Repetindo a enorme baboseira falada por Lula, na ocasião da sanção do projeto da lei de direitos humanos que controlava a imprensa e queria escolher até o que o cidadão brasileiro poderia pensar; FHC diz que assinou o decreto do sigilo eterno dos documentos governamentais sem ler.
Por mais inacreditável que isso possa parecer, e realmente o é. Os presidentes brasileiros parecem usar o mesmo expediente para encobrir sua total falta de senso cívico ou mesmo uma irresponsabilidade gritante no exercício do cargo.
Afinal de contas, como é concebível que o presidente de uma nação assine um decreto ou sancione uma lei – que passará a ter efeitos imediatos – sem lê-los? E se fosse uma declaração de guerra, um confisco ou mesmo uma determinação de estatização de todas as empresas brasileiras?
Exageros a parte é inegável que mesmo diante do enorme volume de documentos sob sua responsabilidade e o trabalho hercúleo (e sacal) de esmiuçá-los em sua linguagem rebuscada e cansativa; é o ponto central do cargo de Presidente da República saber o que assina.
Se não deseja perder horas e horas lendo os textos jurídicos e cada ponto e linha do que tem para assinar; cabe ao presidente ter um assessor para cumprir essa função e apresentar um breve resumo, juntamente com o documento, para sua apreciação antes da assinatura.
Mesmo assumindo que isso não tenha sido feito – o que duvido muito – é de se esperar que alguém ocupando tão alto cargo, conhecendo a importância de suas ações e as consequências delas tenha enorme cuidado ao assinar qualquer documento.
Oferecer uma desculpa esfarrapada como esta e atestar com isso sua própria irresponsabilidade no exercício de sua função é algo estarrecedor e criminoso que não deveria ser visto tão passivamente pela imprensa, pela população e mesmo pelos políticos. Pois, como vimos bem na assinatura dada por Lula, num projeto autoritário e que nos transformava em um país de robôs e nesse incompreensível medo, demonstrado por FHC, da revelação de dados sobre governos passados (ou mesmo do seu); os constrangimentos causados por essa irresponsabilidade (assinar sem ler) podem se estender por gerações e dar munição aos oportunistas de plantão para utilizarem essas leis em seu favor (como querem fazer Sarney e Collor).
Assim, fica a pergunta, um cidadão ocupando o mais alto cargo da república pode tratar de forma tão displicente o ato de sancionar leis e decretos? Pode um presidente defender-se apelando para sua irresponsabilidade ou negligência no exercício de seu cargo?
Em minha opinião; não.
Pense nisso.
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Nota do Editor: Obrigado ao leitor Hugo Costa pela correção do erro ortográfico. Peço desculpas aos leitores pelo descuido na revisão.

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Lula, FHC e a Irresponsabilidade no Poder | Visão Panorâmica…
Assinar sem ler parece ter virado a desculpa favorita para disfarçar a irresponsabilidade e o descaso….
A palavra de FHC não vale um centavo.
Assinou porque é representante da extrema direita no Brasil.
Extrema!
Olá Athos!
Penso o mesmo de Lula, sua palavra nada vale e ele assinou o PNDH sabendo muito bem o que fazia. Soltam essas barbaridades diante da repercussão negativa e tentando darem uma de bons moços.
Um abraço.
É a velha desculpa para boi dormir… Quando o fato é algo de que se tem a envergonhar, é mais fácil sair pela tangente e usar o famoso “não sabia”.
Sorte que no Brasil não tem pena de morte, já pensou quantos morreriam já que nossas autoridades máximas assinam papéis sem ler? Deve ser o costume de dar autógrafo…
Abraços
Pois é Rodrigo. Algo tão grave assim tinha que sofrer uma punição severa. É um absurdo imaginar a que perigos podemos estar expostos com essa prática do assinar sem ler. É Muito mais crível que ambos assinaram o que leram e, diante da repercussão negativa, deram esse “migué” para tentar ficar “bem na fita”.
Um abraço.
O que aconteceria ao um cidadão comum que assinasse um papel sem ler? Acontece o mesmo aos políticos?
Ps: Conseguir acessar o blog novamente. Obrigado!!
Olá André!
Pois é. Seria ótimo ver todos eles pagarem por seus atos e serem responsabilizados pelos efeitos de suas irresponsabilidades. Infelizmente, como se diz por aí, se todos são iguais perante a lei; alguns são mais iguais do que outros.
um abraço.