Visão Panorâmica

BOLÍVIA, CRISE E DESILUSÃO.





Sempre que escrevo algo aqui sobre o que julgo serem posições equivocadas de nossos amigos latinos e um posicionamento fraco de nosso governo em face aos abusos e exigências mirabolantes que alguns desses governos fazem em busca de um voto fácil; surgem alguns comentários irados e acusações de autoritarismo, alienismo e coisas do gênero.

É engraçado como as pessoas fecham os olhos para coisas óbvias e idolatram posições estranhas e anacrônicas como se fossem fontes de libertação e de evolução social. Mesmo que essas posições já tenham falhado em inúmeros outros países por onde “andaram” e que apenas sejam usadas como disfarce para que aproveitadores usurpem o povo e enriqueçam.

Vou usar o exemplo da Bolívia porque navegando pela rede achei um artigo muito interessante no REAGENTE sobre um escritor boliviano que se lamentava sobre o destino terrível que se abateu sobre seu amado país.

O que mais chamou a atenção; foi o fato de que o escritor tem apenas doze anos e já é um elemento de destaque em seu país. Sendo inclusive premiado por suas obras. Seu nome é Israel Ipenza Echeverría. Ao manter uma correspondência com a escritora brasileira Maria Helena Sleutjes (residente em Juiz de Fora), o menino escreveu uma carta impressionante e emocionante sobre a situação dramática em que seu país foi mergulhado graças à política errônea e conflituosa preconizada por Evo e bancada por Chávez. O texto, que levou o nome de “RETRATO DE MI BOLIVIA”; pode ser lido no Reagente.

Com autorização da editoria do Reagente, reproduzo alguns trechos da carta que você pode ler na íntegra por lá:

“Silenciei minha voz, me escondi, para submergir-me no calor do mundo das palavras, era meu desejo encontrar uma que me explicasse os enfrentamentos, ameaças, violência e mortes de meu povo (…)”.

“(…) Permaneci absorto e aterrorizado, tudo indica que minha Bolívia maravilhosa a cada momento é empurrada para os braços da destruição (…)”.

“(…) despojado de sentimentos de irmandade e solidariedade, onde se reforçam o ódio e a vingança (…)”.

“(…) Não sei como e quando nos vimos envoltos neste pesadelo em que a justiça é aplicada pelas hordas multitudinárias que professam seus ideais como únicos, válidos e extraordinários (…)”.

“(…) Claro, os bandos se fortalecem porque têm seus espectadores internos e externos que os apóiam, aplaudem e os alentam (…)”.

“(…) mostram como os grupos avançam pela cidade de Santa Cruz, mostrando paus, armas, chicotes e fuzis, há sede de vingança, para matar “índios” (povoação de Santa Cruz), a outra mostra mulheres que rezam pela paz de meu país (…)”.

O jovem escritor, além de talentoso, preocupa-se com o destino de centenas de crianças que trabalham nas minas bolivianas e que são abandonadas pela esperança. Num trecho do artigo do Reagente, ele diz: “Peço desculpas aos meninos e meninas que trabalham nas bocas das minas, do Sumaj Orcko, por ter demorado 2 anos e 7 meses para escrever suas histórias (…)”.

Muito mais do que qualquer coisa que eu possa escrever; as palavras desse garoto mostram a visão do cidadão comum que está longe das decisões políticas e quer apenas viver e ser feliz em um país que lhe conceda oportunidades e proteção para se desenvolver.

O governo de Evo é desastroso para o Bolívia porque deixa de lado problemas que só se curariam com trabalho, desenvolvimento e prosperidade. Substituindo essas soluções pela falácia do “culpado externo”; jogando pobres contra ricos e trabalhadores contra empresários. Esses políticos criam a atmosfera ideal para que possam posar de “salvadores”. (Mais ou menos como a história do bode na sala:)

Alguém reclama que a sala é pequena. Então, um bode fedido é colocado na sala. Todos passam a reclamar do fedor. Então, um “salvador” aparece e retira o bode da sala. Mesmo a sala continuando pequena e apertada; todos ficam calmos, felizes e agradecidos ao “salvador”. Logo, ninguém mais reclama.

Talvez digam que esse garoto de doze anos é um reacionário vendido para os imperialistas capitalistas estadunidenses (adoram esse termo). Talvez digam que ele é falso, um fantoche das oligarquias bolivianas que usam um personagem fictício para expor suas idéias. Talvez achem apenas que ele é só um moleque que tenta aparecer.

Seja lá o que for que achem, vejam alguns dados sobre a Bolívia de Evo neste ano:

- A taxa de inflação aumentou mais de 179% (fonte).

- A taxa de produção industrial caiu mais de 80% (fonte).

- O consumo de energia elétrica caiu mais de 18% (fonte).

- A taxa do PIB (Crescimento Real) teve uma que da mais de 11% (fonte).

- A produção de petróleo caiu 1,02% (fonte).

- O consumo de petróleo caiu mais de 32% (fonte).

Há alguns números positivos. Contudo eles não se traduzem em bem estar para a população. A estagnação econômica e a (já) recessão são uma realidade por lá. A perseguição a jornalistas anda solta (veja aqui) e o desabastecimento de produtos importantes como combustíveis e alimentos é uma realidade. O que é mais engraçado; é como pode faltar petróleo e gás num país que é exportador? E esses dados não foram retirados da imprensa alienista e reacionária brasileira e, muito menos, do Fantástico. São de jornais bolivianos (aqui e aqui) e um da fronteira com o Acre (aqui).

É importante que se entenda que o socialismo não é culpado por isso. A culpa é pura e simplesmente de políticos que se dizem socialistas e a favor do povo, apenas para manipular os mais pobres e se apresentarem como “messias libertadores” quando, na verdade, querem apenas usurpar e tirar proveito das carências nacionais e de oportunidades que aparecem para enriquecerem.

O povo é visto apenas como um “inocente útil” que servirá aos propósitos de quem puxar os cordões certos. O fato de uma pessoa gritar palavras de ordem e de apregoar aos quatro ventos que as “forças ocultas” conspiram contra “A” ou “B”; é importante não perdemos o foco e analisarmos os fatos.

Deixar que uma ideologia encubra totalmente o nosso poder de discernimento e passar a aceitar como verdades absolutas tudo o que um ou outro lado diz é fanatismo. E o fanatismo leva apenas ao que vemos nesses países da América Latina hoje: violência, atraso e marasmo econômico e social.

A liberdade, a igualdade, a prosperidade e a melhoria das condições de vida de um povo só são possíveis com união e com trabalho. Um exemplo a ser seguido é o nosso. Claramente, o governo de Lula não é perfeito. A concentração de renda ainda é gritante e a pobreza em algumas áreas chega a beira do desumano. Mas, durante esses anos, muita coisa avançou e muita gente melhorou de vida.

É impossível eliminar séculos de desmandos e de privilégios com uma “canetada” e da noite para o dia. Esse processo é de convencimento e as elites devem ser chamadas a colaborar. Pouco a pouco, num processo lento e contínuo, as coisas vão melhorando. E este deve ser o legado dos verdadeiros governos socialistas.

A Bolívia vive hoje um marasmo econômico pior do que quando Evo ganhou as eleições. O enfrentamento estimulado por ele levou o país apenas em direção ao abismo. Que ganho pode ter ocorrido nisso tudo? O radicalismo e o ódio a tudo que é “contrário” as suas idéias levou apenas a dor e ao sofrimento.

Aos que ainda dirão que a visão de um menino sobre seu país é fruto apenas das vontades contrariadas de um riquinho mimado e de que a Bolívia encontra-se hoje melhor do que quando Evo assumiu; tenho apenas uma coisa a dizer:

Mude-se para lá.

E você leitor, o que pensa disso?

Nota do Editor: Meus totais agradecimentos a editoria do REAGENTE pela gentileza de conceder a permissão ao Visão Panorâmica para citar os trechos acima mencionados.

POLÍTICOS, ELEITORADO CONSCIENTE E A INTERNET COMO ARMA.





O eleitorado brasileiro está evoluindo lentamente para um grau de consciência que pode representar um grande avanço na forma como os políticos atuam. Com o surgimento da Internet ficou muito mais difícil escapar impune com qualquer mamata ou armação. A informação hoje é muito mais rápida e basta um escorregão para que um “vazamento mínimo” se transforme numa tsunami que se alastrará por toda parte e arrastará o nome de quem a provocou.

Mais um desses dispositivos possibilitados pela existência da Internet entrou em funcionamento. A Câmara dos Deputados proporciona ao eleitor uma nova ferramenta que possibilita o acompanhamento de toda a movimentação do seu parlamentar em Brasília.

Assim, será possível saber se o deputado que você elegeu está agindo conforme o prometido ou de acordo com a sua vontade. É possível acompanhar os projetos em que ele vota ou apresenta; sua atuação nas comissões, os discursos que ele faz e todos os atos transmitidos pelos órgãos de comunicação da casa. Basta que você customize a forma como deseja receber as informações e o sistema lhe envia um apanhado das atividades do deputado que você escolheu uma vez por semana.

Essa ferramenta é muito importante para que você identifique os “pais do alheio”. Aqueles espertinhos que clamam pela paternidade de projetos importantes ou renegam a autoria de propostas impopulares. Essa ferramenta permitirá que o eleitorado acompanhe “na bucha” tudo o que o parlamentar faz na casa. Sem qualquer dúvida, uma importante forma de controle e de acompanhamento.

Essa ferramenta, se bem utilizada, pode proporcionar uma maior pressão da sociedade sobre um determinado parlamentar ou um conjunto de parlamentares. Usada por um eleitorado consciente e atento, ela se transformará num poderoso aliado contra as armações descaradas que acontecem nos dias de hoje.

Infelizmente o contra ponto é que, para dar certo, a ferramenta precisa ser utilizada por um bom número de pessoas. Dessa forma os deputados poderão sentir a ameaça da perda de mandato pairando sobre suas cabeças e sentirão que cada passo dado é pesadamente vigiado.

Cabe agora ao cidadão fazer valer o seu poder e a sua obrigação de fiscalizar. Cabe ao cidadão abandonar sua bovina paciência e elevar sua voz para que todos a escutem. Cabe ao cidadão para de reclamar e se indignar e agir. Cabe ao cidadão… ser cidadão.

Pense nisso.

Clique aqui para acompanhar o seu deputado.


O POVO, OS POLÍTICOS E AS COISAS ENGRAÇADAS.





O povo brasileiro tem umas coisas engraçadas. Ele clama que anseia por mudanças no jeito de fazer política, mas é incapaz de perceber quando os políticos se valem das mesmas velhas táticas para confundi-lo ou enganá-lo.

É engraçado como gritam, batem os pés e protestam dizendo que querem uma “nova ética” e uma maneira limpa e honesta de agir do homem público; mas sucumbem as mais antigas formas de desonestidade e enganação.

As últimas eleições do Rio foram um grande exemplo disso. Passado apenas um dia do pleito, o candidato vitorioso já descumpre promessas e diz claramente que o que falou a campanha inteira era uma mentira. Lógico que, como político calejado na arte do fisiologismo e do jeito antigo de fazer política ele não diz as coisas exatamente assim. Os costumeiros floreios e os famosos “não sabíamos” são usados em profusão numa tentativa de dar veracidade aos mais estapafúrdios absurdos.

No dia seguinte a eleição, Eduardo Paes, já vem a público em sua primeira entrevista e diz com todas as letras que o bilhete único deverá ser subsidiado pela prefeitura. Algo que durante toda a campanha alegava que jamais ocorreria e questionava seu opositor por não ter “experiência” suficiente para tornar isso possível. E o pior; diz que “não sabia” que seria impossível cumprir a promessa sem utilizar os cofres da prefeitura para subsidiar as passagens de ônibus.

Outro ponto importante era o “não loteamento dos cargos”. Essa frase é a preferida de dez entre dez políticos brasileiros e Eduardo Paes, como todos os outros, já declara que está com dificuldades para formar seu secretariado porque os partidos que o apoiaram exigem seu quinhão. As “dificuldades” da crise mundial começam a figurar em seu repertório verbal aqui e ali. E isso, já no primeiro dia…

Seria previsível esperar uma posição assim de alguém que mudou de partido praticamente a cada eleição que disputou. Mas, o povo brasileiro tem fé e acreditou em mais um político “da renovação”. A cidade clamava por uma nova forma de administração e por uma nova linha de idéias e de atuação política. Mas bastou um feriadão de sol, para que quase novecentas mil pessoas preferissem a praia à mudança.

É engraçado caminhar pelas ruas e escutar pessoas falando que ficaram no quiosque “tal” ou naquele “point maneiro” e só descobriram que o candidato que eles desejavam ver na prefeitura perdeu a eleição bem tarde da noite. “Agora vai ser uma droga”. “Vou sair do Rio”. “Vai ser uma politicagem só”. E outras coisas assim podiam ser ouvidas.

Então, sem resistir, entro numa rodinha e pergunto: “Mas se vocês queriam que o outro ganhasse, porque não foram votar?”

Muito sério; um dos jovens me olha e diz: “Tava o maior solzão!”

Pois é; o povo brasileiro é engraçado…


RIO, VITÓRIAS E DERROTAS.





A eleição acabou. Sem dúvidas uma das mais acirradas da história da cidade e uma vitória clara do jeito antigo de fazer política e da máquina administrativa. Com a fiscalização e o poder de punição pífio do T.R.E. e do T.S.E., o convencimento através de mentiras e de panfletos apócrifos “rolou solto” na véspera e no dia das eleições.

A apreensão de farto material favorável a Eduardo Paes que afirmava e divulgava “propostas” do candidato Gabeira como a legalização da prostituição, a liberação das drogas e o fim do crime de abuso sexual contra menores acertaram “em cheio” a cabeça do eleitorado indeciso e que não tem o devido entendimento de que um prefeito jamais poderá fazer coisas como estas por não serem de sua competência. O caso da prostituição é ainda mais gritante, porque a prostituição sequer é crime em nosso país.

Outros detalhes também influenciaram. Coisa como a grande abstinência (cerca de 20%) e um “feriado” decretado estratégica e inexplicavelmente pelo Governo de Estado para a segunda-feira pós-eleição e que transformou o final de semana num feriadão. Os estranhos acontecimentos relatados, por uma eleitora, que alegou ter chegado para votar e foi informada, por um mesário, que não poderia fazê-lo; já que uma outra pessoa havia votado em seu lugar por “erro” da mesa. E a estranha denúncia de que seções eleitorais foram montadas com cabos eleitorais que se “ofereceram voluntariamente” para mesários (em determinadas áreas da cidade) e após um apanhado dos eleitores que se abstiveram de votar efetuaram a votação em lugar desses.

Este último caso fica ainda mais esdrúxulo ao saber-se que a denúncia sequer será investigada pelo T.R.E. (bastava apenas cruzar a lista dos abstêmios com a de justificantes). Ao ser informado da denúncia, o presidente do T.R.E. disse que a “justiça não trabalha com achismos”. Mas, por que não investigar? Já que a constatação de uma possível fraude desta natureza seria facílima.

Agora resta a Fernando Gabeira entender porque perdeu a eleição. Se pelo excesso de “salto alto” ou porque não conseguiu comunicar-se adequadamente com o povo menos ligado em política e menos instruído. Num eleitorado como o brasileiro (onde a maioria que decide a eleição mal consegue entender textos mais longos) encontrar um candidato que recusa “descer ao nível do eleitor” é uma condenação ao fracasso. Faltou a Gabeira a veemência necessária para ressaltar os problemas provocados pela subserviência e o oportunismo político de Eduardo Paes e, principalmente; faltou a Gabeira fazer o eleitor comum perceber que alguém que muda de opinião como quem troca de roupa não pode ser lavado a sério quando faz promessas.

A nós cariocas, resta torcer e rezar para que Eduardo Paes cumpra 10% do que prometeu nas áreas mais críticas de nossa cidade que, sem nenhuma dúvida, são a saúde e a educação. Além disso, esperar que ele realmente consiga ter a presença de espírito necessária para não ser apenas um “secretário para assuntos do Rio de Janeiro” e use a cidade como trampolim político para as pretensões de Sérgio Cabral em relação a 2010.

Perder mais quatro anos com uma administração ruim e desconectada da vontade do povo carioca; será um golpe fatal para uma cidade que já agoniza após ser governada por um dos piores prefeitos que já ocupou o cargo em nossa cidade e que já vai tarde.

A Eduardo Paes, os bônus da vitória e os ônus dos enormes problemas que deverá enfrentar assim que assumir o cargo. Que seja bem sucedido e plenamente vitorioso.

Para o bem de nossa cidade.


OLHAR PANORÂMICO NA BLOGOSFERA – SEM TÍTULO AINDA.





O blog SEM TÍTULO AINDA é um dos blogs que acompanho desde o surgimento lá no Blogspot. Um texto fácil e criativo agrada de primeira e se transforma num refúgio para os dias em que estamos “de saco cheio”. A habilidade com o texto irônico e mordaz pode ser sentida claramente no post “Um Agradecimento A Uma Das Comentaristas Mais Inteligentes do Meu Blog”. Onde, numa divertida conversa, o Rafa Barbosa (autor do blog) “elogia” sua principal e mais fiel comentadora.

O blog pode estar SEM TÍTULO AINDA, mas a qualidade continua ótima e a escrita ferina.

Divirtam-se e boas leituras.


SELOS, MEMES E OS AMIGOS.

Gostaria de agradecer a Iza do Diário de Iza e o Thiago Alexandre do Blog Britescade pelos selos e prêmios recebidos. É sempre bom ser lembrado por amigos e isso reflete, ao mesmo tempo, que estamos sempre com a disposição renovada para conhecer novas pessoas.

Os selos seguem para os seguintes blogs:

- PLANTÃO GOSPEL -

- BLOG DO CATARINO -

- CAFÉ COM NOTÍCIAS

- PERFUME DE AFRODITE -

- KIDICAS -

Um abraço a todos.

RIO, SOL, MAR E ELEIÇÕES.





Domingo é o dia de decidirmos quem será o responsável por nossos destinos durante os próximos quatro anos. O último debate mostrou claramente que ambos os candidatos têm propostas interessantes e que, se cumpridas realmente, poderão representar um avanço enorme na qualidade de vida de nossos conterrâneos e dar um impulso enorme para nossa combalida Cidade Maravilhosa.

Ao eleitor, resta apenas analisar com cuidado as propostas e saber diferenciar as que são apenas “fogo de palha” das que realmente são factíveis. Sabemos muito bem que Eduardo Paes vem prometendo coisas que jamais conseguirá cumprir. Exatamente o mesmo que fez Sérgio Cabral ao disputar as eleições para o Governo do Estado. Gabeira, por sua vez, também tem algumas propostas de difícil execução se, como ele mesmo diz, não conseguir a parceria com a iniciativa privada.

Infelizmente, o mundo vive hoje uma crise financeira grave e que certamente resvalará nos orçamentos, tanto da prefeitura quanto do estado e da união, no ano que vem. Nessa hora de definição de caminhos; devemos levar em consideração toda a vida pregressa do candidato e toda a sua atuação na carreira política. Estudar cuidadosamente as posições que foram tomadas em momentos de crise; as atitudes e os projetos que aprovou ou rejeitou quanto eleito e a lisura com que exerceu seus mandatos e as funções para as quais foi designado.

Cair na mesmice e no marasmo das propostas fisiológicas e sabidamente não realizáveis apenas porque são mais “bonitinhas” ou “mais factíveis” é um erro que cometemos muito nos últimos anos. A maior prova foi a última reeleição de César Maia. Esse fatídico prefeito que já vinha de um governo pífio e foi “agraciado” com mais quatro anos de mandato apenas para mergulha a cidade num caos humanitário nunca antes visto e abandonar até áreas nobres a sua própria sorte. Limitando-se a gerir mais o seu próprio Blog do que a cidade.

Um político que. De um primeiro mandato brilhante; amargou um final de governança lastimável e recheado de obras faraônicas e sem sentido prático. Impedir que esses espertinhos de plantão tornem a usar a cidade como trampolim para suas carreiras políticas nacionais mais uma vez, é a nossa função como cariocas que ama a nossa cidade. Votar de forma consciente e em sintonia com os mais cuidadosos critérios é o que se espera de gente feliz e que ama o lugar em que vive.

Pense, analise as propostas com cuidado e com “olho clínico”. Não caia nessa asneira de pobres contra ricos e zona sul contra subúrbio. Aprenda a ver o jogo político por trás dessas picuinhas menores. Ligue-se nas propostas e no retrospecto de cada candidato. Ligue-se nos que cumprem o que dizem e nos que mudam ao sabor da oportunidade. Ligue-se na verdade dos fatos e não nos panfletos e nas propagandas bonitas e atraentes.

Pense nisso e vote certo.


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