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JORNALISTAS, O JORNALISMO E A DIFERENÇA QUE UM DIPLOMA FAZ.

 

 

jornalista_toleton

 

Finalmente o STF decidiu pelo fim da exigência de diplomas para o exercício do jornalismo. Em minha opinião um ato acertado pelo simples fato de que, a tal exigência, ia de encontro a acordos internacionais e tratados assinados pelo Brasil; sendo apenas um dos ranços da ditadura militar.

Na época da ditadura o jornalismo brasileiro era composto por homens de grande inteligência e idealismo. Rapidamente expunham as mazelas dos militares e agiam como se fossem feitos de aço ou seres imortais. Tudo faziam e arriscavam na luta constante para mostrar ao povo brasileiro a verdade, que era constantemente jogada para baixo do tapete pelas botas reluzentes. (Bem, pelo menos a maioria. Porque uma parte acobertou e ganhou muito com o regime)

Sabe de uma coisa muito interessante, caro leitor? Quase a totalidade desses homens não era formada em jornalismo ou mesmo tinha algum curso superior. Isso mesmo; inúmeros profissionais que hoje são deuses do jornalismo brasileiro e criaram as técnicas e bases que são ensinadas nas faculdades de jornalismo; nunca possuíram um diploma de nada. Assim, o jornalismo nacional produziu seres divinos como Hélio Fernandes, Carlos Lacerda, Carlos Castelo Branco, Alceu de amoroso Lima e Vladimir Herzog e tantos outros. (Para não falar na turma do Pasquim e de outros jornais, emissoras de rádio e de televisão; o que formaria uma lista enorme de pessoas).

Tentando impedir que esse pessoal criativo trabalhasse contra a “revolução”, os militares resolveram limitar o acesso a profissão através dessa exigência ridícula. Assim, poderiam impedir, numa tacada só, que elementos provenientes de camadas menos abastadas da sociedade chegassem aos meios de comunicação para derramarem seus talentos e, ao mesmo tempo, podiam doutrinar e vigiar de perto todos os que tinham recursos para custear uma universidade. Atuando diretamente na formação e na qualificação desse pessoal.

 

censura_judicial

Muitos dos que abriram cursos de jornalismo eram elementos que, de uma forma ou de outra, se aproveitaram do regime e compactuaram com ele; colhendo assim suas benesses e favores. Muitos deles posam hoje de defensores da liberdade; mas comeram durante muitos anos nas mãos do regime ou adoravam agradar “os generais”.

É lógico que, quarenta anos depois, a cultura do diploma já estava estabelecida e tida como central e estatutária para a carreira jornalística. Afinal de contas, em cima desta exigência, criou-se toda uma indústria de cursos, faculdades, pós-graduação, sindicatos desejando reserva de mercado e federações ansiosas para se tornarem as próximas OAB’s e arrecadarem fortunas dizendo quem pode ou não trabalhar.

A fala de que a profissão de jornalismo está em risco e que “foi um duro golpe” nos cursos e nos sindicatos é uma idiotice porque reflete apenas a falta de visão e a falta de transparência que muitas pessoas desejam impor.

A necessidade de curso superior para ser jornalista é descabida porque impede o talento real de aflorar, se exprimir e ser reconhecido. Trata o fora de série como imbecil e coloca a importância de uma profissão num pedaço de papel.

Os cursos superiores podem muito bem cumprir o seu papel de ensinar as técnicas a profissionais que desejem evoluir na carreira: um editor, um diretor ou outro profissional do meio que deseje cargo de chefia ou a ele se candidate. Mas, que mal há do repórter “pé-no-chão” ter apenas um segundo grau? Isso o transforma num imbecil? Em vista da qualidade de muitos jornalistas formados que vemos por aí; eu acho até que trata-se do contrário.

A mesma norma se aplica a inúmeras outras profissões que podem muito bem dispensar a presença de um diploma e serem exercidas da mesma forma. Você sabia que para ser caixa, escriturário, atendente ou até office-boy em alguns bancos você necessita de curso superior? A pergunta de dez milhões de dólares é: Para que?

 

jornalistaa

 

A profissão não vai se degenerar e nem acabar. Ou muito menos como disse o presidente da FENAJ: “Éramos uma categoria e agora somos um bando”. Essa declaração é uma prova de que um diploma não atesta a inteligência de ninguém. Afinal de contas, vivemos hoje uma enxurrada de jornalistas medíocres e sem qualquer expressão. Essa liberalização poderá promover uma renovação no “baixo-escalão” do jornalismo que, conforme se desenvolver, buscará naturalmente a realização de cursos superiores para se especializar, se aprimorar e galgar postos mais elevados.

O jornalista ruim e sem talento será banido pela seleção natural (exatamente como era feito no passado) e inúmeros novos talentos (que estavam afastados por absoluta insuficiência financeira) poderão aparecer e florescer; sendo lapidados e aproveitados como for conveniente.

A celeuma em torno da eliminação da exigência do diploma só favorece aos empresários donos de cursos e faculdades e a toda essa indústria que gira em torno desses altos valores cobrados. A maior prova disso é que, durante o período de exigência do diploma, nenhum desses grandes vultos do jornalismo brasileiro já citados, poderia sequer ter a oportunidade de despontar. O ensino superior deve ser exigido sim. Mas para as áreas do jornalismo que dependem de técnicas apuradas e especializadas e que envolvam liderança e administração.

Fora esse caso, a diferença que um diploma faz é simplesmente afastar possíveis talentos e encobrir uma mentira descarada que é o mercantilismo travestido de regulamentação.

E você leitor, o que pensa disso?

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48 Responses to “JORNALISTAS, O JORNALISMO E A DIFERENÇA QUE UM DIPLOMA FAZ.”

  1. tifon disse:

    uma coisa que fico sempre espantada nos teus posts é que tu “não tens papas na língua” quando escreves…

    um abraço,continua assim, a sinceridade é a arma dos justos!
    .-= tifon´s last blog ..Uma Noite em Losjafhden (Parte I) =-.

  2. tifon disse:

    uma coisa que fico sempre espantada nos teus posts é que tu “não tens papas na língua” quando escreves…

    um abraço,continua assim, a sinceridade é a arma dos justos!
    .-= tifon´s last blog ..um feitiço aromático e amargo (1ª parte) =-.

  3. tifon disse:

    desculpa lá, sem querer pus o link que ja´tinhas visto,

    n faz mal, pois não?

    então xau
    .-= tifon´s last blog ..um feitiço aromático e amargo (1ª parte) =-.

  4. Wander Veroni disse:

    Oi, Arthurius!

    Fiquei muito chateado ao ler o seu post, pois sei que vc é uma pessoa esclarecida. Não concordo com os seus argumetos, mas respeito a sua opinião.

    O mundo mudou. Assim como outras profissões que nasceram a base do mercado, o Jornalismo atual evolui e hoje é uma profissão que exige não só técnica, mas também conhecimento científico.

    Conhecimento este que é produzido e exercitado dentro da academia e no dia-dia profissional. Achar que o Jornalismo é só técnica é muita falta de informação, me desculpe!

    O diploma permite que haja uma categoria fortalecida, que possa lutar pelos seus direitos e deveres, e acima de tudo, poder punir os maus jornalistas para que nunca mais trabalhem neste ofício.

    Dizer que o mercado seleciona é muito simples para quem não está na área de comunicação. Contratar um profissional que sabe escrever bem ou é especializado em um tema não dará a está pessoa a responsabilidade da profissão de Jornalista. Maus profissionais existem em qualquer profissão, não só no Jornalismo.

    A maior prova disso é o nosso jornalismo esportivo ruim, sensacionalista e cheio de ex-atletas que mal sabem fazer uma matéria.

    Só queria ver se o STF não exigisse mais o diploma de Direito e nem o a prova da AOB para que qualquer profissional possa ser advogado, delegado, promotor ou Juiz? Qualquer um que saiba ler, ser um bom orador e interpretar o Código Penal pode então atuar nessa profissão? Já pensou?

    O diploma permite a profissionalização. E, a partir disso, a criação de entidades de classe que possam defender, criticar, punir ou proteger os Jornalistas. Sem diploma, sem lei de imprensa, como fiscalizar?

    Vi um retrocesso com essa decisão do STF. Não somos cozinheiros, nem intelectuais. Somos Jornalistas. Estudamos e produzimos conteúdos baseados nos estudos da Ciências da Comunicação. A profissionalização é um sinal de amadurecimento intelectual. O mundo precisa evoluir!

    O que me preocupa é que essa decisão do STF abre precedentes também para outras profissões, pq não? Ao invés de buscarmos o profissionalismo, a qualidade e a excelência, voltamos no tempo, em décadas passadas para provar algo que não tem base.

    Toda profissão nova – acredito, deve passar por isso. A descrença da sociedade e das outras de conhecimento que se é possível unir técnica com conhecimento científico.

    Duvido que vc iria em um médico que não tivesse diploma, que se declarasse intelectual e que estudou por conta própria? Pense nisso.

    O seu post provou para mim que você não valoriza o ensino superior assim como o STF. Fiquei decepcionado!

    Abraço
    .-= Wander Veroni´s last blog ..STF cancela a exigência do diploma para Jornalistas =-.

    • Olá Wander!

      Entendo completamente a sua indignação. No entanto, a comparação entre
      jornalistas e médicos não pode ser válida. Se o jornalista cometer erros ele
      pode provocar danos fatais a quem?

      Lembra do caso da Escola de Base em São Paulo? Foram jornalistas diplomados
      que fizeram a matéria. Algum foi punido ou banido? Não. Só a Globo pagou
      (aliás como qualquer empresa pode e deve ser condenada ao fomentar um mau
      trabalho).

      O argumento de que o diploma permite a depuração e punição de maus
      profissionais não é válido. Maus profissionais podem ser punidos com ou sem
      diploma. Se o indivíduo é um péssimo jornalista, um conselho de classe pode
      impedí-lo de exercer a profissão, caçando suas credenciais, e isso independe
      o fato de ser diplomado ou não. Uma empresa séria pode punir um mau
      profissional demitindo-o e “queimando seu filme” no mercado (como aliás
      ocorre em inúmeras áreas).

      Há na verdade um sentimento de demérito do pessoal que foi obrigado a fazer
      o curso superior e se sente enganado, achando que agora qualquer “Zé Mané”
      conseguirá ser jornalista. Mas isso não acontecerá. O mercado vai continuar
      exigindo o diploma e para o camarada “chegar lá” sem ele; terá de ser um
      “fora de série”.

      A categoria se fortalece pela soma de seus membros e não pelos canudos que
      possuem. Se assim fosse, os metalúrgicos seriam uma ralé de escravos; o que
      não ocorre absolutamente. Consistindo uma categoria milhões de vezes mais
      forte que a dos jornalistas.

      O seu exemplo do jornalismo esportivo vale. Mas vemos isso em todas as áreas
      do jornalismo. Assista aos jornais de TV locais e você verá verdadeiros
      imbecis de microfone na mão. E todos são formados.

      Sinceramente não posso entender a celeuma em torno disso. O excesso de
      regulamentação mais atrapalha do que protege ou ajuda; favorece apenas a uma
      pequena elite que deseja lucrar com isso e ditar regras pra um setor
      profissional.

      Parte-se do princípio de que uma nação deve honrar os tratados que assina e
      as leis internacionais. O Brasil assinou tratados e ratificou convenções que
      impõem a liberdade total ao exercício do jornalismo (inclusive no que tange
      a exigência de qualificações). E, portanto, está se restaurando a
      legalidade. Jornalismo não é (e nessa você vai me odiar) ciência de foguetes
      e nem cirurgia cerebral. Insisto: todos os monstros sagrados do jornalismo
      que ditaram as técnicas que são ensinadas nas faculdades jamais cursaram
      jornalismo e muitos; sequer tinham muitos anos de estudo. Pelas normas de
      até então, jamais teríamos tido esses talentos para enriquecer nosso
      jornalismo.

      Um abraço e seja sempre bem-vindo.

  5. [...] Por falar em jornalismo… Abrindo um parêntese para um registro atual, e nosso. O de não ser exigido mais diploma em nível universitário para essa profissão. Se alguém quiser ler se isso foi um avanço, ou um retrocesso, convido-os para lerem esse artigo: JORNALISTAS, O JORNALISMO E A DIFERENÇA QUE UM DIPLOMA FAZ. [...]

  6. Arthurius, como já lhe disse anteriormente, sou a favor do diploma. O mundo é outro hoje. Ditadura é passado e já foi. Agora temos que olhar para o futuro. Tenho certeza que todos esses grandes jornalistas do passado não diplomados fossem jovens hoje em dia, optariam pela faculdade para trabalhar em redações. Respeito muita gente que não tem diploma, mas ralou duro nas redações até chegar onde chegou, mas a situação hoje é outra.

    Os políticos e empresários lutam pelos seus objetivos e pra isso fazem qualquer coisa. A mídia está nas mãos de famílias e políticos e quem tenta fazer um trabalho independente é duramente bombardeado.Se muita gente cursa jornalismo porque pretende seguir carreira na área e porque essa é a melhor forma para conseguir um emprego na área, pra que tirar a exigência do diploma? Não faz sentido. Sendo assim muitos outros cursos sofreram a mesma coisa e mais gente vai reclamar.

    Na minha opinião essa medida é elitista. Podem me cobrar depois se outros cursos sofrerem a mesma coisa. O diploma e a faculdade serão banalizados. O ensino será banalizado. A educação será banalizada. Para os poderosos só interessa a ordem na bandeira nacional. O progresso não. Abraços.
    .-= Guilherme Freitas´s last blog ..O DIPLOMA DE JORNALISTA DEVE SER OBRIGATÓRIO? =-.

    • Olá Guilherme!

      Como disse no artigo e na resposta ao Wander, o Brasil era signatário de
      tratados internacionais e foi condenado na corte interamericana que proibiu
      esse tipo de cobrança. Logo, não há medida elitista. Há apenas a reparação
      de um erro. A carreira não será banalizada e nem prejudicada; apenas haverá
      mais espaço para os talentos se manifestarem. Depois de aparecerem; será um
      caminho natural a busca pela especialização e aprimoramento através do curso
      superior.

      O que acontecia antes (a exigência do diploma) era uma ilegalidade. É disso
      que as pessoas não falam. A decisão não foi política; foi legal e baseada,
      repito mais uma vez, em tratados e acordos internacionais que o Brasil
      assina há décadas e que a ditadura rasgou com a exigência de diploma.

      Entendo a preocupação e a revolta do pessoal que fez ou está fazendo
      jornalismo. Mas eles não serão prejudicados. Os grandes meios continuarão
      exigindo o nível superior e o mercado se regulará nesse sentido. Apenas as
      funções básicas (se assim for) é que serão preenchidas por esse pessoal sem
      diploma. Além, é claro, de pequenos jornais e meios de comunicação
      comunitários e do interior. O que na prática já acontece.

      Efetivamente, o pessoal incapaz não será aceito, pelo simples fato de que
      ninguém rasga dinheiro. Ninguém contratará cabeças de bagre para as redações
      (só os com diploma) (rs).

      O tempo dirá camarada!
      .-= Arthurius Maximus´s last blog ..JORNALISTAS, O JORNALISMO E A DIFERENÇA QUE UM DIPLOMA FAZ. =-.

  7. Marivaldo disse:

    Ok! Estou de acordo com este post.
    Em minha região ouço diariamente programas jornalisticos nas rádios locais feitos por talentosos repórteres e comunicadores que não têm diplomas superiores.

  8. Christian disse:

    Sou técnico em eletrônica, formado em Sistemas de Informação e tenho algumas considerações.

    Sou a favor do fim da reserva de mercado profissional na maioria dos casos.

    Como técnico, sou obrigado a pagar o CREA para poder exercer minha profissão, assim como os engenheiros civis. Se o CREA servisse para alguma coisa, o Palace II não tinha caido ou pelo menos as vítimas teriam sido indenizadas. Nada disto aconteceu.

    Assim como o CREA não serve para nada, o diploma de jornalista por sí não impediu a Escola Base de ser atacada, sem provas, e não ajudou em nada seus donos.

    O Washington Olivetto, criador de peças publicitárias fantásticas disse uma vez que ele valoriza acima de tudo o talento. Que o diploma ajuda mas o importante é o talento e que entre um talentoso sem diploma e um diplomado sem talento, ele fica com o talentoso.

    Mercado é para quem tem competência.

    Outro exemplo: Médicos torciam o nariz para a acupuntura até verem que dá dinheiro. Quando viram isso, foram ao CREMERS exigir que apenas médicos possam fazer acupuntura. Ridículo.

    Quem tem competência não precisa de proteção.

  9. Israel disse:

    Acho que há uma grande contradição em seu texto. Infelizmente, quem é jornalista, sabe que não dá para conciliar liberdade de expressão e mercado. Se anteriormente, a luta pela liberdade foi feita nas redações de jornais, era porque, na época pré-ditadura, a sociedade era outra (inclusive na formação básica). Hoje o que prevalece é o mercado.

    Mercado não se interessa por liberdade de expressão, acesso a informação ou exatidão da informação. Ao mercado, cabe o lucro. Quando mais mão de obra, menor é o custo da produção. Quem acredita que jornalista escreve o que quer, não conhece a profissão.

    A decisão do STF abre uma porta para questionamento de outras profissões, que significa precarização. Se o problema era e, ainda é, a qualidade da formação, o melhor é fechar faculdades.

    O que se verá daqui para frente é uma queda significativa da qualidade.

    • nanda disse:

      Concordo plenamente com o Israel.
      O que mais me chateou foi ver que os ministros justificaram os votos com base em opiniões pessoais do que eles pensam ser o jornalismo.

      Foi um longo caminho para a profissionalização da área de comunicação. Jornalismo não é questão de brilhantismo. Jornalistas não são poetas nem escritores romancistas.

      Dizer que a queda do diploma é questão de liberdade de expressão é uma balela. Me aponta quantos repórteres têm autonomia para escreverem o que realmente pensam!

      No debate que surgiu quanto à queda do diploma, o que eu vejo é muita especulação por parte de quem tem uma idéia romântica sobre “os grandes jornalistas de outrora” e não pensa sobre a atual realidade dos repórteres e assessores de imprensa de hoje em dia.

      Eu estudei técnicas de redação, processos gráficos e de impressão, fotografia, seis disciplinas de teoria da comunicação, introdução à economia e à antropologia, história do cinema, radiojornalismo, telejornalismo, assessoria de imprensa, língua portuguesa, legislação e ética… e, ao longo de 4 anos de graduação, assisti e participei de muitas discussões sobre o papel social da comunicação.

      Acho difícil que alguém possa entrar na profissão com responsabilidade sem ter uma formação adequada.

      • Aline disse:

        Concordo plenamente com você, sem tirar nem pôr. Tenho intenção em ingressar na faculdade e cursar jornalismo. Espero de coração que o profissional seja valorizado pelo seu conhecimento na área.
        Obrigada por dividir sua opinião conosco.

  10. Jorge disse:

    Mas que conversa sem cabimento!!! Jornalista sem diploma é a mesma coisa que querer ser piloto de F1 e não saber dirigir um fusca. Agora vai aparecer alguém a dizer que existem pilotos de F1 fantásticos que não sabem dirigir na rua, pois aprenderam na pista…? Dizer isso é a mesma coisa que querer justificar a abolição de diplomas para jornalistas por causa de algumas raras exceções ao longo de 50 anos…
    Alguém já andou lendo os blogs da “jornalísticos” caseiros pela internet da vida? Salvo raras exceções, estão todos com erros de português horripilantes, sem concordância, sem lógica e sem estrutura informativa alguma, sendo muito frequente o des-serviço público prestado com notícias sem mérito algum ou difamatórias (pois sempre há pessoas “sem papas na língua” e que não pensam duas vezes antes de difamar alguém… – o que não é o seu caso). Vamos agora glorificar as “Stephany´s” do Brasil, elevando-as ao primeiro plano da música e jornalismo!? Só quem frequentou uma faculdade de jornalismo é capaz de dizer as imensas lacunas de um jornalista “auto-didata” ou isso fica evidente para todos? Alguém acima disse que um erro jornalístico não é tão grave quanto um erro médico que pode ser fatal. Mas eu acredito que um erro médico é tão grave quando um erro jornalístico. Pode não ser fatal fisicamente, mas moralmente pode ser um erro irreparável. Já imaginou um caso (como já houve) em que acusam em uma reportagem de pedofilia um pai de família devido a um erro qualquer, sendo que a pessoa não tem nada a ver com o caso? Um jornalista tem suas técnicas e éticas, checa fontes, dados, faz perguntas antes de publicar algo assim. Já alguém sem formação que pode ganhar um espaço na mídia com esta reportagem ao lançar seu nome no mundo jornalístico teria este cuidado todo? Ou pelo menos saberia que é preciso cuidado?
    Daqui a pouco vão dizer que para ser arqueólogo basta assistir aos filmes do Indiana Jones e ver Discovery Channel…..

    • Olá Jorge!

      Realmente o português é um idioma difícil. em meu texto, no seu comentário e
      em todos os jornais poderemos encontrar erros de grafia com toda certeza.
      Concordo quanto a banalização e a celebridade instantânea. Mas, salvo
      algumas exceções em relação as celebridades, isso não deve se tornar uma
      regra.

      Quantos aos erros de jornalismo e da apuração de fontes; posso te dar (de
      cabeça) dois erros gravíssimos cometidos por jornalistas diplomados que
      provocaram enorme dano moral em várias pessoas: O caso da escola de Base e o
      caso Ibsen Pinheiro (sendo que neste último houve dolo para se garantir uma
      manchete “furada jornalisticamente”).

      O diploma não garante a qualidade de nada. e, no caso do jornalismo, temos
      exemplos e mais exemplos. Quantos aos jornalistas sem diploma; não são
      algumas exceções; eram quase todos os profissionais até a obrigatoriedade
      ser estabelecida.

      Um abraço, obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vindo.
      .-= Arthurius Maximus´s last blog ..JORNALISTAS, O JORNALISMO E A DIFERENÇA QUE UM DIPLOMA FAZ. =-.

  11. LELLA disse:

    Diplomas universitários…
    No país do Tio Sam, basta ser um ótimo atleta para ter um.

    O jornalista, precisa ter talento na arte de escrever. Concatenar seu pensamento num tipo de escrita que seu público alvo irá entender.
    O que ele pode também, como uma lapidação, é fazer um ótimo curso de redação. E aqui, não se faz necessário que o curso seja no nível superior.

    Precisamos valorizar o ensino técnico. Que pode ficar entre o Médio e o Superior. O país precisa muito mais de profissionais técnicos.
    A indústria dos diplomas universitários é um dos ganha-pão de muitos políticos que saem abrindo Faculdades, onde até analfabeto é classificado.
    .-= LELLA´s last blog ..Intrigas de Estado (State of Play) =-.

    • nanda disse:

      Jornalismo não é arte e o conhecimento técnico certamente não se restringe à redação.

      • LELLA disse:

        Saber escrever, para mim é sim uma arte. Talento nato, eu diria. Mas que não impede a outros de sair-se bem numa redação. Bastando para isso se dedicar ao estudo específico.
        Não adianta, por exemplo, vir com o ‘economês’ se não será entendido.

        Tenho um Blog onde escrevermos sobre filmes. No termo de busca, dá para notar quando um filme está em Sala de Aula. A prova disso vem quando deixam um comentário. Nele, agradecem porque o texto vai ajudá-los no trabalho. Alguns, vão mais longe, ao dizerem que nem precisarão ver o filme. Poucos, dizem que o texto os motivou a ver o filme.
        O maior flagelo disso, é que nem um filme, conseguem descrever. Que dirá um fato ocorrido in locco.
        Estão deixando de transcrever em palavras escritas, a linguagem falada, visual…
        É um triste quadro!

        Sou de uma geração que leu, e muito, na infância, autores do porte de Monteiro Lobato. Que nos motiva a ir em busca de mais fontes literárias.

        Não sei se os jovens que ingressam no Jornalismo de hoje, sonham em entrevistar celebridades. Querendo distância dos textos.
        .-= LELLA´s last blog ..Intrigas de Estado (State of Play) =-.

  12. Francisco Alves de Pontes disse:

    Finalmente, o STF chegou a uma decisão acertada! Quem diria?! O regime [militar] já se foi há muito tempo. Portanto, agora é: VIVA O JORNALISMO E MORRA O DIPLOMA!
    Não somente na área jornalística, mas também noutras áreas da atividade humana, o conhecimento autodidático deve ser respeitado. Um diploma não faz um professor; nem um jornalista!
    A exigência de diploma para alguém ingressar no magistério ou em qualquer outra atividade deveria ser totalmente banida. Os concursos públicos são suficientes para demonstrar se alguém tem capacidade para exercer uma função ou não tem! Lembremo-nos de que Machado de Assis, considerado o maior vulto de nossas letras, não tinha diploma!

  13. Sergio disse:

    Não esqueçam dos profissionais que não são jornalistas e que escrevem para as grandes revistas e jornais do país. Ou você gostaria de ver um jornalista escrevendo sobre informática? Seria a coisa mais fácil do mundo ver uma notícia de um computador com 250 gigabytes de memória.

  14. Kyra disse:

    Estou no 6º período de jornalismo. Acho que o que aconteceu vai abrir precedentes para outras profissões e o ensino vai ser completamente banalizado.
    O que mais me irrita em quem concorda, é achar que jornalista é poeta ou escritor.Não basta só saber escrever, nem fazer curso de redação não,meu povo!Pra isso a faculdade existe.Pra ensinar técnicas que não vão ser aprendidas na rua.

  15. Claudia Gonzales disse:

    Eu realmente gostaria de ouvir a opinião de um universitário, aquele que durante o tempo do seu curso se dedicou e se esforçou para conseguir o seu sonhado diploma e seu reconhecimento pelo esforço.

    Como estudante de jornalismo sou suspeita a falar, mas posso garantir que como tal, não aprendemos somente o que o que a maioria das pessoas acham que é ser jornalista, ou seja, ficar atrás de uma TV lendo notícias… Muito pelo contrário ser jornalista é comunicar a sociedade e a sociedade merece ser informada por profissionais de qualidade.

    O regime militar já passou, é certo, e se a exigência do diploma data desta época isto não vem ao acaso neste momento. Afinal as leis de comércio deste país datam da época de Dom Pedro e mesmo assim sua eficácia é utilizada até hoje.

    Nossa profissão estava apoiada em Decretos-Lei que garantiam que se não houvesse profissionais formados no local, qualquer um poderia enfim exercer a profissão de jornalista, mas apenas neste caso.

    Mas isso não era suficiente.

    Grandes empresas de comunicação se apoiaram e conseguiram o apoio de pessoas iguais a você autor deste post, e conseguiram vencer esta batalha.

    Lutarei e muito para não ver a minha profissão cair em uma prostituição, já que vai ocorrer isso, afinal se eu formada cobro tanto para trabalhar e alguém que pode ser mecanizado a fazer o que eu faço por um salário menor, então porque me contratar?

    A profissão que escolhi já é muito concorrida, agora então tenho que ser melhor que todos que simplesmente tem talento para escrever ou falar, o problema que ninguém entende é que se essa pessoa possui realmente este talento perceberá o que eu percebi, “a minha profissão deverá ser a de jornalista e é nela que eu me formarei”.

    E não tentar trapacear aqueles que estão fazendo o curso. Porque é trapaça.

    Mas uma coisa a pessoa mecanizada não conseguirá fazer: PENSAR E AGIR COM RESPONSABILIDADE SOCIAL.

    Ninguém melhor que eu, uma estudante de jornalismo, para defender com unhas e dentes a minha futura profissão, porque é do meu futuro que estamos falando, não dos seus.

    • Olá Claudia!

      A exigência para o diploma não caiu porque é uma “lei velha” ou “da
      ditadura”. A exigência caiu porque o Brasil é signatário de acordos e
      tratados internacionais que proíbem essa exigência. E, inclusive, fomos
      condenados na Corte Interamericana por desrespeitarmos esses acordos. A
      exigência era, simplesmente ilegal, e foi usada como arma pela ditadura e
      como reserva de mercado pelos donos de cursos, federações e sindicatos.

      Apenas isso.

      Mas, tenha certeza, que toda essa banalização, “prostituição” (como você
      diz) e outras catástrofes previstas não acontecerão. Tudo continuará como
      antes e as empresas continuarão solicitando, cobrando e contratando só com
      curso superior. Um ou outro que se revelar “fora-de-série” é que vai
      conseguir trabalhar sem diploma. E, mesmo assim, se quiser progredir terá de
      ir para a faculdade.
      .-= Arthurius Maximus´s last blog ..JORNALISTAS, O JORNALISMO E A DIFERENÇA QUE UM DIPLOMA FAZ. =-.

      • Israel disse:

        O Brasil também é condenado quando caso é dentistas. E, nem por isto o diploma, um dia cairá. No caso do jornalismo, a classe é muito desarticulada, ao contrário de outras classes trabalhistas.
        Com todo respeito, acho que é ingênua a afirmação de que os melhores ficarão. Antes mesmo da queda da obrigatoriedade do diploma, as redações cortavam cabeças pelos salários e optavam por jovens em início de carreira. sei que é lógica do mercado. Mas foi esta lógica (o sindicato que pediu a queda da obrigatoriedade representa Folha de São Paulo, Abril e outros jornalões) que foi levada em conta e que teve mais habilidade no lobby junto ao STF (veja matéria da Veja na semana anterior). A Fenaj nunca esteve preparada para enfrentar o jogo do mercado. Apostou, como Pangloss, na nobreza da causa, ao invés de agir profissionalmente.

  16. Anah disse:

    Eu acho que o diploma para cursar jornalismo é absolutamente necessário. Porque num país como o Brasil, qualquer espertinho pode fazer valer seu direito de cidadão, mas não respeitando as próprias regras de convivência da sociedade. O jornalismo deve ser neutro, e pessoas incapazes de fazer isso não são capazes de escrever um artigo decente para um jornal, tampouco exercer uma profissão assim, que se precisa de conhecimento e inteligência. Se já existe universidade pública e meios de conseguir esse diploma honradamente, por que uma lei tão absurda? Será que o Jornalismo é tão..inútil para o governo?

    • Olá Anah!

      O jornalismo não é inútil.

      Isenção e ética não se garantem com diploma. estão aí casos como o da Escola
      de Base e do Sen Ibsen Pinheiro para confirmar, a exigência caiu porque o
      Brasil é signatário de acordos e tratados internacionais que proíbem essa
      exigência. E, inclusive, fomos condenados na Corte Interamericana por
      desrespeitarmos esses acordos. A
      exigência era, simplesmente ilegal, e foi usada como arma pela ditadura e
      como reserva de mercado pelos donos de cursos, federações e sindicatos.

      Apenas isso.
      .-= Arthurius Maximus´s last blog ..JORNALISTAS, O JORNALISMO E A DIFERENÇA QUE UM DIPLOMA FAZ. =-.

  17. Não acho correto a exigência de diploma para escrever na imprensa. Esta exigência fere a liberdade de expressão. Algumas entidades e profissionais já estavam querendo até pedir a exigência de jornalista para se ter um site, um blog, etc….

  18. Dragus disse:

    O direito a se expressar é livre. Não pode ser limitado por diploma.

    Jornalismo é fofoca, ainda que com técnica e visando o lucro, é apenas o exercício da fofoca. Resumindo, fofoca profissional.

    Quem é bom, é bom com ou sem diploma. E será contratado.

    Por sinal, Olivetto, que citaram aqui, não tem curso de publicidade. Por sinal, nem mesmo Roberto Justus tem. Diploma é ilusão. O papai noel dos universitários.

    • nanda disse:

      Olha a falta de respeito pra falar da profissão alheia, por favor. Me diz qual é a sua profissão e eu te garanto que existe um monte de preconceitos relacionados a ela também.

      • Dragus disse:

        Publicitário, Téc em Informática e Desenhista. E quem me falou essa frase foi meu professor de assessoria de imprensa na faculdade de publicidade.

        Quem tem cu, tem medo.

        Assim como todo publicitário sabe que publicidade é a arte de vender gelo a esquimó, todo jornalista tem que saber que o que faz é profissionalizar a fofoca. Ou vai dizer que Quem e Contigo é uma revista que vai mudar o ser humano?

        Poupe-me. Jornalista preconceituoso é pior que ditador.

    • nanda disse:

      Olha a falta de respeito com a profissão alheia, por favor. Me diz qual é a sua carreira e eu te garanto que existe um monte de preconceitos relacionados a ela também.

  19. Jr. disse:

    Diploma não é importante,estudo é importante. Diploma é um sinal de que você frequentou faculdade e que deveria saber alguma coisa. Nao concordo
    em tirar a obrigação do diploma. Estudar reforça a mente e cria bases pra se formar opinião.Pessoas influenciadoras que não tem essa base de opinião é facilmente manipulada e aí cai justamente a base do jornalismo, que é a transparência.
    Ah, e não existe a palavra “Desejem”

  20. Gilson Raslan disse:

    Concordo com você. Aliás, não com o seu brilhantismo, mas com o mesmo raciocínio, comentei, no blog do Azenha, sobre o artigo do grande jornalista Leandro Fortes.
    Em seu artigo, Leandro Fortes diz que a ética e a independência do jornalista vão desaparecer com a decisão tomada pelo STF, como se tais atributos somente jornalista diplomado possui.

  21. Gustavo disse:

    Tem razão. Talvez a saída dos cursos de jornalismo (cheios de enrolação) abram espaço para cursos específicos de jornalismo, com conteúdo muito mais significativo.

    Me formo em jornalismo em julho e a sensação que tenho é de que fui enganado. Os quatro anos que passei na faculdade poderiam ser resumidos em um ano. O resto foi enrolação.
    .-= Gustavo´s last blog ..Dança =-.

  22. Clécio Ferreira disse:

    Moro no sertão pernambucano e sou estudante do 2º de jornalismo das FIP em Patos-PB. Trata-se de uma decisão complicada porque envolve elementos relacionados diretamente a nossa liberdade de expressão. Com a obrigatoriedade do diploma teríamos um sem número de free-lancers (jornalistas cidadãos) impedidos de fazerem suas publicações seja em qual meio fosse. Nesse caso, a exigência do diploma seria uma espécie de instrumento indireto da censura, que é legalmente proibida no Brasil, mas ainda sim podemos ver formas de censura que permanecem desde nosso processo de redemocratização. Por exemplo, no caso do jornalista Vitor Vieira, que edita o site VideVersus. Vieira não pode, por ordem judicial, citar o nome do deputado estadual Alceu Moreira, do PMDB. É bem verdade que se trata de uma determinação de um juiz, mas, se foi e assim é, porque também não evitar a publicação de “barrigas”, notícias mal elaboradas ou ainda notícias mal intencionadas, como a do internauta que conseguiu enganar a UOL com uma fotomontagem de uma pessoa se jogando de um prédio em chamas naquele acidente com o avião da TAM em Congonhas? Enfim, Como um estudante de jornalismo sinto que o que se precisa é de um estudo mais aprofundado em relação à obrigatoriedade ou não do diploma. Uma discussão ampla envolvendo toda a sociedade. Posso acenar para a exigência do diploma apenas para determinadas funções jornalísticas de maior importância como sendo algo mais adequado à realidade brasileira. Boa parte do desenvolvimento tecnológico em que nos encontramos dá-se principalmente pela ampliação e democratização dos meios comunicacionais. Se por um lado privar de forma completa o acesso de jornalistas amadores com a obrigatoriedade do diploma poderia ser algo desastroso dentro do nosso processo democrático, por outro temos hoje em dia algo que também é notório: informação demais e compreensão de menos. Por fim, com a decisão tomada, resta-nos encarar como um grande desafio ao jornalismo no Brasil o âmbito da responsabilidade com a sociedade, proporcionando a existência de uma espécie de controle social entre o fato e o público.

    • Olá Clécio!

      Infelizmente não há o que estudar ou consultar. A queda do diploma deveu-se
      apenas ao fato de que o Brasil é signatário de tratados e acordos
      internacionais que impedem qualquer empecilho ao exercício do jornalismo. Os
      ministros do STF não tinham outra alternativa a não ser negar a exigência.
      Isso até a FENAJ já sabia.

      A exigência de diploma era ilegal e todos sabiam. Apenas se aproveitavam
      dela (federações, sindicatos, empresas e donos de cursos) enquanto ninguém
      questionava o fato da ilegalidade. O que, por fim, aconteceu quando o Brasil
      foi condenado na Corte Interamericana por isso. Aí; não houve jeito.

      Mas as empresas continuarão a contratar só com o curso superior como antes.
      Apenas haverá espaço para que profissionais de talento possam surgir e ser
      lapidados.

      Um abraço e obrigado por seu comentário.
      .-= Arthurius Maximus´s last blog ..JORNALISTAS, O JORNALISMO E A DIFERENÇA QUE UM DIPLOMA FAZ. =-.

  23. LELLA disse:

    Ah! Diploma Universitário para Jornalista, tem sim uma grande contribuição para a pessoa. A de cela especial no caso de ser preso.
    .-= LELLA´s last blog ..Intrigas de Estado (State of Play) =-.

  24. Carlos Leda disse:

    Olá Arthurius, bom dia

    Novamente não há como discordar do que escreveu. Poderia assinar tranquilamente o que escreveu. Sou muito mais da seleção natural, e contrário a qualquer processo que impeça pessoas de crescerem.
    Para mim, qualquer 1 pode ser exercer qualquer profissão, somente não pode se eximir da responsabilidade sobre seus atos.

    Eu trabalho em uma profissão não regulamentada (informática) e por causa disso ‘perdemos’ dinheiro já que moleques de 15 anos cobram muito menos para fazer o mesmo serviço. O problema não é este, mas é a falta de comprometimento destes moleques.

    Escrevi sobre isso em http://mundiota.blogspot.com/2007/10/regulamentao-da-profisso.html

    []´s e parabéns

  25. Bruno disse:

    Caras, eu sou designer, editor de video, musico, e trabalho tranquilamente nessas areas sem ter pisado numa universidade/faculdade (por enquanto, falta de grana mesmo, trablhar é mais importante), e a pergunta é a seguinte: Uma pessoa vale realmente pelos cursos e diplomas que tem, ou pela sua integridade, moral e conhecimentos adquiridos e vontade de aprender.

    Eu ficaria dias colocando nomes de pessoas que conheço e que todos conhecem que são exemplos disso, a universidade é importante, mais nem todos sabem usar desse conhecimento, pra maioria das pessoas, vão passar por essa vida e serem invisíveis, não vai fazer diferença nenhuma mesmo, com diploma e sem diploma.

  26. Julio disse:

    Que tal não exigirmos mais diploma para nenhuma profissão? Para que formação profissional ou acadêmica??? O senhor, por acaso, já teve o desprazer de contratar um serviço de alguém sem nenhuma formação, que se auto-intitulava “eletricista”, “encanador”, “mecânico”, etc, e que fez um belo estrago em seu patrimômio?
    Já teve a oportunidade de ver o diferencial de um profissional como esses com uma qualificação de fato, de um curso do Senai, por exemplo?
    O que o senhor diria se fosse atendido por um “médico de fachada”, sem diploma, que lesou sua saúde?
    Em uma época em que, cada vez mais, a formação profissional e as “horas de trazeiro sentado em uma carteira” fazem uma tremenda diferença, como o senhor pode apoiar algo absurdo como esse?
    Estabelecer comparações com jornalistas do passado, que não possuiam formação, é um equívoco, pois os tempos eram outros, e a dinâmica dos acontecimentos era outra.
    Eu trabalho há anos em manutenção, e hoje, na empresa em que trabalho, o pré-requisito para ser supervisor de manutenção é o curso de engenharia. No passado não era necessário nem mesmo o curso técnico. Então devo dizer que devemos voltar a esse passado?? Reflita.
    A formação profissional é importantíssima em qualquer que seja a área, e a exigência de diploma, ainda que de forma rudimentar, é o mínimo que se pode querer como pré-requisito de um profissional.
    O diploma, por si só, não garante nada, mas é a primeira referência.
    Duvido que qualquer um que acesse essa página, que tenha nível superior e trabalhe em sua área, acredite que possuia melhores talentos profissionais antes de cursar a faculdade, e que esta não lhe acrescentou absolutamente nada, por pior que fosse a qualidade do curso, para a sua atividade profissional.
    Não posso, de maneira alguma, apoiar esse absurdo.

  27. vladir duarte disse:

    Nao tenho ainda uma opinião formada a esse respeito. A dúvida que tenho é: se não é mais exigido o diploma para o exercício do jornalismo, de que vai servir o curso superior? De qualquer forma, concordo com você no sentido de que nenhum diploma é atestado de talento ou capacidade para exercer a profissão de jornalista. Mas, confesso, é um caso bastante polêmico e que ainda me deixa confuso quanto ao que pensar.

    Valeu.
    .-= vladir duarte´s last blog ..WOMAN IN CHAINS =-.

  28. Brilhante artigo. Infelizmente, como a memória do país é curta, só quem viveu aquele período da ditadura militar vai entender exatamente do que o articulista está falando.
    Estou cansado de receber pedidos de estágio de estudantes que passam anos pagando mais de R$ 1.000,00 por mês em uma faculdade de jornalismo — na qual se encheram de semióticas e teorias da comunicação –, mas não conseguem escrever um parágrafo sequer sem que eu encontre pelo menos dois erros de sintaxe ou concordância.
    Espero que estes estudantes, agora, possam aplicar o dinheiro dos seus pais em cursos que lhes permitam o mínimo necessário para quem pretende trabalhar em um veículo de comunicação: SABER SE COMUNICAR!
    .-= Marcio Ehrlich´s last blog ..PROSTITUIÇÃO INFANTIL, VERGONHA E A JUSTIÇA QUE NÃO PENSA. =-.

  29. Edson disse:

    legal mesmo o debate. Sou jornalista registrado, sem diploma, mas editor de um importante jornal aqui no norte do RS, o principal em qualidade de reportagens, o maior em circulação e por ai vai, somos referencia. Não sou contra o diploma, mas sim a exigencia. Não se pode fazer comparação a outras profissões até porque a maioria dos jornalistas que falam disso jamais foram eletricistas, jamais foram médicos ou pegaram no cabo de um arado para arar a terra. Apesar disso, nossa redação é formada pelos melhores jornalistas do interior do estado que conheço. Os maus, já conheci vários, nunca tiveram chances na nossa redação. Prezo muito pela qualidade do profissional. Se o cara tem vontade, dinamismo, sabe trabalhar em equipe,quer crescer e mostra conhecimento no assunto, posso lhe dar uma chance. senão, como muitos jornalistas formados que conheço que não sabem trabalhar em grupo, nao tem vontade, apenas idealismo, tanto faz trablhar ou nao, nao sabem fazer fotografia, ora, nao vai trabalhar aqui e acho muito dificil que trabalhe um dia na Zero Hora, a Folha, o Globo… a falta de exigencia do diploma nao vai acabar a profissão, e como alguém citou ai, talvez até faça despertar a consciencia da formação, como os publicitários. vai continuar tudo igual, apenas regulamentaram algumas situações, que pelo que conheço nas redações de jornais do Sul do Brasil, não são tantas assim.
    .-= Edson´s last blog ..Stock: Com carro refeito, Chico Serra segue confiante para a etapa de Interlagos =-.

  30. Manoel Agni disse:

    O diploma não é tudo, mas com certeza um diferencial para diminuir artigos estúpidos como o do pseudo colunista. Vá estudar, preguiçoso! Mais intelinte não ficarás, porém irás diminuir pela metade os erros da gramática que assassinou no seu vômito verbalístico. Não sou jornalista e nem pretendo, só não posso ficar quieto diante de um idiota que usa “tapas” como um burro. O mundo caminha pra frente; a tendência é exigir capacitação e o começo da mensura é pelo diploma. O resto é justificação da própria ignorância.É culpar o sofá pela traição da esposa.

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