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SÉRGIO CABRAL, DILMA, O GOLPE ELEITORAL E A CONIVÊNCIA.

 

Dilma e sérgo cabral - estelionato eleitoral

 

Estelionato eleitoral é um golpe muito antigo em nosso sistema eleitoral. Como não há nenhum mecanismo de defesa que proteja o eleitor, a não ser o seu próprio bom senso de não votar em quem o engana, a comodidade, a alienação e a bovinidade do eleitor brasileiro cumprem os seus papéis no perverso jogo do “me engana que eu gosto” em que o sistema eleitoral brasileiro se transformou.

Contudo, nenhum político ou partido brasileiro elevou o estelionato eleitoral à “estado da arte” como fazem Sérgio Cabral e o partido dos trabalhadores. A “Era Lula” trouxe para o cotidiano eleitoral brasileiro a figura da “metralhadora de promessas” e a exacerbação do conceito “Pão e Circo” que sempre estiveram presentes na forma de fazer política em nosso país.

Lula prometeu ao eleitorado obras gigantescas que “refundariam” o país. Casas populares aos milhões e quase de graça; estradas lisas e bem construídas até o horizonte; portos maravilhosamente projetados que lançariam o Brasil no rol de nações poderosas, pagamento da dívida externa e autossuficiência em petróleo.

Quase dez anos depois, Lula deixou o governo elevado à condição de Messias pela militância petista e com a imagem de “ótimo presidente”. Mas, se analisarmos seus feitos, nada (ou quase nada) há para justificar o furor uterino da militância.

Os milhões de casas populares jamais saíram do papel. As poucas que foram entregues têm problemas estruturais gravíssimos, infiltrações extensas e precisam passar por reformas pesadas depois de pouco mais de um ou dois anos de construídas. Antes de pensar que é mentira ou “intriga da oposição” veja nos links das agências a seguir: Abracopel, Sind’Ladrilhos, Construsenior, Folha Norte, UOL Notícias, Quero Casa Própria, G1, Contas Abertas e FGV.

O PAC, principal arma eleitoral do PT, teve pouco mais da metade das obras efetivada – apesar de quase todo o dinheiro previsto ter sido gasto – o PAC 2 e o PAC 3, criados para viabilizar a campanha e a eleição de Dilma, se converteram em pouquíssimas obras mesmo, mais uma vez, tendo grande parte de suas verbas gastas. Também duvida? Leia no site da Contas Abertas.

O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), alardeado por Dilma como a salvação da segurança pública nacional e como fator de modernização das polícias militares e civis morreu antes de nascer. No primeiro ano de Dilma quase nada foi investido e praticamente todos os projetos jamais foram retirados do papel. No entanto, a metade dos recursos foi gasta alegremente. Além disso, para este ano, já há um corte de verbas substancial que transformou o programa em “pó de traque”. Leia em O Globo.

Com tudo isso, sem falar em outros aspectos como educação (os piores resultados práticos dos últimos tempos e as polêmicas mais vergonhosas da história), saúde (canibalização de hospitais, morte a granel mesmo para problemas banais de saúde, sucateamento e desespero generalizados) e a infraestrutura que beira a africanização com aeroportos, portos, estradas e terminais de carga praticamente em colapso; a criação de bolsas e o assistencialismo populista descarado (acompanhados de um trabalho fenomenal de marketing e de mídia) sustentam a imagem de salvador de Lula e garantem a Dilma uma fantástica popularidade mesmo tendo 60% de reprovação popular de suas ações de governo. A forma bem elaborada de estelionato eleitoral adotada e a magistral condução de sua vertente midiática garantiram, tanto a Lula quanto a Dilma, um descolamento da corrupção galopante, da inação e da incompetência de seus governos e os elevaram a condição de “Pai” e “Mãe” dos pobres. Quando, na verdade deveriam ser conhecidos como seus algozes.

 

PAC e a Maquiagem

 

O mesmo se dá com o combate à corrupção. Muito se falou em faxina e em limpeza na política nacional. Mas, Lula protagonizou alguns dos maiores escândalos de corrupção do país e escapou ileso de todos com a desculpa mais esfarrapada de todas: “Eu não sabia”. Ao mesmo tempo, criticou abertamente as instituições responsáveis pela fiscalização e diminuiu o poder que elas tinha de fiscalizar, através de mudanças de estatutos e medidas provisórias. Dilma, alardeada pela mídia como a faxineira, se converteu em espertalhona ao varrer habilmente os corruptos que povoaram seu governo para baixo do tapete e, ao invés de sanear verdadeiramente os ministérios, apenas afastou dos holofotes os canalhas que foram pegos em flagrante e os substitui por outros que continuam a usar sua pasta ministerial para engordar os cofres de seus partidos e para enriquecerem.

Já no caso de Sérgio Cabral a coisa é mais emblemática ainda. Por não fazer parte de um partido com uma militância tão feroz e combativa quanto a do PT, Sérgio Cabral usa a mídia e seus relacionamentos no mundo artístico (graças a seu pai) para se promover com extrema habilidade. Político medíocre e omisso fez uso de projetos de lei populistas (e todos anulados por inconstitucionalidade) para angariar a alcunha de “Amigo da Terceira Idade” e garantir uma legião de eleitores fiéis no RJ. Eleitores estes que julgavam a anulação de suas leis não como golpes eleitorais; mas como “maldades” do Judiciário que era “inimigo” dos velhinhos. Nesse meio tempo, muita exposição na mídia e muitos sorrisos lhe garantiam muitos votos.

Mesmo sua política vitoriosa de UPP’s se funda em um acordo que deveria ser execrado pela população com os traficantes desalojados. Por ordem direta de Sérgio Cabral, os traficantes eram avisados com meses de antecedência da data exata em que haveria a ocupação policial dos morros, como forma de permitir a fuga dos criminosos.

A desculpa de “evitar o confronto e a morte de inocentes” não pode ser levada em consideração porque os efeitos da fuga dos criminosos das favelas ocupadas se refletiram em um aumento substancial da mortandade de inocentes em áreas anteriormente de baixa violência.

Outro sinal de compactua com o tráfico é a admissão de que na favela de Manguinhos as casas do “Minha Casa, Minha Vida” têm seu sorteio influenciado e manipulado por traficantes locais. Estes obrigam os agentes cadastradores do programa a incluir elementos de suas quadrilhas nos sorteios e dirigem os resultados para que os favoreçam. As casas que escapam dessa modalidade de fraude são simplesmente invadidas e têm seus moradores despejados pela mão do tráfico que as converte em bunkers e em depósitos de armas, munições e drogas. Tudo isso dentro dos condomínios pagos pelos nossos impostos.

 

Sérgio Cabral e a incompetência criminosa

 

Ao ser obrigado a admitir essas ocorrências e o seu conhecimento delas, dadas as irrefutáveis provas apresentadas pela imprensa, Sérgio Cabral praticamente confessa um crime de responsabilidade por deixar de reprimir essa prática criminosa e essa afronta vergonhosa ao poder do Estado.

Mas, mesmo assim, é aplaudido de pé por uma claque sempre crescente e goza de extremo prestígio entre os eleitores de baixa renda do Estado. Sendo cotado até para ocupar uma possível chapa como candidato a vice-presidente.

Seria formado um circo midiático perfeito com uma presidente farsante e fruto de mera trama eleitoral e um vice-presidente omisso e favorável a compactuar com o crime organizado como forma de ter menos trabalho e facilitar sua vida, favorecendo sua voracidade por votos e suas ambições eleitorais.

Se analisarmos o comportamento do eleitorado nesses últimos dez anos, seria a dupla perfeita para a legião de cúmplices que se espalha pelo país e que pouco se importa com a real qualidade de vida da população. Desde que o cartão do Bolsa Família tenha sempre um saldo na data certa e que os comícios e inaugurações sempre tenham um rega-bofe apropriado.

E você leitor, o que pensa disso?

 

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SOBRE SALADINO, GUERRA, HONRA, HERÓIS E CARNICEIROS.

 

Honra, Heróis, Fuzileiros

 

Todo militar profissional, aqui ou no exterior, escuta uma célebre frase dita já não se sabe por quem que se transforma imediatamente em uma verdade universal e em um prenúncio do que pode vir: “Ninguém abomina mais a guerra do que o guerreiro”.

Descontando as margens reservadas aos psicopatas, que usam a guerra como desculpa para dar asas aos seus anseios sanguinários, o guerreiro profissional reza e se prepara para nunca entrar em combate. Contudo, quando à hora chega, ele guarda seus receios; seca suas lágrimas e esconde o terror da morte que o espreita a cada batida do coração.

Mas, mesmo diante da selvageria do combate, o verdadeiro guerreiro sabe que deve trilhar o caminho da honra. O inimigo, por mais feroz que seja, deve sempre ser tratado com respeito e com humanidade quando derrotado. Afinal, no código militar, o verdadeiro guerreiro não vê honra e nem vitória em vilipendiar aqueles incapazes de se defender.

O verdadeiro guerreiro pode ser chamado de herói. Mas, ele jamais deseja isso. O heroísmo é apenas uma consequência do medo e o guerreiro faz o que deve ser feito para aplacar o medo de morrer ou de ver seus companheiros de combate perecerem. No calor do combate, ele pode oferecer sua própria vida em sacrifício para que a vida de seu irmão (ou, como em vários casos, até de seu inimigo) seja poupada. Ao herói guerreiro cabe o sacrifício supremo e a honra da lembrança eterna.

O você pode achar esta uma visão romântica ou impossível de ser verdadeira na confusão e na carnificina de uma guerra. Mas, tenho certeza que você ficaria surpreso ao descobrir que essa “visão romântica” é fruto da realidade da guerra e do combate encarniçado ao mais perverso inimigo: a intolerância religiosa.

Se você conhece um pouco de história já deve ter ouvido falar de Al-Malik An-Nasir Salahuddin Yusuf; conhecido pelos ocidentais como Saladino. Nascido em Tikrit (hoje Iraque), Saladino morreu na Síria em 1193. Foi um dos maiores estrategistas militares de todos os tempos e é pai do Cavalheirismo Medieval e dos modernos códigos de guerra como a Convenção de Genebra e outros.

 

Saladino - O Grande

Saladino – O Grande

Durante as Cruzadas, Saladino mostrou ao Ocidente Cristão a diferença entre ser um guerreiro ou um carniceiro. Enquanto os Cristãos matavam e decapitavam mulheres e crianças em nome de Deus; Saladino poupava inimigos capturados; enviava frutas frescas e seus médicos para tratar o Rei Ricardo quando este ficou gravemente doente (salvando-lhe a vida) e, em um episódio que marcou a história, Saladino durante a batalha de Apollonia esta a beira da vitória quando o Rei Ricardo teve seu cavalo morto e foi obrigado a combater a pé. Na época, isso era uma sentença de morte para um combatente de armadura. Saladino interrompeu o combate e enviou dois de seus melhores cavalos para Ricardo. Segundo ele: “Não é digno de um rei combater a pé”. Ricardo se recuperou e pode levar os exércitos cristãos à vitória naquela batalha.

Tudo isso fez com que Saladino fosse temido e admirado por seus iguais e, principalmente por seus inimigos. Quando as Cruzadas terminaram com a derrota cristã e a tomada de Jerusalém, a fama de homem honrado de Saladino foi levada pelos Cruzados para a Europa e se espalhou pelo Ocidente como modelo de honra, caráter e misericórdia. Até hoje, mais de mil anos de sua morte, Saladino é conhecido como “O Grande” mesmo para nós e é fonte de estudos para todos que desejam a carreira militar.

Mas, se você chegou até aqui deve estar se perguntando: “Para que tudo isso?”

Caro leitor, como ex-militar e como estudioso da história das grandes guerras que conduziram a humanidade até os dias de hoje, não era possível deixar de comentar sobre Saladino e sua visão de honra e respeito ao inimigo que contaminou o ocidente de tal forma que foi responsável pela criação dos códigos de conduta em combate até das guerras modernas.

Minha intenção foi mostrar como é enorme a diferença entre o guerreiro e o carniceiro. Entre o soldado que combate o inimigo por dever e sem paixão para o psicopata que usa a guerra como desculpa para dar asas aos instintos mais bestiais do ser humano.

Como militar e como ser humano fica difícil aceitar o comportamento dos Fuzileiros Navais americanos ao vilipendiar os cadáveres dos inimigos ao urinarem sobre eles. Sendo uma das mais honradas instituições militares do mundo, o Corpo de Fuzileiros Navais (daqui, dos EUA ou de qualquer outro país) sempre foi conhecido por abrigar os mais bem treinados e honrados combatentes. Em seus brados de guerra, cada Corpo de Fuzileiros mundo a fora exalta o sacrifício supremo pela pátria e deseja demonstrar a honradez de seus membros. Grite o fuzileiro “Semper Fidelis” (Sempre fiéis – EUA); “AdSumus” (Aqui Estamos – BRA); “ Per Mare, Per Terram” (Por Mar e Por Terra – UK) ou qualquer outro brado mundo a fora, essas palavras simbolizam o que há de melhor no combatente e jamais devem ser envergonhadas.

Qualquer guerreiro, qualquer ser humano e qualquer ente vivente deve abominar os atos cometidos pelos carniceiros travestidos de soldados e compreender que a eles é reservado apenas a desonra, o esquecimento e o pó da terra. A selvageria imperdoável lhes confere apenas a alcunha de bárbaros e lhes garante o repúdio e o escárnio dos bons.

A eles resta a certeza de que jamais poderão entrar nos Campos Elíseos e repousar, gozando a paz suprema, ao lado dos grandes vultos guerreiros da humanidade.

 

 

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PREFEITOS, CORRUPTOS E A CAROCHINHA.

 

prefeitos, corruptos e a carochinha

 

Uma notícia excelente promete tirar o sono de muitos corruptos de plantão, se converter no maior “mico” da história política nacional ou numa verdadeira história da carochinha.

O TSE – Tribunal Superior Eleitoral – e a AGU – Advocacia Geral da União – firmaram convênio para instituir uma punição cível aos prefeitos que, por qualquer motivo, sejam responsáveis por crimes eleitorais que levem a realização de novas eleições para substituí-los em caso de cassação de mandatos.

Após a sentença final do TRE local, a AGU será acionada e entrará no circuito processando o prefeito cassado para reaver os custos envolvidos na realização das novas eleições e, além disso, pedir uma indenização por “danos morais coletivos” pelos “transtornos causados aos eleitores obrigados a votar mais uma vez e pelos prejuízos contabilizados pelos municípios por terem de trocar de prefeitos”.

O ponto negativo é que o “convênio” tem duração de apenas cinco anos. Ou seja, valerá apenas para as eleições municipais deste ano. Isso é estranho e dá ao assunto um certo ar de “conversa para boi dormir”.

O que aumenta a suspeita de que tudo não passe de um “papo de arquibancada” é o fato de não haver nada parecido na legislação brasileira ou de não terem pensado nisso antes. Também a famosa morosidade da justiça brasileira e o enorme número de recursos permitidos na Justiça Eleitoral e na Cível faz com que a medida pareça fadada a ser um conto de fadas ou mais uma “Estória da Carochinha Eleitoral”.

Imaginar que os corruptos aceitarão arcar com os custos pesadíssimos envolvidos nessas ações sem usar todo o tráfico de influência, as informações sobre os rabos-presos e as negociatas que sempre têm em seus “arquivos pessoais” é, no mínimo, inocência.

Além disso, o fato do convênio ter sido fixado com prazo determinado de apenas cinco anos e – o mais estranho – limitar a coisa apenas ao âmbito das prefeituras, quando um número elevado de governadores e deputados é atingido pelo mesmo flagelo, são detalhes que causam certa desconfiança e estranheza.

Tirando isso; esse acordo é um sonho realizado porque pune o corrupto e o canalha onde mais dói: seu bolso. Como as fraudes eleitorais se dão justamente visando ganhar dinheiro, a possibilidade de ter que arcar com os custos astronômicos de uma nova eleição (dependendo do tamanho do município) e ainda de uma indenização pesada pode tornar mais cauteloso o espertalhão de plantão.

Oremos para que essa boa ideia se converta em uma verdade efetiva e seja ampliada para todas as esferas eleitorais. Como as eleições proporcionais não precisam ser realizadas novamente, bastando apenas a posse do suplente; uma excelente ideia seria instituir a tal indenização por danos morais coletivos. Sem dúvida seria um desestímulo para os aproveitadores.

Infelizmente, em nosso país, as instituições não gozam da confiança popular e devem, primeiramente, “mostrarem serviço” para que a confiança e o reconhecimento cheguem. Assim, caberá ao TSE e a AGU (mais uma vez) não se converterem em motivo de chacota e trabalharem para que esse acordo resulte realmente em uma medida acertada, eficaz e profilática.

E você; o que pensa disso?

 

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ZÉ PEDÁGIO, FRACOS, DILMA E O ROUBO SUPREMO.

 

vem aí o dil pedágio

 

Pois é caros amigos militantes petistas. Durante toda a campanha presidencial (que culminou com a eleição desastrosa de Dilma) vocês criticaram enormemente o realmente fraco candidato do PSDB – José Serra – pelo fato dele ter privatizado estradas em São Paulo e, por conseguinte, ter pedagiado todas elas.

O “amor” petista foi tanto que lhe deram até um apelido bonitinho: “Zé Pedágio”.

Não que vocês estivessem errados. Pedágio é mesmo um “troço” chato. Afinal, pagamos altíssimos impostos para que o governo mantenha as estradas em bom estado e tanto o governo petista – quanto qualquer outro antes dele – adora roubar nosso dinheirinho suado e simplesmente não fazer nada para garantir a mínima conservação em nossas estradas.

Pois é. Mas, agora, o governo petista de Dilma mostrou que “Zé Pedágio” é para os fracos. Como tudo na administração petista, o roubo agora é muito maior e muito pior. Se o “Zé Pedágio” implantou pedágios a “torto e a direito” para cobrar por estradas “lisinhas”, serviços de assistência a acidentados e reboque para quem enguiça; Dilma, mostrando sensacional senso de “timing” ao aproveitar a “distração” do país assolado por mais um ano de desastres naturais (que sua equipe optou por ignorar); sancionou a “Lei de Mobilidade Urbana”.

Como tudo que cerca os petistas, o nome bonito sugere benefícios para o povo. Mas, a verdade por trás desta lei é simplesmente terrível. A “Lei de Mobilidade Urbana” trás, embutida em seu texto, um monstro perverso e insaciável que vai roubar ainda mais rapidamente (e vorazmente) o nosso suado dinheirinho.

O nome desse monstro, parafraseando nossos amigos militantes petistas, é o “DIL PEDÁGIO”.

 

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Isso mesmo; o “Dil Pedágio” é voraz, perverso e sedento de sangue (leia-se dinheiro). A “Lei de Mobilidade Urbana” autoriza que prefeituras instalem pedágios em quaisquer áreas urbanas e cobrem o quanto quiserem pela circulação de veículos nessa determinada área. Isso sem uma única exigência de entregar ruas adequadamente cuidadas ou livres de enchentes. Pelo texto da lei, a receita gerada pelo pedágio ou “outra forma de tributação” deve ser destinada ao “transporte coletivo”, como a concessão de subsídio público à tarifa. O “uso de bicicletas” também precisa ser estimulado.

Tudo muito bom e tudo muito bem. O texto da lei é até “legal” (sic). Contudo, como todo tipo de lei semelhante já criada em nosso país (criação de impostos para financiar algo) o destino da arrecadação dos pedágios será mesmo os bolsos de empreiteiros, empresários amigos do poder e os próprios políticos. Teremos mais um tributo, sem qualquer contrapartida exigida, ou seremos proibidos de utilizar carros ou determinados meios de transporte (de acordo com o humor do prefeito da ocasião) sem qualquer chance de reclamar.

O “Dil Pedágio” , como você pode ver, é muito mais cruel e muito mais voraz. Afinal, aproveitou um momento crucial em que a imprensa e a opinião pública estão voltadas para o socorro das vítimas da própria incompetência petista e, na calada da noite, atira sobre nós mais um imposto sem a exigência de qualquer benefício dado ao cidadão em reciprocidade. Isso, sem falar na expectativa de dupla ou mesmo tripla tributação (ou você acha que a CIDE, o IPVA e outros impostos com a mesma finalidade vão ser encerrados?).

A “pergunta que não quer calar” ou as perguntas que devem ser feitas agora são:

Onde estão os petistas irados e incansáveis que lutaram tanto contra o “Zé Pedágio”?

Onde estão as passeatas, os protestos, as carreatas, os gritos de indignação, os xingamentos e as “bolinhas de papel”?

Onde estão os “combatentes da liberdade” para impedir esse absurdo em um país com a mais alta carga de impostos do mundo?

Onde estão os “Blogueiro Progressistas” com seus textos ácidos e ferinos?

Onde está a UNE com sua “combatividade”?

Onde estão os sindicatos com seus protestos veementes?

Certamente estarão abafados e sufocados com verbas públicas e trazendo, bem no fundo do peito, coberto por aquela camiseta vermelha com a imagem do “Che” um grito amargurado e reprimido pela vergonha não declarada ou mesmo pela esperança de arrumar uma boquinha na roubalheira desenfreada que se instalou em nosso país.

E o povo?

Ora… O povo que seja entregue em sacrifício ao novo monstro insaciável petista; o “DIL PEDÁGIO”.

E você, o que pensa disso?

 

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ENCHENTES, DESCASO, CORRUPÇÃO E A MORTE ANUNCIADA.

 

Corrupção a grande causa das enchentes

 

Você não precisa ter memória fotográfica para lembrar de alguma tragédia provocada pelas chuvas de verão no Brasil. Seja você carioca, paulista, mineiro ou mesmo nordestino a presença de enchentes é uma constante na vida de qualquer cidadão nascido nessas regiões.

Da mesma forma, essa realidade é presente na memória de qualquer político que tenha exercido um mandato em qualquer cidade ou estado desse país em qualquer tempo. Afinal de contas, todos os anos há sempre o mesmo debate nacional intenso sobre o que fazer, quais medidas de prevenção adotar, o quanto de verbas liberar para as obras de reconstrução e, principalmente, o sempre enorme número de mortos ou desabrigados que acompanham as cheias.

Mas, infelizmente, o mesmo eleitor que vota continuamente nos mesmos ladrões; vende seu voto por uma bolsa esmola qualquer ou simplesmente nem sabe em quem está votando porque acha que a eleição é apenas uma obrigação a ser cumprida e se limita a digitar uns números numa urna eletrônica; é o mais atingido por essas catástrofes e normalmente quem paga o maior preço por isso.

Depois dos maiores desastres naturais da história de nosso país, ocorridos no ano passado na Região Serrana do Rio de Janeiro, muito se falou, muito se chorou e muito se prometeu em matéria de obras e soluções simples e mirabolantes para esse problema tão antigo.

No entanto, apenas o mesmo descaso, a mesma roubalheira, a mesma corrupção e as mesmas caras-de-pau foram entregues em profusão para as famílias atingidas por esse flagelo tanto no Rio quanto em todos os outros estados do país.

No ano passado criticou-se veementemente o ministro da Integração Nacional da época – Geddel Vieira Lima – por ter enviado mais de oitenta por cento das verbas para a Bahia, seu estado de origem, onde seria candidato às eleições daquele ano. Nem um ano se passou daquela celeuma e o mesmo se repete de forma ainda mais descarada. O atual ministro, que sucede Geddel – Fernando Bezerra – curiosamente é acusado do mesmo “crime” e também, por coincidência, é candidato a prefeito lá em Recife.

Por mais que o ministro e o governo teimem em dizer ao contrário ou apresentem desculpas esfarrapadas que “desmintam” essa estranha coincidência; fica difícil acreditar que nenhuma das mais de cinco mil cidades brasileiras ou os vinte e tantos estados da União não foram capazes de apresentar um único projeto viável de prevenção e que Pernambuco detém o monopólio de competência (como afirmou seu governador) em engenharia civil no Brasil.

a arca da responsabilidade

 

O episódio reflete apenas o senso comum da classe política nacional (de qualquer partido) de que dinheiro público não tem dono e deve servir aos interesses dos que o controlam e não aos da população. Da mesma forma que o ministro enviou 90% dos recursos de sua pasta para seu estado de origem – onde concorrerá nas próximas eleições – a situação seria a mesma se ele os tivesse embolsado. Ora, o uso do dinheiro foi feito sob a única ótica do proveito próprio; se não de forma direta (metendo a mão), de forma indireta (aparecendo como o mecenas da região) para ganhar pontos na eleição futura.

Mesmo as poucas obras que foram feitas, como o dique que se rompeu em Campos dos Goytacazes (RJ), são de péssima qualidade. Desde que foi construído, para impedir as cheias do Rio Muriaé, o tal dique já se rompeu três vezes. Essa informação, por si só, já é um atestado de ineficiência e de má construção ou planejamento da obra. Uma vez que sua principal função, deter as cheias do rio não é cumprida. Pois, mesmo não sendo engenheiro civil, acho estranho chamar uma construção de dique se ela se rompe ao menor sinal de aumento no volume de água que foi projetada para conter.

Mas, basta lançar um rápido olhar sobre os restos da obra para perceber a qualidade do empreendimento. O “dique” é construído por uma enorme massa de barro com uma “casquinha” de asfalto em cima, por onde os carros passam. Ora, caro leitor, não é preciso ter cursado Harvard ou mesmo ter feito uma única aula de engenharia civil para saber que barro não vai segurar um fluxo de água em alta velocidade por muito tempo. A água vai comprimir e escavar as paredes, desgastando o barro, e provocar o colapso da estrutura rapidamente.

Qualquer criança de três anos (ou menos) brincando com uma mangueira de jardim e um pouco de terra é capaz de provar isso. Atrevo-me a dizer que o corpo principal do dique até poderia ser de barro como forma de economizar recursos, desde que o exterior fosse revestido por concreto impermeabilizado e pedras. Isso, como já disse, é um palpite de leigo. Mas, penso, que esse tipo de construção duraria mais do que a executada pelos “maravilhosos” engenheiros que projetaram e construíram aquele “dique”.

Na verdade, sabemos muito bem, que o projeto do dique e de tantas outras obras que cederam ou simplesmente não surtiram o efeito desejado na contenção das cheias, foi feito de forma correta e esmerada. Contudo, sabemos que a execução é o problema. Pois, é nessa fase que a propina é paga, os acertos são confirmados e a corrupção faz com que a grana “troque de mãos”.

Enquanto isso o povo corre das águas, morre afogado ou se acotovela nos abrigos torcendo para que o seu candidato preferido chegue na final do BBB12 que vai começar. E, no ano que vem… Ora… No ano que vem tem mais BBB.

E você, o que pensa disso.

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VOCÊ AJUDOU A ELEGER… AGORA TOMA! – BONIFÁCIO DE ANDRADA.

 

Você Ajudou a Eleger...AGORA TOMA! - Bonifácio de Andrada

 

Uma coisa você, caro leitor, não pode negar: os corruptos brasileiros estão cada vez mais unidos e com a cara-de-pau cada vez mais lustrosa e reluzente.

Como se não bastasse termos que chamar ladrões contumazes de excelências e de termos que aturar as desculpas mais esfarrapadas possíveis e imagináveis quando eles são apanhados com a boca na botija; o ilustre deputado do PSDB mineiro – Bonifácio de Andrada – está propondo um projeto (que já está tramitando na comissão de constituição e justiça) visando proibir que qualquer investigação ou crime praticado por candidato a cargo eletivo seja divulgado no período eleitoral.

Assim, o “nobre deputado” pretende impedir que jornais, agentes da lei, blogs e todos os meios de comunicação e de repressão deem informações sobre crimes cometidos por outros “nobres candidatos” sob pena de prisão. Pois é, os caras roubam e se você apontar o corrupto quem vai “em cana” é você (de três a oito anos) e ainda pagará uma multa que pode chegar a 15 mil reais.

A desculpa apresentada para justificar um projeto de lei que vai diretamente contra a constituição, pois institui uma censura aos órgãos de imprensa e aos cidadãos é a mais esfarrapada possível. Segundo o “nobre deputado”, no período eleitoral podem aparecer candidatos rivais mal intencionados que divulguem crimes falsos (ou mesmo verdadeiros) visando prejudicar o desempenho eleitoral dos seus desafetos.

A verdade por trás do projeto é que se trata de mais uma forma de ludibriar a população (já iludida) e garantir que o corrupto, ladrão, estelionatário consiga se eleger e atingir o tão desejado “Foro Privilegiado”.

Você ajudou a eleger… AGORA TOMA!

 

Bonifácio de Andrada quer proteger os corruptos e ladrões

Bonifácio de Andrada

O projeto tramita sob o código PL 2.301/11 e, para disfarçar o mal-estar provocado com a descoberta do teor do projeto, o “nobre deputado” – apanhado em calças curtas – disse que fará modificações no projeto visando melhorar seu alcance e eliminar “dúvidas” que levaram “parte da imprensa” a concluir tratar-se de uma proteção a mais para os corruptos. Segundo Bonifácio de Andrada o projeto alcança apenas os “crimes culposos” (sem intenção) e não se trata de uma “Lei da Mordaça” ou de censura.

Mas, a verdade está escrita (preto no branco) no documento: o PL 2.301/11 determina a proibição de divulgação ou publicação de qualquer sindicância, procedimento investigatório, inquérito ou processo, ou qualquer ocorrência de natureza penal relativos a ilícitos cometidos por candidatos durante o período da campanha. Se isso não é uma censura descarada e um manto para acobertar ladrões, corruptos e bandidos candidatos é o que então?

Agora cabe ao eleitor brasileiro fazer pressão para o projeto não ser aprovado e ao eleitor mineiro dar o troco e apresentar o olho da rua para esse senhor (que mancha o nome do nosso patrono da independência) nas próximas eleições. Clique aqui e mande seu recado sobre o projeto pelo serviço Fale com o Deputado.

Diante de tão descarada tentativa de censura e de tamanha cara-de-pau ao tentar instituir uma proteção evidente aos canalhas de plantão, fica estranho notar o silêncio da imprensa (só vi a matéria no Estadão) que não comentou o projeto na TV, nos portais da Internet e nem nos jornais impressos. Se não fosse pelo repórter do estadão o projeto seria aprovado “na calada” sem ninguém ficar sabendo.

E você, o que pena disso?

 

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VERÃO, CHUVAS, LEIS DA FÍSICA E AS INJUSTIÇAS NO PAÍS DO MAIS DO MESMO.

 

Judiciário sujo

 

Pois é. Eu tinha idealizado um artigo sobre a tragédia das chuvas que volta a assolar a Região Serrana do Rio, parte de Minas e alguns outros estados do país. Mas, uma situação ainda mais trágica e verdadeiramente dantesca chamou minha atenção por se tratar de um absurdo inominável.

Um agente de saúde paulista está preso há dois meses por ter sido acusado de assaltar um carro de entregas à mão armada. Ele foi reconhecido pelo motorista do veículo e preso pela polícia nove dias após o ocorrido.

Até aí tudo bem. Criminoso reconhecido e polícia executando o seu papel de prendê-lo. O único problema é que a única forma do acusado ter cometido o crime imputado a ele é ter descoberto a chave para a dobra estelar ou para o teletransporte e desafiado todas as leis da física conhecidas pelo homem atualmente.

Como? Muito simples: no exato momento em que o carro de entregas era assaltado; muito longe dali, o rapaz acusado era filmado andando tranquilamente no posto de saúde em que trabalha. Logo depois, ele vai acompanhado de várias pessoas até outro local em que assistiria a um curso de aprimoramento profissional que tomaria toda a sua tarde. Em momento algum, segundo as filmagens das câmeras de segurança e das declarações das testemunhas que o acompanhavam, ele se ausenta dos compromissos naquele dia. Mesmo que assim o fizesse; teria que se mover em “velocidade de dobra” para estar em dois lugares muito distantes entre si quase ao mesmo tempo.

 

Judiciário Criminoso

 

Se isso não fosse suficiente, a polícia civil paulista (numa rara demonstração de sua competência) criou uma nova lei em que alguém pode ser preso em flagrante NOVE dias depois de cometer um crime sem que tenha havido perseguição. Numa flagrante violação dos direitos constitucionais do cidadão sequer preocupou-se em confirmar as declarações do rapaz que afirmava estar trabalhando.

Por outro lado, o desembargador que determinou a prisão, não se interessou pelo estranho flagrante de nove dias e mandou trancafiar o meliante que NÃO PROVOU sua inocência de forma alguma (segundo ele). Mesmo diante dos protestos e dos testemunhos, o desembargador insistiu que o caso será analisado “após o recesso” da justiça (daqui a uma semana).

Ora, caro leitor, o cidadão paulistano preso tem mais é que se danar mesmo. Tomara que fique na cadeia para sempre e acabe como outro brasileiro injustiçado que ficou tuberculoso e cego ao ser preso injustamente em um outro caso aberrante de nosso Judiciário preguiçoso.

Afinal de contas, nosso cidadão paulistano não roubou milhões em um ministério; não ameaçou entregar políticos em troca da delação premiada (quem sabe assim Gilmar Mendes lhe concedesse um daqueles habeas corpus relâmpago pelos quais é tão famoso); não prestou consultorias suspeitas para empresas que garfaram gordos contratos com o governo; não desviou milhões em verbas para reparação das tragédias das chuvas; não engordou suas contas bancárias na Suíça ou nos paraísos fiscais; não operou no Mensalão; não vendeu sentenças na Castelo de Areia; não batizou contratos do metrô paulista; não mamou verbas da Presidência da República ou, muito menos, é filho, sobrinho, tio, amigo ou mesmo vizinho de algum juiz ou ministro do governo petista.

Neste país do mais do mesmo, os ladrões ganham habeas corpus relâmpagos; geram indignação dos ministros da Suprema Corte ao serem algemados; têm todas as regalias e são chamados de excelências.

Neste país do mais do mesmo, ladrões vestem-se com togas reluzentes e decidem em causa própria de forma descarada enquanto desfilam em seus palácios de mármore, são “punidos” com uma gorda aposentadoria, com cargos no Ministério, com a cadeira de presidente ou são chamados de senadores, deputados, prefeitos, vereadores, etc…

Neste país do mais do mesmo um reles cidadão trabalhador não pode sequer provar que não é mais inteligente que Einstein ou Stephen Hawking e que não conseguiu descobrir uma forma de subverter as leis da física que nem eles foram capazes.

 

 

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