem quer que tenha inventado essa estória; sem dúvida alguma foi profético. De lá para cá o Brasil além de não se tornar um país sério, tornou-se uma nação estranha e surreal. Onde o cidadão de bem e cumpridor das leis vive trancafiado atrás das grades e se vê proibido de sair à noite; enquanto os marginais e bandidos em geral dominam completamente o cenário das grandes cidades. Trafegando livremente onde quer que desejem.

Assim como nas célebres palavras atribuídas a De Gaulle, o Brasil transformou-se numa piada de mal gosto ao permitir que a honestidade passasse a ser sinônimo de vergonha e de imbecilidade; enquanto a corrupção e a (má) esperteza fosse atribuída a elementos “da mais alta estirpe” e reverentemente chamados de “Vossas Excelências”.

Se você duvida disso e se irrita ao ler essas palavras, o que dizer da decisão da Comissão de Valores Imobiliários de São Paulo ao punir hoje o ex-governador Lembo, por ter vazado informações sigilosas que levaram investidores da Nossa Caixa a auferirem lucros milionários? Ao invés de investigar-se a possibilidade de que algum parente, assessor ou pessoa chegada ao governador tenha se beneficiado com a notícia, deu-se a ele a ridícula “punição” de escrever algumas cartas dizendo que ele enganou-se e desconhecia as normas e regulamentos para a divulgação dessas informações.

Ora! Para onde foi o preceito legal que diz que o desconhecimento da legislação jamais será admitido como desculpa para descumpri-la? Por que não obrigá-lo a enviar as cartas, mas mesmo assim recolher a multa de R$ 100 mil reais? Será que se Lembo fosse “um homem do povo” teria essa benevolência?

O país pode ser chamado de sério, quando uma CPI que investiga os desmandos do sistema carcerário nacional; constata que os secretários de segurança e governadores não aplicam o que deve ser aplicado nos presídios e nem fazem a gestão correta dos mesmos e resolve indiciar a todos para que sejam punidos. No dia seguinte a publicação da notícia, o relator e os membros da comissão vêm a público e dizem que mudaram tudo. Indiciarão apenas a “Figura Jurídica do Estado”. Afinal, os políticos que lá estão não podem ser penalizados por décadas de abandono.

Muito sensato o pensamento. Aliás, devemos aplicar o mesmo raciocínio a todos os criminosos. Afinal, cometem-se crimes desde que o “mundo é mundo”.

O presidente da república vai a público e defende os recentes deputados, que já são réus em diversos processos, e estão envolvidos em mais um grande desvio de verbas referente ao PAC. Alega que “não devemos condenar antecipadamente”. E ele está certo. Contudo, não devemos condenar quando não há provas. E, além da ficha pregressa, há provas contundentes sobre o caso. Logo depois, em uma solenidade, o mesmo presidente que acabara de defender os corruptos declara que deve haver uma reforma eleitoral e que os candidatos “com ficha suja” não devem participar de eleições. O caso seria hilário se não fosse triste e demonstrasse com clareza o nível do jogo político a que nosso presidente se submete com fervor.

Um outro caso interessante e emblemático foi estampado com destaque nos jornais televisivos, na Internet e impressos; como se fosse algosobrenatural: “Turistas são assaltadas em frente ao Congresso Nacional”.

E eu digo: Você acha isso esquisito?

Pense nisso.


VERDADES, MENTIRAS E O TEATRO DO ABSURDO.


Jader Barbalho ataca o tse


Escrevi um artigo que foi publicado aqui no dia 20/06 (TSE, VITÓRIAS E CORRUPTOS); onde ressaltava a importância da decisão do TSE de não divulgar os dados de candidatos com a “ficha suja” na praça. Além disso, debatia ainda a tacanha decisão de ir contra os anseios de moralização de uma nação inteira e permitir que candidatos acusados dos mais variados crimes concorressem nas eleições.

Num parágrafo, eu disse categoricamente: “A grita geral e as ameaças não tão veladas assim, por parte da turma da mamata, acabaram silenciando os juízes. Quem sabe muito em breve não será noticiado um aumento de verbas ou a criação de mais alguns cargos ou privilégios para o Judiciário? Só mesmo o tempo dirá”.

E nem precisou esperar muito. Dias depois (dia 22), li uma matéria no jornal Folha do Progresso intitulada “A VINGANÇA DE JADER BARBALHO” (leia aqui). Essa matéria transmite claramente o que de fato ocorreu para retirar das mentes dos juízes do TSE e dos demais TRE’s; a firme convicção que tinham de divulgar a lista com os nomes dos parlamentares envolvidos em crimes.

O Deputado Jader Barbalho, tão conhecido nosso pelos inúmeros processos a que responde, encabeça um “levante” de deputados que tem tudo a esconder e temem fortemente que os eleitores mais esclarecidos saibam de que respondem aos mais diversos processos. O deputado paulista Márcio França (PSB) chegou a afirmar que já dispõe de amplo apoio para o projeto. Na verdade, este projeto representa o contra-ataque da bancada “ilícita” contra os juízes que pretendiam moralizar o processo eleitoral. Esse mesmo deputado, responde a diversos processos no STF.

O projeto é muito simples: Acaba com a condição vitalícia dos cargos de juízes das cortes supremas e dos tribunais de contas. Ainda exige que as indicações sejam aprovadas pelos parlamentares e que os indicados sejam também escolhidos pelos membros do Congresso Nacional. Não mais apenas pelo Presidente da República. Outro deputado que também responde a diversos processos vaticina: “Do jeito que está, não temos poder de barganha. Não influenciamos nada e os ministros não consideram os apelos da sociedade na hora de decidir”.

“Apelos da sociedade” são ótimos com biscoitos; “nobre” deputado. Principalmente quando quem os pede não os escuta na hora de se envolver em mamatas e conchavos.

Ou seja, eles querem “influenciar” os juízes. Querem colocar nas posições chaves do último poder, mais ou menos isento, que dispomos (os tribunais superiores) seus cúmplices e quadrilheiros. Para que assim possam se safar nos julgamentos e manterem suas falcatruas em sigilo.

A perda da condição de cargo vitalício acarretará numa instabilidade intolerável e numa condição de subserviência que será extremamente perniciosa para nós. Mantendo os tribunais superiores reféns da corja nojenta que assola e infiltra todos os poderes da nação. O que é mais triste ainda, é que não se observa nenhum grande expoente encabeçando algo assim. Esse projeto é unicamente encampado e apoiado por elementos que já respondem a processos dos mais variados crimes e representam o que há de pior em matéria de política. Como tudo é feito “na calada” e sem a devida repercussão nos meios de comunicação de grande alcance; algo assim tão danoso para o país pode ser aprovado e passar “de passagem” pela opinião pública que será apenas surpreendida pela conta a ser paga após a farra dos canalhas.

Um verdadeiro cenário digno de uma peça criada para o “Teatro do Absurdo” (não conhece? Saiba aqui.). E, pelo visto, a pressão foi bem sucedida. Assustados e temendo que o projeto vá adiante, os juízes eleitorais resolveram “mudar de idéia” e não divulgarão mais as listas.

O mais triste disso tudo, é ter a compreensão de que Jader Barbalho e tantos outros que sempre freqüentam as páginas policiais e se envolvem em escândalos dos mais diversos, ainda possuem eleitores e força política para aprovar um projeto com esse potencial destrutivo. No momento a pergunta mais importante a ser feita é: Quem os colocou lá?

Com certeza não foram os marcianos.

Pense nisso.


FORÇAS, ARMADAS E INTERESSES.


O domíno do Tráfico e as forças armadas


Todo esse lamentável episódio envolvendo o Exército Brasileiro no Rio de Janeiro e a repercussão dos fatos, só provoca em nós uma dúvida: A quem interessa desmoralizar as Forças Armadas Brasileiras?

Certamente, as elites criminosas teriam grande interesse nisso. E quando menciono “elites criminosas” não me refiro a nenhum jargão revolucionário pseudo-socialista. Refiro-me especificamente as grandes famílias mafiosas que habitam as mansões e as coberturas da Barra, do Leblon, de Ipanema, etc…

Ninguém mais pode pensar que um “moleque de morro”; nascido e criado na favela; que mal sabe falar o português e não pode nem passear fora da favela se não é capturado ou morto pela polícia e por bandidos rivais é o responsável por todas as drogas e armas que rolam nas nossas cidades. Se você ainda tem essa ilusão; desista dela.

Muita “gente boa” que freqüenta colunas sociais e revistas de celebridades está envolvida até o pescoço com esse submundo sujo e violento. A hipocrisia reinante; a corrupção generalizada e a falta de inteligência de algumas autoridades fazem com que eles sempre se safem.

Ninguém tem dúvidas de que o ocorrido no Morro da Providência foi algo desastroso e abominável. Porém, como numa guerra de propagandas e de terrorismo, é necessário que estejamos preparados para observar a cena de vários ângulos. Os jovens mortos tinham envolvimento com o tráfico; dois deles inclusive tinham fichas sujas na polícia. Devemos também levar em conta que o habitante da favela vive em um mundo à parte. Ele deve obedecer às determinações e aos desejos de seus proprietários: Os traficantes.

Sempre vemos manifestações, balbúrdias e a famosa acusação contra a polícia: “Eles sempre entram atirando”. Quando na realidade sabemos muito bem (e os programas policiais sensacionalistas trouxeram as provas que faltavam sobre isso, ao transmitirem diretamente dos locais de conflito) que os bandidos é que começam os tiroteios; muitas vezes antes mesmo da polícia começar a subir o morro ou penetrar na favela.

Um fato isolado cometido por um imbecil fardado, não pode denegrir a imagem de uma instituição que presta serviços enormes ao nosso país. É claro que se observando as entrevistas dadas por moradores, TODOS se mostram unânimes em pedir o afastamento do Exército e de qualquer outra força de repressão da área.

A questão principal é: Por que os traficantes têm esse poder tão grande?

A resposta é simples: Corrupção.

Sempre tivemos políticos envolvidos com o tráfico. Nesse último caso, surgiram denúncias de que um assessor do Senador Marcelo Crivella havia negociado com os traficantes locais o início das obras. Sem considerarmos isso, temos as próprias localizações das “bocas de fumo”. Todo mundo sabe onde ficam. Os viciados e a polícia. Como podem, então, funcionarem? A resposta é imediata: O famoso “acerto”.

Todo esse aparato político e institucional que vive e se alimenta da corrupção, exige que nosso último bastião de defesa; as Forças Armadas sejam destruídas moralmente e que a opinião pública veja no militar; um inimigo. Por isso mesmo, protagonizam essas formas sutis de descrédito como o desaparelhamento, a falta de recursos, a limitação drástica e não justificada de efetivos e o abalo moral.

Seja lá como for, enquanto nossos políticos não compreenderem que se faz necessária uma reformulação imediata e profunda em nossas polícias. Com a perda de praticamente dois terços de seu efetivo para se purgarem os corruptos; nada mudará.

Eles devem entender primeiramente que se beneficiar da bandidagem é contraproducente e, mais tarde, poderá reverter-se contra eles mesmos na forma de um descontrole social. Países como a Bolívia, Colômbia e outros já passaram por isso e sofrem até hoje com essa influência perversa.

Pense nisso.


OLHAR PANORÂMICO NA BLOGOSFERA – JURISCONSULTO.


Olhar Panorâico na Blogosfera - Jurisconsulto


Como faço todos os domingos; hoje na coluna Olhar Panorâmico na Blogosfera, indico um blog que acho interessante e relevante. O indicado de hoje é o Blog Jurisconsulto. Da Têmis. Nossa Deusa da Justiça Tupiniquim que traduz perfeitamente o “juridiquês” cheio de “data venias”, “Eventus Damnis” e outras coisas incompreensíveis que só servem para esconder a incompetência e a leniência generalizada de juízes e advogados que andam por aí e são formados como se forma um pizzaiolo. (Isso é para você ver o nível. Já ouviu falar de faculdade de Pizzaiologia?). Huummm; pensando bem… talvez em Brasília!?!

Ela traduz e aponta erros; auxilia na tomada de informações e diz (“na lata”) se o seu advogado está te enrolando. Por isso mesmo sofre pressões e ameaças de seus colegas que temem a violação da “ética jurídica”. Que em nossa sociedade deturpada quer dizer: “Pura malandragem corporativa para te arrancar um qualquer”.

Por isso mesmo, ela dá suas consultas na base do “Pro Buono” um jeito bonito de dizer “de grátis”; “na amizade” e outras coisas que são simples e excelentes de se ouvir.

Taí um blog de utilidade pública e que vale a pena ter nos favoritos e assinar os Feeds.

Como eu digo sempre:

Pense nisso.


GOVERNOS, CRIMES, POLÍTICOS E O ABSURDO MEDIEVAL.


Doenças, desgraça e subdesenvolvimento


Vivemos num país que se diz “em desenvolvimento”. Contudo, temos constantes mostras de que vivemos em um lugar onde nossas autoridades e uma grande parte de nosso povo pensa como se vivêssemos ainda na Idade Média.

Os políticos e membros do Judiciário agem como se fossem membros da realeza e de uma casta especialmente destinada a dominar o populacho como se fossem senhores feudais modernos. As igrejas, essas nunca saíram da Idade Média e esforçam-se para que o número de miseráveis seja sempre o maior possível. Assim, arregimentam mais e mais desesperados contribuintes que tentam comprar uma vaga no céu e, com isso, enchem os bolsos e as panças de padres, pastores e parasitas afins.

Esmolas e “cala bocas” são distribuídos em profusão por todos os citados acima, apenas como forma de criar uma legião de bestas humanas descerebradas e totalmente dependentes dessas instituições que se tornaram verdadeiras máquinas de arrecadar e de humilhar seu próprio povo.

Como na Idade Média; o Clero, os Monarcas e os Senhores Feudais desejam um grande número de servos para atenderem aos seus desejos e anseios de poder, glória e riquezas. A eles, alguns pães atirados a esmo servirão para aplacar sua fome e manter a gentalha em um silêncio obediente.

Tivemos mais um exemplo dessa triste situação hoje (20/06). Quando a Polícia Federal estourou mais uma gigantesca central de corrupção que funcionava na Câmara dos Deputados em Brasília e que, pasmem, um dos acusados já era alvo de várias denúncias comprovadas e escapou de uma punição porque seus pares “esqueceram” de dar continuidade ao seu processo de cassação.

O outro, já é conhecido nas repartições policiais de Brasília e de Minas Gerais. No entanto, como nunca foi condenado em última instância, permanece intocável. Obras de saneamento básico e de habitação popular, tão necessárias e urgentes, foram executadas com baixíssima qualidade apenas para que esses canalhas pudessem arrumar “um qualquer”.

No Rio de Janeiro, o desaparecido Senador-Bispo Crivella soltou uma nota onde protesta pela associação de seu nome aos incidentes ocorridos no Morro da Providência. Alega que o relatório do serviço reservado do Exército, exibido na TV com o timbre da unidade, é falso. Pode até ser. Mas por que o Senador-Bispo sequer compareceu ao Morro da Providência para dar um apoio às mães enlutadas? Fica clara, para mim, sua intenção de tentar desvincular sua imagem do ocorrido e que para ele é muito mais importante evitar o desgaste eleitoral do que levar um conforto às famílias.

O absurdo é tanto que, quando digo que nosso país mergulha numa condição medieval, não estou exagerando. Doenças que há muito estavam erradicadas ou sob controle, explodem e atacam com força total devido à ausência de controle de saúde e qualidade na gestão e nos processos envolvidos. Ilustrando isso, uma criança inocente de apenas três anos, morre miseravelmente em Santa Catarina vítima “de uma doença brutal e de difícil controle; que exige remédios caríssimos”: Verminose.

Isso mesmo. Em pleno século XXI, temos em nosso país crianças morrendo sufocadas porque uma infestação de vermes (Áscaris) não controlada bloqueou sua garganta; tal a quantidade de vermes em seu organismo. Algo que um remédio que não custa mais de dez reais numa farmácia impediria. Contudo, mesmo a área onde ela morava sendo coberta pelas equipes de “saúde da família” e sua casa ser visitada regularmente, nada foi detectado. Isso é algo interessante. Pois, o mais leigo em medicina sabe que a verminose causa barriga inchada, pele amarelada e sinais físicos inequívocos. Sendo conhecida popularmente por “Amarelão”.

Ainda mais incrível, é que sua morte por tamanha negligência nem será encarada como crime. O delegado responsável afirma que “não é caso de crime já que a morte foi natural”. É ou não uma visão de Idade Média? Considerar uma morte assim, mesmo após tantas negligências e omissões algo natural e corriqueiro, é mais absurdo que a morte em si.

Enquanto isso, nossos senhores e nobres jantarão alegremente hoje seus acepipes e ensaios da mais alta gastronomia internacional em suas torres nababescas e com os bolsos bem cheios de dinheiro sujo.

Pense nisso.


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