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SEM TERRA, SEM LEI E SEM VERGONHA.


Sem Terra e Sem Lei

Sem Terra e Sem Lei




O Movimento dos Sem Terra, em seu início, ganhou a simpatia de quase todos os brasileiros. Afinal de contas, como não se compadecer de um povo sofrido que lutava pelo direito de trabalhar com a terra e produzir alimentos para suas famílias e para toda uma nação?

Era clara e patente a missão de combater o grande latifúndio improdutivo que empacava enormes extensões de terra nas mãos de alguns milionários especuladores, enquanto uma grande quantidade de famílias morria à míngua trabalhando como “bóias-frias” em condições chamadas de “sub humanas”. Mas que, mesmo adjetivadas assim, ainda eram um elogio para a realidade terrível que eles enfrentavam.

Mas o tempo passou, os assentamentos começaram a surgir aqui e ali de forma ainda tímida. E o elogiado e querido Movimento dos Sem Terra. Transformou-se, num piscar de olhos, no Movimento dos Sem Vergonha e dos Espertalhões.


Abusos dos Sem Terra

Abusos dos Sem Terra


É claro que não é possível generalizar, mas as notícias de que diversos assentamentos foram simplesmente vendidos ou arrendados; ex-integrantes do movimento vivendo no exterior e vendendo as terras pela Internet (por uma pequena bagatela); invasão de terras produtivas e destruição de lavouras da Embrapa e de empresas que pesquisam e produzem melhorias para transformar nossa agricultura no gigante que ela é hoje; saques e seqüestro de trens; destruição de ferrovias e transtornos provocados nas vidas de milhares de pessoas que nada tem a ver com o problema; fizeram do movimento mais um bando de arruaceiros e bandidos que deseja apenas provocar a anarquia para conseguir “um trocado a mais”.

O próprio líder e fundador do movimento, João Pedro Stédile; acabou sendo expulso do seio da organização por falcatruas e denúncias das mais diversas (até envolvimento com o tráfico). Mesmo expulso, ele ainda continua se anunciando como membro da Direção Nacional do Movimento.

Talvez, fomentados pela insegura postura do Governo Lula que incentivou a radicalização do movimento, com uma política paternalista e irresponsável; o que começou com um grupo de camponeses que só queria trabalhar, hoje assumiu perigosos ares de grupo terrorista ou paramilitar.


Sem Terra ou Terroristas?

Sem Terra ou Terroristas?


Armados e com a certeza da impunidade, bandos vagam pelo interior do Brasil seqüestrando, matando e se apossando do que quiserem. A dura realidade mostradas nas imagens, recentemente veiculadas, de jornalistas usados como escudos humanos e da quase insana violência promovida pelo grupo; dão o tom da atual forma de ação dos “Sem Terra”.

Restaurar a legalidade e punir com seriedade e com severidade exemplar é o mínimo que se espera de nossas autoridades. Acabar com a visão paternalista e enquadrar os que fogem da legalidade nas mais duras penas é essencial para que possamos banir a praga do paramilitarismo e do terrorismo de nosso território.

Quaisquer movimentos reivindicatórios, justos ou não, devem sempre ser pautados pela obediência das leis e dos preceitos de civilidade. Sem isso, reverteremos rapidamente para a barbárie e a violência generalizada.

Pense nisso.

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21 Responses to “SEM TERRA, SEM LEI E SEM VERGONHA.”

  1. Braga disse:

    Jamais esperava ler tal texto neste blogue.

    Você reconhece que a demanda do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra é justa e que eles iniciaram com a simpatia da população em geral.

    Com o passar dos anos as demandas não foram atendidas. O que fazer? Continuar pedindo “por favor” por algo tão elementar para a vida destas pessoas? As ações diretas foram o caminho que o movimento encontrou para ser visto e ouvido.

    O MST não é apenas aquilo que a grande imprensa tenta mostrar. Há escolas para as crianças, há formação política para todos, há organização de uma fatia da sociedade que tem sede por justiça agrária.

    É absurdo falar em invasão de terra. Quem invadiu terras foram os latifundiários e os grileiros. O MST ocupa terras.

    Não esqueçamos que em 1530 a coroa portuguesa dividiu o Brasil inteiro, de norte a sul, em 15 lotes de terras e os entregou a nobres portugueses. Desde então a desigualdade latifundiária tem se perpetuado em terras tupiniquins.

    Nos EUA, só para fazer um paralelo, as terras foram dividos em pequenos lotes e os colonizadores cresceram ali, como horti-fruti-granjeiros. Não é um mistérios porque os dois país se construíram de forma diferente.

    Enquanto esta visão de que quem está certo são os latifundiários e seus capatazes e de que os errados são os movimentos sociais que lutam contra as injustiças este quadro absurdo no Brasil Rural vai permanecer.

  2. Caro amigo Arthurius.
    Tem um meme para você lá no blog e posso dizer que parte da motivação de criar este meme se deve a leitura de seu blog.
    Parabéns meu irmão, eu tiro o chapéu para tua indignação e teu trabalho de pesquisa e denuncia.
    Esta na hora de mostrar e demonstrar que queremos um basta na impunidade.

    Francisco Amados last blog post..ESTE BLOG DENUNCIA A CORRUPÇÃO!

  3. Olá Braga!

    Respeito sua opinião. Mas e as ocorrências de vendas de terras cedidas para
    a reforma agrária? O cárcere privado? As emboscadas? O sequestro de
    jornalistas? O uso de escudos humanos?

    Se essas práticas forem “toleráveis” vamos todos então pegar em armas e
    subir as favelas para caçar bandidos. Não estamos também cansados de esperar
    a ação das autoridades contra a violência?

    Vamos pegar em armas e tomar Brasília de assalto e empalar todos os
    deputados e senadores no mastro da bandeira. Afinal não estamos cansados de
    aguardar as mudanças que nunca chegam?

    A diferença entre um movimento reivindicatório e uma turba violenta são suas
    atitudes. Muito mais que influência da grande mídia, são FATOS que
    demonstram claramente que o movimento está saindo dos trilhos e enveredando
    para a luta armada. Como eu disse no artigo: “justo ou não”, os movimentos
    sociais devem se manter DENTRO DA LEI.

    Sei que o movimento tem uma grande carga social. Mas sei também que está
    recheado e infiltrado por aproveitadores e agitadores que só desejam
    promoverem-se rapidamente e galgar postos na política ou, meramente,
    “arrumarem algum”. É impossível atribuir apenas ao doutrinamento da mídia as
    denúncias que se avolumam de arrendamento e venda de terras doadas.

    E isso, caro amigo, é um fato que não pode ser mascarado por qualquer
    ideologia.

  4. Braga disse:

    Caro Arthurius,

    Também respeito sua opinião, apesar de discordar profundamente dela.

    A venda de lote de assentamente se dá por deficiência da reforma agrária. Não basta assentar as famílias, tem que dar condições de produzir e sobreviver ali. Caso contrário, os trabalhadores não tem opção, vendem a terra e vão lutar por reforma agrária de verdade.

    Não me lembro agora de alguém que tenha surgido politicamente pelo MST e ocupe cargo eleitoral, mas se houver isto não é um defeito, pelo contrário. Se os movimento sociais conseguirem mandatos políticos para defender seus interesses como os bancos, as empreiteiras e as demais grandes organizações econômicas conseguem isto é sinômino de democracia.

    Você critica os membros do movimento que cometem crimes. E os que são mortos por jagunços? Eles estão certos? Você acha que o Stédile deveria ir falar com eles com uma rosa na mão?

    Há violência dos dois lados dessa disputa e só vai se resolver isso com Reforma Agrária de verdade!

    Bragas last blog post..Brasília, 49 anos: meu presente é continuar lutando

  5. Rodrigo Piva disse:

    A linha entre movimento justo e organização criminosa já foi quebrada. Seus líderes, com milhões do contribuinte, têm carta branca para fazer a festa. Antigamente respeitava o movimento, mas após os inúmeros atos criminosos, não punidos, como é praxe, não resta dúvida sobre o caráter criminoso dos líderes que usam crianças e analfabetos para manipulações políticas e tudo mais que nosso país sem lei permite.

    Abraços

    Rodrigo Pivas last blog post..Imagens Incríveis de Saturno

  6. o amnésico disse:

    Puxa Arthurius! Essa revolta toda porque a mídia ‘denunciou’ a invasão das terras que o Daniel Dantas grilou?

    o amnésicos last blog post..Notas de um Amnésico — Ano Dois, ou A Metamorfose

  7. Nelson Quintanilha disse:

    Nunca fui simpático a esse movimento, eles não querem somente terra, também querem sementes, irrigação, trator, uma bela camionete para transportar a produção, venda garantida dos produtos e por ai vai.
    São pessoas facilmente manipuladas, pelo pouco estudo e simplicidade, na formação do MST ganharam “apoio” e foram insuflados pelas igrejas e partidos políticos que na época tinham pouca expressão, mais ambos, igreja e políticos saiam bem na foto, hoje como forma de gratidão recebem grandes volumes de dinheiro do governo federal e mais nada, talvez seja exatamente o que querem.
    Faz sentido escola de sem terra se temos escolas municipais e estaduais?
    Já pensou se a moda pega, nasceriam os sem residencias, que por sua vez não iriam querer apenas teto, iriam querer também mobilha, energia elétrica e agua gratuitamente, alem de uma bela churrasqueira na edicula para queimar um boizinho e claro livre de IPTU.
    Seguramente esse não é o caminho, os anos já mostraram os erros, tanto do MST como do Governo e da Sociedade, passou da hora do governo pensar e agir com seriedade quanto a tão sonhada reforma agraria, ao invés de ficar somente recebendo juros dividendo dela.

  8. Não Amnésico.

    Essa revolta toda porque dois seres humanos foram mortos em emboscadas
    promovidas pelo MST. Mais dois repórteres foram sequestrados e usados como
    escudos humanos. Verbas públicas que poderiam ir para a saúde e a educação
    vão engordar os bolsos dos líderes e financiar “festas juninas”.

    A revolta é pelos atos ilegais cometidos sem controle por todas as partes
    envolvidas. Infelizmente, o Brasil ainda é um país capitalista e que protege
    a propriedade privada. Permitir a anarquia e a violência não é fomentar o
    social é permitir o domínio pela força.

    Não se irritar com a violência promovida pelos novos líderes do movimento
    (com a realização de julgamentos no campo) é o mesmo que achar aceitável os
    tribunais paralelos nas grandes cidades. A lei é uma só e existem várias
    formas de luta dentro dela e com civilidade.

    Arthurius Maximuss last blog post..SEM TERRA, SEM LEI E SEM VERGONHA.

  9. Você tocou no ponto Nelson.

    O problema é justamente esse: O governo tira proveito da instabilidade e
    políticos se valem do movimento. Além disso, os líderes estão pouco se
    lixando para quem consegue um pedaço de terra. Estão de olho é nas gordas
    verbas federais e na repercussão política. Afinal de contas, muitos deles
    sequer moram no campo. Há sem terras na Inglaterra vendendo duas posses pela
    Internet (uma denúncia recente).

    Quanto aos “sem residências” esse movimento já existe. São os “sem teto” e
    estão em qualquer grande cidade.

    Esses movimentos sociais são importantes para mostrar a ferida aberta e a
    criminosa ineficiente dos governos que se sucedem. Mas, volto a falar, não
    podem usar a legitimidade de seus objetivos para abusarem da violência e
    para se imporem pela força.

    A violência, quer de latifundiários ou de sem terra, deve ser combatida com
    dureza e exemplarmente. Sob pena de perdermos o controle da situação e de
    pasarmos a contar com movimentos puramente violentos em nossas fronteiras;
    fortemente influenciados pelos movimentos paramilitares que pululam em
    nossos vizinhos e que tanto mal levam ao povo mais simples.

    Arthurius Maximuss last blog post..SEM TERRA, SEM LEI E SEM VERGONHA.

  10. Dragus disse:

    O problema nessa história toda é no final de contas culpa dos governos tanto PT quanto PSDB, que nunca implementaram a reforma agrária e toleraram os movimentos rurais sem terra – quando não dizer os vespeiros em que transformaram as favelas. – incitando conflitos mesmo que indiretamente e sem ponderar que a única forma de acabar com o movimento é através de uma reforma agrária eficiente e com um investimento pesado em fiscalização e punição de infratores, o que exige dedicação de todos os poderes.

    O problema é que os poderes tem em seus controladores os maiores donos de latifúndios improdutivos ou sub-utilizados como belos jardins, vide Gilmar Mendes, Fernando Henrique, Daniel Dantas e o resto da corja…

    Na falta da lei e do estado o que resta sempre é a barbárie.

    Culpa do povo que vota em ladrões, idiotas ou em ladrões-idiotas.

    Draguss last blog post..[Opinião] Uma gota de bom senso?

  11. Flavio disse:

    VIVA O MST!!
    Estamos na LUTA!
    Chega de teóricos e oportunistas!

  12. Flavio disse:

    O Conversa Afiada reproduz abaixo nota de esclarecimento do MST sobre reportagem da TV Globo:

    MST ESCLARECE ACONTECIMENTOS OCORRIDOS NO PARÁ
    20/04/2009

    Em relação ao episódio na região de Xinguara e Eldorado de Carajás, no sul do Pará, o MST esclarece que os trabalhadores rurais acampados foram vítimas da violência da segurança da Agropecuária Santa Bárbara. Os Sem Terra não pretendiam fazer a ocupação da sede da fazenda nem fizeram reféns. Nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, que apenas fecharam a PA-150 em protesto pela liberação de três trabalhadores rurais detidos pelos seguranças. Os jornalistas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria, como sustenta a Polícia Militar. Esclarecemos também que:

    1- No sábado (18/4) pela manhã, 20 trabalhadores Sem Terra entraram na mata para pegar lenha e palha para reforçar os barracos do acampamento em parte da Fazenda Espírito Santo, que estão danificados por conta das chuvas que assolam a região. A fazenda, que pertence à Agropecuária Santa Bárbara, do Banco Opportunity, está ocupada desde fevereiro, em protesto que denuncia que a área é devoluta. Depois de recolherem os materiais, passou um funcionário da fazenda com um caminhão. Os Sem Terra o pararam na entrada da fazenda e falaram que precisavam buscar as palhas. O motorista disse que poderia dar uma carona e mandou a turma subir, se disponibilizando a levar a palha e a lenha até o acampamento.

    2- O motorista avisou os seguranças da fazenda, que chegaram quando os trabalhadores rurais estavam carregando o caminhão. Os seguranças chegaram armados e passaram a ameaçar os Sem Terra. O trabalhador rural Djalme Ferreira Silva foi obrigado a deitar no chão, enquanto os outros conseguiram fugir. O Sem Terra foi preso, humilhado e espancado pelos seguranças da fazenda de Daniel Dantas.

    3- Os trabalhadores Sem Terra que conseguiram fugir voltaram para o acampamento, que tem 120 famílias, sem o companheiro Djalme. Avisaram os companheiros do acampamento, que resolveram ir até o local da guarita dos seguranças para resgatar o trabalhador rural detido. Logo depois, receberam a informação de que o companheiro tinha sido liberado. No período em que ficou detido, os seguranças mostraram uma lista de militantes do MST e mandaram-no indicar onde estavam. Depois, os seguranças mandaram uma ameaça por Djalme: vão matar todas as lideranças do acampamento.

    4- Sem a palha e a lenha, os trabalhadores Sem Terra precisavam voltar à outra parte da fazenda para pegar os materiais que já estavam separados. Por isso, organizaram uma marcha e voltaram para retirar a palha e lenha, para demonstrar que não iam aceitar as ameaças. Os jornalistas, que estavam na sede da Agropecuária Santa Bárbara, acompanharam o final da caminhada dos marchantes, que pediram para eles ficarem à frente para não atrapalhar a marcha. Não havia a intenção de fazer os jornalistas de “escudo humano”, até porque os trabalhadores não sabiam como seriam recebidos pelos seguranças. Aliás, os jornalistas que estavam no local foram levados de avião pela Agropecuária Santa Bárbara, o que demonstra que tinham tramado uma emboscada.

    5- Os trabalhadores do MST não estavam armados e levavam apenas instrumentos de trabalho e bandeiras do movimento. Apenas um posseiro, que vive em outro acampamento na região, estava com uma espingarda. Quando a marcha chegou à guarita dos seguranças, os trabalhadores Sem Terra foram recebidos a bala e saíram correndo – como mostram as imagens veiculadas pela TV Globo. Não houve um tiroteio, mas uma tentativa de massacre dos Sem Terra pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara.

    6- Nove trabalhadores rurais ficaram feridos pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara. O Sem Terra Valdecir Nunes Castro, conhecido como Índio, está em estado grave. Ele levou quatro tiros, no estômago, pulmão, intestino e tem uma bala alojada no coração. Depois de atirar contra os Sem Terra, os seguranças fizeram três reféns. Foram presos José Leal da Luz, Jerônimo Ribeiro e Índio.

    7- Sem ter informações dos três companheiros que estavam sob o poder dos seguranças, os trabalhadores acampados informaram a Polícia Militar. Em torno das 19h30, os acampados fecharam a rodovia PA 150, na frente do acampamento, em protesto pela liberação dos três companheiros que foram feitos reféns. Repetimos: nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, mas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria. Os sem-terra apenas fecharam a rodovia em protesto pela liberação dos três trabalhadores rurais feridos, como sustenta a Polícia Militar.

    MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – PARÁ

  13. Olá Flavio!

    Entendo as explicações. Mas, contra imagens não há argumentos. O item “5″
    dessa nota é mentiroso. Viu-se claramente nas imagens diversos integrantes
    do movimento armados e atirando (bem como os seguranças).

    Como eu reforço no artigo, a violência não pode ser tolerada de qualquer um
    dos lados. Se um dos sem terra foi feito refém, como o movimento afirma, que
    as autoridades fossem acionadas.

    Arthurius Maximuss last blog post..JOAQUIM BARBOSA: CORAÇÃO E A DIGNIDADE DE ZUMBI DOS PALMARES.

  14. o amnésico disse:

    Olha, Arthurius, eu até concordaria com você SE uma reforma agrária séria tivesse sido feita nesse país. Como isso nunca ocorreu, falar de “legalidade” com esse Legislativo de apaniguados que sistematicamente protege a ‘propriedade’ de grileiros e “civilidade” vinda de jagunços a seu soldo chega a ser ofensivo.

    Que há arruaceiros infiltrados em todo movimento popular é inevitável, como os há em todas as camadas da sociedade; mas generalizar como você faz com o movimento dos sem-terra é injustificável. Devo considerar todo policial violento ou corrupto quando se noticia que alguns se comportam assim?

    Para concluir, na minha opinião uma instituição legal que cria uma multidão de cidadãos de segunda classe de um lado e um punhado de privilegiados de outro não pode ser considerada “uma só”. Na verdade, nem poderia ser chamada de “lei”.

    o amnésicos last blog post..Notas de um Amnésico — Ano Dois, ou A Metamorfose

  15. Alfredo Luiz disse:

    Os ‘sem terra’ em sua maioria não tem a mínima intimidade com trabalho,seja ele rural ou urbano.Seria bom que pessoas visitassem os assentamentos e vissem como a coisa funciona.
    Tive esta oportunidade como vendedor de empresa atacadista.
    É triste ver a vagabundagem e a bebedeira da maioria,enquanto outros dilapidavam uma área florestal e alguns plantavam cheiro verde.E não foi em apenas um,mas em quatro assentamentos próximos a Porto Alegre.Nunca vendi tanta cachaça e fumo.Percebe-se claramente que pessoas dão opiniões baseadas em panfletos,não na dura realidade.Um dos assentamentos referidos foi totalmente arrendado a produtores arrozeiros e a sua líder foi presa num assalto,outro ficou meia dúzia de assentados porque o resto foi embora depois de arrendar a terra recebida,outra area invadidada(portanto escolhida pelos invasores)não se presta à agricultura devido às condições de solo e clima e por último há um assentamento que virou esconderijo de ladrões especializados em motocicletas onde a polícia não pode entrar porque ‘é perseguição política’.A reforma agrária é uma das atitudes de governo mais importantes para a nação,mas
    infelizmente nosso governo é refém destas quadrilhas.A diferença entre mst e colarinho branco é no colarinho branco sempre há um nome a quem imputar o crime (foi o Dantas,foi o PC,foi este,foi aquele…)já os crimes do mst não tem a quem serem creditados porque são ‘movimento social’ coisa que o nazismo também foi.Fica mais fácil quando tens um personagem principal a quem acusar e dirigir toda a atenção.

  16. Leandro disse:

    Vale lembrar ainda que o governo ainda faz doações um tanto quanto generosas para o movimento.

    Leandros last blog post..eita profissão ingrata

  17. Olá Amnésico!

    Eu entendo o seu ponto de vista e o compreendo.

    Mas cabe ao cidadão insatisfeito com as leis batalhar para que elas mudem e
    não ir contra elas. O movimento, com a força e o prestígio que sempre teve,
    poderia buscar apoio internacional para sua causa. Poderia denunciar as
    práticas danosas que sofre nas cortes internacionais e colocar as
    oligarquias de joelho por aqui, com a obrigatoriedade da aceitação dos
    veredictos dessas cortes.

    Ganhariam em apoio, repercussão internacional e força política aqui. Mas
    usar a violência e descambar para as mesmas práticas que usam contra eles
    não é o certo. Usar a violência é o mais fácil e só atende aos desejos de
    quem é contra o movimento e a uma minoria infiltrada nele.

    Arthurius Maximuss last blog post..JOAQUIM BARBOSA: CORAÇÃO E A DIGNIDADE DE ZUMBI DOS PALMARES.

  18. overkill disse:

    culpa do lula

  19. Joás disse:

    Acho lastimável que o MST tenha adquirido status de movimento social. Um grupo de “líderes” que explora as mazelas de pessoas humildes; faz “doutrinação ideológia” e chama de educação política; faz terrorismo e chama de “ações diretas”; invade fazendas produtiovas, destrói propriedade privada, usa mulheres como bucha de canhão (liga campesina), invade centros de pesquisa tecnológica destruindo anos de trabalho duro de pessoas que se dedicam ao desenvolvimentos de espécies adequadas às condições de cada região de uma país continental…
    É possível fazer movimento social sem cometimento de crimes e sem se tornar braço armado dessa ou daquela corrente política.

  20. Ovarom Takvoriam disse:

    Trabalhei mais da metade da minha vida profissional, no campo, no que chamamos de extensão rural, e neste período trabalhei no Pará, Rondonia, Acre, Maranhão, Rio grande do Norte, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Sergipe. Venho da época em que grupos armados faziam as chamadas e mal planejadas “Guerrilhas do Araguaia”, tive notícia da ação de grupos que sob a desculpa de movimentar a sociedade, roubavam, invadiam domicílios, surrupiavam cofres recheados de dólares que desapareceram (Não foi, companheira Estela?). Vi movimentos que no fundo serviam a interesses que não podiam vir a conhecimento do publico, e a experiencia de vida, me ensinou que o movimento do populacho só servem a interesses de espertalhões que usam-nos como desculpa para livrar um por fora, às vezes colocando interesses nacionais em risco.Vide a invasão da hidroelétrica. De modo que vos digo, que todo movimento dos “SEM”(sem educação, sem teto, sem vergonha, sem terra e quejandos) só pode ser colocado nos trilhos com o auxílio poderoso da santíssima trindade : Cassetete, Bala de borracha e gás lacrimogeneo. Vi recentemente políticos que foram eleitos por uma classe social (professores) paparicando e confraternizando com as passeatas dos Sem terras e sem tetos… será que era pela cor dos belos olhos?
    Crianças, abram os olhos e tratem de votar na oposição, qualquer que seja ela, mas sempre na oposição. Isto fará que quem esteja por cima fique esperto. Político mudou de sigla ou se envolveu em escandalos? Meu voto, de meus amigos e de minha família, não tem.

  21. Lucho disse:

    Mestre Arthurius, desta vez eu “disconcordo” com o que você escreveu.

    É certo que o MST, de vez em quando, radicaliza um pouco (e algumas vezes até passa dos limites, como quando naquela história em que os membros da organização matarm 4 pessoas). Mas aí fica a pergunta: Será que se eles não radicalizassem de vez em quando, eles íam chamar a atenção para a questão agrária no Brasil? Para a questão da (má) distribuição de Terras no Brasil? Para a questão da (praticamente) guerra civil envolvendo os camponeses sem-terra e os grandes latifundiários?

    E outra coisa. O MST é diferente de sindicatos, movimentos estudantis, movimentos operários e demais movimentos sociais. Você nunca viu (eu pelo menos nunca vi) um membro do MST se candidatando a algum cargo político, bem diferente desses outros movimentos em que a pessoa entra para o movimento, não contribui com nada para o movimento e pensa em galgar posições cada vez mais altas na política. Quem se junta ao MST quer, de fato, lutar pelo movimento e contra o problema; e se arriscar a tudo. Até mesmo se arriscar a perder a vida, como em algumas vezes acontece.

    Luchos last blog post..A Univer$al apronta mais uma.

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