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DILMA, ANISTIAS, ACERTO TARDIO E A MESMA MOEDA.

 

Dilma

 

Quem costuma ler os artigos do Visão Panorâmica sabe que não morro de amores pelo governo Dilma. Em minha opinião, a presidente é uma mera marionete e verdadeiro joguete nas mãos do PMDB, de Lula, de José Dirceu e de toda corja que infestou o PT desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula.

Mas, as ações corretas devem ser apontadas por uma mera questão de justiça. Em sua visita as obras de transposição das águas do Rio São Francisco; Dilma declarou o óbvio, mas diante da imbecilidade de vários petistas ao se manifestarem sobre o mesmo assunto – a greve na polícia baiana – suas palavras sensatas devem ser elogiadas.

Ao dizer, com todas as palavras, que não se podia anistiar os amotinados baianos; Dilma deu mostra de que nem tudo está perdido. E que, mesmo sem qualquer autonomia para decidir qualquer coisa sobre os rumos do país, ainda tem sensatez suficiente para emitir uma opinião equilibrada.

Enquanto isso assistimos ao verdadeiro festival de sandices vomitadas por lideranças e políticos sem expressão de vários partidos de esquerda. Mesmo diante da violação constitucional de um motim declarado em uma força militar auxiliar como a PM e com a revelação da articulação para que tal motim se espalhe pela federação, imbecis despreparados e que só pensam em se promover com o caos, incentivam e orientam os amotinados a espalhar a revolta pelo país.

Ninguém, mais do que eu, é solidário com as reivindicações dos PM’s, bombeiros e policiais civis. No entanto, o que foi feito na Bahia – e se pretendia propagar pelo país – se constituiu numa prática inaceitável de terrorismo. Bandos armados de bandidos travestidos de policiais atirando a esmo, formando “bondes” para aterrorizar a população civil indefesa não podem ser chamados de grevistas. São meros terroristas que desejam impor sua vontade pela violência e pela instalação do caos na sociedade.

Exatamente por isso e independente da validade de seus apelos, os líderes do movimento devem ser severamente punidos e quantos forem apanhados devem ser expulsos da corporação e penalizados gravemente como exemplo.

Ao afirmar que não deveria haver anistia aos amotinados, Dilma se posta como verdadeira Chefe de Estado e cumpre o seu papel maior de defesa da Constituição. Ao mesmo tempo, mostra que o Estado não pode ser posto em xeque por nenhuma organização – armada ou não – e, muito menos, por seus próprios integrantes.

Infelizmente, sabemos que o quadro político nacional é extremamente fraco e que correm a boca pequena os acertos para que os amotinados sejam anistiados. Afinal, o próprio Ministro da Justiça deu uma declaração completamente equivocada e que demonstrou total desconhecimento da Constituição Brasileira ao afirmar ser favorável a greve das polícias, desde que efetuada sem violência. Também, por parte dele, não se poderia esperar outra posição. Pois, como um dos líderes do PT, sabe que seu partido usou o mesmo expediente de incentivar greves para desestabilizar governos opositores onde desejava governar (como delatado pela própria liderança dos grevistas baianos em vídeo já mostrado aqui). Assim, ao experimentar a mesma moeda, não pode se mostrar profundamente indignado e nem “bater de frente” com os amotinados sob pena de ser igualmente desmascarado como foi Jaques Wagner.

Polícia NÃO pode fazer greve. Pois, pela constituição, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil são Forças Auxiliares às Forças Armadas. Já imaginaram se o Exército, a Marinha ou a Aeronáutica entram em greve e utilizam seus meios de trabalho (canhões, navios de guerra e aviões de combate), para exigir o cumprimento de suas exigências? Teríamos o caos total. O que não se falou ainda é que ninguém vai de porta em porta e aponta uma arma para a cabeça de alguém dizendo: “Você vai ser policial ou bombeiro”. Quem assim escolhe viver, sabe das dificuldades que enfrentará em matéria de salários e conhece a rigidez do regime jurídico a que estará submetido.

É exatamente por isso que essas forças obedecem a uma hierarquia rígida e a um código disciplinar especialmente elaborado e rígido. Qualquer reivindicação que por ventura houver deve ser levada às esferas superiores, sempre dentro da mais alta disciplina, e com total observância aos preceitos que regem os estatutos de cada força. “Elevar” os integrantes dessas unidades a qualidade de “trabalhadores comuns” e dar-lhes o direito de greve é uma temeridade e um erro que pode ter consequências desastrosas para a sociedade, como o caos experimentado na Bahia já provou.

Por outro lado, é preciso também valorizar os homens e mulheres que se preparam para cometer até o sacrifício supremo de dar a vida para garantir nossa integridade e assegurar que gozem de uma vida digna e honrada. Não é com politicagem e com manipulações mesquinhas que isso será garantido; mas sim com políticas sérias de valorização profissional e de remuneração adequada ao alto risco a que se submetem.

Portanto, fica o recado: Dilma acertou no que disse. Mas, deve acertar no que fará daqui para frente.

Pense nisso.

 

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NOVO MINISTRO, VELHOS HÁBITOS E MESMOS ERROS.

 

Dilma, a mãe da corrupção

 

Qualquer pessoa sensata que decide mudar algo em sua vida – seja um relacionamento, um emprego, uma casa ou mesmo uma simples roupa – quer uma única coisa: melhorar uma condição anterior.

Da mesma forma, um governante sensato ao mudar seu staff deve buscar elementos da mais alta competência e seriedade como forma de garantir um desempenho igual ou melhor do que o substituto. Afinal de contas, se é para mudar para a pior; melhor é ficar como está.

Nesse aspecto, o governo Dilma se especializou em trocar seis por meia dúzia e garantir aos partidos que lhe dão sustentabilidade um fluxo constante de dinheiro público desviado pelos indicados aos ministérios, como forma de comprar a lealdade da corja que lhe serve.

Em nenhuma das substituições ministeriais até agora, isso ficou tão evidente quanto na nomeação do novo ministro das Cidades – Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Acusado de inúmeras irregularidades, entre elas: suspeito de beneficiar parentes durante seu mandato de deputado; destinou emendas para Campina Grande (PB), município em que a irmã é pré-candidata à prefeitura; pediu prioridade em repasses para a Prefeitura de Pilar, governada pela mãe; emprega em seu gabinete na Câmara um primo que não bate ponto em Brasília; sonegou informações sobre seu patrimônio para o TRE e para a Receita Federal; é investigado por suspeitas de cometer irregularidades no cumprimento da Lei de Licitações, tem empresas de radiodifusão em nome de laranjas, etc…

Para completar, o atual ministro já assume seu cargo criticando duramente os institutos de controle do Estado como a CGU (Controladoria Geral da União), o TCU (Tribunal de Contas da União) e até os órgãos de fiscalização ambiental. Em suas palavras: “Nós estamos deixando hoje que as estruturas que deveriam servir como instrumento de transparência, de zelo pelo recurso público, passam a ser um instrumento de medo para o gestor”. Ainda, segundo ele: “Isso tudo (burocracia), quando se soma em um arcabouço que, se tem que cumprir, evidentemente que termina por trazer uma dificuldade na execução desses investimentos. É nessa linha que eu vou tentar atuar, fazendo interlocução com todos os entes que possam resolver, por que a lei existe e a gente tem que cumprir”.

Ora, se devemos cumprir as leis, caro ministro, que as cumpramos então.

O mais estarrecedor é tentar compreender como uma pessoa com essa ficha corrida é nomeada para cuidar da principal fatia do orçamento de obras e comandar um dos mais importantes ministérios do país. É simplesmente impossível a presidente Dilma alegar que desconhece as acusações e os processos que pairam sobre o novo ministro, pelo simples fato de que são processos antigos e conhecidos do meio político em geral (já havendo até processos abertos no STF contra ele).

Causa especial estranheza que uma pessoa acusada de fraudar a lei de licitações venha, em seu primeiro discurso, afirmar que esta lei é o seu principal alvo para efetuar “melhorias e reformas” com o objetivo de “modernizá-la”.

Justifico essa minha estranheza, em relação às críticas do ministro a Lei de Licitações, com um pequeno detalhe que veio à tona em relação às obras do projeto da transposição das águas do Rio São Francisco. Uma obra vital de bilhões de reais cujo orçamento (em grande parte já consumido, sem que a obra esteja sequer próxima de sua conclusão) será modificado enormemente nos próximos meses. A justificativa apontada pelo ministro ao ser questionado sobre isso foi de que surgiram “dificuldades” no projeto inicial que provocaram a necessidade de se executar novas licitações para a conclusão dos trechos faltantes e, consequentemente, será preciso gastar mais dinheiro.

O mais engraçado dessa argumentação é que usando como parâmetro de comparação o desempenho do Exército – através do batalhão de engenheiros – vê-se que algo de estranho está no ar. O Exército ficou com os trechos mais desafiadores da obra e as empreiteiras ficaram com o considerado “mamão com açúcar”. Mesmo assim, o Exército entregará os trechos que lhe foram destinados, com pequeno atraso, totalmente operacionais em abril deste ano. E isso sem que houvesse necessidade de modificações ou correções contratuais e orçamentárias de vulto.

Já os trechos entregues às construtoras… Bem… Estão parados ou são tocados a passo de tartaruga, aguardando a revisão dos contratos, novas licitações e a aplicação de muito mais dinheiro. Fica claro que, em ano eleitoral, os partidos têm de encontrar uma boa fonte para forrarem seus cofres e, seguindo a lógica do esquema montado pelo governo e pelos partidos da base aliada, a mágica do desvio de recursos tem de ser realizada por quem tem muita experiência no assunto.

A conclusão a que se chega é simples: É impossível acreditar na idoneidade ou nas boas intenções de uma presidente que nomeia um indivíduo com tal folha corrida para um cargo de Ministro de Estado.

E você leitor, o que pensa disso?

 

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MOTIM DA PM, BAHIA E O CAOS QUE SE ANUNCIA.

 

 

Motim da Pm na Bahia

 

Um dos ditados mais famosos diz que não se pode agradar a gregos e a troianos ao mesmo tempo. E, quando o assunto é gestão pública ou privada; nada pode ser mais verdadeiro do que essas palavras.

Isso porque, uma hora ou outra, você vai ter que tomar uma decisão desagradável ou executar um ato que trará prejuízos a sua imagem junto a um ou a outro grupo. Por isso mesmo, a grande chave para determinar a competência de gestores é justamente a capacidade de tomar decisões desagradáveis ou impopulares. Essas decisões, normalmente, são tomadas em momentos críticos ou determinam a orientação da gestão a fim de se evitar que esses momentos críticos ocorram.

E é justamente aí que a gestão pública do Governo da Bahia e do Governo Federal fracassaram miseravelmente. Jaques Wagner mostrou toda a sua incompetência ao submeter o povo de seu estado a um motim (sim, porque lá não há greve; há motim) generalizado da Polícia Militar com ataques a cidadãos nas ruas e com a existência de caravanas de homens armados aplicando técnicas de terrorismo na população local (incêndio de ônibus escolares e urbanos por grupos de homens armados, barricadas com veículos fechando as principais ruas da capital, motoqueiros e outros veículos disparando a esmo em civis inocentes, etc…).

Deixar a coisa atingir o ponto de embate no qual chegou demonstra apenas o descaso com administração pública e a vontade de agradar aos núcleos sindicais (não intervindo no início do movimento) e aos partidários dos revoltosos (fingindo negociar e “respeitar” as lideranças quando, na verdade, tinha total conhecimento de que não poderia ceder aos pedidos).

Ao evitar “bater de frente” e esvaziar o movimento em suas raízes, Jaques Wagner optou pela ótica petista de tentar agradar a todos e esperar que “um acerto” entre ele e a liderança isoladamente resolvesse o caso. Como a radicalização do movimento impediu o “acerto”; a coisa desandou.

Um dos manifestantes, repórter demitido de uma emissora local a pedido de Jaques Wagner por delatar o esquema de “acerto” disse, em entrevista dada diretamente aos grevistas, com todas as letras que o governador financiou o atual líder do movimento durante movimentos passados (na gestão anterior) e assumiu o compromisso de dar o reajuste pedido por eles, contanto que as manifestações desestabilizassem o governo da época e favorecessem a sua candidatura a governador. A mesma história é de conhecimento de vários políticos que a relataram a diferentes órgãos de imprensa. (aqui um deles, basta procurar por outros no Google)

Jaques Wagner e a greve na Bahia

 

O Governo Federal tem sua parcela de culpa por optar pelo mesmo caminho de agradar a todos. Ao optar por não regulamentar o direito de greve dos funcionários públicos, permite que aproveitadores e lideranças que possuam ambições políticas usem os funcionários públicos como massa de manobra para atingir seus anseios. Mesmo que as reivindicações sejam justas, os serviços públicos essenciais como saúde, segurança pública, bombeiros, previdência social, judiciário e outros simplesmente não podem ser interrompidos sob pena de levar o caos a sociedade.

Nesse ponto, não me refiro explicitamente ao governo petista. Pois, o direito de greve dos funcionários públicos aguarda regulamentação desde 1988, quando a nossa última constituição foi promulgada. Passamos por governos do PMDB, do PSDB e do PT e todos tomaram a mesma nefasta decisão. O que mostra, além da incompetência, um incrível descaso com as graves consequências que essa atitude teria nos anos vindouros.

O atual governo petista peca pela omissão e pelo corte absurdo de gastos na segurança pública e a irresponsável forma com que protela a aprovação de dispositivos como a PEC 300 que resolveria grande parte desses problemas em relação a salários dos policiais.

Enfim, um festival de erros e de fraquezas de todas as partes que causam uma percepção nos grevistas – da Bahia e de todo o Brasil – de que as instituições podem ser postas “em xeque” facilmente e a população transformada em refém de amotinados ao bel prazer de uma ou outra liderança.

Essa fraqueza já foi notada aqui no Rio de Janeiro e um movimento igualmente perigoso já se instalou nas fileiras dos bombeiros e da PM carioca. Ameaças de greves e de ações como as que acontecem hoje na Bahia, estão sendo propostas pelas redes sociais e incentivadas por grupos políticos que torcem pelo “quanto pior melhor”; exatamente como fez Jaques Wagner e o PT em 2001.

Independente do partido que esteja no poder, essas ações amotinadas não podem lograr êxito ou atingir seus intentos, mesmo as reivindicações sendo justas. Pois, se isso ocorrer, será impossível impedir que o mesmo tipo de movimento de alastre pela nação levando o terror e o caos para populações de vários estados.

Pense nisso.

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Link para o vídeo com gravíssimas denúncias contra Jaques Wagner

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NOTAS À IMPRENSA – DEFENSORIA PÚBLICA DO DF INTEGRA FORÇA TAREFA.

 

DEFENSORIA PÚBLICA

 

A Defensora Pública do Distrito Federal Paula Regina Ribeiro foi convocada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República para participar de uma Força Tarefa formada por representantes do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), juntamente com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, para apurar in loco possíveis violações aos Direitos Humanos decorrentes das ações de reintegração de posse do bairro Pinheirinho, em São José dos Campos/SP e sugerir a adoção de providências cabíveis, junto às autoridades competentes, para a cessação desses eventuais abusos. Paula Ribeiro é a representante da Associação Nacional dos Defensores Públicos (ANADEP) no Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI).

Ao visitarem os quatro abrigos na última segunda-feira (30/1), os conselheiros apontaram “ausência de condições de higiene, saúde e alimentação adequada; superlotação nos alojamentos; negligência psicológica, falha na comunicação entre agentes do Poder Executivo local, entre si, e com os desabrigados”.

A Força Tarefa vai apresentar um relatório aos respectivos Conselhos Nacionais para que sejam tomadas as medidas necessárias para a reparação das violações aos Direitos Humanos e feitos os encaminhamentos para a defesa dos direitos dos idosos, crianças e adolescentes e pessoas com deficiência. Um Termo de Compromissos também deverá ser firmado entre conselheiros e a Prefeitura de São José dos Campos, após reunião com o Secretário de Desenvolvimento Social e com o Procurador Geral do Município.

Fonte: Divulgação.

ENEM, HADDAD, PT E O PRÊMIO DA INCOMPETÊNCIA.

 

 

Mesmo que você seja o mais ferrenho militante petista e beije o chão onde Lula pisa, não será possível a você encontrar uma única razão para elogiar ou referendar a gestão do Ministro da Educação Fernando Haddad. Escolhido por Lula e abraçado carinhosamente pela cúpula petista, como se fosse uma das maiores mentes da educação no Brasil. Fernando Haddad só pode ser considerado uma unanimidade em um quesito: sua extrema incompetência.

Afinal, sob sua gestão desastrosa a educação no Brasil chegou às raias do surreal. Perdemos doze posições no ranking educacional da ONU e só estamos à frente de nações africanas e países infinitamente pobres. Além disso, algumas nações sem nenhuma expressão social, política e econômica (como Trinidade e Tobago, por exemplo) estão na nossa frente em matéria de educação pública.

Ver e ouvir autoridades rasgando elogios a Fernando Haddad nos jornais, revistas e na televisão causa tal estranheza que o fato só pode corroborar os boatos de que a destruição de nosso sistema educacional é “coisa feita” e um dos principais alvos do governo petista.

Mesmo reconhecendo que a educação no Brasil pós 1964 vem decrescendo de qualidade a olhos vistos, fica impossível negar que nesses dez anos de administração petista a coisa tomou corpo e chegou às raias do impensável.

Cartilhas ensinando a “magia” do sexo anal distribuídas para crianças em tenra idade; livros didáticos contendo palavrões, incitação à violência e erros de português dantescos oferecidos como “nova regra” a fim de evitar o “preconceito linguístico”, além dos constantes fracassos na elaboração de uma simples prova como o ENEM; foram os “pontos altos” da gestão Haddad.

Como imaginar que tal incompetente pode ser levado a sério para a gestão de algo tão complexo quanto uma cidade, um estado ou uma nação? O currículo de Haddad, ao invés de referendá-lo, na verdade fornece todos os motivos possíveis para bani-lo completamente da vida pública brasileira. Seu retrospecto no cargo, verdadeiramente, sequer o capacitaria para um “carguinho” administrativo de “auxiliar de qualquer coisa” em uma empresa privada.

Sempre que foi confrontado pelos resultados de sua própria incompetência, Haddad, usou e abusou das mais estapafúrdias, esfarrapadas e descaradas desculpas. A culpa sempre era do próximo ou, com estranha frequência, nada havia acontecido e errado. O mais grave nisso tudo nem é a patente incompetência do ex-ministro (isso é culpa de quem o manteve no cargo) é a sua incapacidade de identificar que cometia erros absurdos e vergonhosos à frente de sua pasta. Da mesma forma, é também grave e perigoso o verdadeiro circo de fantasias criado pela cúpula petista em torno dele. Isso porque, a incompetência elogiada, e premiada – quando dona de um cargo onde encontre o poder – normalmente resulta em desastre e sofrimento para os menos protegidos.

Como fica fácil perceber, o legado de Haddad na educação brasileira terá em seu sucessor, Aloísio Mercadante, um representante a altura. Pois, ambos sofrem do mesmo mal: incompetência crônica. Sendo que Mercadante ainda tem seu status agravado pela total ausência de brios e a subserviência suprema ao que lhe determinam os mestres que puxam seus cordéis.

Com a insistente e perversa mania de premiar a incompetência e a obediência cega aos desígnios da cúpula petista, Lula e o PT jogam ao chão a educação pública e agora ameaçam encher os estados e municípios com marionetes treinadas em obediência total e cegos seguidores das mentes por trás dos cordéis.

Evidentemente, em uma retrospectiva histórica, esse plano de poder é o mesmo adotado em outros países que optaram pelos moldes políticos preconizados pela antiga URSS. Sabemos que, por mais que desejam negar, a cúpula petista de hoje teve suas bases ideológicas e seu aprendizado de técnicas de governança calcado nesses preceitos. Antes que você, caro militante, queira contestar isso; lembre-se que todos os membros desta elite atual do PT – exceto talvez Lula – fizeram cursos e mais cursos sobre gestão política e técnicas de governança (sem falar em táticas de guerrilha e terrorismo) em Cuba e na própria União Soviética.

Em todo regime autoritário, seja ele inspirado pelo mais bitolado esquerdismo ou a mais falsa direita ufanista, é na educação que se fundam os primeiros pilares para a efetivação das diretrizes partidárias e do plano de poder. A destruição da capacidade de discernimento da população; o impedimento do raciocínio questionador; a criação de verdadeiros zumbis intelectuais, facilmente manipuláveis, e a criação de verdades incontestáveis é sempre o objetivo maior de qualquer regime autoritário. E isso se faz pervertendo e destruindo o sistema educacional público de uma nação.

E, nesse sentido, Haddad foi um mestre.

Pense nisso.

 

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Nota do Editor: Peço desculpas pela ausências das charges que tanto alegram e ilustram bem os artigos. Estamos com um problema em nosso servidor de imagens e esperamos solucionar o mais rápido possível.

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MERCADANTE NA EDUCAÇÃO: O IRREVOGÁVEL, O OMISSO E O INCOMPETENTE.

 

mercadante o capacho petista

 

Pois é. Um dos grandes problemas do governo petista é a mania de premiar “cumpanheiros” derrotados e incompetentes com carguinhos na máquina estatal. Foi assim nos dois mandatos de Lula e está sendo assim no governo Dilma. Isso, aliás, já era esperado. Afinal, se você acredita que é Dilma quem realmente governa o país, você é daqueles que também acreditam no Papai Noel e no Coelhinho da Páscoa.

Depois de arrumar uma boquinha para a ex-governadora do Pará, Ana Júlia, acusada de um desfalque de mais de R$ 77 milhões, na diretoria de seguros do Banco do Brasil (Entenderam? Colocaram alguém que fez 77 milhões de reais desaparecerem dos cofres públicos para gerir o caixa de seguros do BB) e responsável por uma das piores administrações paraenses da história (nem a presença e o pedido ostensivo de Lula foram capazes de mantê-la no cargo); o premiado da vez é Aloizio Mercadante.

Os poucos que têm memória política devem se lembrar de Mercadante pelo vexaminoso episódio ocorrido antes das eleições presidenciais passadas em que, diante de provas incontestáveis de manipulação política, crimes eleitorais e armações das mais diversas envolvendo Renan Calheiros, Sarney e alguns integrantes da campanha de Dilma que quase foram parar na cadeia. Uma enorme crise política tomou conta do último mandato do “ex-presidente” Lula e ameaçou seriamente a canalhada que o sustentava no poder.

Na ocasião, Mercadante disse que a imoralidade que compactuava com a criminalidade galopante de seus colegas de partido e da base aliada eram de tal forma vergonhosas que ele entregaria seu cargo de senador em “caráter irrevogável”. Fez campanha pró-moralidade, falou um monte de besteiras em entrevistas a jornais e revistas nacionais e atirou lama em todas as direções na televisão. Mercadante se anunciava como o senhor da consciência petista.

Pois é. Bastou uma “chamada” de Lula e o (até então político sério) Mercadante se converteu em mais um palhaço sem opinião e em mais uma marionete nas mãos de Lula, Sarney, Renan e José Dirceu. Com as desculpas das mais esfarrapadas possíveis e visivelmente constrangido, o “pobre” Mercadante teve que subir a tribuna do Senado para, publicamente, se humilhar em cadeia nacional ao tentar alterar o significado da palavra irrevogável na língua portuguesa.

Assim, depois da humilhação pública e de ser posto “em seu lugar”, Mercadante não conseguiu sequer se reeleger governador (*). Destruído politicamente e sem qualquer credibilidade, foi “premiado” com o Ministério da Ciência e Tecnologia na gestão de Dilma.

Ministério de Dilma é para amigos dos amigos

 

Omisso e incompetente ainda se aguarda, ansiosamente, sua posse nesse ministério até hoje. Afinal, nada de importante ou minimamente relevante brotou de sua pasta. Mercadante foi apenas “mais um” a faturar um gordo salário e muitas mordomias sem contribuir com absolutamente nada para o país. Um verdadeiro parasita.

Agora, como se não bastasse a atuação abaixo da mediocridade de Mercadante, ele é presenteado com o que deveria ser o ministério mais importante de um governo que pensasse minimamente no futuro do país como uma grande nação: O Ministério da Educação.

Se com o atual ministro Haddad o MEC já passou por uma das piores administrações de toda história republicana; com um festival interminável de burradas, verbas desperdiçadas, programas ineficientes e que só engordaram os bolsos dos “cumpanheiros ongueiros” – além de toda sorte de escândalos e denúncias ligadas a uma atuação ridícula do ministro – sob a batuta de Mercadante as perspectivas para a educação brasileira são profundamente negras.

Com a sua aptidão para capacho e pau mandado será difícil acreditar que Mercadante baterá de frente com a cúpula petista, desejosa de destruir o pouco que resta da qualidade da educação brasileira e instalar em nosso país uma máquina doutrinadora capaz de “fazer a cabeça” de nossas crianças desde a mais tenra idade.

Assim, ao premiar a omissão e a incompetência em detrimento da qualidade e da aptidão máxima, no (volto a repetir) ministério mais importante da República; Dilma e o PT demonstram que pouco se importam com o futuro de nossas crianças e de nossa nação. Para eles, o que vale mesmo é premiar a obediência cega, a falta de opinião própria e a submissão total aos caciques partidários.

E, se você também tem memória histórica, sabe muito bem aonde isso levará o país.

Pense nisso.

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(*)Nota do Editor: No artigo original mencionei que Mercadante saiu candidato a senador. Erro meu. Ele foi candidato a governador de São Paulo. Mas, no fundo (bem no fundo), o resultado foi o mesmo: derrota humilhante. Agradeço ao leitor e amigo de sempre Gustavo P. Guedes por ter dado uma cutucada bem humorada e apontado o erro. A vocês, leitores, peço que creditem o fato a horas sem dormir e a uma ligeira burrada deste articulista.

#SOPA BLACKOUT BRASIL – O VISÃO PANORÂMICA APOIA.

 

 

#SOPA - Blackout Brasil

 

Amanhã (18/01/2012) ) Blog Visão Panorâmica se unirá a uma corrente mundial de sites, blogs e coletivos que ficarão indisponíveis por doze horas (entre 10:00h e 22:00h – horário de Brasília) para protestar contra o projeto de lei americano que impõe mecanismos de controle semelhantes aos existentes no Irã e na China sobre a Internet.

Você, caro leitor, pode se perguntar por que motivo um blog brasileiro participaria de algo assim, já que o problema é lá nos EUA. Contudo, bem aqui em nossas barbas, há um projeto de lei semelhante promovido pelo senador Eduardo Azeredo (Conhecido como AI5 Digital) e mesmo o SOPA pode atingir sites e blogs aqui no Brasil pois, como a Internet tem caráter mundial e grande parte de seu tráfego passa pelo EUA, qualquer site pode ser afetado pela legislação daquele país. E, pelas regras do SOPA, basta que um site seja suspeito de violar as determinações da lei para que ele seja tirado do ar.

Portanto, além de inspirar aqueles que abominam a liberdade de informação e de expressão por aqui, o SOPA pode acabar respingando em todos nós e impedindo a manifestação do livre pensar do cidadão americano, brasileiro ou de qualquer país do mundo; convertendo-se em uma arma repressora poderosa nas mãos de governos ou de políticos inescrupulosos. Daí a nossa participação.

Entenda o que é o SOPA:

SOPA, Protect IP e e-parasites são projetos de lei que estão tramitando no congresso Americano. SOPA significa “Stop Online Piracy Act”, e estabelece o uso no território Americano de um mecanismo de censura sobre a Internet semelhante ao utilizado em países como a China, Irã e Síria, com a desculpa de coibir a pirataria online, ou seja, pretendem combater práticas sociais que historicamente utilizamos para ter acesso alternativo à qualquer obra cultural: trocar, compartilhar, emprestar… tal qual sempre ocorreu nas Bibliotecas.

O SOPA não afetará apenas os Estados Unidos, pois o país além de concentrar a maior parte da infra-estrutura da rede, concentra quase todos os serviços e sites que utilizamos diariamente, e que podem ser afetados tais como Youtube, Facebook, WordPress, Google, Gmail, Twitter, e muitos outros. Temos de lembrar também que muitos sites são hospedados nos EUA, mesmo sem ter TLD americano e outros fora dos EUA com TLD americano como (.com, .net, .org) em ambos os casos o site estará debaixo da legislação Americana.

SOPA também prevê instrumentos para bloquear os serviços de publicidade e pagamento online sob a jurisdição dos EUA, impactando qualquer site no mundo, apenas com base em uma denuncia de suspeita,e sem ordem judicial.

Os problemas não acabam por ai, o SOPA afetará profundamente a liberdade de expressão na Internet, todos os sites se verão obrigados a aplicar mecanismos de auto-censura, e filtrar toda atividade online de seus usuários para evitar serem bloqueados.

O que diz a lei (SOPA)

Quando um site for denunciado, todos os demais sites que tenham “relacionamento” com ele e não queiram sofrer as consequências legais terão cinco dias para:

  • ISP: Deverão bloquear os seus DNS (impedindo o acesso ao domínio)
  • Serviço de hospedagem: Deverão bloquear o acesso ao site
  • Publicidade: Deverão bloquear a publicidade
  • Serviços de pagamento: Deverão congelar os fundo
  • LInks : Deverão ser removidos links ao site

Efeitos colaterais

Muitas tecnologias (como a rede anônima “TOR”, os DNS alternativos, as redes P2P e os proxys VPN) que permitem a navegação e/ou distribuição de informações anônimas e sem censura, e que são fundamentais para muitos ativistas e organizações políticas em todo o mundo, basicamente se verão ilegais de um dia para outro.

Os provedores de Internet, email, blogs gratuitos, mensageiros instantâneos e redes sociais serão forçados a espionar todo conteúdo publicado por seus usuários em busca de material não autorizado e eventualmente bloqueá-los.

Todas as tecnologias inovadoras nasceram de alguma forma da “pirataria”: O Cinema x as patentes, a indústria fotográfica x seus interpretes, o radio x a indústria fonográficas, o vídeo cassete x cinema, a TV a cabo x TV aberta. Todas operaram em áreas de incerteza jurídica, até as leis se adaptaram ao novo, sem tentar muda-lo. Um marco legal restritivo e antiquado como o que se quer impor agora sufocaria muitas das novas ideias e sem duvida sufocará as próximas grandes ideias.

As comunidades online, em especial as comunidades colaborativas que são o fenômeno da Internet que afetam mais profundamente a nossa sociedade, ou seja, desde a esfera cultural, política, social até a econômica. O bloqueio de sites e tecnologias a serviço destas comunidades irá em muitos casos impedida-las de continuar existindo.

O Brasil e o SOPA

No Brasil estamos ha anos lutando contra o o AI5Digital (PL 84/99) e a favor do Marco Civil da Internet (PL 2126), tem sido uma luta incansável. Todo este esforço pode ser perdido com a aprovação do SOPA, pois junto com a lei Sinde na Espanha e Hadopi na França, ele pode ser um terrível instrumento de pressão para que o Brasil e demais países adotem legislações semelhantes. É importante lembrar que a Lei Sinde que aparentemente havia sido brecada por ativistas Espanhóis, foi aprovada logo no inicio do novo mandato sob grande pressão Americana, e que o AI5Digital, que fora congelado em 2008 voltou a tona no inicio deste ano com grande pressão para aprovação. Não podemos descansar nenhum minuto!

Este texto é uma tradução livre e adaptada do Infográfico disponível no site Direito de ler, saiba mais lendo a entrevista com o Sérgio Amadeu e foi retirado integralmente do site que orienta o protesto – MEGA NÃO..

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Submarino.com.br

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