Foi no Salão Nobre do Clube Militar, durante um seminário promovido pelo Clube para debater o tema “Brasil, Ameaças a sua Soberania”, que o General Augusto Heleno Ribeiro Pereira fez uma declaração que causou constrangimento na cúpula do governo. No primeiro dia do seminário, enquanto se discutia a problemática da Amazônia, o Gen Heleno, então Comandante Militar daquela área, em certo momento, afirmou que o Exército não servia a governos, mas ao estado brasileiro. Causou constrangimento, apenas porque, no governo, há pessoas despreparadas, que não conseguem conviver com o óbvio. Não conseguem entender o que acontece em todos os países civilizados no mundo. Não conseguem abrir mão de qualquer oportunidade para aparelhar os organismos do estado.
A diplomacia também está entre as atividades de estado. Pelo menos assim sempre foi entendida através de nossa história. O maior de nossos diplomatas, o Barão do Rio Branco, um monarquista, serviu à república com invulgar brilho, nos deixando, entre outros legados, a consolidação de nossas fronteiras. A rigor, nossa diplomacia, desde os tempos de Brasil Colônia até nossa época, tem se destacado pelo profissionalismo de seus quadros e pela eficácia de sua ação, sempre coerente com uma política de estado. Fato amplamente reconhecido, no país e no exterior.
Isso tudo foi verdade até poucos anos atrás. Hoje, apoiadas numa concepção de mundo arcaica, as prioridades do estado foram suplantadas pelas prioridades do partido do governo. Confirmando essa evidência, vemos, agora, o Ministro das Relações Exteriores filiando-se ao PT, na derradeira hora em que a lei permite, para concorrer às próximas eleições. Mesmo que não haja a intenção de candidatar-se, como parece que afirmou o Ministro, o caso em si já mostra uma tendência à politização das ações do Itamaraty. Tudo conduz à confirmação da hipótese de que Lula usa a política externa para compensar, para seus “companheiros” mais à esquerda, a política econômica ortodoxa que adotou.
Carreiras de estado são, também, por exemplo, a Polícia Federal e a Secretaria da Receita Federal. A Polícia tem sido vítima de várias tentativas de politização. Felizmente, os bons quadros que a integram têm conseguido neutralizar, pelo menos em parte, esses assédios. Já a Secretária da Receita vinha conseguindo realizar seu importante trabalho apoiada em critérios puramente técnicos, o que era bom para o país e trazia segurança aos contribuintes. Agora, nem essa instituição ficou livre dos ataques petistas.
Lina Maria Vieira foi nomeada secretária da Receita Federal em 31 de julho de 2008. Nas vésperas de completar um ano no cargo, foi exonerada pelo governo petista. O motivo alegado foi uma suposta queda na arrecadação da receita, durante sua gestão.
A própria Dra Lina demonstrou, com dados concretos, que a alegação era inconsistente, levando considerável número de analistas a admitir que a causa real do afastamento da Secretária esteve em seu modo de conduzir o trabalho, sem se submeter às orientações políticas do Ministro da Fazenda. A Secretária instituiu uma gestão técnica que, por vezes, quando necessário, a levava a ser rígida com grandes empresas, algumas com “padrinhos” dentro do próprio governo. O último empurrão aconteceu quando colidiu com a Petrobras, ao contestar um artifício fiscal utilizado pela empresa para reduzir em quatro bilhões de reais os impostos devidos em 2008.
Todos esses fatos formam um lamentável quadro em que fica em evidência a tentativa da politização de carreiras de estado. Embora esse tipo de desvio seja inconcebível em um governo que pense com seriedade no futuro do país, abre, sem dúvida, excelentes oportunidades para empregarem mais alguns aliados e de utilizar estruturas montadas para trabalhar com fins político-eleitorais. É a triste realidade do Brasil de hoje.
Gen Ex GILBERTO BARBOSA DE FIGUEIREDO
Presidente do Clube Militar

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E por falar em desvios inconcebíveis…
Trechos da carta aberta ao Presidente:
DEP. FED. DOMINGOS DUTRA (PT-MA)
Companheiro Presidente Luis Inácio da Silva – Lula
Declino, com tristeza e pesar, o convite para integrar a comitiva presidencial que estará neste dia 10 em São Luís do Maranhão.
Estou triste, porém a minha consciência não me permite estar no mesmo palanque de um grupo político que há mais de quarenta anos explora, maltrata e debocha do nosso povo.
(Ou seja, com outras palavras; eu não sou homem para fazer alianças com picaretas que tanto combati)
Olá Arthurius,
Infelizmente vemos cada vez mais os governantes se servindo do Estado e não ao contrário. Fica aquela eterna dúvida: somos um país sério?
Abraço
.-= Geraldo´s last blog ..Obama deseja Feliz Hanukkah e movimento reinvindica nascimento para Israel =-.
Se esse exército serve mesmo ao Estado Brasileiro e não a esse governo corrupto que degrada o Estado, porque então esse exército vevidor e protetor do Estado não intervem para por fim a esse estado de coisa? Quando a justiça já não se dá ao respeito e ela própria descumpre ou ignora a constituição, não está na hora do exército guardião e protetor desse mesma constituição agir? Quando o lesgislativo se torna um poder inteiramente composto por bandidos de toda sorte, não está na hora do exército agir? O que seria preciso para que esse exército aja?
é ja esta mais que na hora do exercito acabar com essas instituiçoes corruptas, ah nao ser que o exercito esteja corrompido tambem, e ai quem ira nos socorrer?????????
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