Os E.U.A. são sempre muito criticados por terem a maior população carcerária do planeta. Mas, diferentemente de países como o Brasil em que os bandidos são considerados sempre elementos passíveis de recuperação; nos E.U.A. se o indivíduo mostra-se arredio às investidas do sistema para ressocializá-lo, o seu lugar é atrás das grades mesmo (de preferência para sempre).
Estarão eles errados?
Acho que não.
É imperativo que o Brasil deixe de lado a hipocrisia, a influência das Igrejas e das entidades que vivem da miséria dos menores abandonados e delinqüentes; sendo capaz de compreender, de uma vez por todas, que o elemento que comete crimes continuadamente não é passível de recuperação (seja que idade tenha). Mesmo que estivesse preso numa cadeia na Suíça (que mais parece um hotel cinco estrelas do que uma prisão); esse elemento voltaria para o crime. Pois essa é a sua natureza.
O grande neurologista brasileiro, Carlos Bacelar, dizia que estudos científicos mostraram que cerca de três por cento da população mundial era constituído por psicopatas. Esse número é algo na casa dos 180.000.000 de pessoas. Quase um Brasil de indivíduos propensos a cometer atos de violência e que não são dotados de qualquer remorso ou sentimento por suas vítimas.
Sejam por causas genéticas ou ambientais é importante que uma nação identifique esses elementos e retire-os do meio de sua sociedade para que seja proporcionada a devida proteção para o cidadão de bem. E é assim que os E.U.A. e muitos outros países lidam com o problema. Se o elemento mostra-se reincidente, o encarceramento é aplicado sem pudores. Mas, isso soluciona a problemática da violência?
Claro que não.
A violência é um mal inerente ao ser humano. No entanto, atitudes assim enviam uma clara mensagem de que o Estado não agirá com paternalismo em relação ao delinqüente. O objetivo é isolar esses elementos e proteger a sociedade deles; evitando que novas vítimas venham a perecer sob as ações daquele indivíduo. É o direito a proteção que a sociedade tem e que o Estado deve garantir.
Ao assistir um documentário no canal Discovery hoje (14/02/09) vi um projeto de recuperação de jovens infratores que é realizado nos E.U.A. e tem um grande sucesso. Sob o nome de “SISTEMA IMPACT”, os condenados (até sete anos por crimes sem violência) têm as penas reduzidas a seis meses se aceitarem participar do programa voluntariamente.
O sistema funciona apoiado em uma duríssima disciplina militar. Pior do que o treinamento dos fuzileiros. Os jovens passam por uma bateria de exercícios físicos intensos, condicionamento militar a disciplina e a autoridade e são acompanhados por guardas “linha-dura” que fariam qualquer sargento maníaco parecer um anjo.
Ao contrário daqui, ao invés das associações de classe tentarem combater o projeto pela aparente “violação de direitos” e “humilhações” que os jovens sofrem ao se depararem com as exigências disciplinares severíssimas; por lá a sociedade entende que esse é o único caminho para doutrinar e recuperar jovens que tenham entrado para o mundo da delinqüência por problemas estruturais familiares e falta de limites impostos em seu ambiente. A obediência, a autoridade e a disciplina imposta jamais podem ser contestadas. Os jovens devem pedir permissão para tudo. Até para ir ao banheiro é necessária uma autorização de um guarda-monitor. O adolescente rebelde aprende normas éticas, respeito à autoridade e a viver em sociedade; compreendendo os limites que isso pode representar. Estuda e pode obter o diploma do ensino médio e ainda faz cursos profissionalizantes. Ao sair em liberdade; é encaminhado para um emprego de acordo com as aptidões adquiridas no sistema.
Cada jovem pode desistir do programa a hora que quiser. Nesse caso, ele voltará para um presídio comum onde cumprirá a pena restante integralmente. Além disso, a cada desistência pretendida, os jovens são orientados quanto a seu potencial pelos instrutores e instados a continuarem no programa para se tornarem pessoas melhores. Há um apoio psicológico constante e reforço em atividades acadêmicas e laborais. O nível de desistência gira em torno de trinta por cento. Mas a reincidência no crime é baixíssima, o que calou a maioria dos opositores do programa.
Infelizmente um programa assim é simplesmente impossível de ser implementado por aqui graças ao E.C.A. (Estatuto da Criança e do Adolescente) e dos oportunistas idiotas que enxergam nos menores infratores apenas vítimas inocentes de uma sociedade vil. Como se ser pobre desse automaticamente uma licença para matar. Se fosse assim, não teríamos inúmeros menores de classes mais favorecidas no mundo do crime. A falta de punição e de cobrança por seus atos é o elemento fomentador fundamental para que a violência esteja em alta entre os jovens. Após o E.C.A., toda quadrilha tem pelo menos um menor para assumir “os serviços” e escapar ileso para cometer mais crimes.
Qualquer um membro dessas entidades que se dizem protetoras do menor ficaria possesso ao ver os métodos usados no “Sistema Impact” (que também inclui uma exaustiva rotina de trabalho pesado e duro). E certamente ganhariam na justiça o direito de retornar a meninada para o ócio improdutivo como forma de “protegê-la” dos terríveis maus tratos.
Enquanto eles trabalham para recuperar os que ainda podem ser recuperados e merecem uma segunda chance; por aqui tratamos como coitados e adotamos a tática da impunidade total; o que só aumenta a violência e a predisposição dos jovens para o crime.
Mas, a verdade é uma só: O “Sistema Impact” funciona e tem pleno êxito por lá. Falta apenas alguém de coragem e sem a hipocrisia própria daqueles que têm objetivos escusos camuflados por trás de suas “boas intenções”, para implementar um projeto assim aqui no Brasil.
Mas, para isso, muita coisa tem de mudar.
Pense nisso.
Leia mais a respeito (em inglês).
Centro Correcional Hunt – Juvenil e Adulto – St. Gabriel, Louisiana
Denton Coutry Sheriff Office – Outra Prisão que usa o mesmo sistema
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Olá Arthurius Maximus,
Mais um assuntinho polêmico, você é especialista nisso.
Sou a favor do olho por olho, dente por dente, dificilmente as pessoas aprendem absorvem alguma coisa sem sentir na pele a consequência de seus atos.
Nós, brasileiros, temos por habito deixar as coisas sempre para a ultima hora, o problema é saber se nesse assunto já não passamos a muito pela ultima hora.
Se o camarada vai se recuperar ou não é um problema, fornecer meios para que ele possa a melhorar é outro.
O que os governantes brasileiros fazem, mudam nome de instituição, ex: de FEBEM para Fundação casa de resto fica tudo como estava.
Um programa sério iria da recuperação até a socialização do individuo em local de trabalho, mas fazendo isso estaríamos privilegiando essa pessoas do mal, pois, tiraríamos o emprego de pessoas que não cometeram erros graves ou crimes, não existe emprego para todos.
Não podemos sacrificar um em detrimento a outro.
Ou seja, o pacote é grande, é complicado de abrir, ha de se estudar muito bem antes de fazer ou dizer besteira.
É imprescindível que se invista de foram maciça em educação para que as futuras gerações tenham oportunidade de melhorar seus herdeiros. Já para as “crianças” atuais, infelizmente isso não se aplica. São raríssimos os casos de recuperação. Aliás, não se recupera o caráter de alguém depois de este já estar formado.
O problema é que construir presídios é algo que não acontece há muito tempo, prova disso são as quase 500 mil ordens de prisão que estão paradas por falta de espaço! E quem se ferra com isso? Nós, cidadãos de bem!
Só educação sem segurança não existe progresso. E aqui não se investe nem em uma coisa nem outra.
Abraços
Rodrigo Pivas last blog post..Placas Mais que Bizarras
A filosofia do E.C.A e recuperar o adolescente pela indisciplina.
Estes dias eu fui visitar um cliente e passei em uma rua onde estava um garoto de seus 12 anos, dormindo na calçada, e eu fiquei pensando, onde esta o Conselheiro tutelar nesta hora?
Para mim, posso até estar errado mas, estes conselhos só servem para meter a mão no nosso bolso.
E para o estado meter a colher na educação dos filhos dos outros, entrando dentro da casa do cidadão.
Meu vizinho pegou sua filha nas moitas de chupisko e lambisko com o namoradinho ele e ela com 13 e 15 anos.
Ele colocou ela de castigo e deu uns petelecos nela, ela ligou para o conselho tutelar e eles foram lá na casa dele saber o que estava ocorrendo.
Esta é a nova geração que esta sendo formada, que pensa que só tem direitos, mas nem um dever e nem compromisso com nada.
O futuro do nosso País.
Eu chamo o ugo para o eca.
Francisco Amados last blog post..MUTANTES PSIÔNICOS
Aqui no Brasil “punir” virou palavrão.
No final do ano passado, uma amiga da minha mãe perdeu um filho com vinte e poucos anos. Ele estava com a namorada, quando foi parado por dois menores que queriam a sua máquina fotográfica.
Ele levou dois tiros na cabeça, disparados pelo mais novo (12 anos), que não satisfeito com o primeiro tiro, voltou e deu o segundo.
Agora me diz Arthurius, um “garotinho” desses pode ficar livre? E como este, existem milhares de exemplos.
Ao meu ver, pouco importa a questão da maioridade. O que o sistema deveria avaliar é se o jovem ou qualquer outro infrator, independente da idade, tem capacidade ou não de entender os atos praticados.
Se ele tem, será julgado e encaminhado para estabelecimentos comuns, se não, deverá ser enviado para instituições adequadas ao seu tratamento.
O mais importante é que esse indivíduo seja afastado do contato com a sociedade, uma vez que, seja por frieza, seja por sua “loucura”, ele não tem condições de conviver com outras pessoas.
Isso não quer dizer que, paralelamente, o sistema não possa desenvolver ações educativas. O que não se pode permitir é que a “justificativa da pobreza” ou da “prevenção X punição” sejam utilizadas a todo momento, permitindo que assassinos continuem vivendo livremente.
Se condição social fosse fator determinante para a criminalidade, teríamos milhões de “assassinos em série” e não teríamos um dos congressos mais corruptos desse planeta. Afinal, dinheiro é o que não falta.
A falta de limites (primeiro da família e depois do Estado)é com certeza uma das causas do aumento da violência entre os jovens.
Concordo com o Rodrigo que é necessário o investimento em educação (entre outras coisas), mas só isso não basta. A punição precisa ser encarada também como uma forma de prevenção, pois é a certeza da impunidade que alimenta muitos crimes.
Abraços Arthurius.
Karla Nogueiras last blog post..Cão-guia: os olhos do homem…
Novamente fantástico este texto.
Pena que neste país as pessoas queiram lucrar com a ignorância e incapacidade de lidar com a vida das pessoas, sendo seus salvadores.
Que este país acorde, e atribua a todos os cidadãos os deveres que lhes são pertinentes.
Carlos Ledas last blog post..Nosso terremoto diário
Sabes, é que os gajos que fazem as leis, normalmente, vivem em condomínios, com segurança privada. Podem abraçar os teóricos da sociologia politicamente correcta, podem ler os iluministas todos, podem imaginar que dentro que um homem mau existe sempre um homem bom, podem fazer belos discursos sobre as variáveis sócio-económicas que condicionam o crescimento saudável, podem falar de “meninos” para aqui, “meninos” para ali, podem dizer e fazer o que quiserem, porque se as opções políticas feitas por eles derem para o torto o problema é que quem anda na rua, como eu, como tu, como a maioria e, a certa altura, vai deixar de poder andar.
Em Portugal o fenómeno está a começar a mostrar as garras. A escola deixou de ser disciplinarmente exigente e os pais – em última análise, os responsáveis – têm sempre razão, desautorizando os professores, o serviço militar obrigatório – que disciplinava – deixou de existir, os tribunais passaram a ser muito mais brandos, por via de nova legislação, em consequência de tudo isto a indisciplina aumenta e começou a registar-se um fenómeno novo que é o assalto em grupo, coisa que não era muito comum por cá.
Por cá impera o princípio do “menino selvagem”. Experimenta pesquisar no Google por “menino selvagem”. É um fartote de tanta conversa fiada.
É demasiada influência dos seguidores de Rousseau e fazem a aplicação dos princípios subjacentes ao mito do “bom selvagem”: todos eles são meninos, todos eles são bons, só que são selvagens. É pena
Novamente a impunidade e agora a ‘impunibilidade’(existe?)
ninguém pune e quando quer punir não pode porque confunde-se direitos humanos com permissividade.A lei é branda com o criminoso e dura com aquele que tenta defender-se.Um jovem de 12 anos pode atirar em alguém,mas se este alguém der-lhe um tapão que seja para defender-se,aí o bicho pega,porque é ‘dimenor’ e tem direito a isso e mais aquilo.Não são construídos presídios porque isso não dá voto.Se a lei fosse mais dura e fosse cumprida,o sujeito pensaria duas vezes antes de agir.
Um cara que não é brasileiro,mas leva jeito é o presidente do Paraguai,é todo humanista,bispo,político de esquerda com fortes convicções sobre direitos humanos,e coisa e tal.
Aí,agora descobriram que o cara andou papando uma ovelhinha do rebanho com 16 aninhos e tem até filhinho com a menina.
Será que vai ser excomungado?Este cara é cara dos defensores dos direitos absurdos que o ECA dá a criminosos jovens.Na verdade o querem é tirar uma ‘casquinha’.Prestem atenção aos ‘tipos’que aparecem quando há reação a crimes cometidos por ‘dimenores’.
“É imperativo que o Brasil deixe de lado a hipocrisia, a influência das Igrejas e das entidades que vivem da miséria dos menores abandonados e delinqüentes; sendo capaz de compreender, de uma vez por todas, que o elemento que comete crimes continuadamente não é passível de recuperação (seja que idade tenha). Mesmo que estivesse preso numa cadeia na Suíça (que mais parece um hotel cinco estrelas do que uma prisão); esse elemento voltaria para o crime. Pois essa é a sua natureza.”
DOIS GRANDES ERROS EM UM PARAGRAFO:
1)menores abandonados e delinquentes: Amigo, o livro que vc usou para fazer esse artigo (se é que houve algum livro) foi, há onze anos, ultrapassado pela constituição de 1988, que abandonou exatamente essa terminologia. Vc já leu, por acaso, o 226 e 227 da CF? Foi, para seu conhecimento abandonada a expressão “menor” e toda sua carga discriminatória, que englobava somente os abandonados e delinqüentes, objetos de proteção, porque, se vc não sabia, agora vai ficar sabendo, que antes de 88 só havia direito penal juvenil para aqueles nessa situação de abandonados e delinquentes, sendo que o primeiro grupo era restringido de sua liberdade mesmo que não tivesse praticado qualquer ato infracional, e passou-se a usar as expressões “criança” e “adolescente”, normativa apta a abranger todas as pessoas com idade inferior a dezoito anos, contemplando toda a população infanto-juvenil, todas as pessoas vivendo sob “a peculiar condição de desenvolvimento”, sejam elas abandonadas, delinqüentes ou bem-nascidas, todos sujeitos de direitos e deveres, portanto responsaveis penalmente, ainda que por legislação especial, por seus atos. Ou seja, a expressão pelo autor utilizada remonta à antiga Doutrina da Situação Irregular, doravante revogada.Embora eu muito possa me estender nesse assunto e derrubar por completo o seu texto, prefiro passar ao segundo tópico errado em um paragrafo só, porque os outros eu não me dei o trabalho de ler, já que esse texto é tão leigo que não merece a leitura.
2) O segundo tópico que se mostra errado aos olhos de qualquer pessoa que já tenha lido ao menos um livro de criminologia moderna é “que o elemento que comete crimes continuadamente não é passível de recuperação”. Caro autor, essa teoria remonta ao início do estudo da criminologia, onde se acreditava que o ato de praticar ilicitos penais era inerente ao ser humano em questao, desde que ele nasceu. Outra vez, poderia neste espaço montar todo um texto com embasamento teórico e também prático, mas prefiro ir dormir, dado o avançado da hora, porque eu acredito que não há necessidade, já que se mostraria inútil, tentar explicar alguma coisa para uma pessoa que mantém um site na internet de nome “visão panoramica” e que constrói seus artigos com base em, em, em o que? Tem algum embasamento isso?
Tudo bem que o blog explicita que a opinião aqui é em seu estado puro, puríssimo já que puramente fruto de pensamento individual sem nenhum tipo de conhecimento teórico, mas não julgo correto que esse tipo de coisa seja veiculada. Acho que a burrice ou a falta de estudo não devem ser passadas adiante.
Gostaria também de esclarecer que, embora eu tenha 21 anos apenas, e ao contrário do que se possa deduzir pelo que escrevo, não sou defensora do direito penal minimo e demais institutos que pelo meu texto possam ser deduzidos como minhas fontes, eu tenho conhecimento prático na área e conhecimento teórico também, ambos em quantidade mais do que suficiente para ter total conhecimento do que eu escrevo. Caso haja interesse em aprofundar o tema, disponibilizo meu email para que possa haver algum tipo de debate, mas pode ser que o dono do blog queira responder por aqui. Mas, sinceramente, espero que pense sobre o tipo de informação que anda veiculando aqui, isso deixa com raiva e entristece àqueles que possuem algum conhecimento da causa.
“Ao meu ver, pouco importa a questão da maioridade. O que o sistema deveria avaliar é se o jovem ou qualquer outro infrator, independente da idade, tem capacidade ou não de entender os atos praticados.”
Karla, o criterio biopsicológico de avaliação torna o juiz uma pessoa com poderes demais nas maos, e abandona-se o sistema de garantias. Um juiz não deve opinar, ele deve julgar, ele não tem poderes de decidir sobre o desenvolvimento de uma pessoa. A figura do Juiz de Menores, com poderes ilimitados no exercício de uma atividade de controle social, investido em funções alheias às jurisdicionais, ao ser adotado o critério biopsicológico, deixou de existir, “impondo-se ao Judiciário seu papel de julgador, reservando-se aos demais personagens da vida pública sua devida atuação” , atuando o Juiz Técnico, limitado pelas garantias processuais.
Bibianas last blog post..Ana Carolina BBB9
Olá Bibiana!
Respeito sua opinião.
Mas é importante ressaltar que a semântica não muda o fato de que o
indivíduo é um menor de idade (por nossa legislação). Seja uma “criança” ou
um “adolescente” de 17 anos e 11 meses e 29 dias, ele ainda é um estuprador,
um assassino sádico ou mesmo um frio psicopata. As teorias criminológicas e
os estudos psicológicos são ótimos academicamente. Contudo, na prática das
ruas, o que se vê é a perversão máxima e a crueldade despontada em cada um
desses rostinhos “lindos” e “desassistidos”.
Saber separar a realidade da ficção acadêmica e entender que o menor que
vive nas ruas e furta para comer ou que se droga para resistir a insanidade
de sua própria condição é algo completamente diferente daquele que mata,
estupra e rouba com uso da violência, muitas vezes demonstrando um prazer
explícito é algo salutar.
Quando você encarar (Deus a livre disso) o cano de uma arma empunhada por
uma “criança” ou “um adolescente desassistido”, que sabe ser inatingível
pela lei com seu olhar psicopático repleto de prazer e sadismo, lembre-se
de todos os termos da criminologia moderna e de toda condescendência
aplicada por pessoas que possuem uma visão distorcida da realidade nua e
crua das ruas de uma grande cidade.
É lindo defender uma causa. É lindo estar “ao lado dos bons”. Mas é lindo
perceber também quando a abordagem que usamos está equivocada. O aumento da
violência entre jovens hoje beira a selvageria anárquica. A impossibilidade
de uma punição eficiente e de caráter intimidatório é a principal
responsável por isso.
O ECA abriu as portas do crime para milhões de crianças que foram recrutadas
imediatamente para cometer ou assumir crimes terríveis, graças a
impunibilidade prática com que suas ações são premiadas.
Não desejo, seriamente, passar adiante a burrice e a fasta de estudo. Desejo
apenas mostrar uma opinião clara, de um cidadão comum, pelo que vê em seu
dia a dia. Você diz que tem conhecimento prático “da coisa”. Parabéns!
Procure então, entrevistar as vítimas dos dessasistidos e incompreendidos
coitados que você defende tão veementemente. Acredito que isso traria uma
nova luz a sua experiência prática. Não é com semântica e com paternalismo
barato que resolveremos o problema.
A lei e a pena deve ter um caráter punitivo e intimidatório. Apenas como
terceira opção deve ser buscada a ressocialização (nesses casos).
Se você acha que psicopatas têm possibilidade de recuperação, escreva um
livro mostrando através de estudos científicos comprovados que é possível
esta “conversão”. Será aclamada mundialmente. Todos os criminosos contumazes
que conheci e que se disseram “regenerados” usaram apenas inocentes úteis
para se libertarem e continuaram a sua vida de crimes “fora muros”. Foi
assim com Escadinha, Carlinhos Gordo, Tuchinha e tantos outros.
É importante ressaltar (mais uma vez) que não me refiro aos menores que
vagam pelas ruas cometendo pequenos furtos e delitos leves para sobreviver.
Esses sim, são passiveis de recuperação com um trabalho bem feito. Mas as
hordas que integram o exército profissional do crime, os assassinos frios,
os psicopatas que ao assaltarem alguém atiram pelo prazer de causar o
sofrimento. Os que adoram dizer, com um sorrido no olhar: “Hoje ainda não
matei ninguém; corre aí…” (como foi dito por um “garoto desassistido de 14
anos a um taxista que entrevistei e que sobreviveu porque se atirou em um
barranco de 15 metros). Falo dos “Brasileirinhos” da vida (conheceu esse em
sua experiência prática ou fez um “estudo de caso”? – Eu o vi em ação.). Um
menor de treze anos que era líder do tráfico no morro do Tuiutí (São
Cristóvão – RJ); destemido e temido pelos traficantes adultos, adorava matar
os desafetos cortando-os lentamente enquanto queimava-os com um ferro em
brasa, prolongando a tortura, para logo depois assá-los num microondas
(pilha de pneus em chamas). Sua morte se deu na famosa Operação Mosaico
(PF/Exército/P. Civil). Morreu defendendo uma “boca” com duas granadas em
volta do pescoço, duas pistolas e um fuzil.
Sua idade reflete a revolta natural do idealismo de quem luta pelo que
acredita. Mas, devo dizer infelizmente, sou mais velho e já vi muito mais
coisas. Quando você estiver diante de um desassistido com este (Deus a livre
mais uma vez); fale com ele sobre semântica, a nova criminologia ou burrice.
Ou, algo mais seguro, converse com as vítimas.
Mais um equívoco seu Bibiana.
A Prática é adotada em diversos países estrangeiros com grande sucesso. Quem
decide se o menor é ou não capaz de compreender o alcance de seus atos não é
o juiz. Mas uma junta de profissionais (psicólogos e psiquiatras) indicados
pelo Estado.
Um abraço.
A. Maximus
Arthurius Maximuss last blog post..O MEIO, O AMBIENTE E UMA TERRA ONDE NINGUÉM SE ENTENDE.
Falar, sem viver é fácil!
Querer o mal do outro, em preservação do individualismo, e se sentir a nata do leite, é fácil!
Buscar o melhor de todos, lutar por uma sociedade justa e que viva em comum… ah… isso sim é difícil.
É por causa de discursos como estes, que não só o Brasil, mas muitos outros países, vivem a barbárie.
Muitos embaixo do julgo de poucos.
Até quando teremos que ouvir tanta bobagem de pessoas que nem ao menos pararam pra observar além de seu nariz.
Precisamos de discursos mais humanos e menos materialistas.
Pobre não é sinônimo de assassino e muito menos de ladrão.
Julgar um cidadão sem oportunidades, num meio onde todos a tem, é fácil demais.
E não me venha com o discurso que todos tem oportunidades iguais, seria simplista demais.
Antes de instar seus leitores contra outros seres humanos (sim, os menores, infratores ou não, são seres humanos), você poderia estudar um pouco mais sobre a realidade social do Brasil e não parar por aí, deveria também estudar a história da humanidade. Conhecer como conceitos e valores foram formados e são mantidos. Talvez, repito, talvez você entenderia que o E.C.A. (Estatuto da Criança e do Adolescente) e todos aqueles que lutam e falam de causa justa, são sábios e humanos.
Por fim deixo uma pergunta:
Julgar e condenar sem conhecer a essência, causa e efeito. Quando o homem vai parar de querer o mal do outro sem ao menos conhecê-lo?
Tenha uma ótima semana
Pathy
Olá Pathy!
Concordo plenamente com você.
Quando você estiver sob a mira de um desses coitadinhos sem oportunidades
que você tanto defende (Deus a livre) eu gostaria de saber se esse seu
discurso de banco de faculdade vai acalmar os olhos injetados de crack ou de
cola e a sanha de matar que eles têm.
O que os “estudiosos” devem entender é que uma coisa é o menor abandonado
que vive de pequenos furtos para sobreviver, não usa da violência e só faz
aquilo porque necessita comer e que, outra coisa completamente diferente, são
as hordas de psicopatas assassinos que pelo simples fato de terem pouca
idade receberam do estado uma carta branca para cometerem toda a sorte de
barbaridades impunemente.
Quem os defende com tanta veemência, normalmente, jamais conversou com uma
vítima ou com as famílias das vítimas desses animais. defendê-los do
conforto do lar, de trás da mesa do escritório ou mesmo do banco da
faculdade é fácil. Mas vá falar com as vítimas. Vá falar com o pai viúvo e sozinho
com uma filha de colo porque um “desassistido” rasgou a barriga de sua
esposa pois ela demorou para entregar os 10 reais que tinha. Vá conversar
com a filhinha da mulher que tomou um tiro na cabeça porque o cinto do carro
travou e o “desassistido” ficou entediado. Vá conversar com as mães e os
pais que perderam seus filhos e filhas nas mãos de “desassistidos” que,
antes de os matarem, os violentaram ou torturaram selvagemente apenas para
seu prazer.
Tratar diferentes como iguais e assassinos sádicos como cordeiros indefesos
fez de nosso país a Meca do crime e uma nação de reféns.
.-= Arthurius Maximus´s last blog ..AS TIJOLADAS, O MOSQUITO E O COMBATE AOS BLOGS POLÍTICOS. =-.
Não existe diferentes!
Somos todos iguais, somos seres humanos, feitos da mesma matéria e sem falar de detalhes, o mesmo fim espera a todos.
Intitular, discriminar, e instar maus tratos, simplesmente porque acha que assim o mundo seria melhor, te coloca em pé de igualdade com a crueldade dos seus “monstros”.
Punir, castigar, torturar, humilhar o outro, porque você o considera um monstro, também lhe torna passível de tais meios de “correção” e o transforma em um monstro (um circulo vicioso).
Este é o problema, você vê o mundo da ponta de seu nariz até seus olhos, caminho inverso, entende?
Julgar e condenar só por julgar e condenar é banalizar a essência dos fatos.
Dizer que estudiosos são fúteis e que enxergam o superficial, é simplista demais.
A defesa aqui colocada não vem antes de se conhecer ambos os lados da realidade imposta nesta sociedade.
Conheço vitimas e vitimas, mas também conheço a realidade social imposta as pessoas que você aponta como assassinos.
O perigo de seu discurso está presente em nossa sociedade a muito tempo, o preconceito, a discriminação, a falta de tolerância, o mal pelo mal, o ódio pelo ódio, vem sendo transmitido de geração a geração, e enquanto alguns tentam sair da caverna, ver e depois querer divulgar a realidade, muitos como você serão capazes de matar só para continuarem na caverna sem conhecer a realidade como ela é. E então ficarão atrás de seus teclados, protegidos pelo seu monitor e a solidão de sua sala, para atacar, ferir, instar o ódio (sem medir consequências) contra pessoas que não conhecem e nem ao menos sabem qual a realidade em que ela vive (realidade essa, imposta por uma sociedade cada vez mais individualista e rancorosa).
Se pra você isso é a perfeição da humanidade, espero que não tenha filhos, pois seria muito triste vê-los vivendo num mundo sem respeito ao outro.
Tenha uma boa semana!!!
Pathy
Sua simples resposta “de que não existem diferentes”; já demonstra seu total desconhecimento do assunto.
Saiba que cientificamente há cerca de 3% de pessoas no mundo que sofrem de psicopatias e que são pessoa violentas e incuráveis. Desconhecer isso e optar pelo discurso politicamente correto é uma inocência criminosa.
Um abraço.
A. Maximus
.-= Arthurius Maximus´s last blog ..BLOG DAY 2009 – AGRADECIMENTO ATRASADO. =-.
podem me chama de lc, no momento eu tenhu 19 anos de idade, eu robo desdos 14 eu tinha mão , pai, perdi todo mundo,eu trabalho num trabalhin de 50 reais por semana eu uso apenas pra passa a noite, eu acho qe se tive-se algo pra mim fazer entre vs aii cheio de dinhero como a mulher la em cima falo eu aceitaria e muintos outros aqi tmb aceitaria, porqe agente não ta nessa porqe qeremos , moro com vó i tios si eu não ajuda eu fico orpimido de meche na panela pra comer toda semana eu robo e com o dinhero eu ajudo em casa vou pra baile fumo maconha isso tudo só me da mas vontade de fazer merda de mata eu vi 1 filme chamado v de vingança, si eu pude eu saia matando esses cara qe tem muinto dinhero e nega 1 real no sinal, eu ja pedii ja vendi bananada no onibus i eu era olhado com aqela cara di pena eee oo eu qero qe se foda essas pessoas assim i sii eu pego 1 na minha frente eu armado eu tiro a vida não mereçe vivver SI QEREM 1 MUNDO BOM, SEJÃO BOM DEEM MAS OPORTUNIDADES PORRA !!