Brasil e impunidade

O Brasil é mesmo uma terra abençoada. Afinal de contas, por aqui, não há terremotos poderosos, cataclismas naturais de grande monta, ataques terroristas ou um nível grave de intolerância racial e religiosa. Também somos um país de maravilhas naturais, agricultura poderosa e mesa farta.

Mas, esse país das maravilhas sofre de um câncer. Um mal sistêmico e entranhado no mais profundo âmago de nosso ser. Uma célula perversa que corrói as fundações de nossa pátria e mina (com plena consciência) cada instituição oficial ou particular. Acalentada e estimulada por autoridades, políticos e por uma parcela da população, essa célula perversa forma uma legião de agentes do mal que destroem e atormentam famílias; atacam e saqueiam propriedades; sugam dinheiro público e, por isso, causam a morte de milhões. Essas células perversas promovem um genocídio silencioso e contínuo de nosso povo e condenam o corpo e a alma do brasileiro a um eterno sofrimento.

Esse mal tem um nome: Impunidade.

O presidente Lula vem a público defender corruptos notórios tachando-os como “pessoas incomuns” e omite-se enquanto seu partido e seus aliados supostamente “limpam a cara” nos cofres públicos, reclamando dos que apontam as possíveis falcatruas e desvios. Como “punição”; é aclamado por uma legião de cegos que não querem ver no que ele se transformou.

O ex-ministro José Dirceu declara de peito aberto que o Mensalão do PT não foi corrupção, mas financiamento de campanha “com caixa dois” (justificando um crime com outro). Como “punição”; recebe a coordenação da campanha da ministra Dilma e é o “Homem Forte” do PT no momento.

 

Lula e aliados

O presidente do Senado Federal tem sua vida devassada e inúmeros casos de possíveis desvios como tráfico de influência, desvio de verbas públicas e inúmeras irregularidades ainda não apuradas. Como “punição”; é apoiado livre e descaradamente pelo presidente em pessoa e por todo um séquito de políticos que não se cansam de rasgarem-se em salamaleques e rapapés. Ignorando todas as provas e evidências existentes e decidindo sequer apurarem os fatos.

Na Câmara dos Deputados, em Brasília, a grande maioria está envolvida com supostos desvios, mamatas e denúncias de toda ordem. Alguns chegam ao cúmulo de dizer “na lata” que “se lixam” para o povo e constroem castelos em sua honra. Como “punição”; São eleitos e reeleitos “ad eternum” por uma massa omissa e alienada que parece recusar-se a entender que é dela a culpa da existência desses “barões e senhores feudais”.

No tribunal máximo da nação, o TSE, é posto sob suspeita por um cúmplice de um grande banqueiro flagrado num ato de corrupção, quando este afira que o tal banqueiro está com os tribunais superiores “no bolso”. Como “punição”; é prestigiado pelo presidente, por políticos e as denúncias sequer são investigadas.

No país, ao ir para a cadeia, o criminoso recebe uma “carta branca” para o ócio e uma remuneração para se manter neste mesmo ócio. O famigerado “auxílio reclusão”. Antes destinado apenas aos presos que contribuíram para a Previdência Social; hoje, através de decisões judiciais equivocadas, tem sido estendido até para criminosos que jamais contribuíram para isso ou mesmo que estejam em fuga. Como “punição” por seus crimes e pelo seu ócio recebem mais de setecentos reais mensais (muito mais do que um trabalhador que ganhe um salário mínimo).

 

Brasil e a prteção ao crime

Enquanto o país gasta cerca de dois mil reais, mensalmente, para manter um preso. Gasta onze vezes menos para manter uma criança na escola. No entanto, não basta apenas manter as crianças nas escolas. É preciso ter escolas de qualidade que as capacitem para a vida e para o sucesso. É preciso que nossas crianças tenham uma escola que lhes dê a capacidade de detectar, aproveitar ou criar oportunidades. É preciso deixar os números de lado e encarar a realidade. Enquanto o governo premia o ministro da educação e comemora a “melhoria” dos índices da educação no Brasil; nosso país cai quinze pontos no ranking educacional internacional. Como é possível? Simples; deixou-se de levar em consideração o desempenho de nossas crianças em relação aos outros países e passou-se apenas a compará-las internamente. Fabricou-se assim uma “melhora”.

Por mais difícil que possa parecer é aí que reside à base da impunidade. Como são mal formados, mal instruídos e não conseguem oportunidades e perspectivas na vida; nossos jovens acabam inchando as favelas e formando famílias sub remuneradas e subempregadas que se dedicam apenas à reprodução e perpetuação da pobreza, da ignorância e da falta de perspectiva e oportunidades.

Por isso, passam a ignorar as leis e a viver a margem delas: É o “gato” de luz, o “gato” de água, o esgoto lançado no valão ou no rio mais próximo; procuram a subsistência através dos “bicos” ou de “artimanhas” que os possibilitem viver.

Por sua vez, o Estado que deveria combater e punir esses “desvios”; prefere ignorá-los e computá-los “à causa social”. Ao invés de prover a oportunidade e formas de libertação e evolução, prefere agir com paternalismo e transformar “em coitados” os desprovidos que ele próprio criou.

Esse paternalismo é o mesmo que protege o crime e premia a má conduta.É presidente que diz não ver as coisas que acontecem nas suas barbas; é o corrupto que deve ser perdoado pela sua “biografia”; é o criminoso que deve receber o que não contribuiu e ter o seu ócio bancado por uma massa trabalhadora que vive na “ponta da agulha”. Na onda paternalista, ainda se reverte e se perverte a realidade; transformando facínoras e assassinos cruéis em vítimas indefesas. Assim o assassino do menino João Hélio, um psicopata frio e violento, que na cadeia ainda participou de motins e da tentativa de assassinato de um monitor, recebe a “punição” de ser posto sob proteção do Estado e provavelmente ganhará uma residência no exterior para ficar “longe da violência” e de suas vítimas.

 

 Menores infratores

Quando o brasileiro entender que todos, desde o mais humilde catador de latas até o mais poderoso presidente, devem se submeter à lei e as punições por suas transgressões; os “coitadinhos”, os “desassitidos” e mesmo os portadores de “biografias respeitáveis” cumprirão com o seu dever ou sentirão o peso de suas transgressões e o prêmio ao crime for coisa do passado; nosso país, poderá ser uma terra de maravilhas e de menos injustiças.

Promover as mudanças necessárias para combater a impunidade deve ser a meta pessoal de cada um. Com o combate a impunidade, as instituições e seus membros passarão a funcionar corretamente e o Estado será capaz de prover as oportunidades e criar uma nação de jovens libertos da ignorância e da morte prematura e violenta.

Punindo com velocidade e com força. Promovendo educação de qualidade e realmente voltada para o bem e para a evolução das crianças e jovens. Capacitando os pobres para que se ergam com seu esforço e aceitem a ideia de que só o trabalho e a educação serão capazes de prover os méritos que tornarão a miséria e a injustiça apenas uma simples lembrança.

Mas, essa mudança, demora. Depende de cada um de nós. Depende de todos e depende, principalmente de você.

Pense nisso.

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