
Em política, a única certeza que existe é a de que nada é cem por cento certo. A maior prova disso, é o verdadeiro “samba do crioulo doido” em que se transformou a eleição municipal no Rio de Janeiro.
A aliança entre PMDB e PT que era líquida e certa; ruiu minada por interesses fisiológicos do PMDB. Sem um candidato forte, PT e PMDB praticamente decretaram a desistência da disputa. Pois Alexandre Molon (candidato próprio do PT) e Ricardo Paes (do PMDB) não tem qualquer penetração na cidade e são nomes sem qualquer expressão.
Desconsiderando a candidatura de Gabeira. O “ex-bispo-que-nunca-deixou–de-ser” Marcelo Crivella parecia ter praticamente assegurada a sua eleição para a prefeitura carioca. A fragmentação das esquerdas em torno de Jandira Feghali, Gabeira e uns poucos “gatos pingados” de Molon; seria mais do que suficiente para garantir ao senador-bispo a cadeira de prefeito.
Agora, parecendo perceber a burrada que cometera ao lançar uma fraquíssima candidatura sem quaisquer chances de sucesso; o PT acena com a possibilidade de firmar uma coligação com Jandira Feghali em troca do apoio de seu partido em São Paulo. Jandira certamente, se aceitar a proposta, sairá fortalecida. Pois já teve boa votação nas eleições passadas e com o apoio do PT; conseguirá um importante aumento em seu cacife eleitoral.
O ideal mesmo, em minha opinião, seria uma aliança Gabeira/Jandira. Essa coligação seria praticamente imbatível. Pois traria a força de duas figuras de grande penetração no Rio e, além disso, tratam-se de dois pesos pesados da política carioca. Sendo ambos campeões de votos.
O mais importante nisso tudo; é que representaria a união de pessoas íntegras que poderiam ser capazes de retirar nossa cidade das garras do DEM e das ambições políticas dos bispos. Que, já nos tempos de Garotinho, mostraram muito bem o mal que podem fazer quando assumem o poder e colocam em prática sua visão corporativista e praticamente mafiosa de governar.
Essa “dança das cadeiras” nada mais é do que a confirmação de um péssimo sistema político e de uma fragilidade partidária enorme. Aliada a uma total ausência de nomes capazes de mobilizar os eleitores. Hoje, infelizmente, não há nomes capazes de empolgar o eleitorado ou que o faça “sair de casa para votar”. O que há, é apenas a luta para evitar-se que a cidade se mantenha nas mãos de incompetentes mal intencionados (como o grupo de César Maia) e o de loucos fisiologistas e fanáticos religiosos (o grupo dos bispos da universal).
Muito mal amparados no meio dessa briga toda, resta apenas a nós eleitores esclarecidos do Rio de Janeiro, rezarmos para que as pessoas acordem de sua letargia e se lembrem do mal que esses grupos causaram a nossa cidade e ao nosso estado. Está na hora de mudar e de resgatar nossa cidade das mãos de quem não a ama.
Afinal de contas, para os cariocas, está chegando à última hora para a salvação.
Pense nisso.









