A educação pública de base e média no Brasil é uma farsa. Desde os últimos estertores da ditadura militar e de forma mais intensa após a “democratização” do país; vemos a escola pública brasileira ser sistematicamente destruída, governo após governo.
Soluções mirabolantes e “estudiosos” em excesso fizeram do ensino público brasileiro uma das piores coisas já vistas. O que deixa qualquer um perplexo quando, sem forçar muito pela memória, lembramos que há bem pouco tempo atrás (cerca de 30 a 40 anos) a educação fornecida pelo Estado Brasileiro era uma das melhores do planeta. Você pode até argumentar que trinta ou quarenta anos é muito tempo. Mas se considerarmos essa faixa de tempo sob o ponto de vista de políticas nacionais; chegaremos à conclusão de que isso é um espaço curto para um serviço considerado excelência; acabar como uma farsa e uma fonte de “zumbis intelectuais” que sabem apenas repetir o que decoram e a desenhar o próprio nome e algumas letras.
Muito mais que a baixa remuneração dos professores; a péssima qualidade da educação pública brasileira, que já formou inúmeros intelectuais de destaque mundial em diversas áreas da cultura e das ciências, tem suas causas em políticas cuidadosamente pensadas e aplicadas para que ela assim terminasse.
E exemplos dessas políticas não faltam:
A aprovação automática: Retira do aluno a responsabilidade de aprender e do professor a de ensinar. A concessão de verbas vinculadas à quantidade de crianças no ensino e não focada nos resultados. A redução de verbas quando crianças de uma determinada faixa etária se encontram em séries que, teoricamente, seriam inferiores a sua idade. A incrível ausência da obrigatoriedade de diploma para os mestres que criou a figura do “professor leigo”. A ausência da obrigatoriedade do fornecimento de material de apoio para todas as matérias e da criação do quadro de professores substitutos. A ausência sistemática dos “cursos de reforço” ou apoio educacional aos alunos menos avançados. E muito mais…
A aprovação automática caiu como uma “chuva dourada” sobre os prefeitos e governadores. Pois assim, as crianças passam pelas séries sem interrupção e mantém sempre a mesma quantidade de vagas disponíveis em cada série. O que elimina a necessidade da construção de novas vagas na mesma velocidade do crescimento populacional e a necessidade das aulas de reforço e de apoio. Economizando rios de verbas que, geralmente, vão para a publicidade ou para projetos pessoais e “mais importantes”.
A não exigência de professores com nível superior ou, em muitos casos, até mesmo um simples diploma do antigo normal (desconheço o nome que é dado hoje). Isso criou a figura do professor leigo que deixou de ser apenas uma fonte de reforço escolar e de apoio para as crianças com dificuldades, para ser o professor efetivado e dominar o ensino básico em muitas cidades brasileiras. Garantindo assim a validade “moral” de uma baixa remuneração.
E, o mais cruel de tudo, é que o político brasileiro percebeu que a maioria da população se sente feliz e tranqüila apenas pelo fato de suas crianças “sabem assinar o nome”. E compreenderam que uma população instruída e capaz de um raciocínio de alto nível era algo altamente pernicioso para seus propósitos. E que, por outro lado, uma população incapaz de perceber e interpretar informações complexas e de evoluir intelectualmente; estaria para sempre vinculada a programas sociais e refém do círculo aprisionador da pobreza e da miséria. Tornando-a presa fácil para os salvadores da pátria que se multiplicaram no Brasil pós-ditadura.
Esses mesmos que hoje idolatram a educação e dizem ser ela a salvadora do país; são os mesmos que, ao assumirem o poder, perpetuarão essas políticas equivocadas e perniciosas; lançando ainda mais nossas crianças no obscurantismo e na ignorância.
O resultado está aí: Os índices oficiais relatam uma melhoria “espantosa” no ensino público brasileiro e nos estudantes que dele saem. Mas a realidade é cruel e adora desmascarar farsas bem montadas. Basta uma avaliação simples e rápida e os resultados falam por si: A maioria das crianças QUE ESTÃO NAS ESCOLAS são analfabetas, semi-analfabetas ou analfabetas funcionais.
Qual futuro profissional aguarda essa e as próximas gerações de crianças formadas nas escolas brasileiras? Quais opções de vida terão as meninas e os meninos que sequer conseguem entender pequenos textos ou realizar cálculos básicos?
O futuro da educação brasileira, se nada for feito, será obscuro e aterrorizante.
Pense nisso.
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Simplista, né? Observem os comentários…
Estou postando agora pois pelo jeito não vou conseguir ler tudo.
Primeiro gostaria de cumprimentar pelo tema do artigo. Seguindo, lendo muitos depoimetos já se avalia a capacidade das pessoas em interpretar textos. Não avaliei números, mas alguns estão claramente na categoria dos “formados no ensino atual”.
Genericamente penso que a culpa, como mensionado pelo autor, é de todos. entretanto, acho que principalmente os pais deveriam abraçar esta briga, pois afinal são seus filhos que estão na dependencia deesta situação. Acho que deveríamos diminuir a responsabilidade dos professores, e gostaria de esclarecer isto. Infelizmente, quando se trabalha sob determiada situação, não é o fato de não termos carater ou personalidade que nos leva a praticar certas ações ou tomar certas decisões. isto está no contxto de nosso meio, isto é, se numa escola a pressão é por passar alunos (e não é so na escola, nas universidade isto também acontece), mesmo um professor, que no inívio seria contra, com o passar do tempo ele estará atuando desta forma enem sequer terá conciência disto.
Por isto paso a responsabilidade para os pais, pois estando de fora, tem melhor capacidade de análise (os com formação nas “antigas instituições”), de forma que pode influenciar o corpo ecolar ao que pertence seus filhos, cobrando melhores condições.
PS: Sem a educação em casa nada irá adiantar.
Olá Simone!
Você foi muito feliz em seus argumentos. E é assim mesmo. Erros estão por
toda parte. Vontade para corrigi-los é o que falta.
Tivemos um candidato voltado para o problema educacional e reconhecidamente
sério na área. Mas o povo refutou suas idéias. Para a maioria ocorre
justamente como eu disse: “basta saber assinar o nome”. E está ótimo.
A realidade é dura e o prognóstico é terrível se as coisas continuarem
assim. Só quando nosso povo entender que o voto consciente e atento é a arma
definitiva contra todos os nossos males é que esse tipo de coisa acabará.
Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vinda.
Um abraço.
A. Maximus
Arthurius Maximuss last blog post..PAGERANK, PRÊMIOS, SELOS E AFINS.
Olá Fabrício!
É verdade. lerei o artigo que você indica. Na prática então, a realidade é
pior ainda (rs).
Mudar essa realidade será um trabalho longo e difícil. Mas, pelo nosso
próprio bem, espero que seja um trabalho sério; contínuo; feito de peito
aberto e o mais rápido possível.
Quanto a responder aos comentários; faço isso sempre porque quero (aqui no
blog) um debate de idéias. Jamais ser o dono da verdade. E a opinião de
todos é mesmo muito importante e lida cuidadosamente com carinho.
Um debate assim, em aulas especiais, contribuiria enormemente para a
capacidade de raciocínio e crítica dos alunos e de toda escola; preparando
cidadãos melhores e mais “ligados” no mundo que os cerca.
E, afinal de contas, é assim que se aprende.
Um abraço.
A. Maximus
Arthurius Maximuss last blog post..PAGERANK, PRÊMIOS, SELOS E AFINS.
Olá Maria!
O que você diz é uma verdade. Cada um tem sua parcela de culpa: sociedade
(pais), alunos, governantes e mestres.
Começar a mudar essa realidade deve ser a meta de cada um. Ao votar melhor e
de forma consciente, o cidadão dá o primeiro passo para mudar essa realidade
dura e cruel.
Políticas responsáveis e empenho de pais e alunos são as únicas formas de
reverter o quadro. As famílias devem redescobrir a escola e voltar a amar os
mestres; dando o devido valor que eles merecem.
Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vinda.
Um abraço.
A. Maximus
Arthurius Maximuss last blog post..PAGERANK, PRÊMIOS, SELOS E AFINS.
Olá Soli!
O que muitos mestres disseram aqui é um realidade. Algumas famílias tratam
seus filhos como intocáveis e criam a figura do “tudo pode”.
Ao mesmo tempo, as políticas equivocadas na área da infância criaram
verdadeiras “bestas-feras” que são introduzidas nas escolas e têm a plena
consciência de que mesmo matando os professores, colegas e funcionários;
nada lhes acontecerá.
A estrutura familiar é um fator importante e decisivo para uma escola sadia.
Da mesma forma, usar o voto de forma consciente e entender que nossa
leniência com a política tem um preço; sempre resultará em grandes
conquistas e na reversão desse problema dramático.
Reconhecer os erros de todos (sociedade em geral, políticos e professores) é
o primeiro e fundamental passo.
Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vinda.
Arthurius Maximuss last blog post..PAGERANK, PRÊMIOS, SELOS E AFINS.
Olá Adriana!
Você tem razão em parte. As famílias ( a maioria) abandonou a educação de
seus filhos para a TV; para as ruas e para a Escola.
A aprovação do ECA na forma que foi concebido; entregou as crianças nas mãos
dos criminosos e deu-lhes um poder na sociedade para qual não estão maduras
o suficiente para ter. Uma criança não tem discernimento (por mais bem
educada e instruída que seja). O resultado é o exército de bestas-feras que
vaga imerso na violência gratuita em que vivem hoje.
A Instrução pode melhorar com a valorização e coma cobrança dos magistrados
já.
Os políticos podem melhorar com o despertar da sociedade para a importância
do voto consciente e responsável.
Todos devem fazer a sua parte. Apenas empurrar a culpa de um lugar para
outro nada resolverá.
Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vinda.
Um abraço.
A. Maximus
Olá Atsushi!
O autor não é ninguém além de um cidadão e de um pai preocupado com o que
percebe do mundo.
As soluções; estão propostas no artigo: Votar melhor; pagar melhor; equipar
melhor; cobrar resultados em qualidade e não em quantidade; educar na
família e, acima de tudo, respeitar os profissionais.
Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vindo.
Um abraço,
A. Maximus
Arthurius Maximuss last blog post..CÉSARES, OBRAS E O IMPÉRIO DA IMPUNIDADE.
Olá Ednaldo!
Disse absolutamente tudo. devemos nos unir e não ficarmos acusando uns aos
outros.
Arthurius Maximuss last blog post..CÉSARES, OBRAS E O IMPÉRIO DA IMPUNIDADE.
Pois é Rogério.
Como disse a outro “mestre” como você, não tenho um revisor para me acompanhar a cada artigo e sei que o português absolutamente perfeito é uma arte para poucos.
mas sinto-me em boa companhia ao lado de José Saramago,Adriano Suassuna e tanntos outros escritores famosos e ilustres imortais que sempre tiveram a necessidade da revisão de seus textos antes de cada publicação.
Procuro contribuir da forma que posso. Humildemente.
E você?
Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vindo.
Arthurius Maximus.
Arthurius Maximuss last blog post..PAGERANK, PRÊMIOS, SELOS E AFINS.
Olá Nilton!
Sinto se deixei essa impressão. No entanto, acho que simplesmente desculpar e creditar as mazelas da educação pela popularização do acesso a ela é um erro.
A educação deveria ser acessível a todos e ter uma qualidade igual ou superior a de antes (quando era para poucos).
A massificação não implica em perda de qualidade. E realmente acredito que pagar melhor; equipar melhor; envolver as famílias; qualificar os profissionais e cobrar por metas de qualidade e não de quantidade resolva o problema. Massificar a educação como é feito hoje, nada mais é do que enganação.
Se é discurso eleitoral ou não; não sei. Sei que é a solução.
Arthurius Maximuss last blog post..PAGERANK, PRÊMIOS, SELOS E AFINS.
Pois é Luci!
São mestres como você que precisamos. E não de conformistas.
Pessoas que sabem lutar pelo que acreditam e que reconhecem os problemas.
A culpa, na verdade é de todos. Pais, sociedade, governantes e de alguns mestres. Incentivar uma melhoria de qualidade seria muito mais real e eficiente do que continuar optando pela quantidade. Pagar melhor; equipar melhor as escolas e cobrar dos gestores é algo que a sociedade deve exigir que os políticos e os pais façam. E isso só ocorrerá através do voto consciente e maduro.
Um empurrar a culpa para o outro é “chegar a lugar nenhum”.
Todos devem entender e aceitar sua parcela de culpa e batalhar em conjunto
Arthurius Maximuss last blog post..PAGERANK, PRÊMIOS, SELOS E AFINS.
Olá Vinicius!
Sobre o seu comentário, só tenho uma coisa a dizer:
CLAP! CLAP! CLAP!
Bato palmas para seu discernimento.
É justamente essa visão que eu buscava. Uma união de idéias. Ao invés de “culpados”; parceiros de luta.
É claro que a sociedade por sua leniência e alienação é culpada. É claro que os pais são culpados. É claro que muitos mestres são culpados. E, finalmente, é claro que os políticos também são culpados.
O que falta é justamente as pessoas tomarem ciência de suas culpas pessoais e fazerem algo para mudar. Votando melhor, cobrando mais, dedicando-se mais e atuando mais.
Mas, pelo jeito, para a maioria é pedir demais.
Arthurius Maximuss last blog post..PAGERANK, PRÊMIOS, SELOS E AFINS.
Olá Adriano!
Sei perfeitamente dessa realidade e já a abordei num outro artigo:
http://www.visaopanoramica.com/2008/09/03/infancia-destinos-abandono-e-o-pode-tudo/
O grande problema é a visão paternalista criada em torno de nossas crianças.
A criança de hoje é muito mais consciente da realidade e do certo e errado
do que a criança de 20 ou 30 anos atrás. Não há mais “inocentes”.
O grande erro, foi a postura errada e a forma equivocada como se construiu o
ECA. Criando uma geração de seres “acima da sociedade e da civilidade”.
Arthurius Maximuss last blog post..PAGERANK, PRÊMIOS, SELOS E AFINS.
Olá Felipe!
Suas opiniões são lúcidas e acertadas.
A culpa realmente é de todos. Pais, sociedade, mestres, políticos e alunos.
Entender isso é o primeiro passo para mudar e melhorar. Pagar melhor; votar
melhor; cobrar pela qualidade e não pela quantidade; ensinar melhor e gerir
melhor provocarão uma melhora na educação.
Mas, para que isso ocorra, será preciso reconhecer os erros e querer mudar.
Pelo que você pode ver aqui; pouquíssimos profissionais entendem o que se
passa e a gravidade da situação. Preferem empurrar a culpa para o
articulista que é burro ou para os pais e professores (e vice-versa).
Se cada um mudar o que pode, a melhoria já seria enorme.
Arthurius Maximuss last blog post..CÉSARES, OBRAS E O IMPÉRIO DA IMPUNIDADE.
Olá Adriana!
Sabe que nem acredito que a universidade sofra muito. Porque os “filhos do
poder” estudam nelas. A maior prova do que falo é que muitas dessas
universidades cotistas criaram “cursos de reforço” para elevar o nível
desses alunos.
A elite pensante de nosso pais não abdicará da escola gratuita e de
qualidade. Preferirá criar essas “benesses”.
Mas essa história de cotas (quaisquer delas) é um erro. Pois elimina a
necessidade de uma escola de base de qualidade. As “minorias” e os “pobres”
teriam seu acesso garantido (em tese) mesmo que fossem incompetentes para
tal.
Arthurius Maximuss last blog post..CÉSARES, OBRAS E O IMPÉRIO DA IMPUNIDADE.
Ótimo texto! Realmente é alarmante o quão o ensino público e privativo está fragilado em nosso país…
Tem alunos q
Tem alunos que em séries “avançadas” que não conseguem interpretar textos básicos, não sabendo nem como escrever palavras básicas. Falta uma alteração no tipo de cultura, tá certo que seria alteração na educação, mas se não pronunciar culturamente o quão o estudo é benevolente o que o individuo(a) pensará do ensino? Que é para apenas aprender umas aritméticas básicas, a escrever textos básicos? Não! Tem que mostrar que o ensino é muito além disso ele serve para “revelar” o intelecto humano presente em cada um. Se incetivado desde de pequeno que livros não são “encosto” ou “enfeite” a criança verá que o mundo não é apenas uma gigantesca massa circular!
É estranho os alunos perderem a motivação de ir a escola numa situação de um país faltando mão-de-obras.
Sinto que o Brasil melhorou no índice de enfrentamento escolar primário(input).Hoje em dia os negros,os mestiços vão à escola também(não me sinto confortável expressar “negros” porque sou “amarelo”).Mas parece que a porta “output” está estreita:falta de escolas técnicas públicas,tipo Senai,aquelas que vão direto ao mercado de trabalho,diferente da universidade.
O mundo mudou.As empresas não querem mais gastar tempo e dinheiro para ensinar novatos.Esperar até o novato amadurecer significa falência hoje em dia.As empresas querem pessoas que consigam trabalhar profissionalmente desde o primeiro dia.Eles estão exigindo mão-de-obras qualificadas.
Porém,há o sinal de que o governo agiu nisso.Resolveu oferecer alguns cursos técnicos gratuitos pelo órgão Senai.Um pouco tarde.Acho que precisa mudar o método de ensino médio paralelamente:enfatizar no “pensar” em vez de “decorar” .
Por que usar tanta energia para decorar datas da história,fórmulas de matemática?Decorar poesias,tabuadas,hino nacional é importante.Mas essas da história,matemática basta olhar um livreto ou um celular hoje em dia.
O que adianta decorar os nomes das cidades,dos países,se algum dia vai desaparecer?
Num programa de TV de um certo país,alguns políticos não sabiam apontar no mapa onde era Afeganistã,cujo esse país participou como posto de gasolina.E eles são políticos que cursaram faculdade.
Falta de mão-de-obras qualificadas também está acontecendo num país de índice de alfabetismo 100%,Japão.O Japão criou muitas escolas técnicas para o mercado que precisava mão-de-obras “mais ou menos” qualificados(que sabe pelo menos base da eletricidade,pelo menos a base da maquilagem,pelo menos a base da contabilidade,pelo menos a base da química).Hoje em dia nenhuma das empresas no Japão querem esses “mais ou menos” qualificados como novatos.Querem mão-de-obras bem qualificados.
“Mais ou menos” qualificados são terceirizados agora,o qual são demetidos facilmente quando não precisar.Diz-se que no Japão está faltando 10000 desenvolvedores de programação de computadores.As empresas estão esforçando para capturar profissionais da Índia,da China,da Europa.
E como está indo o sistema de ensino agora?Atrasado.
Os políticos ainda não perceberam de verdade o que significa globalização.Depois de tantas reuniões e reuniões gritando a urgência da reforma na educação para século XXI veio a conclusão do ministério de educação:introduzir aula de inglês desde quinto ano primário;enfatizar educação moral.Muitos empresários multinacionais,que enxergam o futuro,decepcionaram.
Podemos dizer que 100% de alfabetismo baseada em “decorar” também não presta no mundo globalizado.Precisa ser baseada em “pensar”.
Abraços
@NiltonII: Olá Nitronil.
Você tem razão precisamos de cérebros e não de marionetes.
O governo tem que mostrar qualidade no ensino e não quantidade. O resultado disso é óbvio e está aí para quem quiser ver.
Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vindo.
A. MAximus
Essa é uma coisa que eu escrevo sempre: O que o criador da aprovação automática tinha na cabeça para criar tal coisa?
Era algo que não ia dar certo nunca, onde quer que fosse aplicada.
Luchos last blog post..A solução para o Brasil: Não votar.
Olá,Arthurius
Obrigado pela sua opinão.
Permita-me citar umas lembranças das escolas que enfrentei(era de 60~70).
1o ano primário:o melhor momento de toda a minha vida.Eu nao entendia português e nem sabia falar(porque minha família morava numa comunidade japonesa).Porisso tinha medo da escola ao começo.Mas gracas a professora paciente,o medo tornou alegria.Ela nao ficou irritado comigo por ficar calado,deve ser quase 1 mês.Nao sei explicar o por quê,mas não conseguia abrir a boca e pronunciar a,e,i,o,u como os outros.Finalmente consegui.A professora disse com muita alegria:Parabéns,Nilton!Você conseguiu!Olha,gente,palmas para ele.
A turma(idades misturadas,raças misturadas) olhava para mim sorridente.Daí por diante,ir a escola ficou prazer para mim.
Como era uma escola caipira,as professoras hospedavam num quarto pequeno sem janela.Elas vinham da cidade na segunda-feira e voltavam no fim da semana.Não me lembro se sábado era feriado.
Outra professora(acho que era no 3o ano primário) me deu aula extra quando faltei escola por causa de pegar sarampo.A classe toda sabia subtração de dois dígitos.Eu nao entendia esse tal de “tomar emprestado” do 2o dígito.Então a professora resolveu dar aula só para mim.Graças a professora,consegui passar de ano.Pensando agora,não era vexame para mim se repetisse de ano,pois naquela época repetir de ano 2,3 anos era bem comum e eu era menor de todos.Por que será que a professora fez tanto esforço para mim?Para um filho de estrangeiro?(isso penso agora porque naquela época a sociedade brasileira não tinha interesse na educação dos negros,mestiços,que eram puro brasileiros,brasileiros que puxavam enxadas num calor ardente,algumas até com barriga grávida).
Tenho experiência no ginásio particular por um curto tempo.Não era de boa qualidade.Cobrava tanto dinheiro mas professores não davam aulas com seriedade.
Desenhe uns pararelepípedos e pinte isso.O professor desaparecia e voltava no final da aula.Dava notas boas para todos.A professora lia história do Brasil aula inteira.Nós alunos só seguindo a página.
Escola pública ginasial:bem diferente do particular.Tinha tarefas todo dia.Os colegas perguntavam “por que?” “por que?” e os professores explicavam.Havia biblioteca também.Os professores tinham emoção de ensinar.Uma professora tinha mania de dizer assim,mostrando nota cruzeiro:quero que algum dia essa nota fique foorte.Isso está nas mãos de vocês.
Havia biblioteca luxuoso e grande nessa cidade num lugar silencioso,equivalente ao primeiro mundo,ou seja,mais adiantado naquela época.A funcionária fazia “psiu” se fizesse barulho.Visitei essa cidade após quase 40 anos.Agora essa biblioteca estava mudado para uma sala de armazém,com livros reduzidos,dobro de funcionários.Chuif,esperava ver uma biblioteca mais grande,mais avançada.No rádio,um escritor lamentava a fechada de bibliotecas no São Paulo.Deu para saber que o órgão público de educação piorou.Será que os vereadores da pós-ditadura não gostavam de ler livros?(Se não me engano,quem aprova as idéias do prefeito,quem leva opinião dos eleitores ao prefeito são os vereadores).
Mas acredito em Brasil.
Abraços
olá, Maximus!
sei não…
eu estou me formando em Medicina na UERJ que foi a primeira ( ou uma das o primeiras) a ter a reserva de vagas para escola pública e negros. O ano do meu vestibular que foi 2003, foi o primeiro ano das cotas na UERJ.Lembro que sobraram apenas 50 % das vagas pra eu concorrer pq os outros 50 eram p/ o pessoal da rede pública e negros.
E ela não forneceu cursos de reforço p/ meus colegas cotistas , apenas uma bolsa de 190 reais. Haviam muitas pessoas muito pobres, gente que morava na favela e estudou no Brizolão ( rede de colégios estaduais horríveis daqui do Rio).Dos 41 alunos cotistas da minha turma, apenas 10 tiveram bom desempenho no vestibular, isto é, passariam com ou sem cota. Dos restantes 4 foram reprovados ao longo do curso mas vão se formar em 2009 ou 2010, e 1 está para ser jubilado. Sobram 26 alunos das cotas que vão se formar em 2008. Mas desses 26, apenas aqueles 10 que foram bem no vestibular são ótimos alunos. O restante são horríveis, não sabem nem onde é uma artéria de um paciente. Os professores da faculdade e do hospital vivem reclamando que nossa turma é fraca, a pior de todos os tempos de UERJ.
Talvez os filhos do poder continuem no futuro sendo a maioria nas universidades públicas devido a grande evasão, reprovação dos cotistas. Mas dos cotistas que se formam , apenas poucos serão bons profissionais.
Daí se todas as universidades publicas tiverem reservas, ainda que os filhos do poder dominem, some o tanto de cotistas ruins que vão se formando de cada uma pra vc ver como a coisa vai ficar turva…
A reserva de vagas é uma realidade pq é uma estratégia política de mostrar q está se fazendo “algo” pela educação.
Afinal, melhorar a escola pública é um investimento de longo prazo, o resultado vem em 20 anos e o povo que é imediatista vai demorar para ver. O político para ter votos não pode “mostrar seu trabalho” só no futuro de 20 anos, mas no futuro de 1 ano.
Com as reservas/cotas os políticos mantém os filhos do poder na universidade e podem fazer política colocando os cotistas e mostrando para o povo que “no meu governo houve o maior número de ingressos de jovens das classes desfavorecidas ao ensino universitario”. Agora se os cotistas vão se formar,se vão ser bons profissionais, isso não tem a menor importancia pra eles.
Triste.
Abraços
Para se conseguir um emprego a primeira coisa exigida é o grau de escolaridade. Para ser presidente da República não existe escolaridade mínima. Lula por exemplo possui apenas a 5ª série primária. Um país em tal situação o que se pode esperar? Os alunos fingem que aprendem os professores fingem que estudam. A educação básica não é priorizada, e o ensino superior é financiado pelo governo ( Prouni) para alimentar as faculdades particulares que aprova qualquer um que possa pagar ou ter o convênio financiado pelo governo independente da baixa qualidade do ensino e do aprendizado. Resultado?
Engenheiros criando prédios que cai, médicos matando pacientes, jornalistas semi-analfabetos.
Se o futuro de uma nação é a educação e nossa educação está nesta situação o que nos resta?
A ditadura comunista, o populismo e a desordem.
Quanto mais piora a saúde, educação, segurança, justiça e outros iténs essenciais, a aceitação do presidente aumenta. Porquê?
Povo ignorante está sempre satisfeito desde que receba bolsa esmola. São massa de manobra de falsas estatísticas, falsos crescimentos,e de mídia mentirosa. Estamos no paraíso da fantasia lulista.
http://www.jorgeroriz.com
Jorge Rorizs last blog post..GILMAR ADMITE QUE EXTRADIÇÃO É POSSÍVEL
[...] a figura do professor leigo como um dos grandes absurdos de nossa política educacional (no artigo FARSAS, ESCOLAS E ÍNDICES), eu mencionava que não adiantaria pagar um salário de “milhões de dólares” para os [...]