O ensino no Brasil é caótico, deficitário e geralmente tem os resultados exagerados pelos governos que teimam em não ver o óbvio.
O discurso dos políticos e a realidade que vemos nas escolas públicas (e em algumas particulares) não poderiam refletir nada mais oposto e impossível de enquadrar. A propaganda do MEC – Ministério da Educação e Cultura – veiculada nas televisões brasileiras é bela e repleta de lirismo. O discurso usado na propaganda é quase uma cópia fiel do discurso político oportunista e totalmente vazio que estamos cansados de ouvir eleição após eleição: “Venha ser professor!” – A propaganda emocionante termina com uma convocação após imagens do mundo todo em que o professor é exaltado por ser o responsável pela virada evolutiva de inúmeros países.
Mentira? Não. Uma verdade avassaladora e que todos sabem. O Japão, a Alemanha, a França e inúmeros outros países que foram completamente arrasados durante a Segunda Guerra Mundial, usaram os recursos oferecidos a eles, para investir na formação de cérebros. Professores foram formados nos melhores centros acadêmicos do mundo, bem pagos, valorizados e representaram o seu papel em escolas construídas ou reconstruídas com o único objetivo de ensinar.
O Brasil também recebeu “uma grana preta” do famoso “Plano Marshall”. Mas aqui, Getúlio Vargas o “Pai dos Pobres”, resolveu que o dinheiro seria mais bem investido na compra de Sandálias Alpargatas para os pobres do nordeste. Foi lindo! Todos os miseráveis e famintos nordestinos andando pela caatinga com lindas sandálias alpargatas novinhas. Getúlio foi aplaudido e idolatrado por “se preocupar com o povo e com os pobres”. O engraçado é que passados sessenta anos do conflito, aqueles pobres que receberam as alpargatas continuam pobres e miseráveis. As sandálias se desgastaram no solo árido da caatinga ou nas carrocerias dos “paus-de-arara”, que lotaram as estradas com a mão-de-obra barata e sem qualificação de milhões de nordestinos que não tinham como se sustentar em seus estados.
O assistencialismo é assim. Você priva os pobres da possibilidade de libertação, permitindo que eles apenas sobrevivam com os agrados que você dá. Depois que o agrado acaba, o pobre continua pobre e agora é um escravo seu.
A educação não. Um pobre instruído, educado e formado numa boa escola, tem em mãos um patrimônio que é só dele. Com o saber, ele pode buscar novas fronteiras e libertar-se da miséria por sua própria força e através do seu trabalho. Ele não é mais um escravo e não precisará mais de sandálias, bolsas, cestas e de qualquer outra esmola.
E foi assim no Japão, na Alemanha, na França e depois na Coréia do Sul e nos famosos “Tigres Asiáticos”. Enquanto o Brasil caminhava, com suas sandálias alpargatas no pó da miséria e do assistencialismo; essas nações calçavam os sapatos da educação e corriam rumo ao futuro. Impulsionadas por seus professores motivados, bem pagos e bem formados.
Valorizar o professor; fazer com que as famílias entendam que a escola deve ser vista como uma extensão do lar e não como um centro de reclusão ou um lugar onde seus filhos devam ser depositados para aprender todos os aspectos da vida em sociedade; além de garantir que os professores retomem a autoridade e conquistem o respeito de seus alunos, sem acobertar as indisciplinas e violências praticadas pelos “inocentes anjinhos”, são as condições para termos uma escola melhor e mais produtiva.
Da mesma forma, o professor para ser respeitado deve possuir as condições mínimas de impor respeito. Quem respeita um maltrapilho? Quem respeita alguém que é desvalorizado e desrespeitado por seus próprios superiores? Quem respeita alguém que se veste mal e que não representa o sucesso porque não tem condições profissionais dignas? Como associar a educação ao sucesso e ao bom; se o professor é visto pela sociedade como um mendigo e um pedinte?
A chave para o sucesso do Brasil não é o pré-sal, o Lula e nenhum outro salvador da pátria que apareça. A chave é aplicar o dinheiro que já existe. Bastaria que um valor, correspondente ao usado para comprar os 36 caças, que equiparão nossa força aérea, fosse aplicado na educação.
Apenas com esse valor (que corresponde a todo o orçamento da educação para o ano de 2009) já teríamos o suficiente para que os professores ganhassem um salário digno e obtivessem meios para se atualizarem. Seria possível que as escolas fossem bem equipadas e melhoradas. Teríamos livros escolares de melhor qualidade e poderíamos ter em cada escola um laboratório de informática, contando com professores e profissionais motivados.
A solução é simples, o dinheiro existe e chegou o momento. Basta apenas deixarmos de aceitar as malditas sandálias alpargatas e olhamos pelos professores e para o futuro.
| Encontre o melhor de chave | ||||
![]() chave canivete gol golf palio corsa stilo celta fusca fox… R$ 23,00 Veja Mais |
![]() frete gratis chave canivete adaptacao lamina gm ford fiat… R$ 40,00 Veja Mais |
![]() chave canivete gol golf palio corsa stilo celta fusca fox… R$ 23,00 Veja Mais |
![]() chave canivete chevrolet gm lamina vectra astra montana… R$ 65,00 Veja Mais |
|
| vitrine secundum | ||||






Posted in
Tags:


















Educação é o terror dos governantes, essas pragas só se elegem porque o povo é imbecil,ignorante. Esse Lula só está ai e com essa popularidade, porque somos um Pais de ignorantes, sem um mínimo de cultura.
O assistencialismo é um imenso mal, é uma droga, que já viciou milhões de brasileiros.
Preferem o remedinho que amenizará uma pequena dor, a descobrirem (e se esforçarem, principalmente) para buscarem a cura, e nunca mais precisarem da “boa vontade” das “otoridades”.
Pena que vivemos em um país de maioria hipocondríaca.
.-= Carlos Leda´s last blog ..Rio 2016 =-.
Não existe educação sem oportunidade.
Uma pessoa ciente da merda em que vive e sem condições de sair dela é uma bomba para explodir.
Literalmente.
E o cara vai explodir em quem está perto, não em quem tem culpa (leia-se: políticos).
Beira-Mar era instruído e optou pelo crime perfeitamente consciente e lecionado.
Sempre penso nisso quando se prega que a educação liberta, quando na verdade o que deixa a pessoa livre é a ignorância mesmo. Conhecimento tira até a graça de olhar as estrelas.
É que nem pão. Sem manteiga é uma merda. =)
.-= Dragus´s last blog ..O capetinha do final de semana… =-.
Olá Dragus!
Levando-se em consideração que 3% da população mundial é composta por
psicopatas (comprovado cientificamente), o fato de Beira-Mar ser instruído e
ir para o crime perde um pouco do significado. Na mesma base, podemos
incluir os criminosos de classe média e alta que se associaram ao crime.
Mas, basta uma rápida passagem pelas prisões, delegacias e mesmo nessas
áreas destinadas aos menores infratores, para que a realidade salte aos
olhos, camarada. A esmagadora maioria muito mal sabe ler e escrever. Da
mesma forma que ser rico e instruído não é um atestado de idoneidade; ser
pobre e analfabeto não é uma certeza de condenação. Há fatores que atuam
sobre cada pessoa que moldarão o seu futuro.
Há uma diferença entre o criminoso de oportunidade e o cara “que nasceu para
isso”. E, pode acreditar, eles existem.
É claro que as oportunidades são fundamentais. Mas, um país com pessoas mais
instruídas tem muito mais oportunidades do que um país de analfabetos. Até,
porque as próprias pessoas estão em condições de detectar essas
oportunidades ou de criá-las.
Nos países que citei no artigo, logo após a guerra, a miséria era tanta que
populações inteiras viviam da “economia da guimba de cigarro” Sabe o que é
isso?
As crianças, jovens e alguns adultos sobreviventes, vagavam pelas ruas
coletando as guimbas dos cigarros americanos. Com quatro guimbas (em média)
se fazia um cigarro novo que era revendido ou trocado por alimentos depois
de feitos em volume.
A miséria era muito mais devastadora do que a nossa. No Japão, a maioria do
povo era analfabeto e vivia da agricultura de subsistência. A imposição do
“segundo grau” como item mínimo de formação e o investimento maciço na área
de formação de uma legião de professores e de escolas “de ponta” mudou a
nação.
As oportunidades são fundamentais. Mas, uma mente instruída está muito
melhor aparelhada para identificá-las e aproveitá-las do que uma não
preparada ou mal orientada.
Um abraço camarada.
Com certeza. Educação coloca um pouco de inteligência na cabeça desse povo. O governo não precisaria gastar com bolsa esmola, iriam surgir mais empresas onde existiria mais arrecadação. Não é por causa que o “Beira-mar” é instruído, que todos os instruídos serão bandidos no futuro.
O grande problema é que um povo inteligente não é facilmente manipulado com uma “bolsa-esmola”. Então, o povo vive ignorante, pobre e feliz, por ganhar dinheiro sem trabalhar!!
Infelizmente, o problema da educação no Brasil parece que só vai se resolver com uma revolução cultural… E tem que começar pela valorização dos professores. Não há outro caminho!
Os professores aqui no RS caíram em uma armadilha.
Todo e qualquer governo era pressionado com greves e manifestações furiosas devido a uma defasagem de 196%
que alegavam em seus salários.Elegeram Olivio Dutra(pt)
que seria o salvador.Gramaram 4 anos sem nenhum aumento e de boca fechada.Hoje,estão desmoralizados perante a opinião pública,porque quando as manifestações vem,são encaradas como manifestação política e não reivindicação de uma categoria.
Um caso interessante é que no estádio Beira-Rio ,quando de sua conclusão, a parte menos nobre,onde ficavam aqueles torcedores de menor poder aquisitivo logo ganhou o apelido de ‘coréia’ numa alusão àquele país à época miserável.
Hoje,graças à política educacional que por lá vigora,deveriamos dar o nome de Coréia aos camarotes VIP.
Muito bom o texto, parabéns!
Eu sou professor. Desmotivado, descrente e 80% decidido a abandonar o magistério. Se ainda permaneço é porque não arranjei coisa melhor ou não fui aprovado em um concurso.
Eu já fui idealista e sempre dei o melhor ( a ponto de tirar dinheiro do bolso) em prol da educação, dos alunos. Hoje não faço mais isso. O que fazer diante de tanta desvalorização? O que fazer diante de tanto desrespeito e tanta desorganização?
Fazer como muitos colegas: ” levar com a barriga” o ensino, cumprir apenas tarefas burocráticas ( ou a “educação bancária” que Paulo Freire tanto se referia). Quem perde com isso? Todos: o professor que acaba defasado em termos de formação, os alunos – evidente – e, claro, a sociedade e o país em geral. Quem sai ganhando? Os “donos do poder”, digamos assim.
Só para encerrar rapidamente: dinheiro para a educação, tem. E não é pouco. O que falta é organizar, distribuir bem, acabar com os trâmites burocráticos e, claro, corrupção. Apenas um exemplo rápido. Tem cabimento a merenda escola do estado da BA ser fornecida por uma empresa do…Rio de Janeiro? Como é que se diz? Boi na linha, nõa?
Convido-o para visitar o grooeland e ler um texto sobre o mesmo assunto ( professores, educação) atualizado recentemente ( 15/10).
abs
Parabéns pela blogagem, pelas colocações bem feitas e verdadeiras. Sem uma educação de qualidade que valorize alunos e professores dificilmente conseguiremos melhorias em outros setores da sociedade.
O que o Governo investe, qndo isso ocorre é de maneira errada, é mal investido ou desviado, tive muitos exemplos sobre isso durante um curso de jornalismo e políticas públicas que fiz, e isso é lamentável.
Mais uam vez, parabéns pelo blog e pela BC.
Beijo
Até…
.-= CrazyAnge£´s last blog ..BC – Professores do Brasil =-.
Olá, Arthurius. Seu texto é ótimo e esclarecedor e tive o prazer de publicá-lo no Consciência Efervescente: http://conscienciaefervescente.blogspot.com/2009/10/vergonha-da-desvalorizacao-da-educacao.html
Obviamente lhe dei os devidos créditos. É sempre muito bom quando sabemos que não estamos sozinh@s nessa guerra do bem contra o mal em que nossas armas são nossos dedos e computadores.
Abração
.-= Robson Fernando´s last blog ..Imagem marcante do dia (17/10/09) =-.
Olha, só!
Eu comentei o texto de hoje e coloquei o endereço de email, errado.
Sobre a formação dos professores, tenho uma coisa a acrescentar.
Quando fiz magistério disseram que deveria-mos ir para a sala de aula vestidas sem conotação sexual. Hoje, as professoras mais novas vão para a aula com os seios quase a mostra e querem que o aluno a respeite, com a minissaia e querem que o aluno fique cego e mudo.
Há uma enorme inversão de valores no magistério.
Abraço!