Visão Panorâmica

MILÍCIAS, MILICIANOS E O MAL INFILTRADO.

 

 

Milícias Cariocas

Nas últimas eleições municipais, uma realidade dramática veio à tona no Rio de Janeiro. Grupos armados, conhecidos como milícias, estavam obrigando comunidades inteiras a votar em determinados candidatos a vereador, como forma de consolidar sua atuação e de garantir um poder político que lhes desse respaldo.

Os candidatos dos milicianos e traficantes foram expostos, identificados e cassados. Mas, devido a mentalidade tacanha do STF, foram reconduzidos para a posição de candidatos e acabaram eleitos.

A visão de que bastaria uma ação pontual das autoridades eleitorais, para evitar que esses candidatos ganhassem as eleições, mostrou-se errada porque simplesmente era uma burrice imaginar a ideia de habitantes de comunidades conflagradas e abandonadas pelo poder público arriscando suas vidas ao confiarem na palavra de juízes eleitorais que, após as eleições, retornariam às suas mansões e os deixariam a mercê da sanha de vingança do pessoal derrotado.

Quem tem de viver com a violência, quase a sua porta todos os dias, despreza argumentos que não sejam violentos e definitivos. Pois sabem que, enquanto as autoridades e juízes vão embora, os milicianos e traficantes retornam para “fazer justiça” e “punir” os “traidores”.

O resultado prático foi a eleição fácil de quase todos eles. E, desses candidatos, Carminha Jerominho (PT do B) era a principal e a mais emblemática. Considerada a herdeira de seu pai (o ex-vereador Jerônimo Guimarães  (PMDB), o Jerominho), e sobrinha do ex-deputado estadual Natalino Guimarães (ex-DEM), ambos presos acusados de liderar a milícia Liga da Justiça.

Somente agora o TRE conseguiu cassar o seu mandato, baseando-se em ilícitos cometidos pela vereadora na arrecadação de fundos para a sua campanha. O problema é que todos os atos efetuados por ela continuarão valendo normalmente e mesmo a decisão, ordenando a sua destituição de imediato, bastará um simples recurso a instância superior para mantê-la no cargo até o julgamento final da ação. O que, na prática, não deverá ser feito até que seu mandato termine.

 

 

Milícias no Rio de Janeiro

 

É preciso que a nossa justiça eleitoral e os senhores ministros do STF (como última instância da justiça brasileira), entendam que o exercício de um cargo público deve ser reservado apenas a pessoas idôneas. Colocar os direitos individuais de um único cidadão acima dos direitos coletivos de toda uma cidade, estado ou nação é um erro de julgamento imperdoável.

Também é importante que os partidos políticos compreendam que não podem entregar suas legendas para qualquer escroque ou canalha concorrer a um cargo no executivo ou no legislativo. E, aqui, não falamos apenas de partidos nanicos e de aluguel. Falamos de partidos grandes como o DEM e o PMDB. Somente quando os partidos forem responsabilizados pelos atos de seus integrantes, sendo obrigados a indenizar os cofres públicos em caso de desvios de verbas e corrupção, essa inconveniente falta de critério acabará. (afinal de contas, o mandato não é do partido?)

Mas, o principal mesmo, é resolver a fonte primordial de toda a fraqueza desse sistema podre: Nós.

Os eleitores brasileiros têm que entender a sua responsabilidade nisso tudo. Afinal de contas, candidatos corruptos, escroques e bandidos não forçam e usurpam a sua entrada na política e o seu acesso aos cofres públicos. Somos nós, os eleitores, que lhes entregamos as chaves. Somos nós, que depois morreremos nas filas dos hospitais sucateados e abandonados; nas favelas violentas; nos assaltos nas ruas e casas; na educação que torna os pobres escravos e de todas as injustiças que vivemos criticando, mas sempre aceitamos calados e mansos. Somos nós os nossos algozes e os nossos próprios torturadores.

Ao votar, pesquise o passado do seu candidato. Veja se ele já esteve envolvido em falcatruas, mamatas e afins. Não vote no mais bonito, no mais engraçado, no mais esquisito ou no que te deu alguma coisa. Não absolva ninguém nas urnas. Valorize o seu voto e a sua opinião. Pare de só reclamar e faça a sua parte. Você é obrigado a votar; então, vote consciente.

Pense nisso.

A EDUCAÇÃO, O HINO, A CLASSE MÉDIA E A CARA-DE-PAU.

O Ensino Público É Uma Farsa

Quando escrevi um artigo aqui sobre a desqualificação dos professores do ensino público brasileiro e critiquei a figura do professor leigo como um dos grandes absurdos de nossa política educacional (no artigo FARSAS, ESCOLAS E ÍNDICES), eu mencionava que não adiantaria pagar um salário de “milhões de dólares” para os professores que a educação brasileira não melhoraria. Além disso, falava que os problemas têm como causa toda a cadeia de participantes: as famílias que não se interessam, professores desqualificados e desinteressados, políticos que manipulam índices para que a educação seja um lixo (mantendo sempre uma massa de escravos servis e sem esperanças que se curva e aceita tudo) e toda uma gama de estudiosos da era pós-ditadura que usaram de um certo revanchismo para jogar por terra algumas coisas interessantes que o regime militar fez pelo currículo escolar.

Esse artigo foi um dos recordistas de acessos (mais de 12.000 num único dia) e teve mais de 100 comentários. O que me pareceu estranho é que alguns professores se sentiram ofendidos e atacados por ele. Ofensas diversas foram feitas e tentativas de se apontar culpados que os eximissem uma rotina quase absoluta. Poucos os que concordaram com o espírito do artigo e ousaram opinar além do corporativismo sindical.

O que, aparentemente, esses críticos ferozes se esqueceram de analisar foi… a realidade. Como a recente pesquisa que mostrou ser correta a minha visão. Apontando que mais de 20% dos professores brasileiros não poderiam estar nas salas de aula. Além disso, uma grande parte desses professores teria menos tempo de estudo do que seus alunos. (Fonte)

É importante entender que a verdade é uma só: cada um tem sua parcela de culpa nesse assunto. Mas, também é importante ressaltar que muitos políticos usam a educação como plataforma eleitoral sem nunca fazerem absolutamente nada por ela. O próprio presidente Lula é um desses políticos. Somente agora, quase ao final de seu segundo mandato, uma alma caridosa o influenciou para que corrigisse esse problema dos professores leigos e mal qualificados. O que deveria ter sido feito nos primeiros dias de governo; vem quase num estertor final e somente após ter-se constatado o caos total e a situação de colapso iminente que se abate sobre a educação pública brasileira.

Escolas ou Presídios?

Enquanto o presidente Lula afirma que a classe média é a culpada pela má qualidade do ensino, os políticos determinam que crianças de oito a dez anos leiam livros com a singela mensagem “não ame ninguém. Estupre”.

Enquanto professores se debatem, atolados no corporativismo sindical burro e não conseguem perceber que uma depuração da classe é necessária para que ela seja valorizada; crianças devem entender frases como estas: “tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto” e “Odeie. Assim, por esporte”. Presentes em livros que são “indicados” para a sua educação pelos novos “estudiosos” da educação brasileira. (Fonte – G1)

Os mesmos estudiosos que, ao serem perguntados se não seria uma boa ideia retornar com as antigas aulas de moral e cívica para o currículo escolar, afirmaram que isso “era coisa da ditadura e coisa ultrapassada”. Como se ensinar noções de ética, civismo e de organização política e social (como funciona o sistema político, as formas de cobrança e como exercer a cidadania) fosse algo reservado as escolas ditatoriais. Mas recomendar livros com as expressões “altamente educativas” já mencionadas e imagens de alto apelo erótico ou de violência gratuita é o “supra-sumo da pedagogia contemporânea” e algo baseado no mais puro “espírito democrático”.

Essas vozes do “modernismo contemporâneo” são as mesmas que se levantam para criticar a lei que determinou a volta do Hino Nacional e do hasteamento da Bandeira Nacional, uma vez por semana, no Rio de Janeiro. Para eles é uma “violência” e “um erro” fazer as crianças cantarem o Hino Nacional. Mas, para os mesmos “pedagogos de grande experiência e saber elevado”, não é um absurdo que as mesmas crianças cheguem a maioridade sem conhecer a letra e o significado do Hino de seu próprio país. Além disso, pergunte aos alunos das escolas públicas sobre os nomes dos homens e mulheres que construíram nossa nação com sangue e sacrifício. Pergunte sobre Ana Neri; sobre João Cândido (o Almirante Negro); sobre Tiradentes ou Luís Lopes – O Corneteiro de Pirajá  (um  corneteiro do nascente “exército brasileiro” e o verdadeiro responsável pela vitória definitiva do Brasil, em sua busca por independência, e que é desconhecido por todos os estudantes das escolas públicas*).

O Ensino Nas Escolas Públicas

É claro que cantar o Hino Nacional e se perfilar uma vez por semana não vai salvar ninguém de ser um “zumbi intelectual”. Mas é importante entender que o caminho que vínhamos trilhando é errado e perigoso. As próprias agências internacionais demonstram que o Brasil pode chegar a ser um dos cinco países mais importantes e evoluídos do planeta em trinta anos (o que é pouco tempo em matéria de evolução intelectual de uma nação). No entanto, para que isso se transforme numa realidade, a educação e o ensino de nossas crianças e nossos jovens deve mudar completamente.

A hipocrisia, o corporativismo, a ganância e a leniência; tanto das famílias como dos professores e dos políticos deve acabar e serem combatidas ferozmente por todos os que pensam em um pais melhor e numa juventude mais capaz.

Enquanto nos preocupamos em reservar vagas para negros e pessoas oriundas das escolas públicas, como uma forma clara de mascarar o real problema atrás de questões raciais que não são determinantes e de um falsa “severidade” dos vestibulares das grandes universidades; continuaremos a negar o real problema que está por trás da exclusão e da discriminação de uma gama enorme da população brasileira (negra, branca e mestiça) que é obrigada a permanecer no obscurantismo intelectual e na eterna servidão da miséria, da pobreza absoluta e do subemprego; apenas para que grupos interessados em afirmarem seus pontos de vista equivocados consigam o destaque que tanto desejam (e os polpudos recursos financeiros que anseiam).

As escolas são péssimas, os professores são desqualificados, mal qualificados ou desinteressados, os alunos se desinteressam por um sistema que os condena a exclusão eterna e as famílias fingem que tudo está bem graças a uma política irreal de avaliações fictícias e que promove notas completamente fantasiosas para os desempenhos, cada vez mais medíocres, dos alunos das escolas públicas brasileiras.

Enquanto os pais fingirem que educam, as escolas e os professores fingirem que ensinam e os políticos fingirem que se dedicam a educação de nossas crianças com seriedade, nosso país continuará sua caminhada medíocre e alegremente alienada rumo ao obscurantismo e a ocupar o lugar reservado aos ultrapassados e paranóicos vizinhos continentais que acham obra e fruto do “Imperialismo Estadunidense”, de uma guerra ocorrida há quase 200 anos ou do capitalismo voraz; todo o atraso e marasmo em que vivem.

“Um país se faz com homens e livros”. Uma frase simples, dita por um dos gênios de nossa cultura (Monteiro Lobato), e que encerra todos os “mistérios” para a construção de uma grande nação. Professores bem pagos, bem formados e bem treinados; alunos que utilizem as mais modernas técnicas e equipamentos para o aprendizado, além de um farto material de apoio (de qualidade); políticos realmente compromissados e atuantes e pais atentos, zelosos e interessados com a educação e a instrução de seus filhos; são a base em que a educação pública brasileira deve se apoiar para reerguer-se e tornar-se a fonte de redenção e de integração social que sempre deveria ter sido.

E você leitor, o que pensa disso.

******************

(*) Para garantir o filho que ficava no Brasil, ao retornar a Portugal dom João deixou aqui as guarnições portuguesas que vieram com ele em 1808. Proclamada a independência em 1822, na Bahia o general português Madeira de Mello – considerando o gesto uma traição a Portugal – decidiu resistir à emancipação.

O Brasil ainda não tinha uma força armada, e Portugal mantinha suas guarnições aqui. Para enfrentar o general Madeira de Mello, que contava com tropas veteranas em batalhas européias, dispúnhamos basicamente de alguns voluntários bisonhos, que nunca haviam recebido batismo de fogo. Os nossos veteranos eram poucos. Entre eles havia um corneteiro, Luís Lopes – um negro experiente em toques de comando. Mesmo assim, esse exército marchou para a Bahia, enfrentando as tropas portuguesas na batalha de Pirajá, disputada no Recôncavo Baiano. É óbvio que os portugueses levaram vantagem.

A batalha começou de manhã e durou o dia inteiro. Ao cair da tarde, o sol se punha atrás das linhas brasileiras, cegando os olhos do exército português. Um major – o oficial brasileiro mais graduado na linha de frente – avaliando ser inútil resistir aos portugueses, resolveu admitir a derrota, ordenando ao corneteiro Luis Lopes o toque de retirar. No entanto, em vez de tocar a retirada, ele dá o toque de avançar. Diante da vantagem que tinham, ao escutarem o toque de avançar – e sem poderem enxergar com nitidez as linhas brasileiras por causa do sol poente – os portugueses concluíram que nossas tropas estavam recebendo reforços, e então debandaram.

De derrota, a batalha de Pirajá se converteu em vitória em 2 de julho de 1823, data em que a guarnição portuguesa se rendeu aos brasileiros, seus filhos insurretos. (Fonte)

OBS: Artigo Recomendado:

Chega de Educação Progressista – Blog Periscópio.

A MÚSICA, A CIDADE, O IGLU E A PIRÂMIDE.

 

O Castelo

 

Todo mundo conhece o deputado Edmar Moreira. Ele é o famoso “Deputado do Castelo” e o título do meu artigo de hoje é em sua homenagem graças a uma das declarações mais idiotas e sem sentido que já ouvi um acusado proferir em sua defesa: “- Qual foi o erro em querer levar para minha cidade de origem um empreendimento hoteleiro que, se Deus quiser, ainda poderá dar emprego e renda a população? Quis o destino que o formato fosse um castelo, caiu no imaginário popular, mas poderia ser um iglu, ser piramidal. Mas foi um castelo, assim decidiram os arquitetos”.

Nada pode soar mais cínico, acusatório e ridículo do que uma declaração neste tom e com este conteúdo para um acusado de crimes gravíssimos e que está prestes a perder o seu mandato ou a ser repreendido por seus iguais (sem considerar que está em maus lençóis no STF).

Mas o artigo não será sobre ele. Será sobre alguém que tem nome de imperador e gosta de agir como tal. E, quem sabe agora, esse alguém chegará a conclusão de que era muito melhor ter copiado o amigo e partidário de Minas e ter construído um castelo também. Pelo menos, num castelo, ele poderia aproveitar alguma notoriedade por uma obra arquitetônica “sui generis”. Falo do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia.

 

cesarmaia

A construção da Cidade da Música, uma obra completamente desnecessária e que deixou a cidade praticamente falida, já está rendendo ao ex-prefeito mais do que as simples acusações de corrupção e de desvios de verba comuns a qualquer político brasileiro. O Ministério Público encontrou fortes indícios de que “alguém levou algum” e está questionando, inclusive, a inauguração fantasiosa da obra promovida por César Maia as vésperas de deixar o governo carioca (e que custou uma fortuna aos cofres públicos) será cobrada judicialmente do ex-prefeito e de todos os seus asseclas que participaram da construção desse verdadeiro monumento a falta de necessidade.

O MP do Rio quer de volta cerca de um bilhão de reais que compreendem os gastos indevidos com a obra, as despesas da festa e ressarcimento por danos aos cofres públicos. César Maia se defendeu dizendo que vai processar o promotor do caso e todos que estão contra ele. Como no caso da epidemia de dengue (que matou centenas de cariocas) César Maia bate o pé e diz que a obra era necessária e que “saiu barato”. Resta saber porque depois do rio de Janeiro gastar mais de quatrocentos e cinquenta milhões de reais nessa obra, ela ainda é um esqueleto “um pouco rechonchudo” que não se pode aproveitar para nada.

 

cesarMaiaStones

Enquanto o município ainda deverá enfiar mais de cento e cinquenta milhões de reais (já se fala que deverá ser muito mais do que isso) para acabar essa obra “importante” e “necessária” na visão megalomaníaca de César Maia; os hospitais cariocas, as escolas e a cidade caem aos pedaços e agonizam afundados em problemas de toda ordem.

Como diria Edmar Moreira: “Antes tivesse construído um iglu ou uma pirâmide”.

A política de “Pão e Circo” tão aplicada por César Maia, finalmente lhe renderá alguns anos de inelegibilidade (se a justiça realmente funcionar e se o promotor continuar “metendo o pé). O melhor ainda é saber que todos os envolvidos na construção e no provável desvio dessa fortuna, seguirão pelo mesmo caminho e serão banidos da vida política nacional; mesmo que apenas por um tempinho.

Afinal de contas, neste caso, nada mais justo do que aplicar a César Maia o conhecido ditado bíblico: “Dai a César o que é de César”.

E, nesse caso, bem que poderia ser uma cela gradeada.

Pense nisso.

O BISCOITO GLOBO, UMA REVISTA E AS LEMBRANÇAS.

 

Biscoitos Globo

Lendo uma matéria publicada na revista Piauí (Nº 32, páginas de 50 a 53), sobre um verdadeiro império construído a base de mandioca e de polvilho azedo, transformados em biscoitos deliciosos e tradicionais por uma família de imigrantes portugueses; percebi como algum valores imutáveis podem sobressair-se sobre conceitos modernos de administração e práticas mirabolantes de reengenharia que brotam dos cérebros mais bem preparados de nossa nação e, quiçá, de outras.

Uma empresa que é praticamente tocada da mesma forma que na sua fundação e que tem, na qualidade e sabor inigualável do seu produto, o mote principal de seu sucesso. Um lugar onde empregados trabalham por vinte, trinta ou quarenta anos e de onde saem apenas se quiserem ou se não estiverem mesmo afim de trabalhar.

Mas, esse  artigo não é sobre as maravilhas administrativas e de marketing da empresa por trás dos Biscoitos Globo. Na realidade, esse artigo é sobre coisas simples e sobre a enorme saudade de uma época em que famílias podiam caminhar pela cidade e se dar ao luxo de saborear um biscoito de polvilho em paz.

Desde antes de entrar no segundo grau, a percepção de que fora dos muros da minha casa havia todo um mundo que ansiava por comida, liberdade, paz, e alívio para terríveis sofrimentos que a mais criativa imaginação humana sequer poderia imaginar; acabou por interferir na minha criação de forma definitiva e moldou meu caráter propiciando que me tornasse um observador cético do ser humano.

Quanto mais aprendia: história, ciências, filosofia e lia tudo o que caia em minhas mãos, meus sonhos de criança definhavam e morriam diante da enormidade dos problemas que assolavam pessoas que eu sequer conhecia.

 

Pais e Filhos

 

Lembro ainda com saudades do tempo em que meu pai me levava ao zoológico da Quinta da Boa Vista e ao Museu. Depois da visita, ficávamos por horas e horas conversando sobre tudo que havíamos visto e sobre histórias do passado (que ele me contava). Caminhávamos enquanto os vendedores ambulantes desfilavam os indefectíveis Biscoitos Globo, as balas puxa-puxa, algodão doce e inúmeras outras guloseimas que sempre estão presentes onde há concentração de crianças.

Naquele tempo (quem lê parece que estou falando dos anos de 1920 ou 1940), por volta dos anos de 1980, ainda podíamos caminhar tranquilamente por partes da cidade sem nos depararmos com seres humanos em frangalhos, corrermos o risco de ser atingidos por tiros próprios de áreas em guerra aberta ou de ser esfaqueado ao menor sinal de hesitação.

Lembro com saudades daquele tempo e daquele homem que me moldaram e propiciaram momentos inesquecíveis e cheios de ensinamentos preciosos. Lembro que sentado na grama da Quinta da Boa Vista ou na Areia da Praia de Copacabana aquele homem me ensinava que devemos pensar e nos preocupar com pessoas e países distantes (mesmo que talvez nunca venhamos a conhecer). Que devemos ter a mente aberta para o novo e para o que acontece ao nosso redor. que devemos estar preparados para o inimaginável e que, por trás de rostos sorridentes, podem estar armadilhas perigosas. Mas, acima de tudo, ele me ensinou que a alienação é a fuga do covarde e que um homem vale o mesmo que a sua palavra.

Valores antigos e que muitos consideram ultrapassados. As vezes, como hoje, invejo o bálsamo da alienação e do “não saber”. Mas logo sou chamado à realidade por esse ou aquela notícia.

A cidade em que vivo, não permite mais que famílias façam longos e demorados passeios com a devida tranquilidade que permite pensar nos lugares distantes, nas pessoas e em seus problemas. A cidade em que vivo, não permite que os pais ensinem os filhos a pensar e a se preocupar com o mundo que os cerca e que existe muito além dos muros de suas casas. A cidade em que vivo, não acolhe mais suas famílias e restringe ao máximo as caminhadas ao ar livre.

Mas, nesse mar de indiferença, alienação e violência; foi mundo bom saber que, a cidade em que vivo, ainda pode me dar essas lembranças na figura de um simples biscoito.

BANDIDOS, JUÍZES, LEIS E A IMPUNIDADE CRIMINOSA.

Violência no Rio de Janeiro

 

Aqui em nosso país, costumamos dizer que as leis são fracas para punir os criminosos. Mas, se pensarmos bem, isso não é uma verdade. O Brasil dispõe de leis e penas adequadas e, algumas, são até bem pesadas.

Infelizmente, o que nos falta é o fim da maldita preguiça que acomete alguns juízes e uma reforma profunda na lei de execuções penais. Esta sim, a principal responsável pelo nível de impunidade absurdo que experimentamos. Fomentando a violência e trazendo, ao cidadão comum, apenas o desamparo, o desespero e a insegurança.

Exemplos desses dois males não faltam. E, nesses últimos dias, ocorreram mais exemplos de como a preguiça, a má vontade e a incompetência de alguns juízes (aliada a uma lei de execuções penais exageradamente branda e atrasada) favorece o crime e deixa impune, democraticamente, os que cometem crimes leves ou o mais sanguinário psicopata.

Exemplo 1: Fulano; terrorista das FARC e assassino psicopata procurado em vários países-

Fulano, chamaremos ele assim, é um guerrilheiro das FARC e que atua também em vários países da América Latina (sendo procurado em quase todos por crimes gravíssimos e terrorismo); alia-se a Fernandinho Beira-Mar e estabelece uma base no Rio de Janeiro para treinar, em táticas avançadas de guerrilha, os exércitos do crime organizado que tomam conta das favelas cariocas e atuam com extrema violência em toda a cidade.

Num golpe de sorte magnífico, a polícia carioca consegue lograr êxito e prender esse terrorista que acaba condenado a trinta anos.

Vários governos da América Latina recebem, com esperanças, a notícia de que Fulano foi finalmente capturado no Brasil. As ações pela extradição do terrorista pululam. Mas, uma a uma, são derrubadas por Gilmar Mendes e seus “amigos” sempre vestidos com suas togas negras reluzentes e farfalhantes. A recusa da extradição deve-se ao fato “relevante” de que Fulano, homicida e terrorista internacional, tem um filho ilegítimo em alguma favela carioca. Quer tenha sido providencialmente gerado ou não; nossos supremos juízes interpretam a lei (que foi feita para proteger, contra extradição, estrangeiros acusados por crimes leves ou políticos em seus países) ao pé da letra e impedem que Fulano seja extraditado. Afinal de contas, ele tem um filho brasileiro que necessita de seu “apoio”, “ensino” e “devoção” paternos.

Nada mais justo! Você, mais liberal, poderia dizer. Afinal de contas é contra os direitos humanos separar “famílias”. Além do que, Fulano está condenado a trinta anos e permanecerá preso.

Só que Fulano é, além de tudo, malandro. Com bom comportamento, em seis anos apenas, consegue (com uma simples solicitação de seu advogado e sem nenhuma análise) a progressão de regime para o semi-aberto (se lembre que trata-se de um homicida e terrorista internacional procurado em vários países). O juiz, sem levar em consideração a altíssima periculosidade de Fulano, concede automaticamente o benefício para que Fulano tenha o direito de trabalhar e ressocializar-se.

Fim da história de Fulano: Ele sai do presídio de segurança máxima pela porta da frente, desaparece na multidão e agora trabalha alegremente; treinando os traficantes do Complexo do Alemão, que foi transformado (graças a seus ensinamentos) na mais bem armada e defendida fortaleza do tráfico no Rio de Janeiro.

Menores Infratores

Exemplo 2: Joãozinho, o menino levado que ninguém dá jeito-

Joãozinho era um  menino levado. Adorava carros e não conseguia resistir a eles. Mas, como tinha apenas nove anos e era muito pobre, achou melhor aprender a dirigir e a pilotar motos para poder roubar esses veículos (já que, como era pobre, nunca os teria). Sua carreira de crimes começou mais cedo. Psicopata e violento, ameaçava professores e colegas na escola pública que frequentava desde os seis anos. Sua declaração contumaz, para as professoras que lhe davam notas baixas era: “Quando eu crescer; vou te dar um tiro”. Joãozinho hoje tem doze anos e, em seu bairro, é temido por crianças de todas as idades, adolescentes maiores e mais fortes do que ele e até por adultos. Violento, a mínima contrariedade é logo repelida com uma ameaça de morte ou um ataque furioso. Atualmente ele coleciona mais de doze passagens pela polícia; todas por furto de veículos. Como atingiu os doze anos e já pode ser julgado, um juiz da infância e adolescência determinou que ele fosse tratado por psiquiatras, psicólogos e a família tivesse atendimento social, sendo incluída nos programas sociais do governo. A contra-partida da família de Joãozinho era trazê-lo para três audiências, com o espaço de alguns meses, mantê-lo fora de problemas e na escola. Joãozinho recusou-se a comparecer as audiências e recusou-se a estudar veementemente. Ele, juntamente com seus familiares, tiveram de comparecer com o uso da força policial à presença do juiz de menores.

A mãe e o pai (que também possuem antecedentes criminais), disseram que ele os ameaça e se recusa a ficar em casa ou a ir ao médico. Além disso, recusava-se a ir às audiências porque preferia fugir para roubar carros. O que fez o meritíssimo? Aplicou uma punição ao menor por sua recusa em seguir as determinações judiciais? Prendeu os pais por manterem Joâozinho fora da escola, suspendendo o pátrio poder e encaminhando o menor para um abrigo onde receberia o tratamento devido (e necessário) de forma compulsória? Não fez absolutamente nada?

Se você apostou na última opção… acertou em cheio. Apesar do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) proibir (veja bem; proibir – repito) a detenção do menor. O Juiz evitou usar o subterfúgio de punir os pais (que na realidade são os maiores culpados por sua inação diante dos problemas do menino e das opções apresentadas) retirando-lhes o pátrio poder e encaminhando o menor para tratamento, simplesmente porque isso seria “politicamente incorreto” e daria trabalho. Já que o ECA lhe dá essa prerrogativa.

Fim da história: Joãozinho está livre, leve e solto para fazer o que quiser: roubar, matar, estuprar ou cometer o crime que desejar; até que um cidadão consciencioso poupe o Estado do trabalho de trancafiar Joãozinho de vez em quando.

Ficou chocado? Pense nisso quando for rendido por um menor totalmente enlouquecido pelas drogas e ele puxar o gatilho sem qualquer reação sua.

A Justiça Tem Que Exergar O Cidadão

Exemplo 3: O bom filho a casa torna -

Jorge era perverso. Começou ainda cedo: roubava os vizinhos e os coleguinhas de escola. Largou logo os estudos para cair no crime que, segundo ele, “dava mais grana”. Sua escalada no mundo do crime foi rápida e logo que comprou um "ferro” (arma), partiu para assaltos mais elaborados e mais rentáveis. Praticou alguns sequestros, roubou muito e trabalhou como traficante. “Deu mole” e foi apanhado enquanto assaltava uma mulher no centro. Estava com duas pistolas. Foi preso, condenado a doze anos e encarcerado.

No último Dias das Mães, o juiz de execuções penais, levando em consideração o comportamento exemplar de Jorge, aplicou-lhe o benefício do indulto para que ele pudesse ir para casa e dar um abraço apertado em sua mãe. Provavelmente, pensou, se abraçariam em lágrimas e Jorge arrependido; nunca mais roubaria. Afinal de contas, era um “bom moço”.

Algumas horas depois de ter sido solto, Jorge é preso com uma pistola e mais um comparsa ao assaltar alguns pedestres e um pequeno comércio num bairro próximo ao lugar onde estava preso.

Perguntado por um policial porque sequer foi em casa visitar a sua mãe antes de voltar para o crime, Jorge vaticinou: “Qual é; minha mãe morreu faz mais de vinte anos”.

Com a palavra o magistrado.

Pense nisso.

LULA, O BRASIL, O PREFEITO, AS OLIMPÍADAS E UM PAÍS DE FARSANTES.


Lula No Poder

Lula No Poder




É inegável que durante o governo Lula aconteceram avanços na vida econômica de nosso país. Muitos brasileiros, hoje, vivem muito melhor do que vivam durantes os anos de FHC ou de outros governos passados. Mesmo assim, é importante entender que um país não se faz só de economia. É importante considerar os avanços na qualidade de vida; no acesso à saúde; na qualidade da educação e nas oportunidades que são oferecidas aos cidadãos. Além disso, um combate ferrenho a corrupção e as ações que levam a subtração de valores dos cofres públicos e ao desvio de verbas, por elementos encarregados de usá-las com correção e desvelo, deve ser uma constante. Afinal de contas; é impossível existir um país justo onde a corrupção grassa maciçamente.

Mas, como combater a corrupção e o desvio de verbas, quando até o próprio presidente da República assume publicamente que roubar dinheiro público não é motivo de vergonha? Como propor uma mudança de paradigmas para nosso povo, quando as mais altas autoridades acham normal meter a mão nos cofres públicos para proveito próprio? Como exigir que o cidadão cumpra ordens e obedeça a lei, quando o “jeitinho” está presente até mesmo nas ações daqueles que mais falam em ordem e na obediência a essas mesmas leis?

A fala do presidente Lula em defesa dos corruptos que escandalizaram a nação (mais uma vez) com a incrível farra das passagens aéreas (e que só faltaram conduzir os cães dos parlamentares para férias); mostra, com toda clareza, que Lula simplesmente não consegue entender os anseios de seu próprio povo por um país melhor e mais justo. Ao compactuar com a maneira criminosa como as cotas de passagens eram utilizadas, o presidente demonstra seu desconhecimento e suas ideias distorcidas sobre o bem público.

Que mal há nas esposas e nos familiares dos deputados viajarem, as nossas custas, para Brasília? Na verdade mal nenhum. O que acontece, nobre presidente, é que a intenção da cota de passagens era a de que o legislador levasse sua família para residir com ele EM BRASÍLIA. Assim, se gastaria apenas algumas passagens no início e no fim do mandato e o paramentar poderia visitar o seu Estado de origem quando desejasse para “consultar as bases”. Exatamente para isso existem os apartamentos funcionais. O que há; é uma distorção clara e uma corruptela desse princípio para proporcionar aos “nobres parlamentares” uma nova fonte de renda “justificada”. O que é imoral e ilegal.


O Massacre Dos Sem Oportunidades

O Massacre Dos Sem Oportunidades


Mas, como sempre, o senhor nada sabe e nada vê de errado. Até mesmo quando são seus próprios indicados e aliados mais chegados que cometem crimes bárbaros bem debaixo de suas barbas. “Cá entre nós presidente”: O senhor já deixou de ser metalúrgico e operário faz tempo. Adora charutos caros, um scotch e, com seu chapéu panamá, parece muito mais um rico empresário de férias do que um pobre operário trabalhador. Aliás, sua própria aposentadoria por invalidez deveria ter sido cancelada; não é mesmo? Afinal de contas, o senhor está trabalhando… será? Mesmo como seu eleitor de primeira hora; devo confessar que me sinto enganado e desiludido ao vê-lo aliar-se a tipos como Collor, Sarney, Renan Calheiros e tantos outros de péssima lembrança para nossa nação. O senhor pode ser “O Cara”. Mas, suas ações, demonstram apenas que lhe falta um pouco de vergonha na cara e apreço ao povo sofrido que o elegeu para mudar esse país; não para locupletar-se ou “acochambrar-se” com as mesmas forças que passou toda a sua vida criticando.


Onde Andará o Lula da Campanha?

Onde Andará o Lula da Campanha?


Da mesma forma carregada de desfaçatez e do “jeitinho” todo especial de fazer política do brasileiro, a prefeitura do Rio deu um “show” do jeito Lula de governar ao apresentar o Rio de Janeiro para os inspetores do Comitê Olímpico Internacional.

Mendigos foram removidos de todo o trajeto por onde passaria a delegação, as favelas (que contornam todos os pontos onde serão disputados os jogos) foram “ocasionalmente” retiradas do vídeo de apresentação (quer eletronicamente, quer pela adoção de ângulos de câmera mais “favoráveis”) assistido pelos delegados do COI e foram ofertadas modificações de trânsito e melhorias na cidade que jamais poderão ser realizadas. Exatamente como aconteceu nos Jogos Pan Americanos.

Todo carioca que se preza, e é dotado de um mínimo bom senso, sabe que a cidade não tem condições para sediar nenhum evento desse naipe. Não tanto pela cidade em si ou pelo seu povo; mas por suas autoridades. As obras do Pan Americano (um exemplo claro e prático) acabaram custando várias vezes o valor orçado. Nenhuma das bem feitorias propostas nos transportes ou na infraestrutura da cidade foi realizada e o único legado que os jogos deixaram para o carioca foi a mais terrível epidemia de dengue pela qual a cidade passou em um século. Tudo porque os cofres municipais estavam falidos e o prefeito recusava-se a admitir que havia torrado as reservas da cidade na realização das obras que hoje estão as moscas.

A verdade é que o Brasil (do presidente ao prefeito) é um país de farsantes e espera ansiosamente que, algum dia, seu povo acorde do sono bovino e letárgico em que vive, reaja contra os desmandos e as coisa absurdas que aqui se perpetuam dia após dia e liberte-se do “político messias” e das outras figuras salvadoras que sempre aparecem em nossa política.


Todos Os Insatisfeitos Serão Pró FHC?

Todos Os Insatisfeitos Serão Pró FHC?


Mas, a julgar pela mobilização popular, na recente passeata contra Gilmar Mendes do último dia primeiro de Maio (a qual fui cobrir pensando encontrar um movimento cívico empolgado e encontrei o vento e o sol me aguardando); ainda veremos e ouviremos sandices como estas por muito tempo; além de pessoas felizes, agitando bandeirolas, para os mesmos que os roubarão e condenarão o povo mais pobre a uma vida sem oportunidades; apenas para faturar uma graninha fácil e rápida com a inocência apática e conformista de nossa população.

Pense nisso.

JORGE BABU, BABOSEIRAS E SANDICES.


Cidadão; Faça Uma Limpeza na ALERJ!

Cidadão; Faça Uma Limpeza na ALERJ!




“Políticos são um mal necessário a uma nação democrática”; diriam alguns pessimistas. Mas, alguns políticos fazem com que até o mais ferrenho defensor da democracia e o mais fanático democrata tenham vontade de vomitar simplesmente pela menção de seu nome.

Aqui no Rio de Janeiro existem muitos desses políticos; afinal de contas, o povo aqui escolhe muito mal os seus representantes e se ilude com qualquer rostinho bonito, uma propaganda bonitinha e meia dúzia de promessas impossíveis.

Já tivemos em nossa Câmara Estadual até um “sábio” deputado que deseja oferecer uma ajuda de custo para homossexuais que desejassem “se curar” e voltarem a ser heterossexuais.

Sandices como esta existem aos montes. Quando não são pautadas pela imbecilidade própria do político sem cultura e sem qualquer embasamento para exercer um cargo de tal importância, são motivadas apenas e simplesmente pelos ranços preconceituosos e pela vontade de aparecer que cada um trás consigo desde o berço.


Milícias no Rio de Janeiro

Milícias no Rio de Janeiro


E esse é o caso de um dos projetos mais absurdos e incoerentes que já tramitou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o projeto de lei número 2204/2009, cuja autoria pertence ao “nobre” deputado Jorge Babu (envolvido em inúmeras denúncias que vão desde os maus tratos a animais até a formação de milícias armadas). Do alto desse “grande currículo de homem público”, Jorge Babu, deseja que a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro exponha o nome, o número do CPF e da Carteira de Identidade de cada cidadão portador do vírus da AIDS em território fluminense. A “pérola” do projeto é sua absurda justificativa puramente galgada no preconceito indisfarçável: “O princípio da isonomia ensina que devemos tratar os iguais de forma igual e os diferentes de forma diferente”. Para Jorge Babu, se você tem AIDS, passa a ser um “cidadão diferente” que merece ser fichado e exposto à execração pública; afinal de contas você é um infeliz que pode sair por aí propagando sua doença terrível.


A ALERJ É O Paraíso da Impunidade.

A ALERJ É O Paraíso da Impunidade.


Graças a nosso sistema Judiciário capenga e extremamente favorável a quem deve responder aos crimes de que é acusado; Jorge Babu pode continuar dando sua inestimável contribuição para a vida pública fluminense sem ser incomodado.

Ao cidadão do rio de Janeiro resta apenas entender que é ele a primeira vítima do mau político. É ele a primeira vítima do descaso com o qual elege seus representantes. É ele o primeiro a sofrer com leis injustas e mal elaboradas.

A política do Rio de Janeiro já é ruim o suficiente sem que se insista em introduzir elementos que não são dignos de representar com retidão e com caráter ilibado o povo que tanto sofre e que tanto espera por soluções e melhorias que realmente coloquem o Rio de Janeiro no lugar que lhe é devido.

Vote melhor, vote de forma consciente e eleja pessoas de melhor nível intelectual (o que nada tem a ver com nível se instrução ou escolaridade). O único beneficiado será você mesmo.

Pense nisso.

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline diHITT - Notícias O Diretório