Archive for setembro 21st, 2012

O RISCO PARA A DEMOCRACIA, O GOLPE, O PERIGO IMINENTE E A CARA-DE-PAU.

 

Lula o mestre do mensalão

 

Toda máfia tem em seu chefe maior o seu esteio. É o chefe (ou, na máfia italiana, o “capo”) o responsável pela manutenção da ordem interna do bando e da criação de uma rede de influência capaz de assegurar, para toda organização criminosa, a garantia de impunidade ou uma certa leniência das autoridades em relação a seus crimes.

Essa teia é criada com subornos, chantagens, bajulações ou simplesmente com a troca de favores. Quando o “capo” não faz o seu trabalho e deixa a quadrilha “na mão”, a solução óbvia é a troca de poder pela eliminação do antigo chefe.

Aparentemente é essa realidade que o PT de hoje vive. Pilhado em sua verdadeira face mafiosa, o Partido dos Trabalhadores achou que a rede de influência criada por Lula e por José Dirceu seria o suficiente para abafar todos os crimes cometidos pela organização que sonhava em se perpetuar no poder por pelo menos vinte anos. Com o fracasso dessa linha de pensamento, Lula começa a ver sua hegemonia questionada dentro do partido e fora dele.

Com o flagrante do esquema de corrupção dos Correios e a tentativa de imputar a Roberto Jefferson todas as mazelas causadas pela atividade corrupta da quadrilha, a aparente segurança do grupo mafioso começou a ruir no momento em que Jefferson não se dispôs a segurar toda a culpa por algo que a cúpula petista organizava e promovia.

Sentindo-se abandonado por seus próprios correligionários, Jefferson adotou a mesma saída dos bandidos que descobrem terem sido traídos pelos “capos” de suas “famílias”: a delação.

Disposto a fazer o seu descarte custar caro ao grupo de Lula e Dirceu, Jefferson escolheu “jogar no ventilador” a situação por trás do pequeno esquema arrecadador que implantara nos Correios e mostrar a todo país que a verdadeira mente criminosa, responsável por um esquema verdadeiramente grandioso, era petista.

Após o escândalo estourar; só restou a Lula e ao PT a entrega dos cofres públicos a sanha insaciável do PMDB – através das alianças espúrias com Sarney, Renan Calheiros, Collor e a fina flor do que havia de pior na política nacional – como forma de assegurar a Lula sua permanência na presidência e garantir ao PT a chance de levar o barco adiante, apostar na alienação política da população que faria o escândalo cair no esquecimento, e tentar retornar as mesmas práticas em uma nova empreitada (agora com Dilma) ainda tutelado pelo PMDB.

 

Os mensaleiros vão te roubar

 

Confiando que o prestígio de Lula entre o “povão alienado” e nos políticos pagos a preço de ouro, o PT julgou ser suficiente jogar o Mensalão para baixo do tapete, negando sua existência ou creditando o escândalo a um crime menor (caixa 2). As lideranças petistas, contudo, não levaram em conta que uma maciça parte da população estaria farta, atenta e cobraria em praça pública a efetivação de um julgamento que já caminhava a passos largos para consolidar a prescrição dos crimes e para dormitar nas gavetas empoeiradas dos arquivos do Judiciário.

Como toda boa organização criminosa, diante do fracasso da primeira linha de defesa baseada apenas nas bajulações, no prestígio popular de Lula e na troca de favores; a opção seguinte a ser tentada era a da intimidação. Ainda imaginando-se Deus e vestindo a pele de Messias Inquestionável – do alto de sua megalomania – Lula ousou tentar intimidar, através da chantagem, os próprios membros da corte suprema brasileira.

Surpreendido pela revolta de Gilmar Mendes, Lula foi desmascarado publicamente como agente da quadrilha e se viu compelido a assumir a sua parte vil nesse sórdido mar de lama em que se transformou a política nacional, apregoando que faria “de tudo” para impedir o julgamento e inocentar seus “amigos”.

Mesmo assim, vemos com inequívoca clareza que as chantagens de Lula calaram fundo nos ouvidos de dois ministros: Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Estes, parecem julgar um processo completamente diferente do apresentado pelo relator e pelo Ministério Público, embasado por provas cabais e robustas, brilhantemente relatado pelo ministro Joaquim Barbosa. As justificativas de Lewandowski chegam mesmo as raias do absurdo e da fantasia subjetiva, causando estupor pela evidente disposição de inocentar o time mais graduado da quadrilha (uma vez que condena as arraias miúdas pelos mesmos crimes em que absolve os poderosos)

Toffoli, já se sabia, seria a voz do PT no STF. Para isso foi nomeado e já atuava na defesa da quadrilha fazia tempo. Mas, Lewandowski caiu pela famosa manobra do “rabo preso”; já que supostamente teria recebido favores da corja. Seria sensato imaginar que, ao invés de mostrar coragem e combatividade, preferiria a subserviência e a vergonha de atuar contra provas óbvias e emporcalhar sua biografia a frente do STF para beneficiar um bando de ladrões?

Agora, diante da ineficiência da dupla de ministros ao seu serviço, da bombástica repercussão das últimas revelações que desmascararam a figura de Lula como agente, mentor e líder de todo o processo (em conjunto com José Dirceu) e da perda de prestígio do falso messias advinda dela; partem para o último bastião que é a violência e a intimidação.

Sobem na tribuna para vomitarem discursos infames, acusando as instituições republicanas de golpe, enquanto eles mesmos operaram um dos maiores golpes na democracia brasileira. Acusam o STF de representar um “perigo iminente” para o país quando na verdade o único perigo de subversão das instituições e da própria república parte unicamente deles. Tentam denegrir a figura de Joaquim Barbosa através de uma tropa de militantes on-line e pseudo jornalistas pagos com dinheiro público, sequiosos das “boquinhas” recompensadoras ou afogados nos sonhos revolucionários adolescentes provocados por um discurso que, na verdade, o partido já deixou para trás há muito tempo.

Não satisfeitos, querem promover uma passeata em prol de ladrões, corruptos e criminosos comprovadamente atuantes e já condenados pelo tribunal máximo da nação. Sem dúvida, Lula poderá gritar a plenos pulmões que nunca antes na história “dessepaís” se viu tal loucura: um partido que deveria defender a retidão, a honestidade, a ética, a lisura no trato da coisa pública, a democracia e as instituições republicanas; promover uma passeata para apoiar quem rouba os cofres públicos e quem lesa sistematicamente o povo brasileiro.

E, não será de se estranhar, que uma enorme massa de caras-de-pau ou de elementos sequiosos de seu quinhão no butim participem de mais essa atrocidade cometida contra a ética e contra a vida do povo brasileiro.

E você, o que pensa disso?

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