Visão Panorâmica

UMA RUA, UM PROBLEMA E A SÍNTESE DE UM POVO.

 

Brasil Alienado

Era uma vez uma rua bucólica e extremamente calma de um subúrbio de uma grande capital brasileira. Não era um lugar pobre. Em um dos bairros mais valorizados dessa capital, essa rua tinha moradores com renda superior a dois mil reais “per capta”; o que os colocava numa classe média remediada e com uma vida confortável. Casas de trezentos metros quadrados com muros altos e quintais espaçosos davam o tom final a um lugar que seria um paraíso para se viver se não fosse um pequeno problema: A falta de água.

Com a especulação imobiliária e a construção de prédios nas ruas ao redor daquela bucólica ruazinha, aliado a uma brutal má gestão da Cia de Águas e Esgotos da cidade (um cabide de empregos para político e parasitas em geral), os moradores passaram a sofrer com um abastecimento de água irregular e extremamente precário.

Desde 28/10 do ano passado até 31/01 deste ano (2010), aquela rua teve apenas quinze dias de fornecimento de água. A situação era desesperadora. Pois, em uma cidade com temperaturas médias superiores a trinta e cinco graus e no auge de um dos verões mais quentes de todos os tempos (com temperaturas de até cinqüenta graus); ficar sem água era impraticável. Graças ao poder aquisitivo um pouco melhor, eles podiam comprar água mineral em quantidade para matar a sede e fazer comida. Além disso, compravam carros-pipa com água para abastecerem os seus reservatórios por alguns dias. Mas, em meio a todo esse inferno de calor, higiene precária e muito suor; uma coisa era religiosamente entregue a todos eles: a conta de consumo da Cia de Água e Esgoto.

As reclamações aos telefones da Cia era frequentes e quase diárias, ameaças, protestos e até uma denúncia de fraude (cometida por um manobrista da Cia) foram tentadas. Mas nada era capaz de sensibilizar a Cia de Águas e Esgotos para resolver o problema daquela ruazinha. Como se não bastasse, o presidente da Cia de Águas concedeu uma entrevista na rádio local afirmando que em toda a cidade não havia problema de falta de água. Segundo ele, apenas “alguns baderneiros” provocavam problemas na rede de abastecimento.

Revoltado, um morador achou que aquilo era um acinte e procurou a justiça. Exigiria reparação imediata do presidente, uma indenização pesada da empresa, uma multa diária até que o problema da falta de água fosse solucionado, o fornecimento gratuito de carros-pipa para todos os moradores até que a situação se solucionasse e a devolução dos valores pagos nas contas, por um serviço não prestado, em dobro.

No entanto, seu advogado adiantou: Precisamos de testemunhas.

Foi aí que a coisa azedou. Como ninguém ligado a ele poderia servir como testemunha seria necessário recorrer aos vizinhos. Contudo, achava que diante da gravidade da situação e do desespero geral, seria muito simples e fácil conseguir essas testemunhas. Foi logo ao prédio recém vendido que concentrava o maior consumo da rua e cujos moradores freqüentemente vinham reclamar com ele sobre o problema, já que eram vizinhos.

Uma reunião de condomínio foi agendada e, para a surpresa dele, nenhum morador se apresentou como testemunha. As desculpas foram as mais diversas: “A mim a falta d’água não afeta. Quando quero tomar banho, vou para a casa da minha filha” – uma senhora falou. Do fundo, outro morador, disparou: “Vai dar trabalho e a gente pode continuar comprando um carro-pipa de vez em quando”. As desculpas iam se acumulando desde o clássico “não adianta” até coisa completamente sem sentido como “trabalho dia todo e só venho aqui para dormir”. Ao fim de tudo, de todos os moradores do prédio, apenas um se prontificou para testemunhar.

Mas, para ele, ainda restava uma salvação: os outros moradores da rua. Militares aposentados, ex-funcionários públicos, empresários e profissionais liberais das mais diversas áreas. Certamente nenhum deles estaria feliz em pagar por um serviço que não recebia e, ainda por cima, ter que carregar baldes com água doada pro vizinhos das ruas próximas ou pagar por um fornecimento via carros-pipa.

Começou a bater de porta em porta, indo primeiro aos que mais reclamavam e se diziam mais atingidos pela situação. Mas, bastava mencionar que estava ajuizando uma ação contra a empresa de água e esgoto para que as pessoas vomitassem suas desculpas e corressem do problema.

Depois de consultar mais de cinqüenta moradores, ele conseguira apenas duas testemunhas. Aquilo teria que bastar, embora soubesse que uma presença maciça deixaria o juiz com uma certeza inequívoca de que o problema existia realmente e garantiria a vitória de todos. Pensou em desistir também. Afinal, se vencesse beneficiaria todos aqueles omissos e preguiçosos. Mas, por outro lado, pensou em sua própria família e no absurdo que era pagar por algo que não recebia; ser chamado de malandro e baderneiro por um incompetente e resolver tocar o barco assim mesmo.

Seria ele contra todos.

******************

Nota do editor: Você pode pensar que esta é uma ficção. Mas saiba que é uma história completamente verídica e uma inacreditável mostra de como é pernicioso o conformismo, a acomodação e a omissão de nosso povo. Mesmo diante das mais graves agressões praticadas contra ele, até a de condená-lo ao sofrimento de viver sem água num calor infernal e ainda pagar por isso, a população se mantém ordeira, quieta e aceita tudo passivamente e sem fazer qualquer menção de lutar por um direito dos mais básicos.

Pense nisso.

ANO NOVO, NOVAS TRAGÉDIAS E OS MESMOS CULPADOS.

 

Tragédia em Angra

 

É difícil recomeçar, após o recesso das festas, escrevendo sobre a morte de tantas pessoas. Ricos, pobres, empresários abastados ou humildes pescadores; todos foram igualmente vítimas das mesmas mazelas e dos mesmos culpados de sempre.

Mas, antes de falar dos culpados, vamos falar do grande inocente injustiçado nessa história trágica. Um homem que teve seu nome e sua imagem arrastados na lama (literalmente) e que foi apontado como o único responsável por toda a tragédia de Angra dos Reis e nas demais cidades brasileiras: São Pedro.

Sim. São Pedro foi acusado por dez entre dez políticos de ser o culpado pelas mortes, prejuízos financeiros e pelas tragédias que se repetem todos os anos como um relógio macabro. Mas, a bem da verdade, ele é o único inocente em toda essa lama sórdida. A chuva ou o excesso dela são fenômenos recorrentes no verão e já viraram até letra de música famosa (mais de uma vez).

Enchentes, deslizamentos e morte são apenas fruto da incompetência, do desgoverno, do populismo e do descaso com o qual políticos pouco preocupados com a real melhoria de vida da população tratam as cidades, os estados e o próprio país que governam. Afinal de contas, não é São Pedro que deixa de dragar os rios, que permite a ocupação de encostas ou o uso desordenado do solo, não é São Pedro que distribui títulos de propriedades em áreas invadidas que deveriam ser desocupadas e; muito menos é São Pedro que não oferece políticas habitacionais, planejamento familiar e controle de encostas.

A falta de políticas públicas para fornecer moradia digna; educação sexual; controle de natalidade e opções baratas para as pessoas de baixa renda construírem suas casas com os devidos cuidados é mascarada pelos agrados, bolsas “cala-a-boca” e títulos de propriedade que, na realidade, servem apenas para legalizar a ilegalidade e perpetuar o risco de vida de populações inteiras. O mesmo se aplica às autorizações para construção de pousadas e casas luxuosas sob barrancos ou sobre encostas.

 

Tragédia em Angra se repete

 

É lindo subir uma encosta povoada e, numa enorme festa, distribuir títulos de propriedade para as massas. O político vira logo “amigo dos pobres”, “homem do povo” e alguém que “se preocupa” com os desfavorecidos. Quando a enxurrada leva as casas e as vidas; São Pedro, entra em cena e leva toda a culpa, diante do discurso ensaiado por gerações de caras-de-pau que sempre usam as mesmas sentenças embutidas nele e acrescentam algumas variações de momento: “(…) por isso; faremos o possível e o impossível para (…)” .

O mais triste é que o Brasil possui completo “know-how”, equipamentos de ponta e pessoal altamente especializado para monitorar e fornecer alarme antecipado de todos os sinistros que possam ocorrer em relação aos deslizamentos de morros e encostas. O detalhe é que políticos se recusam a instalar os equipamentos e a gerir as encostas como se deve porque, assim como o esgoto, essas são obras (e gastos) que não aparecem para o eleitor. Logo, “injustificáveis”.

É muito mais fácil subir a favela ou ir a uma comunidade carente distribuindo computadores, títulos de propriedade e anunciando “bolsas disso ou daquilo” do que instalar equipamentos que impedirão o desperdício de vidas. Para eles (e suas assessorias) a verdade é uma só: vidas, se perdidas, serão repostas rapidamente pela fertilidade das adolescentes fogosas e mulheres abandonadas e carentes de quaisquer políticas sérias de controle de natalidade ou educação sexual. Mas, os recursos investidos e o quase nenhum bônus político assegurado por uma obra invisível, jamais serão recuperados com vistas a uma eleição. Assim, para o populista “amigo do povo”. Mais vale um bom desastre com muitos barracos rolando e vidas perdidas, do que um técnico capaz de impedir o acontecimento ou a obediência às leis de ocupação do solo tão impopulares.

Pois, com o desastre, ele pode ir ao local; sobrevoar com seu helicóptero reluzente ou passear de barco mostrando “que está presente”. Se tiver sorte, poderá abraçar parentes enlutados e aparecer na TV prometendo que aquilo “nunca mais acontecerá” ou que “está dando todo apoio e empenhando recursos”. No fim, é só contabilizar como foram marcantes a sua fala e a sua presença no local da tragédia e, numa reunião regada a muita comida e bebida fina; ser lembrado que isso jamais aconteceria se ela (a tragédia) tivesse sido evitada.

Por isso, não se engane com a fala mansa, solidária e cruelmente falsa desses espertalhões. Se eles nunca fizeram nada ou sempre te enganam com “bolsas-esmolas” ou cestas básicas; pense direito e dê o troco este ano.

Num país onde o governo alega ter conseguido afastar a miséria e melhorar a vida do povo, não é concebível que mais de 50% dos cidadãos sequer escovem os dentes, tenham esgoto tratado, água encanada e, muito menos ainda, que precisem viver empoleirados sobre o fio do ceifador para conseguir um lar para eles e suas famílias perdendo a vida em tragédias facilmente evitáveis.

Pense nisso.

 

VOTE AGORA!


 

O ELEITOR IRRESPONSÁVEL, O POLÍTICO MALANDRO E A TAXA DE LUZ NO RIO DE JANEIRO.

Rio, Olimpíadas e taxa de luz

O Rio de Janeiro tem belezas naturais que rivalizam ou suplantam qualquer destino turístico do planeta. Mesmo com os altos índices de violência, a Cidade Maravilhosa ainda é um destino muito requisitado no mundo e no Brasil.

Mas, essas mesmas belezas e as praias maravilhosas, aliadas as belezas encontradas nas cidades próximas e nas variedades disponíveis de atrações turísticas e de climas (serra e mar), tudo ali pertinho, fez com que o povo carioca sentisse na pele o que é estar nas mãos de um político de fala mansa e que muda de opinião como quem troca de roupas.

Com o suposto “golpe” eleitoral dado pela turma de Cabral e Eduardo Paes contra Gabeira nas últimas eleições como o uso descarado da máquina administrativa, folhetos apócrifos com “declarações” de Gabeira “afirmando” que descriminalizaria o estupro e outras barbaridades (que nem estão na alçada do prefeito) e a criação “do nada” de um feriadão providencial; o eleitor irresponsável preferiu viajar e mergulhar nas paradisíacas praias da região dos lagos, se refrescar do calor na região serrana ou mesmo ficar na praia mesmo e deixar “para outro dia” esse negócio chato de eleição.

Mesmo assim, o atual prefeito foi eleito por uma ínfima margem de votos e mostrou que, sem o uso da máquina e dos supostos artifícios escusos usados pelo pessoal da sua campanha, ele jamais teria conseguido eleger-se.

Isso só demonstra como o eleitor brasileiro é irresponsável e imaturo. Ao “deixar para lá” a sua obrigação de votar (afinal a multa é ridícula), o carioca curtiu um dia lindo de sol, um feriadão providencial na serra ou na região dos lagos e agora paga a conta com a criação de um imposto estúpido e totalmente desnecessário para que o senhor prefeito faça propaganda de sua administração.

Isso mesmo, um vereador ligado ao prefeito apresentou um projeto criando uma taxa de iluminação pública (que já é paga no IPTU). A alegação ridícula é que os valores arrecadados com o IPTU são insuficientes para arcar com os valores gastos na iluminação da cidade. Isso é uma falácia porque, se não há dinheiro, como o prefeito autorizou um orçamento que aumenta em 32 vezes os valores gastos em propaganda por César Maia em todos os últimos anos de governo? César gastou algo em torno de 3,7 milhões de reais e Eduardo Paes quer “apenas” 120 milhões.

É claro que, gastando assim, há a necessidade de captar mais recursos e quem são os otários que pagarão a conta? Isso mesmo, caro leitor, eu e você. O mais engraçado é o fato de que a principal “mola propulsora” da campanha de Eduardo Paes era justamente “a redução de impostos”. Segundo ele, pela ocasião da campanha: “Não falta dinheiro; o que falta é gestão”. Pelo visto, além de mentiroso (como todo político populista) Eduardo Paes também sobre de incompetência administrativa. Pois, se o problema era de gestão e ele aumenta impostos, isso é um sinal claro de que os problemas de gestão ainda existem.



Vídeo onde Paes diz que não aumentará impostos.

Esses são os vereadores que traíram o povo carioca e desejam que você pague mais um imposto para que eles possam fazer propaganda de seus “grandes feitos”. Lembre-se deles e dê o verdadeiro destino que eles merecem: a porta da rua.

Adilson Pires (PT), Aloísio Freitas (DEM), Aspásia Camargo (PV), Bencardino (PRTB), Chiquinho Brazão (PMDB), Claudinho da Academia (PSDC), Cristiano Girão (PMN), dr. Carlos Eduardo (PSB), dr.Fernando Morais (PR), dr. Gilberto (PTdoB), dr. Jairinho (PSC), dr. Jorge Manaia (PDT), Elton Babu (PT), Fausto Alves (PTB), Ivanir de Mello (PP), Marcio Pacheco (PSC), João Mendes de Jesus (PRB), Jorge Braz (PTdoB), Jorge Felippe (PMDB), Jorge Pereira (PTdoB), Jorginho da SOS (DEM), Leonel Brizolla Neto (PDT), Liliam Sá (PR), Luiz Carlos Ramos (sem partido), Marcelo Piuí (PHS). Nereide Pedregal (PDT), professor Uóston (PMDB), Renato Moura (PTC), Roberto Monteiro (PCdoB), Rogério Bittar (PSB), Rosa Fernandes (DEM), S. Ferraz (PMDB), Tânia Bastos (PRB) e Vera Lins (PP). O “gênio” que inventou essa boquinha para o prefeito foi o vereador Luiz Carlos Ramos – que foi expulso do PSDB e está sem partido (mas é “unha e carne” com Eduardo Paes). Veja a foto dele e se lembre bem desse rosto quando ele aparecer na televisão dizendo que vai “lutar por você carioca”.

Luiz Carlos Ramos - O Pai da Criança


O Pai da Criança

Ao eleitor irresponsável que deixou de votar “para curtir uma praia”, desejo apenas que aquele dia tenha valido muito a pena e tenha sido o melhor dia de sua vida. Afinal de contas, você agora terá que pagar por ele durante muitos anos. O triste nessa história é que, por sua causa, outros também serão penalizados.

Por isso, mova esse seu corpinho bronzeado e clique aqui para conhecer o site da campanha contra esse absurdo e assine aqui o abaixo-assinado. Mande um link para seus amigos, parentes e vizinhos e faça algo contra esse absurdo e essa arbitrariedade no “apagar das luzes” deste ano. E veja se, nas próximas eleições, deixa a praia para depois e saiba dar o troco nesses malandros. Ou será que você é o famoso “malandro agulha”?

Taxa Não!

*****************************************

Nota do Editor: O vídeo e a campanha descobri através do blog Diário do Rio de Janeiro. O assunto foi uma sugestão do leitor Virgílio Barbosa. Agora é com vocês leitores cariocas.




VOTE AGORA!



A RECEITA FEDERAL, O LEÃO, OS BURROS, O PALHAÇO E O ANJO.

Receita Federal e Imposto de Renda

Como disse a vocês uns dias atrás, recebi uma intimação da Receita Federal para resolver pendências com o leão. Pendências essas que não existiam porque nada devo (a eles pelo menos). Tudo ainda fruto da ação do meu empregador que forneceu informações inverídicas à Receita Federal com o único intuito de me causar aborrecimentos pelas diversas ações judiciais que movo contra a empresa desde 1998 em várias esferas da justiça.

Mesmo provando que estava certo, fui obrigado a pagar uma multa pelo atraso na entrega da declaração de 2004 pela demora no recebimento dos comprovantes do empregador e por estes terem vindo com valores completamente equivocados. Depois de ser ameaçado de prisão por ter sonegado imposto de renda relativo aos meus rendimentos fantasmas de milhões de reais que a empresa informou ter-me pago naquele ano; entrei com um processo na Receita Federal tentando escapar da multa estratosférica e da ameaça de processo e prisão (caso não a pagasse).

Como não recebo doações para comprar panetone, o Leão voltou-se para mim com a fúria de mil estômagos e recusou-se a compreender que alguém assalariado jamais poderia ter uma renda anual superior a R$ 700.000,00 sendo um reles bancário. Mesmo sendo responsável pela badalada área de TI de um dos setores da administração do banco.

O absurdo apresentado pelo empregador saltava os olhos. Mas, mesmo assim, foram necessários quatro anos de análises intensas pelo pessoal da Receita Federal para que chegassem a inacreditável conclusão de que era um erro claro e eu, com meus atestados de pobreza mensais e demais documentos comprovando o contrário, estava certo.

Mesmo tendo chegado à conclusão de que o governo ainda me devia cerca de R$ 400,00 de restituição (que deveria ser corrigida desde então), o Leão faminto exigiu que eu pagasse uma multa pelo atraso na entrega da declaração. E, apesar deles terem levado quatro anos para compreender que eu estava certo, era eu quem deveria arcar com a correção dessa multa (em todos os quatro anos).

Tributos e Impostos

Sou isento de IR devido a um acidente de trabalho (na época já estava valendo a isenção). Mas, quando me informaram que deveria entrar com novo processo para “provar” que era isento na época e que a Receita havia “se equivocado” a não levar minha licença médica em consideração; resolvi pagar os aproximadamente R$ 300,00 da multa mais a correção para me livrar logo do problema e dos aborrecimentos.

Isso tudo aconteceu em 2008.

No início da semana estava eu, faceiro e garboso respondendo aos comentários dos leitores do blog quando o carteiro chamou. Surpreendi-me ao receber nova intimação da receita Federal exigindo meu comparecimento urgente no endereço de emissão da intimação. O objetivo da intimação: Receber a multa e a correção pela não entrega da declaração de 2004. Fiquei pasmo, até porque considerava o problema resolvido e de todas as vezes que fui ao posto da Receita Federal para saber quando a minha “restituição perdida” seria paga, jamais fui alertado para o fato de que “devia” ao Leão e que não receberia a declaração até pagá-lo.

Rapidamente fui ao endereço informado na intimação (no prédio do Ministério da Fazenda no centro do RJ). Ao chegar lá e informar o motivo do meu comparecimento, a funcionária que sequer levantou da cadeira para se aproximar do balcão e me atender sacramentou: “Não é aqui”.

Expliquei que na intimação havia o endereço completo com o número da sala e tudo mais. Ela, sem erguer os olhos, falou: Já disse que não é aqui. “O senhor tem que procurar qualquer CAC dentro do RJ”.

Minha cara deve ter sido tão expressiva que, enquanto eu pensava em perguntar a ela se havíamos passado por um vórtice interdimensional no corredor e viajado para os confins de Quixeramobim e abandonado os limites da cidade do Rio de Janeiro, a funcionário finalmente se levantou e aproximou-se do balcão: Pegou a intimação, leu e vaticinou: “É só lá no Méier”.

“Mas aqui diz, com todas as letras que é aqui” – respondi já em um tom nada amigável – “você está me mandando lá para o Méier e vai chegar lá o próximo Barnabé vai me mandar de volta para cá”. Ela pensou e não me atender mais; em me deixar espumando no balcão e ir embora. Mas, não sei porque, manteve a linha e disse em meio a um sorriso: “Esse endereço aí é “praxe”. Todas as intimações vão assim. O contribuinte é que tem de agendar antes e escolher os CAC’s em que deseja ser atendido. Em qualquer bairro menos aqui”.

Depois de ter gastado R$ 50,00 num táxi para chegar até lá e de compreender que gastaria mais R$ 50,00 para voltar para casa sem resolver o meu problema porque algum idiota burocrata acha que o contribuinte tem que adivinhar que o endereço onde dizem para que ele se apresente está errado. Percebi claramente como são burros ou mal intencionados.

A sistemática parece simples: mandam os palhaços (nós, contribuintes) cumprir um prazo de apresentação num endereço errado. Como sabem que a maioria dos brasileiros deixa tudo para a última hora, as chances de que uma grande parte dos intimados vá lá no último dia de prazo e seja informada de que “não é ali” sem que tenha tempo de chegar ao lugar certo é enorme.

Receita Federal

Isso é claro, provocaria um aumento de arrecadação de multas e a perda de prazos dos recursos que, por ventura, o contribuinte tenha direito ou esteja pleiteando. Parece burrice trocar os endereços; mas é maquiavélico.

A “cereja do bolo” foi a afirmação da funcionária de que ali seria possível apenas “olhar o processo”. Mas ela não poderia resolver nada e nem lançar o meu comprovante de pagamento. O máximo que poderia fazer era agendar o meu atendimento no CAC do Méier.

Para minha surpresa, ela retornou em cinco minutos e disse: “Está agendado para amanhã no CAC Madureira”. Pensei não ter ouvido direito e perguntei mais uma vez: “Onde?”

- “No CAC Madureira” – ela confirmou.

Perguntei como Madureira se ela havia dito desde o começo que era no Méier. A resposta foi incrível: “Lá no Méier é se o senhor quiser ver o processo”.

Só não quebrei o vidro e voei no pescoço dela porque estava completamente entorpecido e incrédulo. A sumidade que ganha uma fortuna por mês ia me encaminhar para um novo endereço errado onde eu só poderia “ver o processo”. Se não tivesse insistido e se tivesse partido para o Méier direto (depois de agendar) teria dado com os burros n’água mais uma vez.

Simplesmente desisti e fui para casa. No dia seguinte fui ao CAC Madureira (depois de agendar pela Internet um atendimento no Méier – porque tudo é possível). Lá, ago estranho aconteceu…

Tudo foi diferente. Ao ser chamado; uma funcionária observou que eu usava uma bengala e insistiu para que eu não subisse os lances de escada. Sentei-me confortavelmente e uma fiscal chamada Lúcia desceu da sua sala para me atender.

Ressabiado e preparado para novo “empurra-empurra” e negativas, fui desarmado por um sorriso sincero e um “bom dia” inesperado. Ela ouviu minha Odisséia em silêncio e, após pegar os meus documentos e analisá-los rapidamente, saiu de cena e voltou uns dez minutos depois. Trazia uma certidão negativa e a solução para um problema que se arrastava desde o início de 2008 (através de afirmações do tipo “tem que aguardar” – “aqui não consta nada” – ou ainda simplesmente – “não é aqui”).

Sem que eu perguntasse, já se adiantou e me pediu desculpas pela demora na resolução e informou que houve um problema no sistema do Banco do Brasil que não identificou o meu pagamento. Além disso, previu que minha restituição deveria sair no primeiro lote residual do ano que vem.

Lúcia – esse era o seu nome – um verdadeiro anjo num enorme mar de burrice, descaso e desrespeito ao cidadão.




VOTE AGORA!



O ÓBVIO, O ULULANTE, AS MILÍCIAS E A CARA-DE-PAU.

 

 

A Corrupção Atrasa o Brasil

 

Cunhada e imortalizada por Nélson Rodrigues, a expressão “O Óbvio Ululante” exprime muito bem o trabalho da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, que desbaratou uma das mais ferozes milícias cariocas que dominava uma região inteira há anos sem ser incomodada.

Formada por policiais militares, policiais civis, bombeiros e por todo tido de aventureiros, a milícia que dominava a favela de Rio das Pedras agia impunemente há vários anos e levava o terror à região. Contudo, num único golpe certeiro, foi destruída e desarticulada com o trabalho magistral da PF e da Receita Federal.

Você leitor pode perguntar: Mas, o que há de óbvio nisso?

Muito simples: Como já havia dito em artigos passados (um deles foi – “Rio de Janeiro, Traficantes, Populismo e Sangue”) a corrupção policial é algo tão fácil de ser detectada que chega a ser vergonhoso como esse desvio de conduta se tornou sistêmico nas polícias brasileiras. Mal pagos e com salários que ultrapassam o absurdo e o irracional; policias não podem possuir bens de valor considerável. Qualquer um que seja apanhado em condição diferente é um forte candidato a ser um corrupto.

Logo, pode-se deduzir que bastaria um exame detalhado de suas finanças para que o corrupto fosse exposto e eliminado das fileiras de qualquer corporação policial do país. Mas, por que então isso não é feito? A resposta, que casa bem com o que ocorre em muitos estados brasileiros, é uma só: Rabo Preso.

A coisa é tão fácil que essa operação da PF, batizada de Rolling Stones, demonstrou como num trabalho coordenado e de poucos meses (oito) foi possível detectar os responsáveis pela milícia, seus cúmplices e destruir a estrutura de proteção que a mantinha há vinte anos em atividade. Isso diante dos resultados pífios que a polícia carioca tem conseguido no combate às milícias é um feito quase messiânico.

Mas, qual foi a “fórmula mágica”?

 

Milícias cariocas

 

A mesma que descrevi no artigo citado e em inúmeros outros e que qualquer pessoa capaz de somar “dois mais dois” pode deduzir: Seguir o dinheiro.

É algo tão óbvio e tão ululante que a não utilização desse expediente só demonstra o alto grau de infiltração da corrupção (ou no mínimo a letargia) nos altos escalões da segurança pública e mesmo dos governos. Afinal de contas, é impossível que oficiais PM’s recebendo pouco mais de 3 mil reais mensais tenham construído um patrimônio de milhões, “da noite para o dia”, com a justificativa quase ridícula de “ganhar apostas em cavalos”. O mais triste é perceber como foi fácil aos bandidos, durante todo esse temp, passar “despercebidos” pelas autoridades cariocas e por inúmeros dirigentes que ficaram responsáveis pela segurança pública do estado esses anos todos.

Para “fazer a limpa” basta investigar os sinais de riqueza e não ser preguiçoso. Um praça PM ganha em torno de mil reais de soldo. Logo, se aparecer dirigindo carros importados, dando festas e churrascos com freqüência, vestindo roupas de marca e portando produtos eletrônicos caros e incompatíveis com a sua renda; uma investigação em suas finanças é o mínimo que se espera de uma polícia séria. Basta uma olhada rápida em muitos pátios dos Batalhões da Polícia Militar e de delegacias da polícia Civil para perceber que algo muito errado vem acontecendo ali.

Pois, por mais esperto que seja, um corrupto escolhe esse meio de vida para “viver bem”. Portanto, jamais resistirá à sedução de ostentar um padrão de vida superior ao que realmente lhe seria acessível. Se assim fosse; qual seria o intuito de ser corrupto?

A investigação e o golpe mortal, dado pela PF e pela Receita, neste grupo demonstra a cara-de-pau conivente e preguiçosa de todas as autoridades policiais e administrativas do estado diante da corrupção policial e de todas as mazelas que ela provoca.

Mas, não se assuste. Mesmo que você não more no Rio de Janeiro, saiba que isso ocorre também aí; bem do seu ladinho. A corrupção é um mal terrível e está alastrada pela sociedade brasileira onde, infelizmente, encontrou um berço esplêndido para crescer e prosperar.

Pense nisso.

 

Participe da promoção de aniversário do Visão Panorâmica – CLIQUE AQUI -

hd externo 500gb portatil 2 5mm alimentacao pela usb novo frete gratis p todo brasil brinde linda capa protetora de couro
hd externo 500gb portatil 2 5mm alimentacao pela usb novo…
R$ 250,00
Veja Mais
hd externo 500gb 2 5mm portatil alimentacao pela usb novo super pendrive 500gb de bolso capa protetora alimentacao usb
hd externo 500gb 2 5mm portatil alimentacao pela usb novo…
R$ 255,00
Veja Mais
hd externo 500gb de bolso portatil alimentacao pela usb brinde capa protetora pode retirar na loja rio pronta entrega
hd externo 500gb de bolso portatil alimentacao pela usb…
R$ 235,00
Veja Mais
hd externo 500gb portatil de bolso retira na loja sp super pen drive alimentacao pela usb brinde capa de couro cabo usb
hd externo 500gb portatil de bolso retira na loja sp super…
R$ 245,00
Veja Mais
vitrine secundum

O JUDICIÁRIO, A SÍNDROME DA TOGA RELUZENTE E O BRASIL COLONIAL.

 

 

Venda de sentenças

Alguns juízes brasileiros sofrem de um grave distúrbio mental provocado pelo uso abusivo dos privilégios e mordomias a que fazem jus pela sua posição e pela lei: A Síndrome da Toga Reluzente.

Esse distúrbio atinge fortemente os magistrados que mergulham em seus desejos megalomaníacos mais profundos e passam a julgarem-se acima da lei e pessoas diferentes das demais.

Provocado pelo brilho intenso que suas togas emanam, ao farfalharem pelos corredores dos tribunais, feitos com mármores e granitos caríssimos; esse distúrbio é agravado pela impunidade e pelo extremo corporativismo da classe. Dizem os estudiosos que os sintomas aparecem inicialmente graças a extrema omissão das entidades de classe que se preocupam apenas em conseguir privilégios e arrecadar mensalidades; permitindo que profissionais atuando de forma incompatível com as boas práticas jurídicas se mantenham livres de aborrecimentos para advogar e até julgar.

Nos casos mais graves, a Síndrome da Toga Reluzente, provoca no seu portador a incrível sensação de que é um Deus entre os mortais. As vítimas dessa doença terrível acham realmente que são imunes a qualquer tentativa de tratamento ou de impedimento e que foram nomeadas pelo próprio Criador do Universo para ocupar a sua posição atual.

Infelizmente, não há um tratamento conhecido para essa síndrome tão grave. A única opção seria a internação em clínicas de segurança máxima para afastar esses indivíduos da sociedade e impedir que a síndrome se alastre entre os outros magistrados. Usando o exemplo dos irrecuperáveis para forçar os portadores da doença a buscar o tratamento logo que os sintomas apareçam. Há relatos de pacientes curados quando tratados com uma terapia inovadora de “choque de realidade” no início dos sintomas. No entanto, revelando-se ineficiente nessa área, a mentalidade reinante no Brasil ainda é a colonial. E, por aqui, se entende que um juiz realmente é um “ser especial” e diferente dos outros mortais que o cercam. Tendo direito a privilégios intermináveis e a impunidade total. Ao invés de internação nas clínicas de segurança máxima disponíveis ou de forçar o tratamento precoce dos que manifestam os primeiros sintomas; os brasileiros entendem apenas que o magistrado deva retirar-se do serviço com uma gorda aposentadoria. Isso é claro, apenas contribui para aumentar a intensidade dos sintomas e levar os doentes para níveis cada vez mais graves de manifestação da doença, alastrando a contaminação por vários níveis do Poder Judiciário.

 

Justiça Doente

 

Os atingidos pela estranha síndrome apresentam sempre os mesmos sintomas: começam a vender sentenças, participam de festas pagas por criminosos conhecidos ou por potenciais réus em ações que eles mesmos julgarão em algum momento de suas carreiras; atuam em conluio com lobistas e favorecem padrinhos políticos e autoridades que desejam “dar um jeitinho” em suas pendências com a lei. A síndrome parece afetar diretamente o lóbulo frontal e o córtex cingulado anterior (as partes do cérebro responsáveis pela moral, emoções em relação a outras pessoas, caráter e pela percepção de dilemas).

No auge da doença, os pacientes mostram-se dominados por uma imaginação extremamente fértil e costumam gritar aos quatro cantos que são portadores de reputações ilibadas e vidas irretocáveis. Manifestam extrema paranóia e fantasiam estarem sendo perseguidos e tendem a apelar para a sua “biografia”. Geralmente adoram se refugiar em corregedorias e em órgãos ligados a vigilância da ética. Logicamente, isso nada mais é do que a manifestação da doença em seus estágios terminais.

Acredita-se que, após o diagnóstico ser proferido, o doente tem poucas chances de ir para as clínicas de segurança máxima, onde receberia o tratamento adequado ao seu mal. Não pela falta de vagas ou por desinteresse geral; mas por simples expressão de corporativismo de seus iguais e de outros doentes, ainda não diagnosticados, que atuam na mesma área que eles.

Infelizmente, esse mal parece alastrar-se cada vez com mais intensidade ultimamente. Se você é um juiz, um advogado ou trabalha em tribunais; tenha cuidado e mantenha a sua higiene moral e ética em dia.

Pense nisso.

 

*******************************************

Nota do Editor: Se você chegou até aqui e não entendeu nada; leia algum dos artigos abaixo que você entenderá imediatamente e também estará apto a diagnosticar esse terrível mal.

Um abraço.

A. Maximus

  1. Empresário acusado de vender sentenças do tribunal do RJ.
  2. Contraventores pagam festa para juízes.
  3. Desembargador terá de explicar denúncias de tráfico de influência.
  4. CNJ abre investigação sobre festa paga por contraventores.
hd externo 500gb portatil 2 5mm alimentacao pela usb novo frete gratis p todo brasil brinde linda capa protetora de couro
hd externo 500gb portatil 2 5mm alimentacao pela usb novo…
R$ 250,00
Veja Mais
hd externo 500gb 2 5mm portatil alimentacao pela usb novo super pendrive 500gb de bolso capa protetora alimentacao usb
hd externo 500gb 2 5mm portatil alimentacao pela usb novo…
R$ 255,00
Veja Mais
hd externo 500gb de bolso portatil alimentacao pela usb brinde capa protetora pode retirar na loja rio pronta entrega
hd externo 500gb de bolso portatil alimentacao pela usb…
R$ 235,00
Veja Mais
hd externo 500gb portatil de bolso retira na loja sp super pen drive alimentacao pela usb brinde capa de couro cabo usb
hd externo 500gb portatil de bolso retira na loja sp super…
R$ 245,00
Veja Mais
vitrine secundum

RIO DE JANEIRO, A BARBÁRIE, OS ANIMAIS E ALGO QUE DEIXOU DE SER HUMANO.

 

Desumanidade

 

A polícia carioca é vítima dos baixos salários, da falta de equipamentos, do desestímulo crônico, do stress provocado pelo combate insano contra uma violência que nunca arrefece e, principalmente, da sanha populista dos políticos.

Enquanto o governador do Rio gastou fortunas em viagens ao exterior para andar de bicicleta em Paris; chega até nós a estarrecedora informação de que os dois PM’s mortos, na queda do helicóptero abatido no sábado passado, só tiveram esse destino trágico porque não usavam trajes apropriados (trajes de voo – antichama) e sim roupas de tecido sintético (uniforme normal) que se incendeiam facilmente. Algo que pode ser citado como a síntese do descaso e do desprezo pela vida humana e pelos homens que arriscam a vida para proteger a nós e a nossas famílias.

A defesa do policial honesto, que enfrenta o horror da morte e a humilhação do desamparo, deve ser uma constante na vida de cada cidadão de bem que caminhe por essa cidade e que entenda a importância de uma instituição como a polícia (e os homens que a compõem). Da mesma forma, denunciar os desvios de conduta deve ser também uma constante do cidadão e do policial de bem; já que este último é traído pelo policial corrupto duas vezes. Omitir-se é o mesmo que compactuar com os traidores.

Mesmo deixando de apontar os desvios e os problemas que esse abandono e essa humilhação provocam; uma regra básica da vida em sociedade deve ser perseguida e mantida, a todo custo, para que não mergulhemos na mais completa barbárie: a solidariedade.

Mesmo entre inimigos em guerra, a solidariedade se manifesta nos momentos mais estranhos. São os exércitos nas trincheiras que interrompem uma das batalhas mais sangrentas da Primeira Guerra Mundial para comemorarem o Natal juntos, em um armistício não oficial que durou dias e provocou constrangimentos nos altos comandos das duas forças antagônicas. É o empresário alemão que perde tudo o que construiu e corre o risco de ser morto durante anos (morrendo anos depois na mais perfeita miséria), apenas para salvar a vida de desconhecidos que lhe eram oferecidos como escravos. O gesto isolado do médico francês que socorre a criança vietnamita que acabara de disparar contra o seu pelotão e é ferida no confronto. É o soldado americano que ampara a jovem vietnamita queimada horrivelmente após o bombardeio com napalm em sua aldeia. É o soldado brasileiro que ampara a criança haitiana que desmaia de fome, mesmo tendo o risco de ser alvejado. É o policial que para a sua viatura para socorrer uma grávida, ao pé do morro, mesmo sabendo que pode estar caindo numa armadilha. E inúmeros outros exemplos ao longo da história humana podem ser citados para provar isso.

 

Violência no Rio

 

Em cada batalha, em cada guerra, em cada catástrofe natural (ou provocada pelo homem), em cada epidemia e até nos desastres diários que vemos nas ruas e no trânsito caótico das grandes metrópoles mundiais; podemos experimentar o sopro da humanidade ao ver outros seres humanos ajudando ou salvando completos desconhecidos. Eles chegam e se vão, como se anjos fossem. Um gesto, um ato, uma doação ou mesmo um sorriso; podem salvar as vidas e as almas de pessoas aflitas em momentos de completo desamparo.

Por isso mesmo, as imagens estarrecedoras e hediondas que presenciamos ontem (21/10/2009), em cadeia nacional, ao ver dois policiais militares (um deles capitão e, portanto, melhor pago, melhor preparado e mais instruído) deixando de prestar socorro a uma vítima de assalto baleada na calçada, apenas para se apoderarem de um par de tênis e uma jaqueta chocaram tanto. Enquanto os policiais divertiam-se extorquindo dois assaltantes de rua e roubando os pertences do baleado; o rapaz ferido agonizava, em seus últimos momentos de vida, a poucos metros de quem podia ter-lhe salvo a vida ou, pelo menos, ter-lhe confortado (segurando a sua mão ou dizendo uma prece ou outra coisa qualquer) enquanto morria.

A praga da corrupção, o desvio de conduta de terem “roubado o ladrão” e de optarem por sujarem-se, pelo preço de uma jaqueta e um par de tênis, não é nada. Esse é o menor dos problemas. O que estarrece, o que choca e o que revela que esses seres já deixaram de ser humanos e apenas vagam pelas ruas, como bestas-feras primitivas e sedentas por saciar as suas próprias vontades, é o fato de nem sequer preocuparem-se com a vítima caída e, possivelmente suplicante aos seus pés.

O roubo, que ficou claro já que a jaqueta e o tênis “desapareceram” na ocorrência feita pela dupla (apenas um “encontro de cadáver”), torna-se ínfimo e risível diante da grotesca e perversa desumanidade bestial de negociar os pertences do ferido enquanto este ainda agonizava aos seus pés.

E ainda devem se achar guerreiros…

barraca tenda camping 8 pes northpole mansao iglu familiar grande casa campo jardim praia pescaria viagem ferias bote colchao bol
barraca tenda camping 8 pes northpole mansao iglu familiar…
R$ 477,00
Veja Mais
barraca tenda iglu northpole 6 pes c divisoria alta 1 82m grande mansao camping familia praia jardim campo pesca bote colchao
barraca tenda iglu northpole 6 pes c divisoria alta 1 82m…
R$ 367,00
Veja Mais
barraca tenda iglu northpole 6 pes c divisoria alta 1 82m grande mansao camping familia praia jardim campo pesca bote colchao
barraca tenda iglu northpole 6 pes c divisoria alta 1 82m…
R$ 348,00
Veja Mais
barraca iglu luna 6 pessoas 260 x 260 x 165 c sobreteto
barraca iglu luna 6 pessoas 260 x 260 x 165 c sobreteto
R$ 183,00
Veja Mais
vitrine secundum
SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline diHITT - Notícias O Diretório