O que poderiam ter em comum os dois casos criminais mais recentes e a disputa eleitoral, banhada em ilegalidades, das “figurinhas carimbadas” da mídia e das ideologias “religiosas” do momento?
Essa é uma questão que você, caro leitor, pode estranhar. Mas, se analisando superficialmente, veremos poucas ligações; por outro lado, indo às raízes dos problemas que levaram a concretização desses fatos, perceberemos com clareza que os dois casos criminais e o festival de ilegalidades cometidas pelos dois candidatos, além de muitos dos crimes ocorridos em nossa sociedade têm raízes muito mais unidas e profundas do que possamos – ou desejamos – admitir.
Essas raízes brotam do solo fértil de uma sociedade hipócrita, conformista e extremamente voltada para o seu próprio umbigo. Regadas com muita indiferença, impunidade e permissividade; essas raízes brotam livres e invadem nossa sociedade espalhando o seu veneno insidioso e silenciosamente matando tudo o que tocam.
Se, por um lado, o culto à personalidade, o egocentrismo, a falta de valores éticos sólidos e calcados no desrespeito aos direitos do próximo são o fertilizante que acelera o crescimento da violência e fomenta a desídia e a perversidade que habitam as profundezas de cada um de nós. Por outro, nossa sociedade cobra união, compreensão, respeito e ética de seus membros – com cada vez mais veemência. Ao mesmo tempo; seja você rico, famoso, goze de popularidade ou exerça um cargo poderoso; a mesma sociedade tolera, com uma enorme permissividade, a sua falta de valores éticos sólidos e faz com que alguns tenham a idéia de estarem acima das leis e acima do pacto social que une a humanidade em grupos, desde os tempos primitivos.
Esse pacto tem sua força e única fonte de significado na observância das leis e na punição exemplar dos que as transgridam. Sua razão de ser é a proteção do fraco frente ao forte e do pobre frente ao rico. Ele é à base do sucesso do Homem e a única razão pela qual, mesmo sendo uma espécie fraca, tenhamos conquistado o planeta. Sem isso, a sociedade simplesmente desmorona e passa a ser regida pelas leis naturais.
Nossa sociedade, atualmente, experimenta um estágio de apatia e permissividade com a criminalidade sem paralelo em nossa história. Você pode chamar do que quiser: desrespeito a vida, falta de amor ao próximo, falta de Deus no coração ou qualquer outra coisa. Mas, o que você talvez nem ouse pensar, seja nessa palavrinha que incomoda tanto: hipocrisia.
Incomoda porque ela aponta seu dedo fétido e sua mão horrenda para nossos rostos, em uma acusação silenciosa e terrível que muitos não desejam encarar. Afinal, é ela a fonte de nossa degradação e permissividade. É essa a única responsável pelo desrespeito e pela falta de ética generalizada. É ela a responsável pela miséria de nosso povo, pelas mortes intermináveis – nos hospitais lotados e sucateados – é a hipocrisia que alimenta o corrupto, que oprime o pobre, que cala o intelectual e que faz da massa um monte de escravos a serem negociados no mercado do poder.
Sim. A hipocrisia de nossa sociedade e, por conseguinte, a nossa própria.
Afinal, reclamamos dos políticos corruptos. Contudo votamos, eleição após eleição, nos mesmos nomes e nas mesmas promessas que sabemos vazias. Quando uma voz se levanta; imediatamente é calada pelo coro hipócrita: “É assim mesmo e não adianta. Eu não voto em ninguém e não tenho culpa. Alguém, um dia, mudará isso”.
Reclamamos do policial corrupto e achamos “o fim” cobrar propina e liberar um atropelador. Mas, somos os primeiros a “oferecer uma cerveja” ao policial que nos aborda ou toleramos e reelegemos os políticos que não oferecem condições de trabalho dignas e não fazem um combate eficaz aos maus policiais.
Reclamamos da criminalidade e da violência em nossas cidades. Mas, nos calamos e nos escondemos ao observar um ato ilícito ser cometido. Mesmo que saibamos existirem inúmeras formas de denúncia anônima e segura. Sempre dizemos: “Eu não quero problemas”.
Reclamamos do goleiro que pode ter matado a namorada; do ex-marido que pode ter matado a ex-mulher e do jornalista que matou a amante e continua em liberdade. Mas, oferecemos uma propina aos policiais ou escondemos em casa, sem o menor pudor, alguém de nossas relações que tenha cometido um crime. Diante do fato consumado, passamos as mãos pelas suas cabeças e jogamos panos quentes, deixando de cobrar deles uma postura ética e a observância de valores morais sólidos (não a moral carola; a moral humana). Isso é claro, porque estamos diante do fruto de nossa própria omissão ética; já que, normalmente, somos os primeiros a fornecer o mau exemplo.
Reclamamos do “vale tudo” na política, da escravização do cidadão pelo Estado, dos altos impostos e do desrespeito às leis. Mas, toleramos alegremente – e até apoiamos fervorosamente – candidatos que infringem as leis, desprezam o povo e se travestem de salvadores quando, na verdade, são os mesmos algozes de sempre.
Compreender que flui de nós a nossa própria decadência é fundamental para mudar os rumos de nossa nação e de nosso povo. Entender que nossos filhos nem sempre estão certos e nem sempre devem ser protegidos é fundamental para que cresçam como homens de caráter e com valores éticos fortes, compreendendo que ações têm conseqüências e ilegalidades devem ser punidas, nunca estimuladas ou aplaudidas como “esperteza”.
Saber que sem uma sociedade que cobre seriamente a observância das leis, da ética, do bom trato com a coisa pública e da lisura de procedimentos; jamais teremos um país justo e uma nação onde doentes não tenham que esperar meses por uma cirurgia simples; onde crianças morram de fome ou de doenças facilmente curáveis ou evitáveis; que pais de família trabalhadores não sejam massacrados pelos marginais ou se possa caminhar mais livremente nas ruas de nossas cidades.
A mudança não virá de Lula, de Dilma ou de Serra. Não será o Estado ou o próximo “salvador da pátria” que se anuncia a resolverem nosso dilema. A mudança deve se iniciar em nossas almas e brotar de nossos corações e mentes.
Mas, para que isso ocorra, temos que admitir primeiramente a nossa terrível e perversa hipocrisia. Só através desse entendimento descobriremos que, a terrível conspiração do mal que tanto nos assusta, se inicia também dentro de nós mesmos.
Pense nisso e comece a mudança.
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O que falta a nossa nação ea RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL saber como suprir as próprias necessidades, saber cuidar de si próprio e nunca ser um fardo para o ombro alheio. Independência e trabalho duro eram as qualidades básicas para se ter uma vida decente, e representavam, acima de tudo, a idéia básica da moralidade. Isso foi há menos de cem anos.
A moralidade de nossa nação foi se alterando com a entrada do obscurantismo politico, com a ideias coletivistas,dos direitos dos Cidadãos (sem deveres).
A moralidade da nossa nação assegurava que eles poderiam sobreviver em quaisquer condições. Se eles se encontrassem em uma situação em que não fossem capazes de viver com seus salários, eles apenas iriam trabalhar mais pesadamente e por mais tempo. Eles eram os arquitetos e os operários da construção de suas próprias vidas, mesmo que isso frequentemente significasse trabalho duro e contínuas situações aparentemente desanimadoras.
Eles alegremente se disporiam a ajudar aqueles em necessidade, mesmo se eles tivessem muito pouco a oferecer, mas provavelmente não aceitariam qualquer ajuda que lhes fosse oferecida. Eles tinham orgulho da competência que tinham para cuidar de si próprios; eles apreciavam a independência em relação a terceiros, a independência de nunca ter de pedir ajuda. Eles achavam que se não fossem capazes de cuidar de si mesmos, então não teriam o direito de pedir auxílio a ninguém.
Entretanto, de alguma maneira, eles caíram nas promessas de políticos que diziam que iriam suprir “os fracos”, uma categoria de pessoas que não existia naquela época: quem iria admitir ser incapaz de cuidar de si próprio? Mas eles eram pessoas trabalhadoras e de bom coração, e provavelmente pensaram que uma pequena contribuição para prover aqueles em condição muito pior seria uma ação típica de um Bom Samaritano.
Teoricamente, é talvez compreensível e até mesmo invejável. Seus pais e eles já estavam participando voluntariamente de grupos privados locais, arranjando apoio financeiro para aqueles que necessitavam de assistência médica ou que tinham perdido o emprego. Em tempos ruins, como recessões ou rápidas mudanças sociais, tudo isso era um grande ônus, embora voluntário e feito por interesse próprio. Uma versão em larga escala desse mesmo tipo de arranjos mútuos para ajudar terceiros provavelmente soou como uma boa idéia, mesmo que ela tivesse de ser financiada coercivamente através da tributação.
O problema é que nesse momento o estado assistencialista foi criado e ele iria mudar dramaticamente a vida das pessoas e afetar sua moralidade de maneira fundamental.
Os filhos da geração dos meus avós, meu pais dentre eles, rapidamente aprenderam e adotaram uma nova moralidade baseada nos “DIREITOS” assistencialistas oferecidos pelo sistema de seguridade social. Enquanto que a geração mais velha não aceitaria ser dependente de terceiros (incluindo receber benefícios assistencialistas do estado), eles não relutaram em enviar a geração mais nova para ser educada em escolas públicas. Certo estou de que eles nunca pensaram ser um “direito” ter seus filhos educados. Antes, eles aceitaram e agradeceram a oportunidade de seus filhos terem uma chance que eles mesmos nunca tiveram – uma educação “gratuita”.
Assim, a geração de meus pais freqüentou escolas públicas onde a eles foi ensinado matemática e idiomas, bem como a superioridade do assistencialismo e a moralidade do estado. Eles aprenderam o funcionamento da maquinaria do estado assistencialista e adquiriram uma concepção (errônea) totalmente nova sobre direitos: todos os cidadãos desfrutam de um direito – simplesmente pelo fato de serem cidadãos – a educação, a saúde, ao seguro-desemprego e a seguridade social.
Ser um indivíduo – foi-lhes ensinado – significa ter direito a receber auxílios para suas necessidades individuais. Todo mundo tem direito a todos os recursos necessários para se buscar a felicidade própria e a da sociedade, foi-lhes dito.
Para encerar
La Boétie questiona: “Como tem algum poder sobre vós, senão por vós? Como ousaria atacar-vos, se não estivesse em conluio convosco?” Bastaria que o próprio povo fosse resoluto em não servir mais, para ter sua liberdade. A escravidão acaba exigindo a sanção da vítima.
“Por outro, nossa sociedade cobra união, compreensão, respeito e ética de seus membros – com cada vez mais veemência.”
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Discordo. Se assim o fosse, os Sarneys da vida não seriam mais eleitos. O maior corrupto ainda é o povo que se vende por promessas que sabem que não serão cumpridas. A promessa que o político arrumará “uma boca” pro parente como ASPONE.
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“a mesma sociedade tolera, com uma enorme permissividade, a sua falta de valores éticos sólidos e faz com que alguns tenham a idéia de estarem acima das leis e acima do pacto social que une a humanidade em grupos, desde os tempos primitivos.”
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Se ela age assim, não pode cobrar nada com veemência.
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“Quando uma voz se levanta; imediatamente é calada pelo coro hipócrita: “É assim mesmo e não adianta. Eu não voto em ninguém e não tenho culpa. Alguém, um dia, mudará isso”.”
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Modo perigoso de explanar uma ideia. Sugere que quem, como eu, acha que a classe política não possui UM ÚNICO representante com capacidade, vontade e idoneidade para exercer um cargo público – acarretando em abster-se em eleger qualquer um dessa laia – é hipócrita. Entendo que vc optou pela Marina Silva (que, por sinal, acha correto ensino de Criacionismo nos colégios), mas para mim é apenas mais uma. E, çamento, não voto em menos pior. No entanto, não espero que “alguém” um dia mude isso. Só espero um “alguém” que tenha capacidade, competência e idoneidade suficiente para merecer um voto meu. Até agora, não vi ninguém.
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“Reclamamos do policial corrupto e achamos “o fim” cobrar propina e liberar um atropelador. Mas, somos os primeiros a “oferecer uma cerveja” ao policial que nos aborda ou toleramos e reelegemos os políticos que não oferecem condições de trabalho dignas e não fazem um combate eficaz aos maus policiais.”
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O que concorda com o que escrevi acima. Ainda assim, independente desse tipo de eleitor, as pessoas de bem não devem tentar escolher “menos piores”, pq fuilaninhos escolherão esse ou aquele candidato. Lembremos que deputados precisam de um número mínimo de votos. Outra saída: encontrar pessoas decentes que possam se candidatar, mas Lord Acton estava certo, e o Poder acaba corrompendo as pessoas. Pelo menos, ninguém fugiu à regra até agora.
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“Saber que sem uma sociedade que cobre seriamente a observância das leis, da ética, do bom trato com a coisa pública e da lisura de procedimentos; jamais teremos um país justo”
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Antes da sociedade cobrar algo, a sociedade DEVE observar as leis primariamente. Cobrar do próximo é muito fácil.
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“A mudança não virá de Lula, de Dilma ou de Serra. Não será o Estado ou o próximo “salvador da pátria” que se anuncia a resolverem nosso dilema. A mudança deve se iniciar em nossas almas e brotar de nossos corações e mentes.”
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Quando isso vai acontecer no Brasil? Nunca! Brasileiro não é solidário, isso é uma ficção criada por alguém. E qdo o Sylvester Stallone falou mal do Brasil, ele não contou nenhuma mentira. A parte que ele menciona que o símbolo de um grupo policial é uma caveira com duas pistolas e um punhal encravado é símbolo de como as coisas são por aqui, é o mais emblemático de tudo. Ficaram com raivinha dele simplesmente pq ele falou a verdade, coisa que não é apreciada por aqui, pois vivemos uma fantasia que o brasileiro é legal, solidário e camarada. Não é!
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“Pense nisso e comece a mudança.”
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Não tenho dinheiro para me candidatar a nada.
Olá André!
Eu compreendo o seu ponto de vista. No entanto, acho que você é parte de um grupo que é excessão. Afinal, é esclarecido e tem posições definidas sobre o
assunto. No texto quis me referir ao grosso da população e da sociedade; os 44% que sequer possuem o primeiro grau e os 74% que são analfabetos
funcionais. É essa massa que grita por moralidade e ética da boca para fora e age, na primeira oportunidade, exatamente como os que criticam.
Também entendo que só essas caracteristicas não definem o mau caráter. Como toda a regra tem excessão, sei muito bem que há pessoas sem instrução de
grande capacidade moral e pessoas de grande saber que são canalhas. A ética e a moral (não a moral carola) são coisas que se aprendem de berço.
A questão, que pretendi levantar no artigo, é uma visão generalista de nossa sociedade. É a acomodação, a recusa em participar e de se comprometer com
algo e a necessidade de que sempre “alguém faça algo” ao invés de propor-se “fazermos algo”.
Quanto a Marina, a intenção não foi endeuzá-la e nem direcionar o artigo para esse sentido. Apesar de seus entendimentos religiosos, Marina tem a consciência de que o Estado é laico (pelo menos ela declara isso sempre que pode). E, como ateu, não sinto qualquer
reserva em aceitar sua palavra. Se ela “se desvirtuar” desse ritmo; haverá outra eleição daqui a quatro anos. Foi isso que quis dizer com “erros eleitorais”. Afinal, se alguém se deixa seduzir pelo poder; podemos muito bem retirá-lo do poder pela negação do voto.
Sequer escrevi o texto pensando exatamente nisso – o voto – apenas quis deixar claro que o brasileiro médio é um hipócrita que clama por ética e moralidade, mas compactua, dia após dia, com as mazelas que permitem a
continuidade de tudo o que ele critica.
Um abraço.
ERRATA: Çamento = Lamento
Em 1548, com apenas 18 anos de idade, o francês Étienne de La Boétie escreveu seu Discurso Sobre a Servidão Voluntária,sendo atual seu conteudo.
La Boétie salienta que “Para que os homens, enquanto neles resta vestígio de homem, se deixem sujeitar, é preciso uma das duas coisas: que sejam forçados ou iludidos. Iludidos, eles também perdem a liberdade; mas, então, menos freqüentemente pela sedução de outrem do que por sua própria cegueira.” O povo cai em tão profundo esquecimento de seus direitos que é quase impossível acordá-lo. Serve tão mansamente e de tão bom grado que, ao observá-lo no torpor da servidão, se poderia dizer não que tenha perdido totalmente a liberdade, mas que nunca a conheceu: “no início serve-se contra a vontade e à força; mais tarde, acostuma-se, e os que vêm depois, nunca tendo conhecido a liberdade, nem mesmo sabendo o que é, servem sem pesar e fazem voluntariamente o que seus pais só haviam feito por imposição.
A primeira razão da servidão voluntária é o HÁBITO. Por hábito, somos ensinados a servir, nos escravizamos. É o costume que, à medida em que o tempo passa, nos leva não somente a engolir, pacientemente, os sapos venenosos da escravidão, mas até mesmo a desejá-lo: “pois por melhor que seja, o natural se perde se não é cultivado, enquanto o hábito sempre nos conforma à sua maneira, apesar de nossas tendências naturais.”
Sendo assim, de se nascer servo e ser criado na servidão decorre naturalmente a segunda razão da servidão voluntária: a COVARDIA! Sob a tirania (mesmo que disfarçada), necessariamente os homens se acovardam, se escravizam: “Os escravos não tem ardor nem constância no combate. Só vão a ele como que obrigados, por assim dizer embotados, livrando-se de um dever com dificuldade: não sentem queimar em seu coração o fogo sagrado da liberdade, que faz enfrentar todos os perigos e desejar uma bela e gloriosa morte que nos honra para sempre junto aos nossos semelhantes.
Discorrendo sobre a terceira razão da servidão voluntária, a PARTICIPAÇÃO NA TIRANIA, La Boétie aponta quem são os interesseiros que se deixam seduzir pelo esplendor dos tesouros públicos sob a guarda do tirano, os que, em conluio, garantem e asseguram seu poder.
texto completo http://www.culturabrasil.org/boetie.htm
Olá Oneide!
Exatamente. Um texto atual que cai perfeitamente em nossa situação como nação.
Um abraço.
[...] This post was mentioned on Twitter by arthurius_maxim, Walter Pacheco. Walter Pacheco said: BRUNO, ELIZA SAMUDIO, MÉRCIA NAKASHIMA, Visão Panorâmica: DILMA, SERRA E A CONSPIRAÇÃO DO MAL http://bit.ly/9dB2fj por @arthurius_maxim [...]
Infelizmente, Arthurius, somos um povo para quem a ética é uma coisa subjetiva. “Para os amigos, tudo …Para os inimigos, a Lei”. É a frase que melhor nos cabe desde a nossa descoberta. Uma lástima!
Grande abraço!
Sheherazade´s last [type] ..RETOMANDO AS ATIVIDADES
Essa realidade me cutuca, em forma de pensamento, a todo instante. Por toda parte pessoas condenando a atitude de outrem, e se valendo de uma falsa “esperteza”, corrompendo-se sem o mínimo pudor quando nenhum conhecido se faz presente.
O que antes era honroso, digno e ético, hoje é considerado idiotice; se você não sai ganhando, se torna um tolo; e tantas outras falácias da atualidade.
Não estou me ausentando da culpa, mas apenas eu me conheço e luto para não permitir que tais idéias (que as vezes fazem cócegas nas bordas da nossa mente), não se tornem para mim, uma realidade.
Para que assim eu possa, sem o mínimo de peso na consciência cobrar daquele que democraticamente escolhemos para reger o nosso país.