O desastre humanitário no Haiti é algo nunca visto desde o fim da Segunda Grande Guerra. Um país combalido e que sofre há mais de duzentos anos com a corrupção, o abandono e inúmeras catástrofes naturais é golpeado mais uma vez pela impassível e impiedosa natureza.
Por mais chocantes e devastadoras que sejam as imagens que temos visto, dia após dia, através da televisão e da Internet; nossos mais profundos pesadelos podem apenas arranhar a superfície do que pode estar sentindo o haitiano ou os milhares de estrangeiros que estão por lá.
Mas, uma coisa é certa. Mesmo diante desse pesadelo, desse morticínio e dessa sucessão de desgraças; um grupo de brasileiros está feliz e exultante: A turma do panetone em Brasília.
É claro que a urgência e a magnitude da tragédia humanitária merecem todo o destaque possível e toda a ajuda que possa ser enviada para lá. Inclusive neste artigo, aqui no Visão Panorâmica, você pode contribuir pessoalmente para minimizar o sofrimento daquele povo. No entanto, a imprensa nacional tem que eleger certas prioridades e cumprir o seu papel de informar e de levar ao brasileiro a sua própria tragédia: a corrupção.
Essa praga é pior do que qualquer terremoto e de que qualquer guerra já existente na história humana. A corrupção mata silenciosamente muito mais do que os 100.000 da tsunami asiática ou os possíveis 200.000 do terremoto haitiano. A corrupção mata milhões todos os anos pela falta de médicos, hospitais, equipamentos, segurança, escolas e oportunidades. Tudo isso é roubado do povo brasileiro que, ao mesmo tempo, é anestesiado por falsos sorrisos e por políticas assistencialistas que apenas visam “tapar o sol com a peneira” para que o povo ache que algo está sendo feito.
Enquanto isso, apenas os nomes bordados nas bainhas das cucas, ceroulas e meias é trocado. Sai uma estrela vermelha e duas letras; entram um tucano e uma árvore estilizada. A imprensa tem que entender que não pode viver de desgraças e que deve acompanhar e informar todos os passos das situações que nos são críticas e mais intimamente ligadas. Claro que ninguém está pedindo para desprezar uma tragédia enorme como a do Haiti. O que se persegue é que as nossas tragédias não sejam apenas manchete de momento ou algo a ser explorado “até que algo mais interessante” aconteça.
O grau de corrupção no país e a presença de uma verdadeira máfia, que dominou profundamente as instituições mais importantes de um estado como o DF, podem tornar-se uma ameaça às instituições democráticas e a toda a sociedade brasileira. Abandonar o caso ao esquecimento e permitir que os culpados tenham “uma folga” na pressão que vinham recebendo é um erro que nossa imprensa sempre comete. Foi assim com Renan Calheiros, foi assim com José Sarney, foi assim com Lula e o mensalão e; agora é assim também com Arruda e a máfia de Brasília.
Num ano importante como este, um ano de eleição, deixar de informar constantemente ao povo o nome e as ações daqueles que se venderam de forma tão descarada e acintosa é, no mínimo, compactuar e se omitir diante de uma situação tremendamente grave.
E você leitor, o que pensa disso?
VOTE AGORA!
| Encontre o melhor de internet | ||||
![]() voip pap 2t linksys cisco 2 portas adaptador internet phone… R$ 99,00 Veja Mais |
![]() voip linksys spa8000 g1 gateway comprasim empresa situada… R$ 740,00 Veja Mais |
![]() linksys pap2 na desbloqueado com nota fiscal pap2 na R$ 95,00 Veja Mais |
![]() linksys spa2102 desbloqueado com nota fiscal desbloqueado… R$ 175,00 Veja Mais |
|
| vitrine secundum | ||||





Posted in
Tags:


















Essa catástrofe no Haiti está servindo para mostrar uma outra coisa: a real dimensão do Brasil e das forças armadas brasileira. Quando a ONU resolveu mandar tropas ou Haiti para tentar colocar um pouco de ordem no caus que se estabeleceu por lá depois da renúncia ou deposição(ainda se discute isso) do presidente Aristide, O brasil rapidamente se apresentou para essa missão, não por sentimento de colaboração com aquele povo, mas sim visando aparecer mais internacionalmente, como parte de um projeto idiota de ser aceito como membro permanente do conselho de segurança da ONU. Conseguindo isso o Brasil mandou “soldados” para aquele país e por lá ficou esses anos todos brincando de polícia até que aconteceu o terremoto. Completamente despreparados para o que quer que seja, óbvio que a coisa ficou séria para os nossos soldados, o que o Jobim fantasiado de Rambo constatou quando esteve lá numa visita relâmpago. Agora os americanos chegaram e estão assumindo o controle das coisas por lá, chegou a hora das crianças pararem de brincar de soldado e deixarem os adultos tratarem da situação. Notem que as autoridades daqui não estão esperniando muito e nem questionando a tomada do controle pelos americanos, elas viram que a coisa é grande demais para nós. Como eu disse, a tragédia desse pais serviu para nos mostrar o que somos realmente.
Inocente quem pensa, ou pensava, que mensalão e coisas do tipo eram exclusividades do PT.
É uma praxe na política nacional.
Lembra como o projeto da reeleição, que beneficiou diretamente FHC foi votado rapidamente e aprovado de forma surpreendente, modificando as regras do jogo enquanto o jogo estava sendo jogado?
Dinheiro na mão do congresso e consegue-se o que quiser. Bobo foi o Collor, que quis roubar sozinho e se deu mal.
Na política, pra sorrir, tem que fazer sorrir também!
Valeu!
Concordo com você, Arthurius. A tragédia do “Haiti” merece destaque, sim, pelas suas proporções gigantescas e a desgraça que consigo trouxe àquele povo, já tão sofrido, mas usar isso pra mascarar o caos político interno do nosso país é, no mínimo, faccioso, ainda mais quando se trata do povo brasileiro, usualmente fadado à contemplação sem reação.
Grande abraço!
.-= Sheherazade´s last blog ..RETOMANDO AS ATIVIDADES =-.
Com isso, a impressa ajuda ainda mais com a fraca memória do Brasileiro!! Não duvido que muitos ladrões que estão agora lá, sejam reeleitos!! Existem poucos programas que trazem alguma lembrança da lambança dos nossos políticos!!
ja imaginaram se o brasil ocorresse um terremoto como o do haiti estariamos em situação igual ou pior(levando em conta a proporção dos paises).
com as forças armadas ja sabe não poderiamos contar.
A missão numero 1 da forças armadas e receber o soldo e se aposentar aos 45 anos.
muitos miliares estão em missões “perigosas”somente para ter gratificações,creio que cada dia fora da base equivale a 2 dias e proposional aumnento de soldo.
De certa forma não são muito diferentes dos mensalistas anteriormente citados.
A questão e que o plano não deu certo,o haiti e uma bomba humana.
eo que deveria ter se feito melhor eo que se tem que fazer e um plano de recontrução não baseado em militares e sim em empresas (contrutoras com experiencia o pais tem de sobra),utilizando mão de obra local quando possivel,dando emprego que eo falta no haiti,os militares provendo segurança.
mais isso tenho certeza que tem muita gente que ganha muito mais que eu e vc e sabe muito melhor que eu e vc como resolver e planejar isso.
O que falta entao ea tal tomada de decisão(ou seja ninguem bota o rabo na reta),se não planejamos nosso pais que dira um outro pais.
sobre a questão de mensalão tem que se mudar eo modo do estado brasileiro se “comportar”nao adianta mudar os governos ja esta enraizado o modos operanti.
o que ocore nos governos e reflexo do nucleo estatal,diga se e tão solido que so uma revolução pra quebra-lo ou dezenas e dezenas de anos de muita luta pra alterar algo nele.
posso dizer que o estado derruba governos mais facil que governos o tentam mudar,afinal ninguem quer perder a boquinha.
vcs achan que todos os funcionarios do senado(ou qualquer divisão) não sabiam do que ocore la, acham que funcionarios do estado são cegos surdos e mudos agora.
Distintos e prezados, leio a informação do Arthur, leio e releio os comentários e não consigo atinar se espinafro também ou se dou uma de bombeiro e jogo agua na fervura.
Decidi! É a segunda!
Carissimos que chato viver a vida à condenar, criticar e ver o mal em tudo. Será que não temos nada digno de uma boa observação nesse nosso Brasil varonil?
Não será que estamos esquecendo que é no meio desse azedume, no meio desse ranço ativista, que crescem nossos filhos e os filhos de nossos vizinhos e esses pequeninos crescem nos vendo amaldiçoar tanto, que, quando grandes, e chegar a vez deles de fazer algo por nossa terra, nossa gente, não dirão eles: que adianta?
Será que não estamos criando uma geração de descrentes, de enfadados com a vida? Ou de invejosos cronicos que passarão seu tempo sentados nos seus sofás engordando seus traseiros e seus olhos?
Não me levem a mal por favor, não vim aqui dizer que devemos relevar tudo e fazer festa como se fossemos um bando de alienados.
Não é isso. Mas de repente um pouco mais de otimismo, um pouco mais de confiança, especialmente na frente de nossas crianças, poderá vir a ser um bom remédio para a cura de tantos males.
Quem sabe uma discussão supra-ódio, supra-ideologias, possa mostrar outro caminho e outro modelo para nosso pais.
Parodiando o Chico: “mirem-se no exemplo da dra Zilda Arns.” Com simplicidade e ao custo de inacreditáveis R$ 0,50 per capita ela resgatou milhões de crianças para a vida.
Tenho certeza que uns dez de nós podem fazer uma Zilda. E deixar bater um pouco de sol sobre essa nossa turvada consciencia.
Fiquem em paz.
http://www.jotagebece.blogspot.com
A tragédia ajuda a mostrar qual é o interesse do Lulla: aparecer para o mundo como líder mundial, mas sem mover um dedo. Qual tal no Brasil, o lullismo mais uma vez demonstra total falta de preparo para situações emergenciais, visto que o estúpido Celso Amorim estava mais preocupado com o “imperialismo” americano que tomou conta do aeroporto local para que as coisas acontecessem,do que em salvar vidas, isto porque as “otoridades” brasileiras se limitam a vestir “roupinha de rambo” e declarar bobagens revolucionárias.
Não sei porque o lula ainda não sugeriu mandar para o Haiti sua arma infalível: Nossa seleção de futebol cheia de ronaldos para aplacar a fome e o desespero do povo haitano, aqui isso funciona, faz o povo esquecer do Pão, se distraindo com o circo. Enviar camisas canarinhas também seria uma boa.
Não é que a imprensa sem querer esquece das maracutaias aqui e só olha pra lá… A imprensa aproveita a desgraça de lá para ajudar a ocultar as daqui…
Jonas, e que motivos temos para ser “otimistas”? A copa e as olimpíadas?
Sou descrente mesmo, e não dá pra acreditar que “agora é a vez do Brasil”, pro que não é. Nosso crescimento econômico é endividar o cidadão de classe E, D e C, em 5 ou 6 anos estaremos numa recessão ferrada, como a dos EUA e seus problemas imobiliários…
Infelizmente o Brasil é um país perdido. Quero sair daqui o mais rápido possível, e criar meus filhos fora daqui. Não consigo amar essa terra, essa pátria que me pariu.
Infelizmente tenho que concordar com o Zé!
Num passado não muito distante, tinhamos algumas organizações que mobilizavam o povo. Isso é necessário, o tal do microfone, a passeata…
ocorre que essas organizações foram corrompidas:
UNE = Corrimão para a vida como politico, sem falar nas altas cifras que recebem anualmente do governo federal para ficarem bem quietinhos.
SINDICATOS = idem, exatamente identicos ao que se tornou a UNE.
MIDIA = Todas as redes nacionais DEVEM $$$ para o governo, sem falar que a maioria das retransmissoras pertencem a politicos, leiam-se tambem radios.
O que sobrou? a internet?
Oras, a internet ao meu ver é todo mundo reclamando com a bunda na cadeira, e só!
abraços,
Marcio
Concordo com o Graf..
lembro dum caso parecido há alguns tempos atras, em que havia um esquema de corrupçao se desenrolando e de repente parou-se de falar nisso e jogaram toda a atençao para o caso dos pais lá que atiraram o proprio filho pela janela..
Lembrando… a maior tragedia ou desgraca, ate agora, foi a de Ruanda… com o genocidio. Interessantemente, nao alcancou o impacto que o terremoto do Haiti alcancou. Enquanto sao uns 150 mil, mortos (estimativas); em Ruanda foram 800 mil (comprovados) e numero incalculavel de familias despatriadas.
Nao querende desmerecer o que aconteceu no Haiti, mas pq sera tanta o impacto na midia enquanto em Ruanda o numero de mortos foi BEM maior?
Estranho…
a imprensa depende de pessoas que paguem para ler, e infelizmente as pessoas perdem o interesse nos escândalos muito rapido, mesmo que a imprensa continuasse publicando a maioria das pessoas pararia de ler