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O BRASIL, A EDUCAÇÃO E A REVOLUÇÃO DA FANTASIA.

 

a revolução na educação de lula

Uma coisa políticos populistas e incompetentes têm em comum: Fantasiar números e situações.

Você, como cidadão e independente de ideologia ou partido, acha realmente que a educação que seus filhos recebem nas escolas públicas e particulares é mesmo de qualidade? Se você acha que sim, pergunte para eles sobre os velhos vultos históricos que os antigos professores de Moral e Cívica nos ensinavam. Não precisa ir muito fundo não, pergunte por figuras “batidas” e que constantemente estão “na mídia” porque tem datas comemorativas representadas em feriados. Pergunte coisas básicas de geografia. Peça para que escrevam uma redação sobre um tema qualquer ou seja “ousado” e solicite a resolução de um problema matemático que envolva um raciocínio ou elementos que vão além das quatro operações básicas (mesmo nessas a coisa anda feia).

Certamente você descobrirá que o ensino apresentado aos seus filhos não anda lá essas coisas. Mesmo nas escolas privadas, a qualidade vem caindo absurdamente e há escolas particulares que são até piores do que as públicas. Por mais incrível que possa parecer, elas não são a minoria.

Num país onde a educação é vista como um negócio: onde a repetência é vista como um problema da escola e não do aluno e o professor é tratado como pouco mais do que um mendigo, não se poderia esperar outra coisa.

 

pensamento versus ideia

 

Os problemas são gravíssimos. São estruturais e atingem desde a formação profissional de professores até o desinteresse das famílias pela educação de seus filhos. O círculo vicioso é alimentado pela má remuneração, desrespeito e pela figura do “professor coitado”. Assim como em outros países que pagam mal aos seus professores, o Brasil sofre com um número cada vez menor de pessoas com talento e saber desejosos de dedicarem-se ao magistério. É nesse cenário que surge o “professor coitado”. Ele é aquele medíocre, preguiçoso ou simplesmente medroso aluno que chega ao vestibular sem saber o que quer da vida e escolhe fazer pedagogia. Sem talento ou perspectiva de batalhar um salário melhor numa empresa de ponta, o “professor coitado” sonha se formar e encostar-se num emprego público, onde poderá acumular matrículas e “ir levando” até uma aposentadoria tranqüila.

Antes que me crucifiquem, basta lembrar que as provas de que o “professor coitado” está “se reproduzindo” fora de controle e, em breve, será e “espécie dominante” nas escolas brasileiras vem do próprio MEC. Uma recente pesquisa, divulgada pela mídia, mostrou que os cursos de pedagogia vem sendo “disputados” por um número crescente de alunos com rendimento escolar pífio e que enxergam na pedagogia “uma facilidade” para abraçar um “empreguinho no Estado” e uma “ponta de lança” para entrarem na faculdade de maneira mais tranqüila.

O que é mais triste nisso tudo é o fato dos governos passados simplesmente ignorarem o assunto e permitirem que chegássemos até aqui. Os dados são simplesmente alarmantes. Basta saber que 74% da população adulta brasileira é composta por analfabetos funcionais; dos jovens de 15 a 17 anos, quase 16% na freqüenta a escola e 10% da população com idade superior a 15 anos é completamente analfabeta. A fonte desses números é do próprio governo federal (IBGE – Pnad).

Além disso, organismos internacionais rebaixaram o país em 15 colocações no que se refere ao índice de desempenho escolar. Isso aconteceu mesmo após a OCDE – Organização Para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – alterar o Pisa – Programa Internacional de Avaliação de Alunos – colocando questões “mais simples” no exame para impedir uma queda acentuada desses países.

 

educação e família

Por isso mesmo, é incompreensível quando o próprio governo esconde e ignora esses números gravíssimos e dantescos. Mais do que isso; é triste assistir ao próprio presidente Lula vir a público falar “da revolução educacional” que ele implementou no país. Como se nada do que o IBGE e os organismos internacionais revelaram fosse verdade. Como basta uma simples conversa na sala de casa para tirar a dúvida de quem tem a razão; basta você leitor fazer a sua parte e descobrir.

Mas, Lula não está sozinho nessa. José Serra em São Paulo, a exemplo do que FHC fez nacionalmente, conseguiu produzir verdadeiras aberrações em matéria de educação e, apesar da greve claramente política que os professores fazem hoje, o ensino no Estado Paulista é um dos piores do país.

A verdade mesmo é que falta visão de futuro para a grande maioria dos políticos brasileiros. É impossível para uma nação crescer de forma sustentável e constante sendo composta por descerebrados analfabetos. Mesmo hoje, algo impensável já está acontecendo. Diversas vagas de emprego estão ficando ociosas nos grandes centros por falta de profissionais minimamente qualificados. Contudo, se você está pensando que faltam engenheiros, médicos ou outros profissionais altamente capacitados você pode até estar certo. Mas (e aí reside o fator impensável da coisa), as empresas não conseguem encontrar pessoas com habilidades simples como raciocínio lógico e domínio da matemática básica.

Por aí você pode perceber como a coisa vai de mal a pior. Fazer de um país uma grande nação é muito mais do que distribuir bolsas-esmolas, garantir comida barata ou crescimento econômico; é garantir ao povo que vive lá condições de construir e manter esse país com a grandeza que ele tão duramente conquistou.

Muito mais do que uma revolução populista e fantasiosa, o Brasil precisa urgentemente de uma revolução real e de mentes capazes de fazê-la.

Pense nisso.

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16 Responses to “O BRASIL, A EDUCAÇÃO E A REVOLUÇÃO DA FANTASIA.”

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by arthurius_maxim. arthurius_maxim said: O BRASIL, A EDUCAÇÃO E A REVOLUÇÃO DA FANTASIA. http://goo.gl/fb/Dhrph [...]

  2. André disse:

    Como filho de professora, assino embaixo. Minha mãe sempre diz: “Graças a Deus me aposentei, me livrei disso”. E não é por preguiça de dar aula ou de ter garantido sua aposentadoria (a muito custo, só através de advogado), mas por que o professor perdeu seu poder sobre o ensino.

    Ele é obrigado a passar o aluno, ou seja, dar nota para que ele passe, mesmo que a nota a ser dada seja acima de 1 ponto. Se o aluno vai mal na matéria, os pais vão reclamar com o professor, mas acusando o mesmo e não ao filho, que muitas vezes não quer nada com a vida e somente incomoda na sala de aula.

    Hoje, não faltam empregos, faltam pessoas capacitadas. Muitos desses que “incomodam na sala de aula” vão atrás de empregos mais “simples”, sem perspectiva alguma de crescimento e, desse tipo de trabalhador, o Brasil está cheio.

    Por isso meu voto sempre será para o político que apoie e muito a educação. Se esse não existe, meu voto é nulo!! Essa ideia de votar no “menos pior” não me desce!!

    • Olá André!

      Pois é, esse quadro só mudará quando o eleitor entender que é dele a
      responsabilidade pelo problema. Além disso, é fundamental que a família “se
      toque” e pare de passar a mão pela cabeça dos alunos “que não querem nada”.

      Valorizar o magistério é garantir uma reserva de cérebros que assegurará o
      crescimento da nação.

      Um abraço.

      A. Maximus
      .-= Arthurius Maximus´s last blog ..SEXTA-FEIRA SANTA, PÁSCOA E AS COISAS IMPORTANTES. =-.

  3. Taediu disse:

    A culpa dessa merda toda é da ditadura passada, os milicos tiveram a oportunidade de ouro para fazer uma revolução educacional neste Pais e não fizeram. Para haver democracia tem que haver educação, povo ignorante não pode votar, não pode ter democracia, para um povo viver numa democracia, tem que primeiro se educar, saber votar.O Brasil é essa merda que é por causa desse povo ignorante e imbecil. Um pais que elege por duas vezes um bucéfalo para presidente e acha que está bom, é um Pais quase que demente.

  4. Dragus disse:

    Por coincidência falamos hoje do mesmo assunto.

    ——————–
    Exceto pela última frase do Taediu, concordo com o que ele diz. FHC e Lula apesar de seus partidos serem água e óleo, são mais parecidos e seguem direitinho as normas de quem controla o país desde sempre (os homens com dinheiro).

    Mas engana-se ele se pensa que a ditadura acabou. A única coisa que mudou no Brasil da ditadura para cá foi a liberdade de imprensa. De resto não mudou nada.

    E como a imprensa já teve o que queria, porque lutar pela ralé?
    .-= Dragus´s last blog ..Esse é o futuro da nação. =-.

    • Olá Dragus!

      Eu diria que a isso se soma o interesse por manter sempre uma grande massa
      longe da educação de qualidade. Assim se mantém uma massa votante imune a
      qualquer escândalo e sempre dependente das benesses promovidas pelas
      migalhas que caem das mesas dos poderosos alcaides.

      Um abraço.

      Arthurius Maximus – Editor

  5. Marcio disse:

    Discordo em 100% quanto a qualidade do ensino na época do regime militar.
    Não estou defendendo o regime…mas nesta época, até o bedel ou a tia da limpeza tinham autoridade na escola.

    Infelizmente, após a criação do estatuto do menor esse respeito se acabou!

    Acho que esse estatuto da forma como foi feito se tornou um dos grandes problemas para a educação.

    abraços,
    Marcio

    • Olá Marcio!

      Sou totalmente contrário ao ECA da forma como ele é aplicado hoje. A ninguém
      pode ser dado o direito de agir impunemente e de se tornar intocável a lei
      ou a punições disciplinares. O paternalismo exacerbado aliado a uma postura
      preguiçosa e relapsa das autoridades estão criando uma geração de psicopatas
      e monstros que acham que “tudo podem”.

      Quando o país acordar para os prejuízos que essa legislação está causando,
      poderá ser tarde demais.

      Um abraço.

      A. Maximus
      .-= Arthurius Maximus´s last blog ..SEXTA-FEIRA SANTA, PÁSCOA E AS COISAS IMPORTANTES. =-.

  6. Concordo plenamente com o comentario acima do Marcio, mais nada a acrescentar.
    Abraços forte
    .-= Principe Encantado´s last blog ..UM PEQUENO E SIMPLES PEDIDO =-.

  7. Paulo disse:

    A Educação sempre foi nosso maior desafio, não só por causa da incompetência de nossos políticos, responsáveis pelas ridículas instalações ou pelos baixos salários do corpo docente, mas também por causa da nossa realidade. Em nossa Sociedade, não há vontade popular para fazer mudar a qualidade da Educação, lembro-me que nas últimas eleições presidenciais o Senador Cristovam Buarque baseou sua campanha na questão da Educação e sofreu a maior rejeição entre os candidatos. Isso representou a valorização que dávamos ao assunto. Para os brasileiros, há assuntos mais interessantes e prioritários que a Educação.
    Em meu Blog, que ainda é muito novo, escrevi dois posts relacionados à educação brasileira, são eles:

    http://olhareshodiernos.blogspot.com/2010/03/artigos-de-revistas-n001.html

    http://olhareshodiernos.blogspot.com/2010/03/intolerancia-em-nossas-escolas.html

  8. leonel disse:

    Como ja dise antes povo com fome e sem a educaçao vira massa de manobra ora vamos pra esquerda ora vamos para direita,escola virou deposito,o pai e a mae quando nao querem ter a responsabilidade sobre o filho que botaram no mundo acabam entregando para a escola fazes esta parte o estado por sua vez exigem que professores mal remunererados os ultimos resultados a nossa educaçao vai de mal a pior,é so vermos na internet orgias em faculdades ,bebedeiras,alunos agressivos,e ai a pergunta como julgarao no futuro,como prenderao que advogado que medicos serao,o ensino brasileiro do jeito que esta infelizmente alias pra politico o bom é que fique assim,vejam existem leis para votar emperradas no congresso a mais de dez anos e os “vereadores federais”ficam discutindo verbas para seus currais eleitorais se nao mudarmos agora o futuro vais ser pior.

  9. Olá!

    A educação séria deve ser um dos pilares de sustentáculos do desenvolvimento e progresso da nossa nação. Evidentemente que existem outros pilares tão importante quanto a edicação, qué o incentivo ao empreendedorismo, menos bucocratização na abertura e fechamnento de empresas, melhor distribuição de renda e outras coisas mais.

    É uma burrice dizer que não se pode dar comida aquem tem fome ou água a quem tem sede. Quem nunca passou fome por falte de recursos para comprar é muito fácil dizer que as pessoas devem viver na miséria e morrer de fome. Mas para pessoas que sentem o sofrimento alheio são totalmente favoráveis.

    A distribuição de renda deve ser feita. Evidentemente que a atual forma de distribuição de renda deve ser alterada um pouco, com a inclusão de programas que ensinem algum ofício e proporcione alguma renda e deixe uma grande quantidade desses usuário do Bolsa Família, por exemplo, independente dos recursos desse programa.

    Abraços

    Francisco Castro
    .-= Francisco Castro´s last blog ..Mais respeito ao dinheiro público =-.

  10. Sheherazade disse:

    Arthurius,
    A questão da educação no Brasil é tão complexa, foram tantos os (ir)responsáveis pela bagunça que aí está, que não dá pra saber onde começou. É o mesmo que perguntar quem nasceu primeiro: O ovo, ou a galinha. Se, por um lado, tivemos o malfadado golpe militar e os governos “democráticos” que o sucederam, por outro temos o nosso povo, que desconhece a sua própria força, tal a manada de gado comandada por um só vaqueiro… Tudo poderia ser diferente se as reformas de base houvessem sido implementadas segundo o que se projetava antes do fatídico 1964, penso eu … Será?
    Grande abraço!
    .-= Sheherazade´s last blog ..RETOMANDO AS ATIVIDADES =-.

    • Olá Sheherazade!

      Você está certa, na educação não há um culpado. Há uma série infindável de
      cúmplices. O importante é entender que saber como e onde começou a
      degeneração da educação no Brasil não interessa. O importante é entender e
      lutar para que ela pare aqui e agora.

      Um abraço.

      A. Maximus
      .-= Arthurius Maximus´s last blog ..SEXTA-FEIRA SANTA, PÁSCOA E AS COISAS IMPORTANTES. =-.

  11. Jo disse:

    Dei aulas em escolas particulares durante anos, e o que mais me chocava era o “engajamento” de professores em causas políticas e os “pegadores” que só se preocupavam em “pegar” aquelas aluninhas, etc. Esse esquerdismo que tomou conta do ensino público e privado destruiu qualquer alternativa de ensino sério, ligado à educação e não ao doutrinamento, como acontece no país desde que os ditos “governos” de esquerda tomaram o país de assalto (literalmente!). Não há a mínima condição de manter este padrão adotado nas escolas brasileiras de dar aos “jovens” poder total sobre professores e funcionários. É necessário rever a política de ensino no país, eliminar o “aparelhamento” e o “engajamento” dos setores ligados ao ensino…mas a quem interessa isso?? Mais fácil é aprovar todos e manter a massa de manobra “manobrável” por meio de “professores” como os da greve politiqueira da dona Bebel da Apeoesp…terceiro mundo me dana!!

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