DEZ MEU, DEZ SEU E A DESMORALIZAÇÃO.

Que os políticos brasileiros pensam apenas em seus bolsos isso todo mundo sabe. Que nos faltam estadistas com a real capacidade de entender os tormentos do cidadão comum e contribuir com suas habilidades para resolvê-los; isso é fato inquestionável. Que deixar a cargo dos próprios políticos a decisão sobre os seus reajustes e seus benefícios é algo totalmente esdrúxulo e incorreto; o brasileiro, com uma inteligência mediana é capaz de entender completamente.
Agora, o que não dá para entender de forma alguma é como pessoas que deveriam zelar por condições de vida melhores para a nação são totalmente desprovidas de vergonha na cara, honra e senso de oportunidade.
Mesmo o mais simplório e iletrado funcionário sabe que jamais terá sucesso em um pedido de aumento de salário quando seu chefe estiver de mau humor. Por isso mesmo, ele se empenha em “mostrar serviço” e deixa para uma ocasião mais propícia o seu pedido.
No entanto, nossos políticos não se intimidam com nada. Mesmo estando a população furiosa com sua incompetência, leniência corrupção desmedida; “Vossas Excelências” teimam em mostrar seu constante desprezo pela nação ao darem-se continuamente aumentos e reajustes em seus já polpudos benefícios. Quando são impedidos por algum fator “anormal”, usam e abusam da sua criatividade nefasta para criar meandros legais por onde possam saciar a sua infinita fome por dinheiro.
A aprovação pelo Senado da criação de mais 97 cargos “de confiança” em ano eleitoral e que são uma flagrante e zombeteira forma de aumentarem suas rendas; mostra claramente que o modelo de concessão de aumentos e de criação de cargos no legislativo deve ser modificado. A Constituição Brasileira proíbe que os parlamentares legislem “em causa própria”. Mas, não é isso que fazem o tempo todo?
Vivemos num completo hiato de líderes e imersos numa constante e mortal corrente de podridão e de descaso por parte de nossas autoridades. Enquanto senadores criam cargos que serão usados como “moeda de troca” e forma de incrementar o nepotismo e a corrupção; o país agoniza imobilizado pela ausência de uma reforma tributária; de uma reforma política e de um cuidado maior com seus cidadãos. Enquanto aumentam suas próprias fontes de renda, senadores e deputados declaram abertamente sua indignação pela prisão de corruptos e sonegadores. Lamentam-se pela audácia e eficiência da Polícia Federal; enquanto tentam esconder seus próprios “rabos presos”.
Não há dúvida de que para que essa corja seja banida de lá, e que tenham o mesmo destino de tantos outros canalhas julgados pela História; nosso povo deve entender e aceitar a sua parcela de culpa e o seu real lugar em todo esse esquema podre e viciado.
Entendendo que a omissão no voto, a preguiça em fiscalizar e a total ausência de senso cívico década um de nós; são os elementos responsáveis para que esses facínoras tomem essas atitudes sem temor. Tomo por base uma pesquisa realizada numa grande capital com vistas às eleições municipais. Dentro do universo pesquisado, mais de 50% dos eleitores sequer sabia que seriam realizadas eleições em sua cidade este ano. (Ex-blog de César Maia)
Se levarmos isso em consideração; veremos que uma significativa parcela da população está completamente alienada do processo político e nem se importa em informar-se. Pois o fato de que haverá eleições está sendo amplamente divulgado em todos os meios de comunicação. Com um povo assim alienado e ausente, fica muito fácil para o malandro e o cafajeste encontrarem um solo seguro e fértil onde possam prosperar e crescer. Só uma população vigilante e ciente de seu papel pode fazer frente a esses abusos e causar temor e respeito nos políticos que buscam, em seus mandatos, apenas uma forma de engordarem suas contas bancárias.
Pense nisso.
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Aldrabice de primeira, mas um texto fantástico e com pormenores magnificos…
um abraço
Quanto ao bom humor e demonstração de produtividade para pedir aumento ao patrão, se por um lado ocorre o descrito no artigo por parte da casta política, por outro os servidores, os que efetivamente atuam junto à sociedade, não lhes e possível seguir uma regra nem outra. Não adianta o patrão de mau humor, é motivo para, além de trancar com mais força o cofre, humilhar e desmoralizar. Mas de igual forma não adianta que o chefe esteja de bom humor, os “carinho” que têm pelos cofre é tão grande que, para falar do nicho que conheço, não adiantou no início deste governo(?) por exemplo a grande produtividade, enorme volume de apreensões e prisões. O governo colheu os louros, com alta aprovação da opinião popular (que só agora começa a pensar melhor sobre o assunto) e os policiais continuaram na mesma. Então, se sob a ótica do artigo já se podia evidenciar a cara-de-pau dos administradores e políticos, adicionando este ponto constata-se dupla cara-de-pau. Vai ser sem vergonha assim lá na…
Ê povão!