O CASO GABRIEL BUCHMANN E AS COISAS QUE A GENTE NÃO ENTENDE.
Você talvez conheça o caso do carioca Gabriel Buchmann que está desaparecido há 11 dias no Monte Mulanje, no Malawi (um país africano). Interessado em melhorar a vida de outros seres humanos Gabriel iniciou uma viagem por vários países do mundo para estudar a pobreza e políticas que possam amenizá-la. Com esse trabalho pretendia elaborar a sua tese de doutorado e iniciar o seu trabalho em prol dos carentes.
A família está desesperada porque o governo brasileiro vem impondo obstáculos na oferta de auxílio e de ajuda financeira para as buscas. Sendo o Malawi um país extremamente pobre e sem recursos, as buscas estão prejudicadas por falta de pessoal e equipamentos como helicópteros.
O Governo Brasileiro “ajudou” pagando dois dias de voo de um helicóptero. Mas, tendo em vista a vastidão do lugar, esse tempo foi insuficiente para cobrir todas as áreas possíveis de busca. Da mesma forma, as chances de que Gabriel esteja vivo são altas porque casos anteriores resultaram em resgate de desaparecidos, mesmo após três semanas.
Até com as equipes de busca, a família vem tendo que gastar. Uma equipe canadense especializada em resgates (e que esteve presente em vários países e no WTC “no 11 de setembro”) ofereceu-se para ajudar. Bastaria que o governo pagasse as passagens do pessoal. Como isso não foi feito, a família conseguiu doações com amigos e populares e bancou a viagem e o alojamento da equipe no Malawi.
Eles precisam desesperadamente de doações para poderem bancar os custos com o helicóptero e a equipe de resgate. Um blog foi criado para centralizar as doações e facilitar a arrecadação. Visite o Blog AJUDE GABRIEL BUCHMANN e dê a sua contribuição pelo PAGSEGURO E PAYPAL. Você pode doar qualquer valor e até usar o cartão de crédito.
Mas, e as coisa que a gente não entende?
São algumas coisas “engraçadas”; tais como: o total abandono em que são lançados os brasileiros que viajam ao exterior (os que vivem aqui já são abandonados. Imagine quem vai para longe.). A demora, a burocracia e a recusa sistemática em gastar alguns recursos no resgate da vida ou do corpo de um compatriota, quando sabemos que o Itamaraty queima fortunas imensas todos os anos (ano passado os gastos superaram 1,6 bilhões de reais) com aluguéis de mansões nababescas e desnecessárias e festinhas que nada agregam para nosso país.
Só as embaixadas do Brasil em Buenos Aires, Tóquio, Londres, Pretória e o Consulado Geral em Nova Iorque gastaram mais de 36 milhões de reais em material de consumo, aluguel de imóveis e outras “coisinhas”. Depois do pagamento de pessoal, a maior despesa dessas representações em 2007 ficou por conta de locação de imóveis: R$ 6 milhões. Para exposições, congressos, conferências, festividades e homenagens, o governo brasileiro desembolsou R$ 830 mil. Vale lembrar que essa despesa corresponde a apenas cinco das 188 unidades diplomáticas no exterior.(FONTE)
O Brasil tem recursos para bancar, a fundo perdido, ajuda política ao Paraguai, a Bolívia e a Venezuela; mas nega-se a ajudar mais ativamente e decentemente no resgate de um brasileiro vitimado em terra estranha. Não é apenas o caso Gabriel. Foram inúmeros cidadãos que ao morrerem ou sofrerem qualquer problema no exterior imediatamente se encontram largados a própria sorte. O Itamaraty faz uma aparição “pro forma” para dar uma satisfação e deixa o pessoal ao “Deus dará”. Imaginar que pagar um helicóptero por dois dias é suficiente é uma piada de péssimo gosto.
É nessas horas que bate aquela inveja dos americanos e de alguns outros países. Você sabia que os americanos tem uma equipe de cientistas forenses, arqueólogos, militares e toda sorte de profissionais que busca cada americano morto fora do país? Sabia também que eles buscam até hoje vítimas de todas as guerras em que lutaram (internas e externas) e, ao identificarem os despojos, os repatriam independente dos custos? Sabia que o Estado de Israel e alguns países árabes têm unidades que acorrem aos locais de grandes catástrofes ou onde seus compatriotas tenham morrido para coletar os restos mortais cuidadosamente e conferir as partes do corpo? As religiões desses países exigem que seus mortos sejam enterrados com o corpo íntegro.
Mas, já viu as embaixadas deles? A maioria é estabelecida em prédios “caidaços” e com quase nenhuma pompa. Gastam o dinheiro onde mais interessa; no apoio a seus cidadãos.
Não é mesmo uma coisa que a gente não entende?
Pense nisso e ajude.
UPDATE: O CORPO DE GABRIEL FOI ENCONTRADO. NOSSOS SINCEROS SENTIMENTOS A SUA FAMÍLIA E A SEUS AMIGOS.
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Eu, por mim, acho que pior crime que um ser humano pode fazer neste mundo é negligenciar os direitos de outros iguais…!
fiquei completamente de boca aberta
este post vale por mil, muito obrigada pela informação
O dinheiro que o governo destina para ajudas no exterior vai para coisas mais importantes, como por exemplo financiar programas militares do Irã. Um país amigo com um presidente extremamente democrático, como bem mostrou uma recente reportagem da revista IstoÉ.
Abração
Rodrigo Piva´s last blog ..Logotipos Literalmente Quentes
Sem contas as grandes festas regadas a champanhe e caviar…
Lembro de Jean Charles e a total e completa omissão das autoridades em pressionar a Inglaterra?
Dragus´s last blog ..[Humor] Crepúsculo (ou Lua Nova) – Pedido errado?
Não só o casa de Jean Charles. Aqui, bem pertinho de nós em Buenos Aires (algumas horas de avião) uma brasileira foi assassinada e se não fosse um empresário brasileiro estrar no circuito ela teria sido enterrada como indigente por lá.
O Brasil é um país ao contrário.
Lendo isso: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u596818.shtml, e isso: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u597950.shtml, por exemplo, chego a essa conclusão.
Será que estão esperando o Gabriel morrer para poderem resgatar a ossada dele?
Não duvido, em se tratando de um governo cachorro desses…
Os gatos são atinentes a melhor diplomacia do mundo. Claro que deve existir um sistema de controle desta verbas.
No caso do Sr. GABRIEL BUCHMANN, ,é louvável as suas aspirações, porém ele viajou por sua conta e risco. O país pode ajudar, mas ajuda-lo seria uma forma de tirar dos mais necessitados do país. Sobre a questão da corrupção, ela existe em todo o mundo, contudo faz-se combate-las no dia-a-dia e não em virtude de motivos particulares.
Olá Fabio!
Qual é a melhor diplomacia do mundo? A nossa?
Por favor, não me faça rir. Faz tempo que o Brasil deixou de ser uma força nessa área.
Quanto a retirar dos necessitados; isso é balela. O orçamento do Itamaraty é próprio e eles preferem gastar com uma grande festa, o que pode estar acontecendo nesse exato momento, do que ajudar um compatriota no exterior.
Não me refiro apenas a Gabriel Buchmann; ele é só a vítima da vez. Me refiro a TODOS os brasileiros que foram vitimados no exterior e que por terem famílias pobres ou medianas passaram um enorme sufoco para resgatar os corpos ou trazer de volta seus filhos. Famílias como a de Jean Charles, da menina assassinada na Argentina e de inúmeros cidadãos pagadores de impostos mortos ou que sofreram acidentes no exterior sem que jamais o Itamaraty os ajudasse além da reles e fria burocracia.
O fato do cidadão estar em trânsito no exterior não significa que ele deva ser abandonado a sua própria sorte. Ele é um contribuinte como outro qualquer e deve ter a teia protetora do estado a sua volta sempre. Veja o recente caso do voo da Air France. Os franceses enviaram submarinos nucleares e contrataram uma equipe especializada para ajudar o Brasil, sem contar os americanos que nem cidadãos tinham a bordo e ofereceram (e prestaram) enorme ajuda.
ISSO é cuidar do seus cidadãos.
E isso é ter um serviço diplomático ativo e atuante e não apenas um monte de bonecos empavonados.
Obrigado por seu comentário e seja sempre bem-vindo.
A. Maximus
“O fato do cidadão estar em trânsito no exterior não significa que ele deva ser abandonado a sua própria sorte. Ele é um contribuinte como outro qualquer e deve ter a teia protetora do estado a sua volta sempre.”
Realmente.
Lembremos que, para viajar ao exterior, ele precisou tirar passaporte.
E isso você não consegue de graça.
Para onde foi o dinheiro que ele pagou nas taxas????????
O que mais me fez refletir Arthurius, foi seu artigo sobre os blogs e a censura.
Depois de visitar alguns deles e ver que assim como essa noticia, muitas informações que a mídia poderia estar passando a todos e não esta.
Vou te avisar que criei um revista digital, e vez que outra vou pegar uns artigos aqui de seu blog. Caso queira sugerir algum, fique a vontade.
Acho que já te disse mas, vou repetir seu blog deveria passar na tv.
Grande Abraço com muito frio, aqui de Porto Alegre agora com 14gr e baixando.
Francisco Amado´s last blog ..Treinando pontos fracos (PERNAS)
Tudo é escolha, pelo que me consta ele não deu nenhuma programação da viajem para as autoridades brasileiras, e também, pelo que me consta o governo brasileiro não negou a passagem de volta. Até pq esta não é necessária. Este Sr. pode está perdido, morto ou com um novo affair africano… Cabe ressaltar que um trabalho antropológico deve influencia o mínimo possivel o povo local. Ele fez questão de se hospedar nas casas dos nativos e distribuiu dolares pelas casas que passava. Pagou até a escola de um garoto por um ano (40,00 U$). Isto gera inveja de quem não foi beneficiado, outrossim, ,chama a atenção dos oportunistas (ladrões p.e.).
Tomara que essa alma volte para casa
é sempre assim… parece que quando a pessoa não é famosa/importante a vida dela não tem valor, porém se for pra agradar aqueles que são “influentes” vale tudo.
Leandro´s last blog ..noticias inuteis que aparecem nos grandes portais
O Itamaraty controla ferozmente a sua verba anual. Ajudar um cidadão brasileiro é importante e o Itamaraty o fez. O que não dá para fazer é gastar muito dinheiro em um caso só. E os outros brasileiros que porventura precisarão de auxílio? O negócio é que o Itamaraty resolve muitos problemas de brasileiros, todos os dias, mas a maioria não aparece na televisão. Pense nisso, meu caro, não se deixe levar pelas aparências!
Olá Saucha!
Não me levei pelas aparências. Me levei pelas próprias contas apresentadas pelo Itamaraty. E que figuram no Portal da Transparência do Governo Federal. Foram gastos mais com festividades e comemorações do que com auxílio aos cidadãos no exterior. Quem diz não sou eu; é o governo (maldita transparência!).
Não vejo onde gastar milhões com festas e comemorações, que muitas vezes não tem propósito prático para nosso país e “controlar ferozmente a sua verba anual” quando o assunto é resolver um problema.
O cidadão em questão pode ser um “caso particular” numa estatística. Mas, é uma vida. E ela não tem preço.
Duvido muito que se o cidadão em questão fosse um filho de político ou de “autoridades” do Itamaraty as verbas seriam tão ferozmente controladas.
De qualquer forma, acho que há uma inversão de prioridades no órgão. Afinal de contas; temos inúmeros casos de brasileiros em apuros no exterior (mortes, assassinatos e tantas outras coisas) em que as famílias foram abandonadas a própria sorte e receberam apenas ajuda burocrática e pontual. Isso não são aparências; são realidades.
Alguns casos reais e sem qualquer “mera aparência” foram citados nos comentários e no artigo.
Um abraço.
A. Maximus
Arthurius Maximus´s last blog ..UMA FRASE, UM SÁBADO E UMA CHARGE – LULA E SARNEY.
Arthurius e demais,
O que você não percebe é que está defendendo a mesma coisa que ataca. Você diz que o dinheiro do contribuinte deveria ser melhor utilizado, visando o bem-público, pois por que motivo o Gabriel deveria ter um tratamento especial em relação aos outros 3,7 milhões de brasileiros no exterior? O Itamaraty trabalha da melhor forma que pode. Os diplomatas fazem milagres todos os dias, tentando cumprir suas tarefas que tem como objetivo final o bem-público.
Como exemplo, as “festas” q você tanto critica (sem conhecer) são parte fundamental da política externa do país e de “festa” não tem nada. São uma forma de trabalho, nada prazeirosa e muito cansativa, que, em última instância, foi uma das razões por que o Governo brasileiro (por intermédio do Itamaraty) conseguiu liberar a entrada dos canadenses junto ao Governo do Malawi de forma tão pronta.
Eu acho interessante como que o artigo acima trata com imenso desprezo todo o esforço feito pelo Itamaraty (CONTRÁRIO À POLÍTICA USUAL NESSES CASOS) para tentar ajudar esse rapaz. Digo isso, pois é óbvio que é IMPOSSÍVEL para QUALQUER Governo oferecer helicópteros e grupos de resgates oficiais para todo brasileiro que decida, por conta própria, subir uma montanha extremamente perigosa, sendo que ele foi avisado de que não deveria fazer isso sem guia e, ainda assim, decidiu ir.
A liberdade de escolhas vem com o ônus de suportarmos o resultado de nossos atos. O Gabriel decidiu sozinho assumir esse risco, então, eu, como cidadão brasileiro, pergunto: “pq devo pagar para q ele seja resgatado?” – “que benefícios ele gerou para o povo brasileiro que justifique todos esses gastos?” – “Meus impostos devem pagar o resgate de todo aventureiro ao redor do mundo?”
É mais que óbvio que o dinheiro que já foi gasto pelo Governo brasileiro na tentativa de resgatar esse rapaz é fruto de pressão de familiares e amigos que possuem algum poder junto ao Governo e ao Ministério das Relações Exteriores. O engraçado é que as pessoas exigem que mais seja gasto. Exigem, dessa forma, que se faça cumprir a desigualdade social. Que se faça cumprir a velha história do muito para quem tem muito e nada para quem tem pouco. Abram os olhos meus caros e joguem suas bombas de críticas nos alvos certos.
Abraços.
Concordo com o Sr. Luis, mas tomara que o Sr. GABRIEL BUCHMANN retorne e nos conte a sua fantástica saga.
seria de bom alvitre não fazermos críticas sem alicerce nenhum. Como seu Luiz falou, como de ser horrivel cumprir todo protocolo de uma festa diplomática para tentar angariar algo de bom para nosso país. Faz-se mister ressaltar que ninguem faz festa pra não se divertir, então a “festa”, no caso acima citado, é trabalho dos mais nobres.
Concordo Fábio!
Um duro, árduo e nobre trabalho. champanhe e caviar servido sobre o luto dos
abandonados.
Ótimo.
Um abraço.
A. Maximus
Arthurius Maximus´s last blog ..NULIDADES, DESONRA, RUI BARBOSA E O TRIUNFO DO MAL.
Sr Arthurius,
O que o Sr diz sobre a ajuda da França, já que o Sr. GABRIEL BUCHMANN tem também essa nacionalidade?
….”Enquanto o Brasil se incorpora às buscas por Buchmann com a mentalidade da defesa humanitária, a França, país de que o economista também é cidadão, deu um apoio mais superficial, e considerou que se trata de um problema particular, que não pode receber apoio do Estado”……”…. o governo francês considera que este é um assunto privado, a ser tratado pelo seguro de Buchman, que não cobre financeiramente as buscas. “O governo então não se envolve.”…..(Fonte G1.com.br)
A que me conste Camile, ele É BRASILEIRO e residente aqui. O fato de que ,
por ascendência, tenha uma segunda nacionalidade pouco importa. Ele, e
tantos outros que são abandonados no exterior, são problema nosso.
Simples assim.
A. Maximus
Hoje já sabemos que ele está morto, mas realmente, ele foi responsável pelo seu próprio ato. Me lembra o caso do “Padre dos Balões”, também o buscaram por várias semanas, não foi?
E também queria ressaltar que ele não era nenhum pobre coitado. Ele estava viajando ao redor do mundo por anos, e ainda ia fazer um doutorado na Califórnia. Ou seja, pobre ele não era.
Arthurius, nem de longe sou fã da nossa diplomacia que é bastante regida pela ideologia pobre bolivariana, mas o fato é que também não é problema do nosso imposto.
Olá Cabron!
O estranho é que as pessoas se apegam apenas ao título e ao nome “Gabriel
Buchmman” para comentar o fato.
Apesar desse caso ser o tema do artigo, seu cerne é o descaso COM QUE TODOS
os brasileiros são tratados no exterior em caso de acidentes ou problemas
sérios por nossos representantes no estrangeiro. Independente se o cara é
rico, pobre, multimilionário ou remediado; ele é um brasileiro pagador de
impostos como eu e você.
Não conhecia o rapaz e jamais tive algum contato com a família. Mas, é
importante ressaltar o aspecto humano por trás dessa tragédia. Ele pertencia
a uma classe social mediana e um pouco mais favorecida. Jean Charles era
pobre e sua família foi igualmente abandonada. Assim como as famílias de
Janaína Reis (assassinada pelo namorado brasileiro nos EUA); Fabiana Santos
de Freitas Katsilvelis (morta na Grécia); Dayana Francisquini (morta em
Londres); Luciene Maria da Silva (morta na Espanha); Fernanda Soares Correia
(morta na Argentina) e inúmeros outros casos que se sucedem e que só uma
pressão enorme das famílias faz com que o Itamaraty cumpra o papel para o
qual ele foi criado: Proteger e dar apoio aos cidadãos brasileiros no
exterior; além de garantir nossos interesses.
É importante ressaltar que pobre ou rico; preto ou branco SOMOS TODOS
brasileiros e os órgãos do governo (bem como seus funcionários) são pagos
para proverem segurança, apoio e proteção aos seus cidadãos. Ou, pelo menos,
garantir que as famílias tenham o devido apoio em uma hora tão crítica como
esta.
Um abraço.
A. Maximus
Arthurius Maximus´s last blog ..CHÁVEZ, VENEZUELA E A KRISTALLNACHT DA AMÉRICA LATINA.
O Sr. GABRIEL BUCHMANN teve uma vida significativa. Ele me lembra o equilibrista do zaratustra(nietzsche), que pena que seu corpo não ficou desaparecido para ele se tornar um mito – Um “super-homem”. A vida já não lhe era o suficiente.
Que a dinvidade o receba devolta com a festa de quem volta pra casa.
Arthurius,
Me desculpe, mas não consigo deixar de associa-lo com leitores da revista Veja. Você insiste nessa coisa de “festas regadas a champanhe e caviar”. Esse é o tipo de argumento que leitores dessa amada revista utilizam e continuaram a utilizar, desconsiderando qualquer argumento contrário, como se isso fosse a única e incontestável verdade. O que continuará a ocorrer enquanto um Governo de “esquerda” (se é que ainda existe isso) estiver no poder. Se, amanhã, um Governo de direita assumir a presidência, garanto que, na mesma hora, a Veja e seus leitores mais vorazes passaram a fazer os melhores elogios à mesma diplomacia das “festas”, só que agora muito mais frequentes nas Embaixadas dos EUA e da Europa Ocidental.
Enfim, não vou perder meu tempo tentando provar que a maior parte do que é lido em revistas como a Veja é um conjunto de pseudo-notícias, que melhor estariam em algum livro de ficção do tipo Mein Kampf.
Só para terminar, gostaria de dizer duas coisas: 1) o Ministério das Relações Exteriores tem um dos menores orçamentos da Esplanada e, há poucos anos, os diplomatas recebiam pouco mais que 3.500,00 reais por mês; 2) qnto aos brasileiros no exterior, é feito o melhor possível com oq se possui em termos de pessoal e equipamentos. Lembre-se que o Itamaraty cuida dos interesses do Brasil (da nação e dos brasileiros, enquanto povo) e não DO brasileiro, enquanto ente privado.
Olá Luis.
Não, você está enganado. Não leio a Veja, a Isto é ou qualquer outra dessas
“famosas” e “queridas” publicações. Gosto da Carta Capital e assino a Piauí.
Além de ler sites de agências de notícias nacionais e internacionais (e
diversas páginas de ONGs, entidades mil e “por aí vai”). Sou, segundo um de
nossos amados ex-presidentes, um vagabundo (mesmo tendo trabalhado desde os
16 anos). Por isso tenho bastante tempo para me informar sobre a realidade
do mundo que nos cerca.
Mas nem precisaria tanto. Leio muitos jornais daqui e do exterior e vejo que
sempre que há brasileiros em apuros no exterior; a família tem que fazer das
tripas coração para socorrê-lo. Tenha ela recursos ou não. E,
principalmente, mendigar o apoio do Itamaraty. Que invariavelmente só
acontece depois de muita pressão e de muita gritaria na mídia (se
acontecer). São fatos e contra eles não há argumentos. Ou todos os
familiares estarão mentindo e são todos malandros que querem uma graninha
fácil?
Que o Itamaraty ajuda é sabido. Mas, a ajuda é meramente burocrática e
limita-se ao mínimo possível. Temos casos “a dar com o pau” para provar isso
e enumerei alguns em resposta a um comentário anterior.
A nossa diplomacia é tão boa e tão poderosa que o Brasil foi condenado
justamente pelo grande apoio que dá a ditadores e a violadores dos direitos
humanos mundo a fora, através dessa diplomacia de “grande êxito”. E não li
isso na Veja não; Li direto na fonte:
http://www.hrw.org/en/news/2009/06/15/brasil-apoie-v-timas-n-o-aos-seus-algozes
Será que eles também só lêem a Veja?
Nossa diplomacia tem muito que aprender e crescer ainda. Os “anos de ouro”
ficaram num passado que já morreu. Mas que precisa ser revivido com
urgência. E o primeiro passo para corrigir um problema não é escondê-lo; é
encará-lo de frente.
Além disso, as informações sobre os gastos com festas e comemorações vieram
do próprio site Transparência mantido pela presidência da república e não de
alguma revista. “Maldita Transparência” alguns devem pensar. Afinal de
contas ela torna óbvias e públicas coisas que antes passavam praticamente
despercebidas.
Da mesma forma um abraço.
A. Maximus
Arthurius Maximus´s last blog ..CHÁVEZ, VENEZUELA E A KRISTALLNACHT DA AMÉRICA LATINA.
Uma coisa que esqueci de mencionar: Uma nação é feita de entes privados. Sem o “EU”, simplesmente não existe o “Nosso”. Logo, sem o indivíduo não existe um povo ou uma nação.
Nossas embaixadas, consulados e representações devem ser partes do Brasil no exterior e tratar cada um como cidadão; estendendo a ele todos os direitos, deveres e privilégios que o cidadão tem em nosso solo.
Se o orgão não pensa assim; deveria ser fechado e extinto. O Brasil que abrisse apenas representações comerciais e alugasse salinhas só para concessão de vistos e demais atos burocráticos.
Pelo menos a coisa seria sincera e aberta.
E, é claro, muito mais barata.
Arthurius Maximus´s last blog ..CHÁVEZ, VENEZUELA E A KRISTALLNACHT DA AMÉRICA LATINA.
Prezado Sr. Arthurius Maximus, acho muito nobre o seu trabalho voluntário, mas sabemos que em qualquer instituição existem pessoas honestas, a maioria, e desonesta, a minoria.
Vejo o senhor como um fantástico criador de opinião, fazendo prevalecer a sua opinião. Melhor do que criar opinião seria fazer os demais possuir as suas próprias
Olá Fabio!
Não sou criador de opiniões. Antes fosse. Muitos que são tratados por Vossas
Excelências e têm direito a enormes reverências estariam nas cadeias
limpando privadas infectas com a boca ou dançando de mini saia para os
outros presos.
A opinião deve ser valorizada, mas ela não pode jamais rivalizar com fatos.
Você pode ter a opinião que o Itamaraty é o céu na terra e um ótimo serviço
diplomático. E que talvez quando os ETs comparecerem para uma visita ele
deva ser o órgão escolhido para intermediar o encontro e dar a festa.
Mas, os fatos e os dados do próprio governo, dizem outra coisa.
Minha mãe tinha a opinião de que eu era lindo. Mas sou feio de dar dó e isso
é um fato que não posso mudar. Só se fizer uma plástica.
O mesmo acontece com o Itamaraty.
E, infelizmente, sou um escravo dos fatos.
Um abraço.
A. Maximus
Arthurius Maximus´s last blog ..CHÁVEZ, VENEZUELA E A KRISTALLNACHT DA AMÉRICA LATINA.
Um detalhe:
Em momento algum questionei a lisura ou a honestidade dos funcionários do Itamaraty. O que eu questionei e continuo questionando são as prioridades com os gastos.
São coisas bem diferentes.
Arthurius Maximus´s last blog ..CHÁVEZ, VENEZUELA E A KRISTALLNACHT DA AMÉRICA LATINA.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa e outra coisa.
belíssimo axioma para este assunto.
“Fatos” atinente ao mau uso de verbas públicas no Itamaraty é uma coisa.
O fato do Brasil não achar prioridade em buscar um viajante que com uma causa nobre, resolve escalar uma montanha e dispensa o guia é outra coisa.
E por fim, mandar uma passagem é fácil e barato,mas mandar equipes de busca, locomover aeronaves e toda logistica necessária é muito caro.
Cada um procura seu próprio destino.
Brasileiro que sai do país, ao que parece deixa de ser cidadão, se é que aqui ele é assim considerado. Para os EUA, o americano é patrimonio que tem que ser preservado, por isso as ações são diferentes. Se fosse um politico, com certeza isso não aconteceria. Lembrem-se disso nas proximas eleições.
é por isso que existem as pessoas e as criaturas…uma coisa é uma coisa, outra coisa e outra coisa.Isto é o BRASIL.
Bom dia!
Li seu texto e também os comentários. Nem vou entrar em detalhes sobre a postura do Itamaraty, pois não acompanhei muito o caso, falo em relação à postura de muitas pessoas.
Prefiro que o dinheiro dos meus impostos seja gasto para ajudar alguém que esteja precisando (como nesta situação) do que esbanjado e/ou desviado.
Para mim, não importa se ele era um pobre coitado ou ‘um pobre menino rico’, ele nasceu aqui, no Brasil, se ele conseguiu sair por aí conhecendo o mundo, que bom para ele (gostaria de ter oportunidade de fazer o mesmo!). A família pediu ajuda, com toda certeza estavam precisando deste auxílio.
Sempre que um estrangeiro vem ao país, vejo várias pessoas ’se abrindo’, se esforçam para causar naquele turista a melhor das impressões.
E o brasileiro, nascido e criado aqui, por que é desprezado por seus irmãos?
Fiquei aqui pensando com meus botões na fama de amistoso, solidário, caloroso e “bom anfitrião” que o povo brasileiro tem; seria balela?
P.S.: Gostei muito do seu espaço, ficaria honrada com sua visita.
Kiso
Nat valarini´s last blog ..Na ponta do grafite
será que meus impostos devem pagar o luxo dos politicos do meu país???? ou será que eles devem ir parar em suas contas no exterior??? ou até para suas cuecas??? mil vezes o dinheiro dos meus impostos pagar resgates de brasileiros como o Gabriel, do que engordar as contas de quem desvia dinheiro dos cofres públicos!!!!
Interessante, nós, aqui, discutindo sobre um assunnto de extrema relevância, mas sem resolver nada. ninguem entrou com uma ação individual ou coletiva processando o estado, salvo a família que nem sei se entrou. Na verdade falamos muito… falamos, falamos e falamos. Porém não fazemos nada de objetivo. A meu ver este senhor, o falecido, não tinha direito, mas sei que não cabe a mim julgar e bater o martelo, e sim, avaliar, e avalio que ele não tinha direito de forma alguma. Foi uma ação unilateral, dentro da lei, a qual ele sofreu as consequências de maneira responsável. Claro que é triste e que sofremos por um irmão que como cada um de nós tornava esta vida mais maravilhosa, porém, ele morreu de forma maravilhosa também…
Sobre os políticos, de uma forma geral, nos faz sentir uma revolta sim, das piores, um governo que dá esmola, um kit cala boca, para os nossos irmãos menos favorecidos que na maioria das vezes não tem acesso a internet e quando tem, limitam-se ao sites banais. O que precisamos é de escola em tempo integral, com desporto, arte, expectativa – mãe de todo sofrimento, porém fundamental para se formar homens e mulheres com ideais. Educação é tudo, é saude, cidadania, respeito, “igualdade”…
é a panacéia do nosso País ,investi em educação seria uma forma de acabar com os “males” do senado, do Itamaraty e tudo mais.
Imaginamos como seria daqui a vinte anos, se tiversemos como meta fudamental a educação, existiria uma revolução em nosso país, a maior da História Mundial, uma revolução sem armas de fogo, e sim, intelectual.
utopia, claro que é, pois quem iria se sujeita a isso, nós no conforto de nosso lar, conforto propocionado pela desigualdade social. Não! preferimos nos preocupar com um cadaver o qual o espirito já retornou ao “apeiron” de Anaximandro, onde tomamos nossa constituição psicofísica sob emprestimo pré determinado. Acho que esse problema pertence à família dele pois ele procurou o seu destino (dele) e deve tá muito feliz. Morreu em uma aventura fantástica, defendendo o seu ideal, a pobleza, um estudo o qual não se faz mister visitar todos os paises pobres da africa, e sim, exigir, aqui em nosso pais, educação para nossos pares. Já pensou um país sem policia armada? No Brasil HOJE nem pensar mas com educação, possibilidade de ascenção a uma condição digna, não a riqueza, e sim, suprir as necessidades fundamentais de um indivíduo, aquelas citadas na Constituição Cidadã, tudo é possível. Com isso só teriamos a criminalidade eventual, casos isolados, e não a profissão do crime. Com gênios perdidos no mundo dos “outoflaw” que merda é essa de sociedade onde precisamos de assassinos do estado para combater o crime, O BOPE -homens de bem que se sujeitam a barbarie de matar ou morrer por um estado falido. Agora realmente o cadaver é muito importante para o nosso país. Acho que nós precisamos de metas definitivas e irrefutáveis, não queremos ser extremista, e sim, eficaz. Educação condição sine qua non para um país melhor, para se criar uma consciência coletiva de igualdade entre pessoas, mesmo com as desigualdades do capitalismo. Respeito, ética, moral…
EDUCAÇÃO senhoras e senhores.
Desculpe a falta de rigor gramatical, coerência e concatenação de ideias, contudo, faltou-me a EDUCAÇÃO do Estado.
Concordo plenamente com o colega acima no que diz respeito à educação, sou professora, trabalho em escolas da rede pública e particular, e falta muito para nossa educação atingir essa utopia descrita na sua fala!
Nossa realidade é bem pior do que você pode imaginar, e parto da mesma premissa, a educação é transformadora!!!
Teóricamente, a educação no Brasil, segundo pesquisas recentes, seria uma das melhores do mundo, servindo de modelo a ser seguido, mas na prática, nada acontece, como tantas outras coisas, fica somente na teoria!
Na rede pública, temos alunos que vão a escola somente por causa da merenda, que em muitas casos, é a única refeição que estes fazem no dia. Nos deparamos com casos que não imaginamos serem possíveis, fora tantos outros problemas que se eu parasse pra escrever aqui, levaria dias!
Mas, no que diz respeito ao Gabriel, não é uma cena cotidiana, não é todo dia que vemos um jovem morrer nessas circunstâncias, e acho que pelo que ele estudava, analisando seu currículo lattes que incluía pesquisas em economia da educação, acho que essa também era uma de suas preocupações, e acho também que o dinheiro dos nossos impostos poderia ser melhor empregado, são tantos impostos que pagamos, nem nos damos conta muitas vezes que os impostos estão em tudo, e lá vai nosso dinheiro pras mãos de sabe-se lá quem, não vejo porque não empregá-lo em prol da ajuda de compatriotas como o Gabriel.
Nosso dinheiro é gasto em vão com tantas coisas pelo governo, tanta gente metendo a mão, por que não ajudar num caso como esse? É mais comum vermos um político brasileiro ser denunciado por desvio de verbas públicas do que um jovem brasileiro morrendo numa montanha da África!
Quanto a indignação nossa, tem que ser exposta sim, em todos os meios e de várias formas, não basta eu me indignar em casa e ficar calada, é de conversas como essas que surgem as ações objetivas, que podem não partir de mim, que sou uma simples professora, mas essa discussão pode incentivar ou inspirar outras pessoas que possam agir.
Essa é a minha forma de registrar minha indignação, minha solidariedade e a esperança de que essa realidade mude!!!
Desculpem e peço que não interpretem isso como insensibilidade. Mas a fatalidade que aconteceu com esse rapaz, que me parece se um homem idôneo e de bem, pois mais triste que seja, não é de responsabilidade do Estado. Ele era um alpinista, ou seja, um praticante de um dos esportes radicais mais perigosos existentes. É de sua inteira responsabilidade assumir os riscos decorrentes de sua prática esportiva. Afinal, ele próprio escolheu esse caminho, e por instruído que era, não o fez sem a consciência dos riscos que corria.
A questão dos gastos públicos, abordada com propriedade e correção por muitos aqui, de fato decepciona a todos nós, brasileiros que gostariam de ver os recursos da nossa arrecadação de impostos e taxas sendo aplicados em benefício mais direto da população, principalmente os menos favorecidos. No entanto, são assuntos distintos. Não faz sentido que o governo gaste milhares e milhares de dólares com helicópteros e equipes especiais de resgate para tentar encontrar um único rapaz, de uma família que certamente não enfrenta as piores condições de vida que vemos no Brasil, enquanto milhares de outras pessoas, incluindo-se aí cerca de 25 mil crianças, que neste momento não possuem nem famçilia, nem alimento e nem moradia, aqui dentro do nosso território. Não acho mesmo que o govern otenha essa responsabilidade nesse caso. Esse rapaz sabia dos riscos que corria.
Alguém sabe se, por acaso, há uma vaga no Itamaraty para o Sr. Fábio Alves?
Me parece que ele gosta de caviar e bebidas refinadas, desde que sejam pagas por nós!
Cada um decide o que idéia e valores irá defender.
Meus sentimentos pela sua escolha!!!
Para quê reclamar? Nada mudará… uma pena mas é a pura realidade…
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O CASO GABRIEL BUCHMANN E AS COISAS QUE A GENTE NÃO ENTENDE. | Visão Panorâmica
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