A gente sempre costuma ouvir que, no Brasil, não há racismo. Eu até concordo com essa afirmação em parte. O racismo no Brasil é mais sutil do que a pura e simples aversão ao negro. Nosso racismo é estudado e cuidadoso. Contudo, nem por isso podemos tratar o racismo em nosso país como uma epidemia ou uma causa quase religiosa que mereça vingança e sangue para ser seguida.
Sou branco, descendente de europeus. Mas, e daí? O que as pessoas precisam entender é que raça (negra, branca, vermelha, amarela ou roxa) é algo apreciado e querido pelos estúpidos e ignorantes.
O preconceito contra o diferente (esse sim é forte e real) é o que move o preconceito “racial”. No Brasil esse preconceito é muito mais social do que propriamente em relação a cor da pele das pessoas. E o próprio debate na comissão da Câmara dos Deputados que discutiu ontem (13/05) a criação do Estatuto da Igualdade Racial (só o nome já é uma piada) mostrou isso claramente. Um assessor, no cumprimento de suas funções, foi ridiculamente atacado pelo presidente da comissão (Deputado Carlos Santana – PT-RJ) que aos gritos solicitava que ele se retirasse do local e arrematou “brilhantemente”: “Para minha tristeza é um negro também; fica pra lá”.
O tal Estatuto da Igualdade Racial é uma piada porque ele oficializa o racismo em nosso país e cria a figura do cidadão de segunda classe. Obrigando ao Estado implementar ações que já foram banidas há tempos de nossa vida cotidiana, tais como a obrigatoriedade de informação das características raciais das crianças em documentos, nas escolas, no atendimento de saúde e durante toda a sua vida. Essa prática absurda e completamente equivocada institui uma separação imbecil e preconceituosa ainda maior.
O que os nobres deputados devem fazer é buscar a inclusão oferecendo melhores oportunidades aos pobres. Sejam eles negros, brancos, índios ou asiáticos. Imaginar que o fato de alguém ter a cor da pele neste ou naquele tom, faz dessa pessoa alguém melhor ou pior é tão imbecil para brancos quanto para negros.
Se é para falar de raça; vamos então falar a verdade. Em nosso país os negros são uma raridade. Somos um país de mestiços. Essa, por si só, já é uma prova cabal de que o racismo por aqui é bem diferente do que falam. E é exatamente aí que reside nossa força e nossa riqueza. As pessoas que tem preconceito racial em nosso país são uma minoria ignorante e atrasada. Ninguém que viva aqui pode atestar que sua árvore genealógica é pura. Nem mesmo os índios.
Criar em nosso país a ideia de que o negro era uma vítima do Estado Brasileiro, como inclusive falou na comissão o deputado Vicentinho do PT, é vomitar ignorância histórica. A escravidão era normalmente praticada na África entre as tribos. Os europeus não caçavam escravos. eram os negros africanos que faziam isso e vendiam, por lucro, seus compatriotas aos escravagistas.
O maior comerciante de escravos brasileiro era um negro. Muitos dos grandes caçadores de negros fugidos, que eram famosos no Império, eram negros. A escravidão era um mal cultural comum na época. E, se analisarmos a história humana, desde nossos primórdios.
Se queremos mesmo mergulhar a fundo nas coisas. Basta lembrar que a recende revelação de nosso código genético mostrou que somos todos… africanos. Isso mesmo. Seja você branco, negro, amarelo ou vermelho; somos todos descendentes dos primeiros africanos. Além disso, as características genéticas que nos diferem são tão poucas que a menção de uma diferenciação por raça entre nós é infundada, mentirosa e imbecil. Somos todos seres humanos.
Mas, se é assim, por que esse pessoal teima tanto em promover o racismo disfarçando-o de “orgulho racial”?
Ora, é muito simples: poder.
Ao importarem os ódios, a terminologia e as medidas que os americanos usaram para combater o racismo visceral que há por lá; esse pessoal ganha poder e importância por aqui. Normalmente são parlamentares e políticos medíocres e sem qualquer importância nacional. Pessoas que desejam e ambicionam o poder e a projeção política, também embarcam nessas entidades de “defesa dos negros” que muito mais prejudicam do que ajudam. Nunca os vi em movimentos ou em ações de grande repercussão e de grande relevância para “a raça”.
Ao bater no peito e dizer que é afro-brasileiro, o negro adota a fala importada dos EUA que nada mais é do que uma maneira de reforçar a diferença e a exclusão. SOMOS BRASILEIROS e só. TODOS nós somos iguais e as oportunidades e direitos são para todos. O que precisamos é providenciar que os mais pobres tenham acesso as mesmas oportunidades que os mais abastados. Independentemente de sua cor.
Se continuarmos dando ouvidos a esses “entendidos” e defensores das “causas sociais”; acabaremos como os americanos; um povo que sequer pode se cumprimentar nos elevadores do trabalho ou fazer uma brincadeira com um amigo por medo de processos e retaliações judiciais. Vamos acabar criando o Estatuto da Igualdade dos Obesos (quer mais discriminação do que contra os obesos – classe na qual me incluo). Um negro pode ir ao teatro, ao cinema, pegar um ônibus, etc… um obeso não. E cadê o Estatuto da Banha? Vamos criar também o Estatuto dos Ruivos Com Sardas (afinal nenhum grupo é mais minoria do que esse). Quem sabe, então, o Estatuto dos Dentuços, dos que usam óculos, dos que tem só nove dedos na mão… e por aí vai. Em breve, seremos uma nação de estatutos e de preconceitos acirrados e generalizados.
O absurdo é tão grande que, se um filho dos nobres deputados (que jamais conheceu a pobreza e estudou em excelentes escolas a vida toda) disputar uma vaga com um menino branco pobre e que sempre estudou em escola pública; é ele que terá a preferência porque é “negro”. (ou seria nobre?)
Confesso que fui eleitor de Carlos Santana e do atual ministro da Igualdade Social, Edson Santos (esse desde que começou aqui no RJ). Mas ambos perderam meu voto por demonstrarem uma visão tacanha e preconceituosa sobre essa questão. Esqueceram que o racismo é uma doença de muitas vias e que se insinua sorrateiramente. O preconceito racial é ruim seja qual for. Mesmo do negro contra o branco. E não há justificativa histórica que corrobore isso, por mais mal que tenha sido causado aos escravos no passado. Porque a partir do momento em que você deixa de ser justo e passa a julgar uma pessoa pela cor da pele; você perde qualquer consciência pública e de igualdade.
Na verdade, o que está posto aí é um libelo ao racismo e a exclusão. Começaremos a fomentar o ódio racial em nossas crianças e a percepção de que há negros, brancos e pessoas diferentes com muito mais poder e força. Ao exigir que a raça de uma pessoa seja definida em documentos e determine as oportunidades que ela terá na vida, as pessoas que elaboraram o Estatuto da Igualdade Racial mostraram que nada entendem do assunto. Mas sim que têm muito ódio e preconceito em seus pensamentos.
Minha esposa, que é negra, também vê com maus olhos essa iniciativa ridícula de trazer para nosso seio o que acontece no exterior e, como eu, também é de opinião que isso apenas fomentará o ódio e a fará nascer a verdadeira discriminação racial em nosso país.
E isso é muito triste.
Pense nisso.
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isso não é nada justo…mas olha uma coisa, a multiculturidade é uma consequência dos nossos dias, mas é algo bom.
contudo, as pessoas continuam a achá-la algo mau para o país, e para aqueles que nos rodeiam…a sociedade é assim tão mesquinha e egoísta, infelizemtente é.
este post está muito sensibilizado para um problema que as gerações futuras, pelas coisas que estão, ainda vão ter resolver.
um abraço
tifons last blog post..Alea jacta est – que os jogos começem (Parte II)
Na minha modesta opinião a questão “raça” so’ é valida para casos de extremos saude. Ja’ foi provado cientificamente que em *algumas* situações especificas as pessoas negras e brancas tem reações diferentes alguns medicamentos. Fora casos como esse, qualquer outra diferenciação racial pode gerar preconceito.
Cotas? Quem sabe daqui alguns dias eles também criem as cotas para pessoas de do tipo sanguineo B Negativo (por que não?)
Leandros last blog post..ela, sempre ela
A diferenciação mais exclui do que inclui,porque a aceitação forçada de rotulados cria uma expectativa negativa em quem necessita conviver com tais pessoas.Por exemplo:aquele médico negro que te atende é um cotista ou está lá por mérito?E o branco,será que esta lá por mérito ou porque tem alguma deficiência oculta(perna der pau,por,exemplo)?E não adiante vir com a história de que porque se formou provou competência.
Basta ver as faculdades que temos no país,onde o que interessa é fornecer o canudo e seja o que Deus quiser.
Eu, como boa parte dos cidadãos paulistanos, tenho ascendência majoritariamente italiana, porém tenho também uma bela mistura de imigrantes, espanhóis, alemães, portugueses e africanos.
Essa história de Estatuto da Igualdade Racial aumenta ainda mais aquilo que deveria ser extinto: a divisão. Ele não ajuda a somar, ajuda sim a “separar” ‘este’, ‘daquele’. Isso é horrível e um retrocesso. A questão é polêmica, mas concordo com seus pontos de vista.
Abração
Rodrigo Pivas last blog post..Fotos “Vivas”
Preconceito no Brasil só sofre o miserável.
Preconceito de cor de fato só existe atualmente porque a mídia inseriu na população.
Draguss last blog post..[Pensamento] Ditadura Tupiniquim.
Não sou racista de jeito nenhum, acho babaquice ter qualquer preconceito. Dito isso, acho que o babaca tem direito de ser babaca, não vejo como forçar as pessoas a não serem o que são. Se o sujeito tem preconceito é um direito dele, ninguém pode querer proibir algum de ter suas preferências em relação a qualquer coisa. O Estado não pode permitir é a prática racista na coisa pública, não se pode tolerar discriminação a quem quer que seja nas coisas públicas, não se pode proibir alguém por razão de raça ter acessso as coisas do coletivo.
O Deputado Carlos Santana Lavrou seu atestado de racista quando afirmou:“Para minha tristeza é um negro também”.
Deste ponto em diante, qualquer pessoa com o mínimo de raciocínio critico pode concluir que as conseqüências de tal estatuto, vai ser o de criar um abismo no meio da sociedade.
Mas, para ganhar votos dos mal ,qualquer coisa esta valendo.
Francisco Amados last blog post..Canal de Divulgação Para Blogueiros
Pois é Leandro. Bem lembrado.
Há mesmo um componente genético que favorece o aparecimento de doenças para
este ou aquele agrupamento de genes. Mas nada mais do que isso; um
agrupamento de genes.
Olá Alfredo!
As cotas, nada mais são, do que uma forma do Estado não investir em educação
de qualidade e propagar a miséria jogando para a sociedade essa fatura. A
competência e o mérito sempre foram os verdadeiros balizadores das
oportunidades.
O deve acontecer é fornecer oportunidades de aceso a uma educação de ensino
para todos. Negros, brancos, amarelos, índios e deficientes. Assim, todos
concorrerão em pé de igualdade com os mais ricos.
O grande problema é que investir em educação não dá voto, não dá prestígio
aos políticos e, principalmente, não cria um curral eleitoral em que o cara
pode se fartar.
Arthurius Maximuss last blog post..O RACISMO, OS NEGROS, OS BRANCOS E OS ESPERTOS.
Exato Rodrigo.
O estatuto fomenta a separação racial e oficializa o conceito de negros e
brancos. Quando somos uma sociedade de mestiços.
Daqui a pouco vão exigir que se fale “casais inter-raciais” como nos EUA. Um
absurdo despropositado.
Arthurius Maximuss last blog post..O RACISMO, OS NEGROS, OS BRANCOS E OS ESPERTOS.
Isso mesmo Taediu!
As medidas propostas, nada mais nada menos, instituem o cidadão de segunda
classe (o branco pobre) e cria uma maioria privilegiada. Isso só fomentará o
racismo que até hoje fica restrito a uma pequena camada de imbecis
descerebrados.
Arthurius Maximuss last blog post..O RACISMO, OS NEGROS, OS BRANCOS E OS ESPERTOS.
É isso mesmo Francisco!
Qualquer pessoa sabe que em nosso país o pior tipo de preconceito é o
Social. O racismo ainda está restrito a alguns rincões cerebrais de pouca
educação ou de tradição no passado. Para esses casos, as leis que já existem
hoje cumprem o seu papel muito bem.
Entender que somos uma nação de mestiços e não de pretos e brancos, é
fundamental para diminuir o abismo social entre os brasileiros. Focar no
aspecto racial da questão é criar um fantasma que amaldiçoará as gerações
futuras e trará para uma maior parcela da população a semente do ódio
racial.
Além disso, o projeto cria a figura do cidadão de segunda classe (o branco
pobre) que ficará de fora das cotas e não verá uma melhoria nas escolas
públicas (o que deveria ser focado na realidade) com isso,
repetir-se-a )essa foi linda) o que acontece nos países onde o racismo é
forte (como nos EUA e em alguns lugares da Europa. Os brancos pobres
começarão a odiar os negros porque “roubam” as oportunidades de emprego e de
bons estudos. Um terreno fértil para aproveitadores e messias salvadores.
Um tiro no pé que não podemos admitir.
Arthurius Maximuss last blog post..O RACISMO, OS NEGROS, OS BRANCOS E OS ESPERTOS.
“A gente sempre costuma ouvir que, no Brasil, não há racismo.” “A gente” quem, cara-pálida?
Quem nascido depois de 1735 é europeu no Brasil?
Nem vou falar das cotas, nesse país de racistas. Se não forem, que liberam as cotas para quem não tem oportunidade.
Ou isso tira chances de “brancos” incompetentes?
É uma palhaçada essa ideia de cotas para negros em diversos campos da sociedade. Isso só vai aumentar a rivalidade e o racismo na sociedade. O branco vai sempre achar que o negro será favorecido. O Brasil tem que olhar para os pobres, sejam brancos ou negros. A inclusão social só se fará se os pobres tiverem acesso a educação, a saúde e outras coisas. Sou contra qualquer tipo de cota racial.
Guilherme Freitass last blog post..HEPATITE C: BLOG DA COMUNICAÇÃO ENTREVISTA O DR. PAULO ROBERTO REICHERT
Cadê o resto do meu comentário?!
Olá Ronan!
Essa falácia de que “não há racismo no Brasil” (brancos contra negros) é
amplamente citada pelos movimentos negros ao fundamentarem a hipocrisia e
para justificarem seus atos muitas vezes racistas. Se você não escuta por
aí… Eu ouço e vejo sempre um “bonito” dizendo algo assim na televisão, no
rádio ou nos jornais.
E me refiro ao “europeu” no artigo; dizendo que sou descendente de europeus.
E, de fato sou, Meu pai era português, minha mãe era descendente de
italianos e libaneses que vieram para cá nos anos de 1930. Asiáticos eles
não poderiam ser e nem brasileiros, norte-americanos, mexicanos ou da
Oceania.
Se você leu o artigo até o fim e sei que leu (já que este é o seu feitio),
não entendi a mordacidade do comentário. Já que, em momento algum, pretendi
passar essa ideia que você refletiu nele.
Arthurius Maximuss last blog post..O RACISMO, OS NEGROS, OS BRANCOS E OS ESPERTOS.
A questão é exatamente esta Ronan.
Não há brancos ou pretos incompetentes. Há uma população pobre que não tem
acesso as boas escolas. Ao invés de promover-se a inclusão através de
escolas de qualidade de um oferecimento maior de oportunidades para todos;
opta-se pelas cotas como saída mais fácil e mais produtiva do ponto de vista
eleitoral.
Além disso, o projeto como está criará essa figura do “branco incompetente”
que será alijado de qualquer oportunidade e que passará a engordar as
legiões dos messias que aparecerão como salvadores da “raça branca
injustiçada”.
Como, aliás, já acontece lá fora.
Arthurius Maximuss last blog post..O RACISMO, OS NEGROS, OS BRANCOS E OS ESPERTOS.
Amigão, primeiramene parabéns pelo brilhante artigo.
Nas vezes que eu toquei nesse assunto, comungando das mesmas opiniões que você, sofri alguns ataques… teve até gente que era meu seguidor e parceiro do meu blog que virou meu inimigo… Mas nada melhor do que não se deixar contaminar pela hipocrisia.
Parabéns pelo texto… assino embaixo!
vladir duartes last blog post..DA LAMA AO CAOS, DO CAOS À LAMA
Também eu não entendo porque minhas idéias e pontos de vista são sempre desqualificados como falsos e ilusórios por você, sem que sejam ao menos discutidos aqui.
Quanto ao tema das cotas: está parecendo a discussão do “jornalista sem diploma”, lembra?
Se os negros puderam carregar a pecha de incompetentes até agora, que mal alguns anos de competição fariam aos brancos?
Concordo com seu texto, tanto que ontem escrevi algo similar. Não vejo porque separar as pessoas assim. Tenho amigos negros, mulatos e nunca olhei para eles como uma raça diferente da minha, aliás raça é coisa de cachorro e no fundo somos todos negros
Acho que seria muito mais justo distribuir melhor a renda e dar condições aos mais pobres, já seria um avanço enorme.
Evandro Cesars last blog post..Estatuto da Igualdade Racial. Brasileiros sejam bem vindos ao 1º mundo!
É medíocre assistirmos de camarote tamanha falta de senso com a população brasileira, e desrespeito com os negros. Essas ações, explicitamente apenas servirão para implantar um ódio generalizado a “certas raças” além de classificar tudo e todos. Foi como vc disse, se cria algo assim, deve-se criar também para banguelos, calvos, gordos e etc…
Isso é querer por culpa em um passado selvagem, sendo que com o tempo as cicatrizes foram aos poucos desapareceram, e em um país em que a mistura de raça é sua principal característica, investir em uma taxação ridícula como essa é ignorância e preguiça de se pensar. Quanto ao comentário pobre e vergonhoso do presidente, ignore, para quem julga certo tais “leis”, nada que sai soa como positivo ou aproveitável.
Brilahnte o texto. Como sempre. Grande abraço!
Diego Morettos last blog post..O "Justiceiro" de Teto de Vidro
Ronan; eu não desqualifiquei sua opinião camarada!
Eu apenas acho que esse não é o caminho. E quem disse que negros trazem a
pecha de incompetentes? Eu não entendo isso. Em todas as empresas que
trabalhei não havia qualquer discriminação. A discriminação e a pecha apenas
se dão pelo fato “quase automático” de que a população parda, negra
(mestiça) ou o que for; é a maior estatisticamente. Da mesma forma, o branco
pobre sofre da mesma discriminação ou mesma pecha.
Você imagina o filho do Joaquim Barbosa sendo tachado de imbecil e
discriminado, tendo negado o acesso às oportunidades? Você imagina o filho
desses dois deputados também? Você imagina os filhos dos atores da Globo
passando por isso? Você imagina os filho dos negros ricos e dos artistas
famosos (sim eles existem) passando por isso?
Eu não. Eles sempre estudaram em ótimas escolas e, graças ao esforço honesto
e justo de seus pais, terão as oportunidades mais belas para uma vida
brilhante. Por que esses meninos deveriam ter preferência na disputa por uma
vaga na faculdade ou num concurso público face a um menino pobre “não
negro”? Isso é um absurdo.
Acho e vejo no meu dia a dia que o preconceito é muito mais social (com a
pobreza) do que racial. Se chegar um camarada perto de você “mulambado” numa
rua deserta e escura (é só um exemplo), você ficará no mínimo atento. Quer
ele seja branco, negro, verde ou amarelo.
Já se chegar um cara de terno e cheirando bem; ele pode ser até roxo que vai
te roubar fácil. Essa é a realidade que vejo nas ruas da minha cidade. O
racista branco “puro”, aquele que diz com todas as letras: “odeio negros” é
uma figura quase surreal. Está limitado a velhos pensamentos, a grupos
filosóficos imbecis e a gente sem cultura. Até porque a legislação hoje já
coíbe muito esse tipo de pensamento. Basta fazer uma pesquisa de quantos
casos de racismo são apresentados nas delegacias (note que nem disse
processos ou condenações) refiro-me só as denúncias. São ínfimas. Ou será
que todo negro tem medo de denunciar? Esse próprio pensamento já é uma
discriminação absurda.
Há hipocrisia pesada nisso e muitos interesses em se implantar uma política
excludente e americanizada aqui. O brasileiro tem preconceito contra o pobre
que e é, inclusive, democrático; pode ser branco ou negro. experimente ir a
um banco de chinelos de dedo e bermuda. Você pode ser louro de olhos azuis
que o gerente nem vai olhar para a sua cara. Vá de terno, perfumado e com
jóias; você pode ser “azul” que ele se deitará aos seus pés. ESSA é a
realidade.
Sempre pensei que respeitava a sua opinião, posso não concordar com algumas
que você expõe. Mas daí dizer que estou te desqualificando sem dar
oportunidade de debate não é verdade. Respondo a cada comentário seu e você
recebe uma cópia de cada palavra que vai para o blog. Sem tirar nem por.
Isso não é um debate entre pessoas sérias?
Apenas (e mais uma vez em minha opinião) entendo que o caminho que está
sendo trilhado é errado e perigoso. Os caras estão pretendendo criar escalas
sociais a partir da cor da pele ao invés de atacarem o problema de frente e
real; que é o “nenhum” acesso que os pobres têm a educação de qualidade.
E é a educação de qualidade o principal motor de evolução social e de
inclusão racial. Uma escola digna para TODOS seja de que cor forem. TODOS
estarão aptos a disputar vagas de emprego e em faculdades nas mesmas
condições e com as mesmas bases.
A inclusão e a busca pela integração total sempre é a melhor opção. Atalhos
pseudojustos como este só levarão a sedimentação do preconceito e a criação
de uma massa acessível para grupos radicais. Os caipiras da KKK e outros
racistas históricos dos confins da Europa estão aí para comprovar isso. Onde
eles são recrutados? Nessa massa branca insatisfeita, pobre e fora dos
programas sociais.
O mérito deve sempre ser o paradigma. Não a cor da pele, se é feio ou bonito
ou se é gordo ou magro; isso não deve interessar para nada. Mas, para que o
mérito se estabeleça, deve haver qualidade no ensino para todos. Mas obter
isso dá muito trabalho, exige grana em investimentos que só aparecerão daqui
a dez ou vinte anos e os “salvadores dos negros” não querem isso. Querem o
bônus político imediato de se apresentarem como os criadores do Estatuto da
Igualdade Racial e das cotas. A qualidade da educação continuará ruim e o
negro continuará fora do mercado por ter tido uma formação deficiente;
igualzinho ao seu vizinho e coleguinha de infância branco. Só que agora, o
coleguinha branco terá raiva do coleguinha negro, porque este último tem
portas mais abertas do que ele. É assim simples. Sem ideologias e sem
hipocrisia.
O país tem que para de olhar para o passado e projetar-se para uma sociedade
futura mais justa e igual. Se a quase duzentos anos, os negros levavam
chibatadas; a menos tempo do que isso os imigrantes que vieram para
substituí-los eram tratados quase como escravos. A única diferença era que
eram porcamente remunerados. Milhares morreram à míngua. Se a gente parar
para indenizar todo mundo o país só fará isso por décadas.
Vamos então, propor cotas para judeus também. Afinal de contas; Getúlio
Vargas era nazista e apoiava Hitler. Vamos rever os arquivos da ditadura e
caçar os filhos e netos dos torturadores; mas vamos deixar de fora os
combatentes da liberdade que matavam e torturavam também.
O Brasil não avança porque teima em viver no passado. Igualdade é bom. Raça
não existe camarada. instilar o ódio e o preconceito, seja qual for, é
terrível.
É tão difícil assim? Eu, sinceramente, não vejo todo esse ódio e todo essa
revolta que você coloca em suas palavras nos vários amigos que tenho, nos
familiares de minha esposa e nas pessoas que trabalharam comigo. Vários
ganham mais do que eu; vários foram meus chefes e vários vivem melhor do que
muita “gente boa”. Negro ou branco; há os safados, os bandidos, os
escroques, os racistas, os idiotas e as pessoas de bem. A cor da pele não
pode determinar as oportunidades e nem ser uma etiqueta que ande colada no
pescoço de ninguém.
O conceito de raça é igual ao de religião; uma besteira enorme.
Sinto muito se o ofendi ou se você se sentiu ofendido. A você, alguém que
sempre considerei um amigo próximo, minhas sinceras desculpas.
O Ronan demonstra como é fácil manipular as pessoas com mentiras e ódio. É uma pena que alguns brasileiros ainda não acordaram para o malefício do discurso esquerdista/lulista ao país, criando um plano de manutenção perene no poder dividindo o país e confundindo cabeças menos atentas.
É complicado essa situação criar ou não criar cotas, mas é mais complicado ainda vc achar que não racismo no Brasil, é disfarçado mas tem, é mais complicado se passar em frente a shoppings e ter fotos gigantes de pessoas brancas como era o caso do shopping tatuapé na zona leste, graças a lei cidade limpa do prefeito que prefiro não citar o nome, me sinto bem em passar em frente a esse shopping, pode não parecer ou a pessoas não querem notar mas em campanhas de grandes grifes ou produtos geralmente de que cor são os modelos?? pode parecer preconceito da minha parte mas não é,quando vc vai no hospital de que cor é o médico?? quando vc vai comprar um carro numa concessonária de que cor é o vendedor?? recentemente vi a foto dos funcionários da IBM, em um jornal ou revista, gozado não vi um negro, será que nenhum negro tinha capacidade para trabalhar ali?? é realmente complicado esse negócio de racismo.
Olá Julião!
Concordo com você. As pessoas devem entender que o discurso de revanche não
trás nada de bom em seu corpo. Apenas fomenta o ódio e a separação entre
pessoas. Devemos buscar sim a integração a todo custo e mais justiça para
todos; pobres, ricos, pretos, brancos e coloridos.
Importar idealismos e implantar aqui uma política de configuração de raças
como a dos EUA, obrigando o cidadão a se tachar como branco ou negro para o
resto da vida é uma medida tacanha e que nega o fato de que somos, na
esmagadora maioria, mestiços. O que, por si só, já é um grande exemplo de
como o brasileiro percebeu, desde há muito e por instinto, que esse negócio
de raça é uma idiotice sem fundamento.
Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vindo.
Um abraço.
A. Maximus
Olá Clayton!
Sinceramente, acho muito mais complicado a cabeça das pessoas. Sou gordo.
Acha que me preocupo se vejo fotos de modelos belíssimos e sarados na frente
de um shopping?
Meu amigo, a realidade é que o preconceito está dentro de nós. Cabe a nós
sermos preconceituosos ou não. No artigo eu não digo que não há racismo no
Brasil. Eu digo que ele é sutil. É claro que sempre haverá pessoas com
preconceitos contra isso ou aquilo.O ser humano tem medo do diferente e
reage a esse medo de formas diferentes. A legislação atual é bem eficiente
para punir esses casos.
Quanto aos médicos; isso reflete apenas a realidade do curso de medicina que
é caríssimo. Sim, eu conheço médicos negros. Mas não conheço médicos
oriundos de famílias pobres. Seja de que cor forem. Sabe por que?
Um bom curso de medicina custa uma fortuna (alguns mais de 2.000,00 reais
por mês). As vagas para a universidade federal e estadual (as únicas que um
pobre pode cursar) são disputadas com riquinhos que sempre tiveram a melhor
instrução que o dinheiro pode pagar. A sua declaração só reforça a questão
do preconceito SOCIAL e não do RACIAL. A pobreza e a má qualidade do ensino
público é que são VERDADEIRAMENTE a fonte da exclusão no Brasil; e não a
questão racial. Mas, atacar esse problema e resolver a questão, demora muito
e não cria “líderes de ocasião” para enriquecerem às custas de uma nação de
injustiçados.
É isso que as pessoas devem entender.
Você fala de modelos. E Naomi Campbell? Era uma top model famosíssima e
endeusada no mundo todo. Até Hugo Chávez se derreteu por ela. Ela era verde?
Veja esse link aqui: http://www.dicasdemoda.com/modelos-negras.php . A
realidade é outra completamente diferente do discurso que vivem empurrando
na população com o único objetivo de arrumar votos e criar lideranças
fictícias.
O povo, branco ou negro, deve abrir seus olhos e ouvidos para enxergar e ver
além dos discursos inflamados e bonitos dos palanques. Corremos um sério
risco de abdicar de nossa miscigenação (que deu toda a nossa força criativa
e cultural) para nos tornarmos uma nação de brancos e negros que se
odeiam.Uma coisa é o preconceito. Outra coisa bem diferente são os complexos
e a necessidade de afirmação das pessoas.
O brasileiro não é preto nem branco; ele é verde e amarelo. Somos uma nação
de mestiços e devemos ter honra disso. Tudo em nossa cultura é uma mistura
de raças que contribuíram para nos tornar o que somos. A pergunta a ser
feita é: devemos voltar ao século XIX e dividir nosso país em raças?
E tudo isso para que alguns grupinhos, em algum lugar, arrumem um trocado
qualquer.
Um abraço carinhoso e obrigado por seu comentário.
Seja sempre bem-vindo..
Arthurius Maximuss last blog post..SATIAGRAHA, JUÍZES, PROTÓGENES E A CAÇA AS BRUXAS.
Excelente texto! Penso exatamente como vc. Olha, nao sou gorda mas detesto piadas sobre gordos… e sobre negros e “quatro olhos”, q é o meu caso. Todos nós temos algo q vai ser motivo de piadas. A filha da minha vizinha, todos os dias, chega da escola chorando pq os amiguinhos a chamam de “largatixa branca”. E aí? Como fica? Odeio racismo de qualquer forma, principalmente contra os negros q reconheço q sofrem mais por isso, mas essa de “Igualdade Social” é o fim da picada, não dá pra aceitar. E olha, acho q o Clayton tá meio atrasado, já cansei de ver propagandas com negros e mtas vezes fui atendida em lojas por negros e acho isso ótimo. Somos tds seres humanos e os q desfazem de alguém, simplesmente pela cor da pele, está dando atestado de ignorante, e sabe mais essa pessoa deve ter um tremendo complexo de inferioridade, sabe lá Deus pq, e desfazendo do seu próximo ele acha q tá se sentindo superior. Olha, o q nos falta mesmo é o AMOR e fim de papo. Odeio racismo!!
Parabens pelo seu grande descernimento,o meu agora amigo, é das poucas pessoas que eu li e apoio incondicionalmente cada frase,sou portoguês,vivo no Brasil,também sou branco e a minha esposa negra e estou entrando na minoria dos obesos, por favor não façam isso com o nosso povo, deixem-nos trabalhar e estudar sem demagogias baratas, obrigado senhores.
O sistema de cotas é uma confissão envergonhada, manhosa e ladina, como é o estilo de sempre das “elites”, de que há uma grande injustiça social.
Redistribuir renda? Aprimorar a educação básica e do segundo grau, reforçando os conteúdos para os pobres?
Disgusting… Melhor fingir uma cortesia (com chapéu alheio) e anestesiar as lutas sociais.
Rico não precisa disputar com beneficiários de cotas: vai direto pra Sorbonne.
Alceu A. Speranças last blog post..Quatro verdades (e algumas subverdades) da Revolução
Muito bom o post, li tudo e concordo plenamente, quanto mais se meche na merda, mais fede…
Colocar a raça das pessoas nos documentos… isso trará ódio e revoltas…
Perderíamos nossa identidade de “país de misturas”
O maior problema dessas medidas, não está no fato de “oficializar” o racismo. Ele existe, é forte independentemente de ser ou não ser oficializado. A palavra que eu creio ser exata é POTENCIALIZAR o racismo que já existe! O grande equivoco histórico é achar que tudo pode ser resolvido com decretos!
A. Maximus, você coloca tão bem essas questões sociais que na grande maioria da vezes, não temos mais nada de interessante a acrescentar no artigo e suas respostas aos comentários. Estou viciado em entrar no visão panorâmica
Se um indivíduo com bastante melanina é preterido a outro com menos melanina, apenas por sua “coloração”, isso é conhecido por racismo (embora quem tenha raça sejam os cães, gatos e animais de corte). Se o contrário acontece como deveremos chamar? “Ação afirmativa”? Não, é racismo igual, a mesma coisa. Segregar, rotular, analizar alguém pelas suas características morfológicas é coisa de Dr. Mengelle, das SS, de Hitler, é nazismo, é aparthaid, é a degradação do humanismo, do conceito de igualdade de oportunidades.
Um fato curioso: Na história da humanidade a escravidão de pessoas de pele clara ocorreu em número muitíssimo maior que as de pele escura, por muito mais tempo e em mais locais do planeta.
Não vejo a relação entre ações afirmativas e aumento do racismo. Dizer que uma coisa implica outra não parece muito lógico. E será que, em vez de aumentar o racismo, o que está em questão não seria o afloramento do racismo latente e que já estava presente desde muito antes?
Pense nisso.
Ran Omeletes last blog post..Em tempo:
Olá Ran Omelete!
Claro que não.
Ações afirmativas conscientes sempre são válidas e devem ser levadas a cabo.
Mas achar que instituir a cor da pele das pessoas em documentos, nas
escolas, no atendimento médico e na forma como elas serão tratadas pelo
Estado é “uma boa”; é um equívoco infantil.
Diversos antropólogos de renome estão contra a medida. Serão todos racistas?
Vários pensadores “negros” estão contra a medida. Serão eles escravos dos
brancos? Só quem está a favor dessa aberração que está sendo gerada são os
políticos que dela participaram e os “líderes” de alguns movimentos negros
(por que será?). Afinal de contas, são os únicos que ganham com o fomento do
racismo. Com uma integração verdadeira, o preconceito desaparece ou continua
restrito a uma minoria descerebrada e eles perdem o poder e o destaque.
Devemos entender, de uma vez por todas, que a cor da pele (seja ela qual
for) em nada deve ter participação na vida do cidadão. Achar que bater no
peito e dizer “sou afro-brasileiro”, sou “nipo-brasileiro”, sou
“luso-brasileiro” ou o que quer que seja é uma forma de afirmar orgulho é um
equívoco ridículo.
Essa separação é própria de países fortemente racistas como forma de
determinar as diferenças entre as pessoas. Uma forma de dizer que o
camarada, de alguma forma, não é dali.
SOMOS TODOS BRASILEIROS e só.
As verdadeiras formas de igualdade social e de integração são fornecidas
pela educação de qualidade e pelo oferecimento de oportunidades de acordo
com o mérito. Seja você branco ou negro (o que em nosso país é uma tremenda
idiotice porque aqui muito poucos são negros e brancos). Somos uma nação
mestiça e justamente dessa integração é que vem nossa força cultural e nossa
maior vantagem.
Há problemas?
Claro que sim.
Mas resolvê-los na canetada é uma ilusão. Os racistas são uma ínfima minoria
e já há dispositivos legais suficientes para puní-los. A verdadeira “ação
afirmativa” se dará pela oferta de educação de qualidade que proporcione aos
mais pobres (negros, brancos, pardos ou o que forem) reais chances de
ascenderem a cargos elevados e a profissões tradicionalmente reservadas para
uma elite econômica poderosa.
Da forma como está, o que se criará será uma aberração onde o estudante
pobre e negro será tachado como incompetente e sofrerá com isso. Hoje isso
já vem acontecendo nas universidades que adotaram as cotas. Não só com os
negros; mas com estudantes pobres que entram nas cotas para estudantes da
escola pública.
As pessoas que estão lá sabem que eles (negros e brancos) só entram lá pelas
cotas e que não estão no mesmo nível de qualificação do que eles. O que gera
o preconceito.
Mesmo que depois, esses estudantes cotistas se transformem nos melhores
alunos do curso (como muitos já mostraram) a pecha de “cotistas” sempre
estará pairando sobre eles.
O preconceito em nosso país não é majoritariamente racial; ele é social.
Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vindo.
Um abraço carinhoso.
Arthurius Maximuss last blog post..A MÚSICA, A CIDADE, O IGLU E A PIRÂMIDE.
Engraçado, há pessoas que dizem que as cotas racistas não criariam racismo, apenas “aflorariam” um racismo latente. Então eu pergunto, o que é melhor, pedofilia latente ou aflorada?
Engraçado, algumas pessoas não pensam direito porque confundem coisas totalmente distintas. Então eu pergunto, o que é melhor, ficarem caladas ou falarem bobagens?
E, Max, pelo que você mesmo disse, não há relação entre ações afirmativas e aumento do racismo, mas, por outro lado, haveria um outro tipo de preconceito, aquele que pré-conceitua um estudante cotista como inferior ao estudante comum. Qualquer manifestação racista não seria, portanto, proveniente dessas ações, mas de um preconceito sedimentado anteriormente no agente a ação.
Ran Omeletes last blog post..Em tempo:
E, Max, pelo que você mesmo disse, não há relação entre ações afirmativas e aumento do racismo, mas, por outro lado, haveria um outro tipo de preconceito, aquele que pré-conceitua o estudante cotista como inferior ao estudante comum. Qualquer manifestação racista, portanto, não seria proveniente dessas medidas, mas de um preconceito sedimentado anteriormente no agente da ação.
Ran Omeletes last blog post..Em tempo:
Exatamente Ram Omelete.
E esse preconceito é O SOCIAL e não o racial. Pois o cotista é discriminado
por ser cotista. Seja ele branco, preto ou verde.
O preconceito social é instigado em nossa gente desde os primórdios de nossa
civilização. A Igreja cumpre o papel de doutrinar as crianças desde cedo.
Pobre tem que ser sempre pobre porque senão não entra no céu.
Se o pobre ficar rico, ele ficará mau e ganancioso e irá para o inferno.
Esse é o conceito de psicologia inversa que foi criado para proteger as
elites e evitar que o pobre ascendesse ao poder e ao dinheiro; competindo em
pé de igualdade com os poderosos. E é ESSE preconceito que devemos combater.
Fazendo isso, abriremos espaços e daremos oportunidades para quem desejar
POR MÉRITO um “lugar ao sol”.
Ser negro, branco ou amarelo; é só um detalhe.
Um abraço.
“Engraçado, algumas pessoas não pensam direito porque confundem coisas totalmente distintas. Então eu pergunto, o que é melhor, ficarem caladas ou falarem bobagens?”
É sempre assim, quando faltam argumentos, ataca-se o interlocutor…..
Torno a perguntar, o que é melhor, um suposto racismo “latente” (seja lá o que signifique isso) ou racismo aberto, tipo nazistas ou KKK?
Cada um que me aparece…..
Você estava indo bem, mas quando começou a falar de igreja perdeu um pouco a linha, não tem nada a ver com a discussão.
Mas por que seria mais justo uma pessoa alcançar o tão aclamado “lugar ao sol” pelos seus supostos méritos? Se é injusto que algumas pessoas obtenham e usufruam dos melhores bens da sociedade porque os obteram através de uma competição desigual, porque seria mais justo oferecer oportunidades iguais a todos? Isso torna a competição mais justa? Tornaria, sim, se todos partissem do mesmo ponto, ao invés de uns terem mais condições do que outros apenas porque nasceram em famílias mais abastardas. Mas, ainda que houvesse esse nivelamento, não seria possível um nivelamento completamente justo. Pelas simples razão que algumas pessoas nascem mais capazes do que outras. É uma pré-determinação natural que se inscreve em nossos códigos genéticos. Significa que algumas pessoas iriam nascer com a possibilidade de alcançar a glória enquanto outras jamais chegariam aos pés deles por mais que se esforçassem. Você nasceu já em desvantagem numa competição. Isso seria mais justo? Não sei se você ainda não percebeu, mas estamos falando de critérios arbitrários. Apenas dizer que dar oportunidades a todos garante uma competição justa não é suficiente nessa discussão. Há muito mais em jogo.
Pense nisso.
Ran Omeletes last blog post..Em tempo:
Rainor, em vez ded perguntar, leia um livro e estude mais.
Ran Omeletes last blog post..Em tempo:
Pensando bem, peguei pesado. Respondendo ao fulano aí o que eu acho: o preconceito aberto é melhor do que o latente. Fique à vontade para argumentar em cima da minha afirmação, está bem fácil me criticar. Mas estude um pouco antes sobre o tema. E, só uma coisa: matar judeus não é preconceito, é homicídio. Espero que pelo menos isso ninguém precise lhe explicar.
Ran Omeletes last blog post..Em tempo:
Sua visão Ram Omelete está equivocada.
Os ricos são ricos e sempre foram ricos. Eles gozam dos privilégios que o
dinheiro pode comprar. E não competem (e nunca competirão) no mesmo nível
dos pobres. Os negros ricos gozam dos mesmos privilégios dos brancos ricos.
Ou você acha que os filhos de políticos, juizes, ministros, empresários e
desembargadores negros cursam escolas de baixa qualidade por causa do
“preconceito” que os impede de acessar as oportunidades disponíveis?
Deve-se dar condições de competitividade igual aos pobres. Sejam eles de que
cor forem. Assim poderão competindo no mérito e gozando das mesmas
oportunidades evoluírem de acordo com o esforço individual.
Como o estatuto está proposto, se um estudante negro e rico disputar uma
vaga numa federal, por exemplo, levará vantagem sobre um branco pobre pela
cor da pele. Isso é justiça? Claro que não.
Todos os seus argumentos só reforçam a tese do preconceito social e não do
racial. A cor da pele não é determinante. Existem mais pobres de pele
escura? Claro. Os pardos são a maioria estatística da população, logo serão
a maioria dos pobres também. Mas isso não justifica determinarmos que um
indivíduo por ser branco, preto ou amarelo deva gozar de privilégios sobre
outros.
Se deve haver algum tipo de facilitação, isso deve ser feito através do
critério social. Favorecendo aos pobres o acesso a boa educação, as
universidades e a tudo mais; você libertará essa massa do círculo da pobreza
e criará as oportunidades para que evoluam.
A questão da igreja se aplica totalmente. Sabe de onde vem o racismo contra
os negros? Da Igreja. Negros não tinham alma e eram considerados como
“bestas de carga” por clérigos durante um vasto período de nossa história
(como nossa refiro-me a humanidade). Da mesma forma a questão do pobre
continuar pobre. Sem pobreza e miséria, a Igreja não funda alicerces porque
não consegue se financiar. É o desespero, a esperança de mudança e a ideia
de uma intervenção divina que leva as pessoas para as igrejas.
A história do camelo no buraco da agulha é um clássico. O que Jesus quis
dizer como uma metáfora para o despojamento do apego aos bens materiais, a
igreja converteu para riqueza. Logo, ser rico e ter fartura era um pecado
abominável. Só para os pobres, para os clérigos não (rs). Basta ler a
história da Idade Média e do surgimento das mais diversas seitas e religiões
ao longo da existência humana.
Um abraço.
A. Maximus
Arthurius Maximuss last blog post..O BRASIL, O MUNDO E OS IMBECIS.
Vou tentar mais uma vez. Acordei há pouco tempo e não tenho muita coisa para fazer agora. Mas confesso que está ficando cansativo tentar discutir por aqui.
Agora tenho certeza que você não entendeu o que eu estava tentando levantar para a discussão. Uma pena. Mas vou tentar ser ainda mais específico. Se não enteder, a culpa não é minha. Eu tentei.
Você disse: “Deve-se dar condições de competitividade igual aos pobres. Sejam eles de que cor forem. Assim poderão competindo no mérito e gozando das mesmas oportunidades evoluírem de acordo com o esforço individual.”
Já apresentei uma defesa bastante plausível de que não é possível haver igualdade de oportunidades. Numa sociedade estratificada a intervenção do Estado se torna uma forma válidade de equilibrar a balança. Quanto a isso não há problema. Mas ainda assim existem grupos que representam grande parcela da população que não disputam em pé de igualdade com outros grupos devido a uma multiplicidade de razões. Aqui não está em jogo a pressuposição de que estes grupos são em si inferiores aos demais. Apenas uma questão de desfavorecimento. Portanto, é válido criar medidas que possam favorecer esses grupos.
E depois: “Como o estatuto está proposto, se um estudante negro e rico disputar uma
vaga numa federal, por exemplo, levará vantagem sobre um branco pobre pela
cor da pele. Isso é justiça? Claro que não.”
Não é algo tão claro assim. Você deve estar se baseando numa espécie de princípio de igualdade de tratamento. Quer dizer, sob certo aspecto, parece que favorecer uma pessoa que não precisa dessa ajuda é injusto, mesmo que esse tipo de pessoa represente uma parcela infima daquelas que pertencem a esse mesmo grupo étnico e que precisam de ajuda. Por esse lado, realmente parece injusto. Mas acontece, e vou martelar mais uma vez, que o critério que uma instituição utiliza para escolher os seus membros é arbitrário. Ou seja, se uma faculdade quiser adotar entre os quesitos para escolher os seus alunos, por exemplo, a inteligência, não implica num ato injusto, pois uma instituição possui o direito de escolher esses critérios, e da mesma forma poderia escolher como quesitos a cor da pele ou o sexo do candidato. Se é melhor escolher como critério a inteligência, não há dúvida que em certas carreiras isso parece ser o mais sensato, como é o caso da medicina, afinal queremos médicos mais capazes, mas, por outro lado, se uma instituição achar melhor adotar outro critério que não a inteligência, isso fica a cargo dela, talvez acreditando que assim terá um efeito melhor na sociedade.
Agora já chega, me cansei. Sem ofensas, Max, mas eu sou um cara novo e prefiro estudar essas coisas e conversar com pessoas que sabem mais do que eu. Não sei o que estou fazendo aqui. E se você não percebeu, eu deixo claro agora: essas e não são as minhas opiniões, eu estava apenas levantando outros pontos de vista, mas acho que diversidade de perspectivas por aqui só serve para mostrar que a que você levanta é a melhor.
Para terminar, eu respondi ao fulano lá de cima que eu acho que o preconceito aberto é melhor do que o contido. É, essa é minha opinião mesmo. Eu acho que quando o preconceito não é tão duramente combatido por vias legais, tornando-o um crime, e se manifesta mais abertamente, isso possibilita um melhor debate, além de mais honesto. Se uma posição tem entre as suas premissas um preconceito, fica mais fácil corrigir essa posição se essa premissa estiver evidente, em vez de disfarsada. Por exemplo, se um grupo ou indivíduo defende ou critica as cotas tomando como base determinado preconceito, é possível criar um debate melhor, tentando corrigir a posição dele. Mas se fica tudo escondido, disfarsado, latente, aí a coisa não anda. Mas, nesse ponto, é só a minha opinião.
Ran Omeletes last blog post..Em tempo:
É, seu Omelete, como vc mesmo afirmou, vc é novo, mas isso não é desculpa pra imaturidades. Mandar alguém estudar mais e chamar de bobagens opiniões diversas da suas não é expediente usado por pessoas cultas e maduras. Eu acho a sua afirmação de que é preferível um racismo aberto, ostensivo, a um sentimento que não se manifesta, latente (e portanto não causa mal a ninguém), uma tremanda duma idiotice, mas não usei esses termos pq pretendia que a discussão ocorresse num nível adulto. Mas ao discordar da minha opinião, mandou-me estudar mais, sem ao menos saber quem eu sou e meu grau de instrução. Espero que o tempo lhe dê mais humildade.
Discussões infrutíferas e agressões individuais não serão permitidas neste fórum. Opiniões radicais nunca serão mudadas e ofensas de quem quer que seja serão simplesmente apagadas.
Olá Ram Omelete!
Me curvo a sua sapiência!
Você está certo.
Vamos cotizar tudo, inclusive os transportes, quem sabe vagões exclusivos, ônibus exclusivos e quem sabe professores exclusivos para negros e brancos.
Vamos direto ao século passado e aos EUA antes da era Kennedy.
Para mim também chega, usando suas palavras: “Tenho coisa melhor para fazer”.