ESTE ARTIGO FAZ PARTE DA BLOGAGEM COLETIVA CONTRA AS DROGAS.
Hoje (26/06/2009) é o Dia Internacional Contra as Drogas. E o blog Visão Panorâmica faz coro com vários outros blogs na tentativa de lançar uma luz na escuridão que vem se tornando companheira de milhares de brasileiros que, diferentemente do que se diz por aí, sabem que as drogas fazem mal e conhecem os seus efeitos tóxicos; mas continuam mergulhados nesse universo de escravidão consentida.
A busca pelo prazer imediato, a fraqueza de caráter, problemas psicológicos ou meramente vontade de parecer “integrado” ao seu grupo social e a um círculo de amizades levam jovens e adultos para o caminho das drogas e uma grande parte mergulha num processo de autodestruição e escravidão que, inúmeras vezes, só acaba com a morte.
Famílias omissas ou desestruturadas, um Estado que absolutamente não liga para seus jovens e uma sociedade com valores morais decadentes e invertidos (onde você vale mais pelo que tem do que pelo que é; além de ser “esperto” e valorizado o transgressor e não a pessoa de caráter e ética) são os elementos que reforçam o apelo provocado pela sensação de falsa liberdade e prazer que as drogas provocam.
Aliado a tudo isso, vem a política suicida e errada de encarar o usuário de drogas como alguém que não tem culpa de nada. Uma vítima inocente que apenas fuma o seu baseado, queima a sua pedra ou toma o seu pico sem “incomodar ninguém”.
Essa mentalidade, patrocinada por alguns artistas, políticos e pessoas da sociedade reflete apenas a necessidade de evitar que seus próprio atos, filhos, conhecidos ou pessoas ligadas a eles sejam punidos pelo uso de drogas. O convencimento de que o drogado é um doente e que merece apenas tratamento é errado. Ele deve ser responsabilizado por seu atos sem qualquer paternalismo.
Ignorar o mal causado pelos usuários é tentar acabar com o problema sem atacar a principal razão de ser dele. Pois, sem demanda não há comércio que sobreviva. Além disso, “derrubar umas portas” nos condomínios luxuosos e nas mansões de Brasília também seria um duro golpe no tráfico brasileiro. Pois, imaginar que o morador da periferia ou dos morros viaja o mundo negociando carregamentos de drogas e de armas é muito mais do que burrice; é fingir que não se conhece onde está a raiz do problema.
Combater o tráfico de luxo, o tráfico de lazer, o tráfico nas periferias, atuar reprimindo os usuários (internando e tratando os doentes e punindo com serviços comunitários e depois prisão os reincidentes) é a forma correta de tratar um problema que vem apenas crescendo após a equivocada opção de abandonar a sociedade nas mãos dos usuários de drogas.
Mas, na Holanda as drogas leves são liberadas e não há esse problema – você pode dizer – no entanto não é bem assim. A experiência holandesa serviu apenas para mostrar que a liberação das drogas, como forma de combater a violência e o tráfico, é uma farsa e uma falácia. O governo holandês planeja fechar as lojas que vendem sementes de maconha e proibir a plantio e consumo doméstico. Mesmo as famosas Coffee Shops estão ameaçadas de fechamento; a política de liberação tão alardeada e usada como exemplo de sucesso pelo nosso ministro Carlos Minc, políticos favoráveis, admiradores e usuários da maconha não é tão bem sucedida assim. Duvida? Leia aqui.
Uma política séria, voltada para o combate as drogas, deve considerar todos os elementos dessa equação complicada e triste: O Usuário (que financia e capitaliza o traficante e a violência); as famílias (que devem educar e impor limites aos seus filhos sob pena de sofrerem ou se desintegrarem nas mãos de um viciado); o Estado (que reclama mas não cumpre o seu papel de fornecer meios para tratar de quem quer sair do vício e apoiar suas famílias) e a sociedade (que deve cumprir o seu papel de cobrar e fiscalizar o Estado, além de afastar de seu meio o traficante de alta roda.
Enquanto isso não for feito, estaremos fadados a ver nossas crianças dominadas pelo flagelo das drogas e as ruas de nossas cidades tomadas por uma multidão de escravos e zumbis que roubam, matam e cometem qualquer crime para satisfazer a sua ânsia pela próxima dose.
Pense nisso.
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Veja alguns depoimentos e vídeos que mostram como é inocente o consumo de drogas:
Eu vi minha irmã se acabando… eu tinha 16 anos e ela 17…. mas não desisti dela,,, lutei com tudo que eu tinha… não a abandonei… hoje ela ta casada e feliz… há 7 anos ela está livre… espero que você que falou que ta deixando consiga… não? te julgo cara… eu sei como é por que vi o sofrimento de minha irmã;… abraço a todos. (Fonte)
Hoje estou com 37 anos, casado e filhas lindas, minha família é uma benção graças a DEUS, agora que vem a bomba, quando eu tinha 12 anos entrei de cabeça nas drogas, sou de família humilde de pais trabalhadores minha mãe professora e meu pai era construtor, já falecido, tinha uma vida normal como de qualquer um Adolescente até conhecer esse mundo das drogas e do crime, aos quinze anos eu já era viciado em cocaína, como essa droga e muito cara tinha que praticar pequenos furtos e até mesmo dentro da minha casa para poder me drogar, minha família sempre ocupada não prestava muito atenção em mim e eu cada vez me afundando, eu já estava me furando tomando na veia cada dia mais, aos 18 anos não aguentando mais pedi ajuda para minha mãe, que teve um susto muito grande quando eu falei que eu era viciado e que eu achava q não tinha mais jeito, a primeira coisa que ela vez foi me internar numa clínica, mais eu sai da clínica e cai nas drogas com força total, eu já tinha sido detido algumas vez por coisas pequenas, mais eu estava ficando louco a cocaína era sempre meu objetivo, meu alvo de vida era me drogar, não via nenhuma chance de sair daquela situação, ai fui preso por roubo qualificado, assaltos era normal eu cometer, minha família cansada me colocou para fora de casa, fui morar nas ruas, sem ter um teto para dormir. Vivendo como mendigo. (Fonte)
Eu comecei o uso de drogas há quase 14 anos, mais precisamente na Copa do Mundo de futebol de 1994. O meu primeiro contato foi com maconha, achei aquele sentimento muito bom. Passei anos fumando diariamente, para tudo o que eu fosse fazer eu usava maconha.
Depois de um tempo conheci outras drogas como a cocaína, eu me sentia o melhor e mais forte homem de todo o mundo. Continuei com o uso da cocaína por certo tempo, foi quando eu conheci a pasta base (Crack).
Nesse momento o uso era freqüente e abusivo, então minha família resolveu me internar e vim para a clínica contra a minha vontade, mas ao participar das atividades aqui oferecidas e com o apoio dos psicólogos tracei um rumo para a minha vida, com o objetivo principal de não usar mais drogas.
Acreditei e acredito no potencial da equipe terapêutica e me entreguei de corpo e alma para este tratamento e sinto que esta sendo muito bom. Tenho certeza de que sairei daqui e vou conseguir me manter limpo. Também vou procurar ajuda em instituições especializadas para manter a minha sanidade mental.
Tenho fé em Deus que tudo se revolva em minha vida a partir do momento em que eu sair daqui. (Fonte)
Meu uso de drogas de vários anos foi interrompido com uma internação involuntária. Primeiramente gostaria de agradecer os meus familiares por intervirem em um momento em que eu me encontrava com muitas dificuldades.
Como cheguei no CT Viva de forma involuntária na primeira parte do tratamento tinha vontade de ir embora, mas depois que minha família veio me visitar e com as conversas com os terapeutas, abri meu coração para o tratamento.
Minha vida de adicto foi muito problemática, já tive overdose, mas estou vivo devido às ações da minha família que, com ajuda do Viva, me fez ver que a vida pode ser maravilhosa longe das drogas.
Eu comecei usando maconha e cocaína aos 16 anos, quando morava em Brasília, mas foi o crack que me destruiu. Sou formado em Direito, pós-graduado e atuo como policial civil. Essa doença pode atingir a todos e espero que muitas pessoas consigam se recuperar. O tratamento é necessário e no Viva existem excelentes profissionais.
Por fim deixo um errado para que os jovens não se iludam com as drogas e que não deixe sua vida chegar ao ponto que a minha chegou. (Fonte)

















